Arquivo de fevereiro de 2008

Cloverfield: “Sim, nós temos clichês”

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Eu já assisti “Cloverfield” há algumas semanas e confesso que saí frustrado da sala de cinema. Esperava mais, muito mais. Sem dúvida combinou uma técnica de filmagem com uma narrativa muito bem sacada (a fita gravada sobreposta, revelando o sub-plot) e sem dúvida dá um novo fôlego aos filmes de monstros. Mas eu esperei um ano por esse filme achando que ia ver um filme sensacional sobre Cthulhu. Ok, não é Cthulhu, mas não foi isso que me frustrou. Cloverfield está cheio de clichês!

Alerta de Spoilers! Só continue apartir daqui se você sabe que o Bruce Willis está morto desde o princípio, Brad Pitt é Edward Norton, e o casal de Cloverfield aparentemente morre no final

Uma Câmera na Mão e Um Monstro Gigante

Sem citar o óbvio “A Bruxa de Blair”, que eu nunca vi, posso citar filmagens no estilo: “The Office”, “Arrested Development”, “Reno 911″. Ok, nenhum deles é ação desenfreada. Então que tal os dois últimos Bournes, filmados no usual estilo de Paul Greengrass com essa “câmera na mão” usado nos excelentes “Vôo 93″ e “Domingo Sangrento”.

O Sujeito Que Ama a Garota que o Ignora

Hud, o sujeito com a câmera, faz o típico “sujeito que ninguém leva muito a sério e é interessado pela garota que o ignora totalmente”. Suas tentativas de abordar ela com desculpas esfarrapadas, quando ela se machuca para salvar ele (depois fazendo suas vísceras explodirem através de uma proteção, sendo a cena que mais me deixou pensando).

O Mocinha Salva a Mocinha

Ok, é temporário. Mas a não ser que em algum filme, o sujeito dê uma poção de eternidade para a mocinha, ele também a salvou temporariamente. Nós morremos. Todos. E todo adulto, acredito, sabe disso. Cloverfield satisfaz a platéia ao mostrar ela sendo salva. Um detalhe aqui merece ser destacado: Não vou falar sobre a inclinação do prédio, nem nada, mas parece que havia algo atravessando o corpo da moça, e eles a tiraram de lá a puxando. Ora, eu assisto “Grey’s Anatomy” e sei que fazendo isso eles a condenaram a sangrar até a morte, a não ser que arrumassem ajuda médica rapidamente.

O Conflito se Resolve

Faz o que toda boa história deve fazer, ótimo. Mas vai me dizer que aquela cena de um dizendo que ama o outro antes de “morrerem” não é clichê?

Encontro com o Monstro

Por mais que nada seja explicado, Hud levanta várias hipóteses. Mesmo que seja realmente difícil ver como o monstro é, ocorre um encontro em que conseguimos ver sua cara. É um momento tenso e marcante, que não podia faltar, não é mesmo?

Destruição de Ícones

Alguém falou “Independece Day”? Ou vai me dizer que ninguém achou estranho o monstro gigantesco que destrói prédios facilmente apenas decapitou a estátua da liberdade, a arremessando direto para o trailer misterioso e exatamente na rua onde estão os protagonistas?

Não quero desmerecendo o filme, ou dizendo que é ruim, eu adorei, só quero usá-lo para embasar a afirmação a seguir: Uma história se faz com clichês, o que muda é como vocês os apresenta. Se você quer ser totalmente original provavelmente irá falhar. A diferença está em como você usa as convenções. E isso é claro, se aplica a livros, blogs, quadrinhos…

Mais Cloverfield:
Cloverfield – ou: Godzilla no dos outros é refresco
NÓS VIMOS: Cloverfield


Creative Commons License crédito: Marcin Wichary

Plugin para Wordpress: Photo Dropper, utilize fotos Creative Commons em seu blog

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Não costumo abordar assuntos relacionados a blogs pois acredito que há uma tonela de gente por aí que pode fazer melhor do que eu ou simplesmente copiar os bons. Mas este novo plugin para Wordpress alia uma das bandeiras defendidas por este blog então acho interessante compartilhar com todos e trazer o conhecimento para quem possui um blog, pensa em ter um ou quem sabe sabe ainda terá.

photodropper1.png

O que faz?

O Photo Dropper permite que através do painel de edição do Worpress você busque fotos licenciadas como Creative Commons no Flickr e as acrescente na sua postagem com um link de atribuição (parte integrante de quase toda obra licenciada nestes termos). Torna o trabalho de atribuir autoria muito mais simples, assim com a busca por tais fotos. Permite que você não use fotos protegidas por copyright sem autorização dos donos.

Quando se vê fotos em blogs na maioria das vezes não existe autoria, e eu mesmo já usei muitas e muitas fotos desta forma, ou às vezes há um link para um daqueles sites/blogs que publicam dezenas de fotos todos os dias, mas quase nunca os tais são donos das fotos, são apenas mais um na cadeia de violação dos direitos.

Importante notar que se você usa um blog comercial, isto é, possui links de afiliados, anúncios UOL, Adsense ou qualquer forma de obter renda, você deve usar apenas as fotos que permitem o uso comercial das mesmas, bastando clicar nesta opção na aba de opções do plugin.

Como funciona?

Muito simples. Para quem usa Wordpress não há mistério. Basta colocá-lo na pasta /plugins, seja através de FTP ou o OneClick Install, ativá-lo e já deve estar na sua aba de edição de postagens bem acima do uploader de imagens.

keyword-search.png

search-results.png

single-photo.jpg

photo-in-post.png

Basta digitar as palavras-chaves, em inglês será infinitamente mais fácil encontrar, escolher a foto e o tamanho entre os três disponíveis. Simples, indolor e tudo dentro da legalidade.

O problema de se usar fotos sem permissão é um pouco cultural e de responsabilidade social. Acredito que esse plugin ajudará a educar mais os criadores de conteúdo no sentido de que facilitará a todos o uso justo de fotos.

Recomendo aos interessados que assinem o feed do plugin pois o autor promete novidades para a primeira semana de Março.

Todas as fotos apresentadas nesta postagem possuem Copyright © 2008 Photo Dropper.

Reductio ad absurdum

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Convoco alguns blogs à um meme, que deve ser respondido e passado a diante para outros novos blogs (três é bom :D ). O meme consiste em mostrar três situações, fatos ou conclusões e tentar mostrá-los como absurdos. Pode-se (e aqui a prática é encorajada) expor as respostas de outros participantes do meme! Não faz-se necessário que sejam absolutamente absurdos. Aos seus postos, começa o jogo da contradição.

Esta é a diretriz dada por Scheider o Discordiano-Que-Fala-Esperanto dada no meme corrente: Absurdo

Aqui vão as minhas reduções (aliás, manobra de debate predileta)

1. “Se porrada educasse as pessoas, bandido saía da cadeia santo.”

Essa foi dita recentemente pelo Presidente Lula. Quem diria! Lula usa o bom e velho “reductio ad absurdum” aqui ao usar um exemplo extremo que ridiculariza como absurda a proposta. Sem qualquer juízo da questão, há muitas pessoas que acham o contrário e não estou querendo dizer apenas de “presos”. Já que o “se porrada educasse as pessoas…” é usado por país ao redor do país com seus filhos. Olhem o que eu ouvi um dia desses:

“Pára de chorar! Pára de chorar! Se não vou te bater até sair em sangue!

Será que podemos considerar isso uma redução ao absurdo para a criança cooperar ou…?

2. “Brasileiro é…”

Geralmente uma redução ao absurdo é um argumento deliberadamente utilizado apenas com o objetivo de atacar a idéia que se espera combater. Mas uma generalização boba que faz de um vício de certas pessoas uma regra universal que vale para pessoas nascidas em uma delimitação geográfica e criados em culturas extremamente diversas é um ataque à inteligência de qualquer um. Sempre que ouço algo como “os brasileiros são…” eu sei que lá vêm besteira. O velho “senta que lá vêm história” do Rátimbum. É uma espécie de sabotagem por redução ao absurdo do próprio interlocutor, o que funciona muito bem em sátiras.

3. Monstro de Espaguete Voador

Não gosto quando citam o Monstro do Espaguete Voador como uma coisa nova em termos de religião sátirica. Temos tantas anteriores como o discordianismo, até mesmo os sodomitas dos Subgênios, mas como estou mais prestando homenagens a reduções ao absurdo, o Monstro de Espaguete Voador é exatamente isso. Foi criado por Bobby Henderson, usada para parodiar os esforços dos criacionistas e crentes no design inteligente, que pregam o ensino de tais teorias nas aulas de ciência, ao invés da teoria da evolução. Seu fundamento é que, dados os argumentos usados pelos criacionistas e apoiadores do design inteligente, sua teoria descompromissada considera um ‘monstro de espaguete voador’ como criador do mundo sendo uma alegação igualmente legítima para um lugar no currículo científico. Esse é um bom exemplo de uma forma débil de redução ao absurdo, uma vez que não evolve uma contradição formal. Alguém poderia alegar dizendo que o criacionismo e o “monstrismo-do-espaguete-voador” (ou “Pastarianismo”) deveriam de fato ser considerados nas escolas,essa posição afrontaria a maior parte das pessoas como um absurdo (e essa é a intenção de Henderson), mas ela é, ao menos, internamente consistente.

Quem é o próximo?

Vou deixar aberto aos três primeiros que comentarem e expressarem o desejo de participar.

Gerador de Improbabilidade Infinita
Reflexões e perda de tempo
Parem o Mundo


Creative Commons License crédito: nep

Dicas para evitar um assalto

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Conversando com o leitor Luigi Locatelli, ele me contou sobre o que tem observado e constatado sobre como agir preventivamente de modo a evitar um assalto. Segundo ele é tudo uma “questão do mimetismo social, se você está num lugar que não é o teu “habitat”, tente ficar a vontade, misturar com os locais, porque senão você é isca fácil e mesmo sem querer acaba provocando algo que não tava procurando

Não chame a atenção, misture-se com o meio
Você está andando na rua e quando nota está no meio de uma saída de baile funk…não fique olhando assustado para os lados ou ande rápido, pois isso chama atenção. Caminhe entre eles normalmente, desarrume um pouco a roupa e de preferência assuma um “gingado” mais malandro na caminhada, mantenha sua rota com determinação, não desvie o olhar pra baixo, sempre olhando pra frente, mas também nunca encare os outros demais, evitando puxar briga. Se você mantém sua postura como se fosse do meio, não há problema. Ficar suspeitando de tudo chama a atenção e demonstra fraqueza (que é os fracos que eles preferem “atacar”), não encare as pessoas por muito tempo, pois afronta provoca demonstrações de domínio e exposição de “mostrar quem manda”. Permaneça na sua que não tem problema

Vista-se de acordo com o ambiente
Tem que atravessar a cidade numa área barra pesada de noite? Coloque uma calça jeans mais folgada (não muito) e de preferência um moletom com gorro. Sai andando normalmente de noite, com as mãos no bolso, andando “malandreando”, com leve gingado. Pode ter certeza que pessoas normais vão atravessar a rua quando você tiver passando, e mano que é mano não assalta magrão com cara ou pose de marginal, especialmente com as mãos no bolso, nunca sabem o que você poderia estar usando. (comigo sempre deu certo)

Mostre que está na mesma situação
Foi abordado por um assaltante de rua, aqueles magrão que começam pedindo um dinheiro pro ônibus, depois vão pedindo “dezão”, depois pedem tudo. Quando ele fizer a primeira pedida, já responda na boa, como se tivesse querendo ajudar ele de mano pra mano, algo do tipo: “bah véio, to só com a grana pro meu busão também, dai não vou ter nem como voltar pra casa meu”, se faça de “brother” ferrado também…”só tava indo ali na padaria cara, to sem nada meu”….na pior das hipóteses você perde só uns trocadinhos de leve que tenha no bolso, mas o cara sai na boa, e pelo menos você não sofre risco de agressão. (também já usei umas 3 vezes e funcionou)

Não ofenda os marginais
Já vi 2 vezes uma mulher atravessar a rua quando vê uns carinhas vindo. As vezes os caras nem iam assaltar ela, mas dai se sentem insultados pela atitude dela…(muitos marginais não gostam de ser chamados de marginais) e dai atravessam a rua e vão pegar ela.

Proteja-se dos raios UV
Outro detalhe importante.ladrão (fora os sob efeito de drogas) não são idiotas….as chances de você ser assaltado quando estiver de óculos escuro também são menores, porque eles nunca sabem pra onde você está olhando, é sempre mais seguro assaltar quem não usa óculos.

Com drogado não tem chance
Magrão chega drogado querendo te assaltar….bah…ai fodeu, com as drogas o magrão não existe razão…passe o que ele quer e mande embora o mais rápido possível.

Excêntrico Local Lê um Livro Inteiro

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

RIO CLARO, SP — Sentado em uma lanchonete, o auxiliar de escritório Jacinto Esmegma aparenta ser tão normal e bem ajustado quanto qualquer um. Mas, há mais do que podemos ver nesse sujeito de 27 anos: Jacinto recentemente terminou de ler um livro.

Sim, a coisa toda.

“Foi demais,” disse o Rio Clarense, que, mesmo tendo uma televisão e uma vida social ativa, leu cada uma das páginas de “O Alquimista” de Paulo Coelho. “Especialmente a parte sobre o Universo conspirar a nosso favor. Muito bom”.

Esmegma, que nunca pulou algumas páginas para ver o que iria acontecer e se esquivar de longas passagens em busca de figuras, começou sua bizarra jornada uma semana atrás. Três dias depois, o excêntrico paulista continuava lendo, completando capítulo após capítulo, aparentemente por vontade própria.

“A coisa toda me absorveu”, disse jacinto, referindo-se não a um filme, video game ou esportes competitivos, mas a uma novela completa com 192 páginas inteiramente cobertas com palavras. “Havia dias em que era difícil deixar de ler”.

Ainda mais bizarro, Esmegma acredita-se tenha feito a maior parte de sua leitura durante seu tempo livre — tempo em que ele este saudável e estável morador local poderia literalmente fazer qualquer coisa, estar surfando na internet, tirando uma soneca ou simplesmente olhando para o teto de seu quarto.

“Seria legal lê-lo de novo em algum momento”, Jacinto continuou, como se fosse uma coisa perfeitamente natural de se dizer.

Embora seja difícil para eles imaginarem o que fez Esmegma ler mais do que a resenha do livro, amigos e família dizem que o estranho comportamento vêem de sua infância.

“Eu me lembro de quando ele era bem pequeno, ao invés de pegar um livro, ficar entediado, e então jogar isso em sua irmã, ele na verdade se sentava e lia a coisa toda,” disse a sua mãe Maria Esmegma, que declarou ter desistido de tentar explicar o hobby estranho de seu filho. “Naquele tempo, nós achávamos que era apenas uma fase que ele estava passando. Acho que nós estávamos errados”.

Com o passar dos anos, Jacinto leu dúzias de livros do começo ao fim, sendo ou não forçado a isso por um professor ou existindo um filme baseado no livro ou não. De acordo com a sua namorada, Florentina Assis, ele até mesmo utiliza um objeto de papelão especialmente para que ele possa saber onde ele parou de ler e depois retornar ao exato ponto onde parou.

“Eu costumava achar a leitura dele meio que charmosa, pois eu nunca realmente encontrei ninguém que leia fora de salas de espera,” Florentina disse. “Mas mais e mais, está ficando estranho, entende? Ele não pode nem mesmo ir à praia sem levar um de seus livros junto”.

De acordo com a psicóloga comportamental, Dr. Elizabete Silva, a leitura de livros inteiros por Jacinto reading é anormal e pode ser indicativo de uma obsessão séria com leitura.

“Ao invés de apenas olhar a paisagem em uma viagem de ônibus ou gastar horas após horas vendo vídeos no YouTube à noite, o Sr. Esmegma, ao contrário de muitos homens saudáveis, procura os livros por gratificação,” disse a doutora. “Realmente, é um caso clássico de comportamento desviado”.

“Ao menos, é o que parece da minha leitura superficial sobre o caso,” ela adicionou.

Tão bizarro quanto aparenta, ele não está sozinho. Uma vez por mês, ele e alguns residentes se encontram para não apenas ler livros mas também para discutir sobre eles.

“Eu não sei, é como esse estranho ‘clube do livro’ que ele faz parte,” disse Caio Moreira, um colega de trabalho e amigo de Jacinto. “Sério, que bando de aberrações”.

Creative Commons License foto crédito: HelenaN

Adaptado à realidade local (e não deixa de ter um fundo de verdade), de um artigo publicado no The Onion.

Hakim Bey da Silva

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

“Não há transformação, revolução, luta, caminho. Você já é o monarca de sua própria pele – sua liberdade inviolável espera ser completa apenas pelo amor de outros monarcas: uma política de sonho, urgente como o azul do céu.”

Disse Hakim Bey. Não em português mas estamos aos poucos transformando. Esta postagem é apenas para notificar a todos que a página de Downloads do 1001 Gatos foi atualizada com textos do responsável por “TAZ”, “Terrorismo Poético” e o “Anarquismo Ontológico”.

E agora para algo completamente diferente…

O que vocês desejam ler no 1001 Gatos? Estou realmente interessado em ouvir algumas opiniões pois estou com algumas idéias e seria errado não ouvir o que vocês pensam sobre o assunto. Aguardo ansiosamente pelas respostas. Obrigado!


Creative Commons License foto crédito: hugovk

É homenagem, não é “cópia”

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

“The Office” é provavelmente meu seriado predileto. A greve dos roteiristas deve ter sido a primeira greve que realmente me afetou, pois ficar longe de novos episódios de “The Office” é realmente muito complicado. No vídeo acima, Jim, que adora pregar peças, se veste de Dwight e o imita. No final do episódio, Dwight o imita em retribuição, para quem não conhece o programa (ninguém é perfeito) ou não sabe inglês, abaixo a transcrição dos diálogos:

Jim imitando Dwight

Jim: “Está um pouco embaçado…Assim é melhor. Pergunta: Que tipo de urso é o melhor?”
Dwight: “Esta é uma pergunta rídicula…”
Jim: “Falso. Urso Preto”.
Dwight: “Isso é discutível…Existem duas linhas de pensamento…”
Jim: “Fato: Ursos comem beterrabas. Ursos. Beterrabas. Battlestar Galactica”.
Dwight: “Ursos não…O que está acontecendo…? O que você está fazendo!?”

Jim: “Semana passada, eu estava em uma farmácia, e eu vi esses óculos. Quatro dólares. E só me custou 7 dólares para recriar o resto do conjunto. E isso dá um total de…Onze dólares”.

Dwight: “Quer saber, imitação é forma mais sincera de elogio, então eu lhe agradeço”.
Dwight: “Roubo de identidades não é uma piada, Jim! Milhões de famílias sofrem todos os anos!”
Jim: “Michael!”
Dwight: “Oh, isso é engraçado…Michael!”

Dwight: “Pam…”
Pam: “Hey Dwight, você está bem bonito hoje”.
Dwight: “Oi Karen”.
Karen: “Hey Dwight, parecendo elegante!”
Dwight: “Sim, isso é porquê eu sou o seu namorado, Jim Halpert. Karen, quer que ficamos juntos mais tarde, e ter um intercurso sexual pois você é minha namorada…?”
Jim: “Você quer?”
Karen: “Não. Estou bem. Obrigada”.
Jim: “Olha só!”
Dwight: “Eu sou Jim Halpert”.
Jim: “Correto”.
Dwight: ” Ah-luh-luh, um pequeno comentário. Muh”.

Esse vídeo somente foi para introduzir a The Asylum, uma produtora de cinema americana que se nunca assinou um grande blockbuster ou hit do verão mas pelo menos ela trabalhou com enredos similares. Saca só pelos pôsteres:

avh_large.jpg

“Alien versus Hunter”, se o dos grandes estúdios é fezes no coloquial, eu não quero nem saber sobre esse.

pirates_large.jpg

Vamos ver: Pirata em destaque, casal e ao que parece o fidalgo maligno, então é o quarto “Piratas do Caribe”? Não, mas quase. É “Piratas da Ilha do Tesouro” com um dos slogans mais divertidos: “Uma aventura de pirataria no alto mar como você nunca viu“.

transmorphers_large.jpg

Duvido que tenham uma Megan Fox. Se você não gosta de robôs, nem de caros, nem de filmes de ação mas gosta de mulheres, então “Transformers” é um filme que você deve assistir.

snakes_large.jpg

“Snakes on a motherf**** train!”

iamo_large.jpg

Só queria saber se esse possui o título correto. Pois o “Eu sou a Lenda”, deveria se chamar “Ele é a Lenda” ou era já que ele morre no final após ter conseguido a cura. Ah, há um spoiler nesse parágrafo.

monster_large.jpg

Nem Cloverfield escapou…Duvido que tenham uma Odette Yustman. Se você não gosta de filmes com câmeras que tremem, personagens que morrem no final, filmes de monstro gigante, mas gosta de mulheres, então “Cloverfield” é um filme que você assistir.

Engraçado que muitos blogs fazem a mesma coisa…Esta postagem mesmo é uma cópia homenagem à uma postagem do Dúvida Cruel.

20 Coisas Que Você Provavelmente Não Sabe Sobre Relatividade e Einstein

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Acho pertinente aprender sobre a relatividade, ao menos algumas curiosidades sobre ela, ainda mais depois de ter uma notícia sobre o assunto. Além de instrutivo estes dados podem ser surpresa para muitos.

Tradução & adaptação de um artigo da revista sobre ciência Discovery.

1. Quem inventou a relatividade? Bzzzzt – errado! Foi Galileu que teve a idéia em 1639, quando ele viu que um objeto caído comporta-se do mesmo modo seja em um navio em movimento, seja em terra firme, dependendo de onde se encontra o observador.

2. E o nosso garotão Einstein não chamou de relatividade. A palavra nunca aparece em seu trabalho original de 1945 (Apenas 306 anos após Galileu), “Sobre a Eletrodinâmica dos Corpos em Movimento”, e ele odiava o termo, preferindo “teoria invariante” (já que as leis físicas são as mesmas para todos os observadores, nada a ver com “relatividade”).

3. Contínuo espaço-tempo? Também não foi Einstein. A idéia do tempo como uma quarta dimensão veio de Hermann Minkowski, um dos professores de Einstein que o chamava de “cão folgado”.

4. O físico austríaco Friedrich Hasenöhrl publicou a equação básica E = mc2 um ano antes de Einstein, aliás, o que esse rapazinho fez?

5. Nunca ouviu falar de Hasenöhrl? Isso se deve à sua falha em conectar a equação com o princípio da relatividade. Verdammt!

6. Mas Einstein realmente reformulou a relatividade de galileu para lidar com algumas bizarras coisas que acontecem a velocidades próximas à velocidade da luz, onde o tempo fica mais devagar e o espaço se comprime. Isso conta alguma coisa.

7. O trabalho em tempo integral de Einstein no escritório de patentes suíço permitiu-lhe desenvolver suas teorias por horas quando ninguém estava olhando. Ele poderia esconder suas notas em sua mesa quando um supervisor chegasse.

8. Embora Einstein não tomasse álcool, quando ele finalmente completou sua teoria da relatividade, ele e sua mulher, Mileva, se embebedaram debaixo da mesa – na velha forma de bagunçar com o contínuo espaço-tempo.

9. Afeição é relativa. “Eu preciso de minha esposa, ela resolve todos os problemas matemáticos para mim,” Einstein escreveu quando estava completando sua teoria em 1904. Em 1914, ele pediu a ela para “renunciar todas relações pessoais comigo, já que elas não são absolutamente requeridas para razões sociais.”

10. Regras também são relativas. De acordo com Einstein, nada pode viajar mais rápido que a luz, mas o espaço não teria tal limite; imediatamente após o Big Bang, a expansão acelerada do Universo aparentemente deixou a luz para trás.

11. Ah, e há duas relatividades. Até agora nós estamos falando de relatividade especial, que se aplica a objetos se movendo em velocidade constante. A relatividade geral, que cobre coisas acelerando e explica como a gravidade funciona, veio uma década depois e é renomadamente o único verdadeiro insight de Einsten.

12. Ele gostava de se divertir com seu amigo: Quando Einstein estava parado em alguma matemática da relatividade geral, ele relaxava com seu velho amigo do colégio Marcel Grossmann, de quem ele estudava as notas após ter matado aulas anos antes.

13. A primeira versão da relatividade geral tinha um erro grosseiro de matemática, um erro de cálculo da quantidade de luz que seria distorcida pela gravidade.

14. Eles resolveram testar a teoria durante um eclipse solar em 1914, mas tiveram que desistir da idéia por causa da Primeira Guerra Mundial. O erro seria exposto de Einstein estar errado.

15. O experimento com o eclipse finalmente ocorreu em 1919 (Você pode ver uma das imagens imediatamente após este item). O físico britânico Arthur Eddington declarou que a relatividade geral era um sucesso, elevando Einstein para a fama e souvernirs variados.

467px-1919_eclipse_negative.jpg

16. Em retrospecto, parece que Eddington se enganou com os resultados, mostrando fotos que provavam estar na verdade errados.

17. Por que ninguém se deu conta disso? Até a morte de Einstein em 1955, os cientistas continuavam não tendo quase nenhuma evidência da relatividade geral em ação.

18. o que mudou drasticamente nos anos 60 quando os astronômos começaram a descobrir objetos extremos – estrelas de netrons e buracos negros – que colocaram dentes profundamente no espaço-tempo.

19. Hoje em dia a relatividade geral é tão bem compreendida que é usada para pesar galáxias e llocalizar planetas distantes pela forma com que distorcem a luz.

20. E se você continua sem entender as idéias de Einstein, então tente através das plavras dele em pessoa: “Coloque sua mão em um fogão quente por um minuto e isso parecerá por uma hora. Sente-se com uma garota bonita e isso parecerá ter durado um minuto. Isso é relatividade”.

Aprendemos uma ou duas coisas, hã?

O Erro de Einstein

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Uma dupla de cientistas alemães afirmaram ter quebrado a velocidade da luz – um acontecimento que pode minar todo nosso conhecimento do tempo e espaço.

De acordo com a teoria especial da relatividade de Einstein, precisaria-se de uma quantidade infinita de energia para acelerar um objeto mais do que 299 792 458 metros por segundo. Porém, Dr. Gunter Nimtz e Dr. Alfons Stahlhofen, da Universidade de Koblenz, conseguiram, note-se aparentemente, a chegar a resultados práticos de suposições que muitos cientistas sérios só faziam a título de piada.

uein.jpg

A dupla disse que eles conduziram um experimento no qual fótons viajaram “instantaneamente” entre um par de primas que haviam sido movidos a a uma distância de 3 andares. Sendo possível viajar a uma velocidade superior à da luz, isso levaria a uma grande variedade de consequências bizarras.

Quão bizarro? Teoricamente poderíamos chegar a um lugar antes mesmo de partir.

Os cientistas estavam investigando um fenômeno chamado tunel quântico, que permite a partículas sub atômicas a aparentemente quebrar as leis inquebráveis da física. Quem assistiu “Contato” ou leu o livro é através de um túnel quântico que fazemos contato.

Até o momento essa é a única violação conhecida da relatividade especial.

Vejam como a ciência é impressionante. Em outros campos, seria o mesmo que dizer que Maomé errou e o nome de Allah na verdade era Allih ou que Jesus era gago e não fez nenhum de seus discursos. Nestes campos o sujeito levaria olhares tortos, seria acusado de herege e até mesmo apedrejado como um infiel. Na ciência o cara só ganha uns tapinhas nas costas e se estiverem certos, até mesmo um Nobel e o nome entra para história como os sujeitos que mostraram que Einstein estava errado.

Rip off do Telegraph Uk

A moralidade e benefícios da fé

sábado, 23 de fevereiro de 2008

O texto foi modificado a partir do livro Star Wars e a Filosofia, com pequenas alterações, omissão de autores e referências diretas aos filmes para que não ficasse muito longo e incoerente.

diagrama_fé
Clique na imagem para ter uma perspectiva total do assunto.

Poderia-se afirmar que a fé, ou crença sem evidências suficientes, é errada em um sentido epistemológico (que não pode levar ao conhecimento da verdade). Mas pode-se dizer que ela é sempre moralmente errada?

Não, é a resposta se você não está a fim de ler até o fim…

Ela pode levar a conseqüências desastrosas. O que faz com que ter uma crença seja imoral não é apenas a questão de a crença ser verdadeira ou falsa, nem mesmo se ela produz frutos ou não, mas sim como ela se originou. O perigo da fé não está no fato de ter uma crença falsa, nem mesmo que possamos transmitir uma crença falsa a outros, embora isso seja muito ruim. O que é ainda pior, se tivermos o hábito de não buscar justificações para nossas crenças, é que podemos nos tornar extremamente crédulos e, por conseguinte, selvagens, como o bárbaro Povo da Areia de Tatooine.

Quais são essas condições que devem ser obtidas para que a fé seja moralmente aceitável?

Em primeiro lugar, é aceitável ter fé apenas quando a escolha é intelectualmente duvidosa. Se uma pequena dose de pensamento for suficiente para decidir a questão de um modo ou de outro, então não podemos simplesmente escolher ter fé.

Além do mais, a decisão relevante deve constituir uma opção genuína. Uma opção genuína é uma escolha viva, forçada e momentosa. Uma opção viva é aquela na qual existem pelo menos duas possibilidades reais a ser escolhidas. Além de se viva, uma opção genuína deve ser forçada. Uma opção forçada é aquela na qual uma decisão equivale a escolher um caminho ou outro.

Finalmente, uma opção genuína deve ser momentosa. Ou seja, ela deve ser importante e especial. Decidir ir ao mercado comprar toalhas de papel não é algo momentoso.

Isso prova que a fé é vantajosa? Parece que ainda não. Em primeiro lugar, devemos mostrar que a vantagem por acreditar em uma verdade é maior do que a desvantagem que ele poderia ter por acreditar em uma mentira.

Acreditar nas verdades e evitar as mentiras são nossos primeiros e grandes mandamentos como pretensos conhecedores, mas essas são duas coisas diferentes. Por exemplo, alguém pode evitar o erro não acreditando em nada, mas é claro que há valor em acreditar em algumas coisas, de modo particular em coisas verdadeiras. Além disso, algumas verdades não podem se percebidas sem a fé. Em alguns casos, parece que podemos criar verdades por meio de nossas crenças.

Não havia como explicar sem colocar o exemplo a seguir, esse fenômeno semelhante ao descrito no teorema de Thomas. Me arrisco a dizer que talvez seja até mesmo O segredo do Segredo. E aqui também lavo minhas mãos:
-Testem esse exemplo por conta e risco!

Tomemos, por exemplo, a conhecida história de um homem que se defronta com perigosos criminosos em um beco escuro. Em vez de fugir dos criminosos ou lutar com eles, o homem os trata como se fossem pessoas afáveis. E, tratando os criminosos dessa maneira, apesar da evidência em contrário, os criminosos se tornam afáveis. Isso, talvez é o que acontece quando Luke confronta Darth Vader…

Eu não resisti.