Como diria o estripador, vamos por partes.
Parte 1 – O contexto
Como a maioria de vocês já deve saber, mas não custa lembrar, eu estudo no terceiro ano do ensino médio de uma escola de Itajaí. Estudo no Salesiano há 10 anos (desde a primeira série do primário), desenvolvo o site e organizo o Desafio Salesiano a nível estadual. Sou líder de sala, numa turma que é praticamente a mesma há mais de cinco anos (só entraram e saíram alunos novos).
Parte 2 – O álibi
Ontem eu viajei com a Carol e dois amigos (foi nessa viagem que discutimos sobre deus), faltei a aula e perdi (deixei de saber) o causo.
Parte 3 – A camisa de grupo
Minha turma na escola está fazendo uma camiseta de grupo. É normal por aqui, fazemos isso todo ano… Não conseguimos patrocínio desta vez e, por isso, cada um pagou R$ 20,00 para a sua camiseta. Quem estava guardando este dinheiro era um amigo de longa data, que até ontem conseguira R$ 660.
Parte 4 – O causo
Ontem meu amigo tinha R$ 660 reais na carteira, conferidos antes da hora do recreio (9:55). No final da aula, ele se deu conta de que sua carteira tinha sumido. Encontrou-a sem o dinheiro jogada no banheiro mais tarde.
Parte 5 – Trabalho investigativo
O primeiro pensamento possível é: Arsene Lupin roubou a carteira com todos olhando sem ninguém vê-lo. Mas agora vamos às evidências…
Notamos que nenhuma outra mochila foi mexida, o ladrão sabia exatamente o que ele queria, inclusive em que local da mochila a carteira estava, de onde concluí-se que foi um dos meus 32 colegas de classe. Alguém poderia ter entrado na sala durante a hora do recreio, mas as salas são trancadas, então só se fosse um professor (hipótese totalmente absurda no meu colégio) ou alguém que copiou uma chave (quem?). O grupo não desceu para mais nada depois do recreio. Se não foi no recreio, foi alguém que pegou a carteira sem ninguém ver, colocou no bolso e pediu pra ir no banheiro. Será?
Conclusão
Pedindo esmola por um dia cada um de nós consegue 20 reais. Não é pelo dinheiro, mas pelo fato de uma pessoa que estuda na mesma sala que você há tempo não ser confiável. Eu levo meu laptop para a escola todo santo dia, há 4 anos. Não faltaram oportunidades pra uma pessoa roubar, embora um laptop seja maior que uma carteira e seja muito difícil sair do colégio com ele. De qualquer maneira, criou-se um clima de medo de deixar qualquer coisa com valor numa mochila na sala de aula.
O coordenador pedagógico e uma equipe de professores está estudando o caso e acredito que eles vão conseguir resolver o caso, mas é triste pensar que não podemos confiar em nossos amigos.
Agora, tomem de assalto o estúdio da realidade e refaçam o universo.
Isso foi numa sala de um terceirão com cerca de 30 conhecidos (amigos) do colégio particular mais caro da minha cidade. Agora imagine isso a nível comunitário, municipal, estadual, federal e será simples compreender as mentiras, os furtos, os assaltos, a corrupção, a falta de esperança… É isso aí. Como dizem por aí e já dizia a Geração Coca-cola de Renato Russo, “nós somos o futuro da nação”.
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é o personagem mitológico mais confuso que existe na história da humanidade. Alguns dizem que ele sempre existiu, mas segundo a história judaica antes de -1834 YOLD (equivale a 3000 a.C.) ninguém nem desconfiava que ele existia. Ninguém sabe ao certo como é esse tal de “deus”, por isso ele foi canonizado (mais informações sobre santos na página 60 do 













