Arquivo de maio de 2007

Leitor do Mês: Enio Luiz Vedovello

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Para quem não sabe, uma recapitulação: Eu elejo o leitor do mês, todo mês. Basta comentar que está “concorrendo”. (Aliás se alguém souber alguma forma de saber quem são leitores fiéis sem que eles comentem, me avise). O prêmio é inútil: Acesso aos bastidores do blog e o direito de publicar um texto no [sic] cânone do 1001 Gatos de Schrödinger. Eles também ganham uma página onde se descrevem e podem mostrar para todo mundo.ÿ um prêmio esdrúxulo mas é melhor que nada, não é mesmo?

O ganhador pode escrever sobre o que quiser sem ser pornografia ou “provas” de que percepção extrassensorial existe (nesse caso o post deve ser enviado telepaticamente para mim).

O leitor do mês de Maio (Mês sagrado discordiano!, há poucas honras maiores) é o Enio Luiz Vedovello. Com seus comentários sempre abalisados e inteligentes.

[tags]comentários, leitor do mês[/tags]

Cristianismo: Freud explica?

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Não conheço profundamente a psicanálise. Os únicos textos de seus teóricos que li foram de Jung e um deles era uma espécie de auto-biografia, um livro ótimo aliás, “Memórias, Sonhos, Reflexões”. Digo isso a fim de desarmar qualquer um a respeito de que eu tenha um conhecimento sólido sobre qualquer afirmação que possa vir a fazer. Digo isso, pois não são poucos que ao ler um texto qualquer seu acha que você o escreveu como “dono da verdade” e cometeu um erro óbvio para quem realmente entende do assunto, terminam por nem lhe mostrar o erro mas deixam claro que você é idiota. Esse prêambulo serve para isso: Eu não entendo de psicanálise.

Tenho um amigo que se diz “entusiasta” das idéias de Freud. Eu lhe perguntei como que uma peça teatral grega pode descrever um comportamento universal dos seres humanos que faz parte de seu desenvolvimento psicológico. Eu lhe perguntei se antes de Sófocles e “Édipo Rei”, o que as pessoas teriam. Mas havia uma grande falha em meu entendimento da psicanálise como ele logo ia me mostrar.

Para entender complexo de Édipo e evitar que eu tente explicar visite esta página da wikipédia. A Wikipédia pode ser editada por qualquer um, logo ninguém põe a mãe no fogo por sua veracidade.

O que ele me disse era que eu estava me limitando à interpretação. Que o complexo de Édipo havia ganhado tanta fama que ele acabou se tornando uma coisa. Na verdade ele é sobre uma coisa. Ele sabe que sou mais inclinado a livros científicos e passando os olhos pela minha biblioteca me disse: “Veja O Gene Egoísta. Genes não são egoístas. É uma forma humana de descrever um fenômeno que é puro resultado, como se houvesse qualquer tipo de intenção. Não há, ou você acha que antes do livro os genes não eram “egoístas”? Tudo que sobe têm que cair, com ou sem Newtons. Ele me disse que a peça de Édipo serve para ilustrar o conceito. Por exemplo, no Cristianismo. O Espírito Santo (interpretação dele) engravidou Maria que deu luz à Jesus. Jesus é uno com deus, pai e o espírito santo. A Santíssima Trindade. Então de certa forma Jesus=Espírito Santo, logo, a gravidez de Maria foi incesto? No complexo de Édipo há ainda a castração do pai. Note que na interpretação popular Maria continuou virgem mesmo casada, que de certa forma foi a castração de José por nunca ter feito sexo com sua mulher.

Fiquei pensando nisso…Tanto na validade do complexo de Édipo quanto ao meu pré-julgamento a considerando no mínimo uma fábula bem contada sem nem ao menos ter me disposto a pensar a fundo. Isso que dá deixar o piloto automático ligado.

Desliguem o piloto automático!

NOTA: Quem tiver um conhecimento melhor das teorias de Freud e achar a interpretação errônea por favor manifeste-a nos comentários. Qualquer correção é bem vinda: é assim que a ciência e o pensamento crítico funcionam.

[tags] auto-engano, piloto automático,complexo de édipo,Freud[/tags]

Quer acabar com seu dia? Leia “Uma Vida Interrompida”, Alice Sebold

terça-feira, 29 de maio de 2007

Não posso dizer que o dia estava péssimo. Na verdade estava bem divertido. Passei um tempo conversando com o Rafael, e estamos bem próximos de descobrir uma fórmula da felicidade, mas é claro, só revelaremos a um preço bem caro. Desliguei o computador para ir até a biblioteca que é mais ou menos perto de casa. Fui devolver o volume de “Terroristas do Milênio” que falava sobre atos de violência aleatórios e sem sentido que acabam criando um sentido…A melhor forma para explicar isso é se eu dissesse que no livro existe uma forma de terrorismo que acha o terrorismo uma operação mindfuck. Devolvi o livro e fui dar uma olhada nos livros expostos e vejo o volume de “Uma Vida Interrompida – Memórias de um Anjo Assassinado”.

Imediatamente reconheci como sendo o livro que Peter “Senhor dos Anéis” Jackson iria adaptar depois de King Kong, ou pelo menos, o que um boato dizia ser. Me lembrava de que o livro era sobre uma garota assassinada que vê sua família do céu. Me senti morbidamente atraído e interessado. Voltei para casa lendo o livro e cheguei aqui destroçado.

Por quê? O primeiro capítulo é a narração em primeira pessoa do estupro de posterior assassinato e desmembramento da protagonista (Susie Salmon, 14 anos). Mas longe de ser um livro pessimista, dramático e bem vocês entenderam. É um livro leve e estranhamente divertido. Quando se questiona por que não fez algo diferente no céu é aconselhada:

“Não fez e pronto. Não fique quebrando a cabeça. Não adianta nada.Você morreu e tem de aceitar isso”.

Eu estou chocado com a violência do livro e inclinado a abraçar causas feministas. Pelo que eu li no prefácio chegou a ser best seller e eu nem tive notícia dele. Acho que foi melhor desta forma, afinal eu o peguei sem expectativas, sem idéias pré-concebidas. Aliás, é essa a melhor forma de se ler um livro.

Só li 100 páginas e não quero parar até pegarem o maldito que fez tudo com Susie. Sei que este blog está se tornando quase um diário de leituras, mas prometo variar um pouco mais nos próximos dias.

[tags]livros, Uma Vida Interrompida, chocante[/tags]

Livros que não li: “O Arco-Íris da Gravidade”, Thomas Pynchon

terça-feira, 29 de maio de 2007

Link do vídeo.

Eu sempre escolhi livros como se estivesse de alguma selecionando habilidades que eu gostaria de incorporar à minha personalidade. Como se eles fizessem parte de um upgrade em minha vida e de alguma forma mágica eu chegasse um nível acima nesse jogo cada vez mais sem graça e com objetivos semelhantes a cada fase. Ou há literalmente milhões de fases ou a mudança de fases é uma ilusão, mas estou aqui para falar de livros que eu comprei, tentei ler duas, três, cinco vezes, mas nunca consegui. E foram vários. Somente procurarei não falar sobre a minha tentativa frustrada de ler o dicionário….

“O Arco-Íris da Gravidade” de Thomas Pynchon é um livrinho de 785 páginas e letra miúda, o título original, “Gravity’s Rainbow” é o mesmo de uma música do Klaxons, que abre esta postagem. Seu começo sempre aparece em listas dos melhores começos: “A scream comes across the sky.It has happened before, but there is nothing to compare it to now” (Um grito atravessa o céu. Já aconteceu antes, mas nada que se compare com esta vez). E esse sempre foi uma das minhas obsessões. Alguns possuem obsessões como pés, orientais ou ornitorrincos. Eu sempre fui obsecado com três coisas em ordem aleatória: começos, frases e processo criativo. Este foi um dos motivos que me fizeram comprá-lo.

O outro motivo que se combinou a esse foi o fato do escritor nunca aparecer. A única foto que se têm, supostamente dele, é de sua época no colégio. Some-se isso ao fato dele ser adorado por discordianos no mundo inteiro. Eu tinha que lê-lo. Pois é, tenho o livro há pelo menos 3 anos.

Uma das teorias mais loucas que eu li sobre o autor é, que na verdade, ele seria Jim Morrison do The Doors. Qualquer um que conheça a banda ou assista MTV sabe da lenda do rock de que permaneciam certos mistérios de sua morte (somente sua namorada na época viu o corpo, ela morreu um ano depois, e quando o guitarrista viu o caixão disse que Jim não caberia nele).

Me disseram que ler “O Arco-Íris…” torna-se mais fácil após ler “V”. Espero um dia concluir esse livro, mais um da lista dos livros que eu não li.

[tags]livros, Thomas Pynchon, Jim Morrison,O Arco-Íris da Gravidade[/tags]

Mudança de postura

segunda-feira, 28 de maio de 2007

O que fazer ao descobrir que você tomava uma postura abominável? Nada além de mudar meus caros leitores. Vejam o que aconteceu comigo: Neste final de semana eu descobri que fazia algo abominável, censurável e deselegante. Quem já me leu ou viu minhas respostas nos comentários ao teístas que por aqui passaram devem ter notado uma certa obsessão minha em pedi por fatos. A resposta é claro, variava mas poderia ser esta: “Fatos, fatos, fatos, fatos”.Mas o que eu fazia era abominável. Precisou que um amigo meu me dissesse:

“Ibrahim, pedir fatos a um homem religioso é como pedir a um cego que descreva cores. É horrível. É como zombar de sua condição de deficiente”.

Por isso, me desculpem teístas. Apartir de hoje não pedirei mais por fatos da existência de tal entidade alegada por vocês como provida de existência. Só posso me censurar por ter lhes tratado tão mal.

[tags]julgando godot, operação:mindfuck[/tags]

A Semana #25

domingo, 27 de maio de 2007

Esta semana passamos por uma mudança de servidor o que levou este blog a ficar estranho, perder comentários e algumas coisinhas mais. Agora estamos perfeitamente instalados e funcionando. Não vou mais ficar na corda bamba de transferência mensal nem ficar sem espaço em disco.

Vamos ao 5 comentários da semana:

Marquinho em “Uau, eu recebi o escudo…”:

1 + 1 = 3, bom é um caso a ser estudado.

Essa foi a resposta do Marquinho à provocação: “se alguem te disser que 1+1=3″, e mostra de forma certeira o que é o método científico: Se alguém lhe diz algo, você estuda aquilo, tenta tirar conclusões sobre tal. Para uma definição mais curta: o oposto da religião.

Pedro Henrique Taguchi em “RPG & Eu“:

Atenho-me as questões fundamentais: Deuses, Sentido e Morte. Os Deuses acho que são para aqueles que não tem ?desconfiômetro?. Não são nada críticos. E também para quem não consegue se livrar de sua historicidade. O Sentido, acho que já está na palavra: é sentir. Somos nada mais do que corpos sentidores e que temos de aprender a ter prazer nessa única vida, lembra-se do Epicurismo? E já falei da Morte: Morreu, acabou. Nada a temer. Tudo morre e nem reclama. O sentido natural é esse mesmo. Talvez um sono interminável?

Dormir, dormir, talvez sonhar.

Alexandre em “Aproximadamente 23 dicas de encontro para garotos iniciantes”:

Se você achou brilhante seu plano de se tornar amiguinho dela pra se aproximar, esqueça! Primeiro que ela não vai querer ficar com você. A desculpa? ?Não quero perder a sua amizade?. E mais! SE ela resolver ceder, esse relacionamento não vai dar em nada e você não terá mais a amiga.

Me sinto parte de uma excessão, me apaixonei por e namoro com minha melhor amiga!

Confie no seu taco.

Bom, vale dizer pra ela que estou inseguro? Yep, eu fiz isso.

Tente não assustá-la logo de cara. Não dê uma de cara carente e desesperado. Vá com calma e não se afaste do seu objetivo.

Pedi ela em namoro no primeiro dia. Estava tremendo e vermelho como um pimentão.

Nunca, em hipótese alguma, diga: ?quer ficar comigo??. ÿ tosco e decepcionante.

Comigo o ?quer namorar comigo?? teve um bom efeito (com dois dias de atraso).

Minha dica: Existem excessões! :) (E às vezes não dá certo pagar o cinema pra ela, existem mulheres que gostam de se sentir independentes)

Uau! Juntando todas as dicas, só fica sozinho quem quer.Todas devidamente anotadas em meu caderninho.

Enio Luiz Vedovello em “Recall da Humanidade & Zodíaco”:

?[?] de toda sua criação, aquela que é sua imagem, o ápice não cansa de surpreender me das formas mais aterradoras possíveis[?]?
Esse trecho da bíblia que você citou, é na minha opinião um dos mais imbecis que existem. Além de ser preconceituoso contra animais e quaisquer pessoas que sejam ?diferentes? da mediocridade geral, pois ?se você não é igual à ?normalidade?, não pode ser ?semelhante a deus??.
?[?]Não sei quem já disse certa vez que a sabedoria humana possui limites, mas a ignorância é infinita devia colocar a violência em pé de igualdade[?]?
Eu gosto de alertar que nunca devemos subestimar a capacidade humana de fazer m$%&a.
?[?]não há nada gráfico lá. Você não vai encontrar as fotos das vítimas para tristeza de muitos[?]?
Menos pior. Já não chega o que sofreram as vítimas e seus familiares, qual a necessidade de transformar o fato em espetáculo? E o comportamento de quem procura este tipo de foto não é doentio, também?
Desculpe se me excedi. Mas a violência e a idiotice da humanidade me irritam. Profundamente.
Concordo com o recall. Aliás, já passou o prazo de validade?

Um amigo meu chamou atenção para um fato interessante: Godot já fez um recall e foi o dilúvio, exatamente por ter se decepcionado com a raça humana. Segundo meu amigo, o Diabo então teve a idéia de pegar a criação para ele, falou com Noé, salvou uns humanos e ainda hoje reina soberano. Não que eu acredite nessa teoria, mas que é diabolicamente interessante, isso eu devo admitir que é.

[tags]notas do front, comentários, a semana[/tags]

Sobre greves

sábado, 26 de maio de 2007

Quando entrei com 17 anos na faculdade de filosofia eu saí de casa e entrei em mundo novo e assustador. Para quem não dava uma volta no quarteirão sem estar acompanhado de família ou amigos foi uma mudança brutal. Gostamos de pensar que temos o controle da situação, que somos independentes e que sabemos perfeitamente nos virar. Essa é a diferença entre teoria e prática.

Isso foi no começo de 2004 (três meses depois eu faria 18 anos) e logo houve uma greve. Para alguém como eu, que estava chegando, um acontecimento como a greve não tinha propósito. Não respirávamos a atmosfera que os fez se rebelarem, não sentíamos os problemas que com tanta urgência queriam consertar.

Eu, de certo modo, sou contra greves. Primeiro, o ?Sistema? (não gosto muito de usar a palavra sistema para me referir ao andar da carruagem. Eu defendo a mesma opinião de Morrison quanto ao conceito, mas há moldes pré-concebidos demais e não se pode usá-la esperando que vão fazer exatamente a sua leitura) somos nós. Logo, se o Sistema é o inimigo, o inimigo somos nós. Todos somos parte disso. Uma greve é como a rebelião de células do pâncreas ou do pulmão. O organismo não se dá conta de que há algo errado até existir dor.

Uma greve não é um band-aid, não é uma vacina. Uma greve é o equivalente a um enfarte ou derrame para o grande organismo da sociedade. É um sinal claro e inequívoco de que algo está terrivelmente errado e que precisa de uma atenção imediata.

Os governantes ignoram a dor, principalmente nos estágios iniciais, até que cansados de reclamar, parte para o radicalismo: Greve. Corrigindo-me: Os governantes não ignoram a dor completamente. Eles a sentem, apenas tentam resolver outros setores naquele momento antes de agir. Por mais que todo mundo exija do governo a solução imediata de qualquer problema ao custo de críticas para cada falha, temos que ser realistas e admitir que não é possível fazer tudo.

O Gnomo do BLOGOdorium, quis saber a minha opinião sobre greves. É a que eu expus aqui. Não posso ser a favor de greves, não acho que alguém possa conscientemente ser a favor de greves. É como alguém ser pró-violência ou pró-greve?Bem, eu sempre me esqueço de que estes existem aos montes, mas consigo entender claramente a função da greve, mas como parte de um organismo que todos fazem parte, acabam prejudicando-se e muito.

Somente nos resta torcer para que resolvam o impasse o mais breve possível.

[tags]greve,sistema,revolução[/tags]

Terroristas do Milênio de J. G. Ballard

sábado, 26 de maio de 2007

Lendo e adorando. Um tipo de história muito bem escrita e que realmente me motiva a virar página atrás de página. É quase um Palahniuk melhorado e com muito conteúdo. Enquanto Palahniuk usa-se de ?coros? (slogans que se repetem durante todo o livro), e uma prosa descritiva e simplificada ao máximo, J.G. Ballard demonstra ter preocupação com a forma e possui uma prosa bem mais elaborada.

Retirei ontem da biblioteca e estou na página 203, com planos de acabar suas 326 páginas ainda hoje. O que o aproxima de Palahniuk é a temática da revolução e da forma de tentar mudar as coisas. O que o distancia de Palahniuk é que o primeiro pode ser um bom contador de histórias, mas Ballard é um bom contador de histórias e um tremendo escritor e usa seu talento para falar de um revolução feita pela classe média.

Não há como não enxergar paralelos com o discordianismo nas ações praticadas por estes terroristas do milênio (eles literalmente combatem o século XX) ou estas pessoas do milênio (do título original). Destaco algumas das partes mais importantes:

??a idéia de deus como um enorme vácuo imaginário, o maior nada que o ser humano pode inventar. Não algo vasto, lá no alto, mas uma imensa ausência. Você disse que apenas um psicopata pode contemplar a ausência de milhões de casas decimais de zeros. O restante de nós trememos com o vácuo e precisamos enchê-lo com qualquer lastro disponível – truques do espaço tempo, velhos sábios barbudos, universos morais??

Sobre o século 20:
?Ainda anda por aí. Define tudo o que fazemos e nosso modo de pensar. Mas duvido que haja algo de bom a se dizer a respeito dele. Guerras genocidas,metade do mundo na miséria, outra metade andando como sonâmbulos, com morte cerebral. Compramos esses sonhos podres e agora não podemos acordar.?

Sobre o turismo:
“O turismo é o maior soporífero. Trata-se de um tremendo conto-do-vigário, dando às pessoas a idéia de que há algo de interessante em sua vida. É a dança das cadeiras ao contrário. Quando a música pára as pessoas levantam e dançam em volta do mundo, e mais cadeiras são acrescentadas ao círculo, mais marinas e mais hotéis Marriott, por isso todos pensam que estão ganhando. [...]Os turistas de hoje não vão a lugar nenhum. Todos os upgrades da vida levam aos mesmos aeroportos e resorts, à mesma cascata de piña colada. O turista sorri bronzeado, mostra os dentes brancos e pensa que é feliz [...] a ilusão de ir a outro lugar ajuda o sujeito a reinventar a vida dele. [...] Não há para onde ir. O planeta está lotado. Melhor ficar em casa e gastar dinheiro em cobertura de chocolate.?

Embora Ballard pinte um futuro carregado de cores sombrias, compondo uma bela tela distópica (o inverso de um utopia) ele não se acha pessimista, pois ?não é pessimista o sujeito que diz curva perigosa à esquerda?, e esta é a função de sua ficção que não é rotulada por ele como ficção científica. Além de escrever à mão ele acha que a ficção científica foi ultrapassada pois o futuro já chegou e foi pior do que imaginaram. Deixe-me voltar ao livro e à cobertura de chocolate.

Vá Além:
Terroristas do Milênio, J. G. Ballard

[tags]Terroristas do Milênio, J.G. Ballard, livros[/tags]

Mais sobre experimentos sociais

terça-feira, 22 de maio de 2007

Rafael Cardoso Júnior foi uma sátira que eu criei com o Douglas Gravateiro e que eu aproveitei a fim de fazer de um experimento social. Comunico a todos que eu não mais estou envolvido criativamente com o personagem. Para mim ele sempre foi uma piada e acabei me cansando de contá-la. ÿ hora de criar coisas novas.

O blog do personagem continuará sendo atualizado pois Douglas dará continuidade ao mesmo. Eu realmente fiz o personagem com engajamento discordiano e não acho que deva pedir desculpas a ninguém. Sei do que muitos me condenaram e condenam até hoje,citam que critiquei algo sem ter embasamento, o que é verdade, mas eles se esquecem que por mais falta de embasamento que fosse, o “argumento” era a opinião de muitos blogueiros que comentaram, ou seja, representava quer queiram ou não, a opinião de uma fatia do público-alvo deles. Eles deviam me agradecer, afinal, esse é o melhor forma de ver uma reação a um produto.

E comunico também que ontem me foi revelado que eu mesmo participava de um experimento social aos moldes do meu. E eu fiquei realmente agradecido. Tudo começou com Marquinhos, que mesmo tendo opiniões contrárias a quase todas as minhas postava comentários onde expressava sua opinião. Eu, é claro, sempre retrucava. Diálogos desta forma são divertidos e te obrigam a pensar em uma saída. ÿ o meu jogo predileto.

Mas parecia que quem quer que fosse que estivesse por de trás do Marquinhos não estava satisfeito. Queria ver até onde um dos mantras deste blog era seguido: “Respeite as pessoas, não idéias”. Então, ele criou Tatiana. Uma garota de 12 anos que me chamou para um debate sobre a existência de deus. Confesso que ela me irritou um pouco por ter me chamado para o debate e depois declarado ignorância, então eu fazendo referência ao Homem-Aranha 3, eu lhe disse: “Quer perdão? Procure uma religião” (o Peter diz isso ao Eddie).

Depois eu pedi desculpas por isso e ela me mandou alguns e-mails. Na época eu não fazia a mínima idéia de que estava em um experimento social que testaria meus ideais. Mas essa é a graça da coisa, esse é o motivo pelo qual eles são interessantes e válidos. Até falei com ela do meu exame de endoscopia.

Desconfie quando tanto a personagem Marquinhos como a personagem Tatiana disseram se não estavam atrapalhando. O vocabulário era bem similar em alguns pontos e a Tatiana demonstrava um interesse e sintaxe diferenciado das meninas de 12 anos que eu conheço, mas acabei passando por isso, até o Tiago Madeira ver dois monstros nos comentários idênticos dos dois em pouco espaço de tempo. Foi o Tiago também o primeiro a fazer a conexão entre os dois. Eu achava algo de diferente na Tatiana mas não havia feito a ligação ainda. Os monstros dos comentários são construídos com base no seu IP, e ou eles diviam a mesma máquina ou eram a mesma pessoa. vendo em retrospecto os e-mails recebidos confirmou-se a teoria de Tiago: Marquinhos e Tatiana eram o mesmo.

Mas eu ainda não sabia dos motivos.Minha hipótese era de alguém que ficou realmente chateado com o Rafael Cardoso Júnior e que queria me punir. Resolvi não fazer nada até que soubesse as intenções do operador por detrás das personagens. Até que eu pensei: “Não posso esperar pelas próximas jogadas sem fazer nenhum movimento…” foi com isso em mente que para responder um comentário da Tatiana, eu respondi desta forma: “Marqui?Digo, Tatiana…”.

Depois disso, recebi um e-mail onde ele expressa seu objetivo assim como o resultado do teste. Abaixo o que ele escreveu:

Aquela frase no rodapé do blog, sim aquela frase. “Respeite pessoas e não idéias…”.Ela não saia da minha cabeça, até quando seria isso verdade e onde entraria a hipocrisia que sempre se esconde no íntimo de cada um de nós seres humanos.

Nada melhor do que a ajuda de uma prima, nada melhor que criar uma personagem ingênua, doce e um pouco irritante. Como você iria se comportar??? Essa era grande dúvida e a frase no fim do blog me levava a ela. “Respeite as pessoas, respeite as pessoas, seja bom com as pessoas.”

Mas e você? seria bom e atencioso com uma menina de 12 anos? Essa era a grande sacada, esse era o grande teste. Será que jogaríamos por terra sua tese de ser bom com as pessoas.O resultado é que você não foi hipócrita, foi bom com a personagem… Então é hora de sair de cena, não expulso de uma forma arbitrária mas moral.

O golpe foi no 12o. round. Certeiro, mordaz, inteligente como era de se esperar.A frase continua lá… não foi desmentida e nem jogada por terra.

Bem, eu respeito sua decisão de sair de cena, mas não me importo de que tanto Tatiana, como Marquinho ou qualquer outra personagem continuem se manifestando. Somos personagens. Eu apenas parei com o meu pois a piada perdeu a graça, pelo menos para mim. O Douglas o manterá. Agora que passei por um experiemnto social não me sinto mal. Me sinto ótimo na verdade.Ah, talvez seja por que o meu resulatdo foi positivo, afinal eu passei no teste de hipocrisia.

Agora, aqueles a que eu submeti a teste…

[tags]experimento social,ARG,Rafael Cardoso Junior[/tags]

Aproximadamente 23 dicas de encontro para garotos iniciantes

terça-feira, 22 de maio de 2007

Você é um cara que passou a vida sozinho e não faz idéia de como chamar a garota dos seus sonhos para sair? Calma querido, Carol te ajuda!

  • Sabe qual é a primeira coisa que chama a atenção de uma garota para um cara? Errou se respondeu aparência, porque a resposta correta é cheiro. Isso mesmo! É o cheiro que vai fazer com que ela vire a cabeça para ver quem foi que passou e é o casaco todo perfumado que ela vai esfregar no nariz da melhor amiga toda orgulhosa.
    Por cheiro, a classificação é:

    a) Limpinho: cheiro de roupa limpa ou sabonetes suaves (tipo aqueles de bebê)
    b)
    Desodorante: tome cuidado ao escolher e com a quantidade. É quase impossível ficar mais de 20 segundos perto de alguém que se entupiu de rexona. Um segredinho: se você estiver suado/fedido e passar desodorante em cima piora. O mesmo vale para perfumes.
    c) Perfume: tudo o que é demais faz mal. Pra ele, siga as mesmas regras do desodorante.

  • Nós, mulheres, somos menos exigentes no quesito beleza. Há três categorias, mais as raças híbridas, em que você pode se encaixar:
    Gato: carinha bonita.
    Fofo: é um ‘feio arrumadinho’ e simpático. São os preferidos entre a população feminina, segundo a Capricho.
    Gostoso: refere-se ao corpo, com ênfase em barriga (tanque!), braços e pernas

    FAQ: Mulher repara em bunda de homem?
    Claro que sim!

  • Antes de uma manobra mais arriscada, mande indiretas bem diretas e analise as reações dela. Não tente cantadas de pedreiro nem fique pagando pau! É meio (totalmente) humilhante…
  • Se você achou brilhante seu plano de se tornar amiguinho dela pra se aproximar, esqueça! Primeiro que ela não vai querer ficar com você. A desculpa? “Não quero perder a sua amizade”. E mais! SE ela resolver ceder, esse relacionamento não vai dar em nada e você não terá mais a amiga.
  • Não tente se passar por alguém que você não é. Vista-se como você sempre se veste quando for sair com ela. Não importa a produção que ela faça, você vai parecer um retardado com trajes sociais, roupa de rapper ou qualquer coisa que não seja o jeans, tênis e camiseta que você sempre usa ou qualquer que seja o seu estilo. Quando eu digo ‘não inove com seu guarda-roupa’ é um conselho de coração.
  • Confie no seu taco. Se for preciso, “auto-engane-se”.
  • Tenha um bom papo. Fale coisas inteligentes e engraçadas ou simplesmente cultura pop inútil como: “Você já ouviu o novo single da JoJo?” ou “Sabia que o pum de uma ovelha na escócia contribui para o aumento do rombo na camada de ozônio?” Não fale de futebol, a não ser que você queira debater sobre pernas de jogador ou quem é mais bonito: Kaká ou Cristiano Ronaldo?
  • Você sabia?
    Quando se está com a pessoa amada, as pupilas se dilatam, o que nos deixa mais atraentes. Além do mais, o contato visual passa confiança.

  • Você chamou ela pra sair e ela aceitou… Para onde levá-la? Bem, isso eu não posso te falar, mas creio que ao menos você possa fazer uma lista de lugares para onde não ir. Não vá a uma festa se você não gosta de multidões, por exemplo.
  • Tente não assustá-la logo de cara. Não dê uma de cara carente e desesperado. Vá com calma e não se afaste do seu objetivo.
  • Não importa o quanto ela se atrase, pontualidade é essencial.
  • Se você der um bolo em uma guria é bem provável que ela nunca mais olhe na sua cara.

  • Elogie o cabelo dela, a roupa… Diga como ela está bonita.
  • Tenha, para qualquer eventualidade, não um, mas alguns planos B. Ofereça sugestões e pergunte o que ela quer. Você que a convidou e é quem deve dar opções, em vez de pedir pra que ela decida. Questão de cordialidade e cavalheirismo. Vivemos em um mundo sexista, aceite!
  • Propcie à garota um momento único, que a faça querer estar mais em sua companhia. Que tal um pôr-do-sol, uma caminhada sob a lua ou andar na praia?
  • Romantismo não é sinônimo de caretice. Não lhe dê flores ou sei lá no primeiro encontro. É brega e vocês ainda não têm intimidade!
  • Se ela está saindo com você é por uma razão óbvia, por isso: Nunca, em hipótese alguma, diga: ‘quer ficar comigo?’. É tosco e decepcionante. Simplesmente aproveite um momento de descontração, e, enquanto ela ri, olhe nos seus olhos e, naturalmente, aproxime seu rosto do dela. Ela fará o mesmo.
  • Garotas são ciumentas e possessivas. A partir do momento em que pegá-la, ela vai, mesmo que inconscientemente, tratá-lo propriedade dela, independentemente de ela querer ou não algo sério com você. O que difere entre meninas é o grau dessa possessão, podendo até mesmo não ser percebido.
  • Ainda assim, não corra atrás dela demais. Pode ser perigoso que ela fique tão auto-confiante e no comando total no começo da relação.

Agora que terminou de ler, saia já da frente desse monitor e vai pegar a guria, cara! ;)

[tags]garotas, encontros, auto-ajuda, romance[/tags]