Arquivo de maio de 2008

Grupo de Escrita: Cinco coisas

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Resolvi fazer um grupo de escrita que está aberto a qualquer um interessado em participar.

Objetivo

Escrever uma postagem que envolva cinco itens em qualquer contexto, objetivo. Em forma de lista ou não. Você pode falar sobre os cinco elementos ou sobre seus cinco órgãos humanos prediletos. Você pode ir criando desde já e linkar para esta página. Dia 23 de Junho eu encerro as participações e sorteio o prêmio.

Prêmio

Um livro EQM que será sorteado entre os participantes.

Apresento, no espírito da iniciativa, 5 motivos para participar:

+ 1 postagem: Se você tem um blog, este será mais uma postagem, facilmente adaptada a qualquer nicho. E ainda corre o risco de ganhar um livro.

Link: Fato: Blogueiros amam links e eu irei linkar todos os participantes.

Desafio: Afinal, vamos ver se a maioria irá pelo caminho mais fácil e cair nos “5 livros”, “5 filmes”, “5 blogs” ou fazer elaborações mais complexas como “5 finais sensacionais”, “5 mortes no cinema”, “5 blogueiros que detonam”.

Participação: Se a blogosfera é feita de conversações, onde estão elas? É algo muito pouco exercido na internet, com iniciativas dessas você realmente participa de uma conversação. Conhece novos blogs e blogueiros.

Listas: Todos amam listas. É um exercício de criatividade, gera reações por faltar algo ou ter algo que não devia estar lá, são fáceis de se fazer e divertidas também.

Espero que participem! Estimulem mais a participarem, pois se conseguir mais de 50 eu sorteio 5 livros. Promessa. E vamos lá: Rock n’roll

Zen To Done em Português

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Eu sempre defendi uma cultura livre. Em suas mais diversas formas. Seja o irmão hippie malucão do Copyright, o Copyleft, seja na gangue do Creative Commons, a licença GNU e por aí vai. Licencio minha criação intelectual com ferramentas que permitem uma liberdade maior aos consumidores/produtores. Esse blog já recusou parceria comercial pois teria que proibir a utilização do conteúdo. Não fico pensando em um “mundo perfeito de sol e cultura livre”, penso numa cultura livre,. Agora mesmo. E um grande problema, cultural acho, é que a maioria das pessoas não entende os conceitos e poucos, fora da música, fazem amplo exercício dessas licenças.

Mesmo com mais de 1 milhão de fotos disponibilizadas gratuitamente para uso, a maioria ainda busca imagens no Google Imagens e poste sem qualquer culpa, e depois reclamam da falta de cidadania ou corrupção dos políticos. Cidadania está presente em todo lugar. Sei que é cômodo e muitas vezes vai no piloto automático se isentar da responsabilidade, mas mesmo com ferramentas simples, permanecem cometendo os mesmos erros.

O preâmbulo foi um pouco maior do que eu originalmente planejava. Pois bem, Leo Babauta, autor de blogs como Zen Habits e Write To Done fez um passo bem corajoso e inovador: disponibilizou todo o conteúdo de seu blog e de seu livro, Zen To Done.

Until now, I granted limited permission, mostly for non-commercial use.

Now, I’m granting full permission to use any of my content on Zen Habits or in my ebook, Zen To Done, in any way you like.

I release my copyright on this content.

From now on, there is no need to email me for permission. Use it however you want! Email it, share it, reprint it with or without credit. Change it around, put in a bunch of swear words and attribute them to me. It’s OK. :)

Leo Babauta in Open Source Blogging: Feel Free to Steal My Content

Zen To Done

É um livro de produtividade. É a versão “simples, direto ao ponto, zen” do GTD, Getting Things Done, de um cara chamado David Allen. No Brasil o livro onde o mesmo apresenta seu sistema se chama A Arte de Fazer Acontecer. ZTD é um livro pequeno, traduzido cheio de falhas por mim que o ajudará a ser organizado, menos distraído e mais focado.

Eu resolvi traduzi-lo por dois motivos:

  • Eu escrevi meu livro de ficção, EQM, em 23 dias, e para isso eu criei um “sistema”. Não se trata do ZTD, mas se baseia nas mesmas filosofias básicas. Ainda irei falar melhor do meu sistema no futuro, se ainda não toquei no assunto foi porque eu só usei uma vez, ainda que com relativo sucesso. Como estou passando pela segunda experiência, acredito que poderei falar com maior solidez do mesmo.
  • E colocar em prática a liberdade de uso que o Babauta permitiu. Você pode comprar a versão original em inglês por 9,50 doláres. A versão em português traduzida por mim, pelo melhor preço: grátis.

Baixe agora:

Espero que interesse a alguém :)

6 traços “unicamente” humanos encontrados em outros animais

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Sofremos de uma espécie de “Síndrome de Pinóquio”: Queremos ser “pessoas de verdade” e não apenas “marionetes da natureza”, no caso, os animais. Mas não se engane, somos animais, demasiadamente animais.

1. Cultura

Arte, teatro, literatura, música, religião (intercambiável pela palavra “fábulas”), arquitetura e culinária – são estas coisas que geralmente associamos com cultura. Claramente nenhum outro animal tem algo que se aproxima deste nível de sofisticação cultural. Mas cultura em princípio é simplesmente a soma das características formas de viver, aprender de um para outro e através das gerações de um grupo particular, e outros primatas sem dúvida possuem práticas que são únicas para os grupos, como as formas específicas.

Exemplos ainda mais convincentes de culturas animais são encontradas em cetáceos. Baleias assassinas, por exemplo, se dividem em dois grupos distintos, residentes e transitórios. Ainda que ambas vivam nas mesmas águas, elas possuem estruturas sociais diferentes e estilos de vida, formas distintas de comunicação, gostos diferentes de comida e técnicas diferenciadas de caça — todas as quais ensinadas pelos pais na criação.

2. Leitura mental

Nada de percepção extra-sensorial ou Professor Xavier. Talvez o sinal mais seguro de que um indivíduo têm a percepção da mente de outro é sua habilidade em enganar. Para lograr alguém você deve entender seus desejos, intenções e motivos — exatamente a mesma habilidade que caí na “teoria da mente”. A habilidade de atribuir estados mentais aos outros já foi pensado como um traço unicamente humano, emergindo repentinamente por volta do quinto ano de vida. Mas a descoberta de que bebês podem enganar levou especialistas a concluir que o desenvolvimento de habilidades de “leitura mental” ocorre gradualmente, e alimentou o debate sobre estarem ou não presentes em outros primatas.

Experimentos nos anos 90 indicaram que grandes gorilas e alguns macacos entendem enganação, mas seu entendimento da mente dos outros é provavelmente mais implícito do que explícito como ocorre em humanos adultos.

3. Uso de ferramentas

Alguns chimpanzés usam rochas para quebrar nozes, outros pescam com lâminas de plantas e um gorila foi observado medindo a profundidade da água com uma vara, mas nenhum animal usa ferramentas com o vigor do corvo-da-nova-caledónia. Para extrair insetos suculentos de dentro de fendas, eles criam uma seleção de ganchos e arames, feitos ao recortar intrincadamente folhas de pandanus com seus bicos. E tem mais, experimentos em laboratório sugerem que eles entendem a função das ferramentas e usam criatividade e planejamento ao construí-las. Há até mesmo um vídeo no YouTube, cheque isso.

4. Moralidade

Um estudo clássico em 1964 revelou que macacos rhesus famintos não aceitariam a comida oferecida se ao fazer isso significasse que outro macaco levaria um choque elétrico. O mesmo é verdade com ratos (e faz dos cientistas de 64 aqueles vilões de pulp que amarram os heróis em cadeiras que dão choque). Isso indicaria moralidade? Por décadas, nós preferimos encontrar explicações alternativas, mas recentemente o etologista Marc Bekoff da Universidade do Colorado tem defendido que os humanos não são a única espécie moral. Ele afirma que moralidade é comum em mamíferos sociais, e que durante brincadeiras eles aprendem o certo e errado das interações sociais, as “normas morais que podem então serem estendidas para outras situações como dividir alimento, defender recursos, trato e carinho”.

5. Emoções

Emoções permitem formar vínculos com outros, regular nossas interações sociais e torna possível comportar-se com flexibilidade em diferentes situações. Nós não somos os únicos animais que precisam fazer essas coisas, então porque deveríamos ser os únicos com emoções? Existem muitos exemplos de comportamento emocional em outros animais ( mais surpreendente: mesmo em Nietzsche foi observado comportamento emocional!)

Elefantes cuidam de membros do grupo incapacitados parecem mostrar empatia. Um ritual funerário feito por pega-rabudas sugerem pesar. E muitos outros, tanto que em nossos dias, poucos duvidam que animais tenham emoções, mas se eles as sentem conscientemente, como fazemos, é um debate aberto.

6. Personalidade

Não é surpresa que animais que vivem sobre constante ameaça de predadores são extra-cautelosos, enquanto aqueles que enfrentam poucos riscos são mais imprudentes. Além de tudo, tais estratégias bem sucedidas de sobrevivência devem ter evoluído por seleção natural. Mas a descoberta de que indivíduos de uma mesma espécie, vivendo sobre as mesmas condições, variam seu grau de ousadia ou precaução é mais notável. Em humanos nós preferimos nos referir a estas diferenças como traços de personalidade (todo mundo que assistiu documentários da vida animal como “Procurando Nemo” ou “Madagascar”, sabe que animais possuem personalidade)

De aranhas covardes e salamandras corajosas a pássaros agressivos e peixes sem medo, nós encontramos muitos animais que não são tão sem caráter quanto poderíamos esperar. E mais ainda, trabalhar com animais levou à idéia de que os traços de personalidade evoluem para ajudar indivíduos a sobreviverem em uma vasta gama de nichos ecológicos, e isto está influenciando a forma com que psicólogos pensam sobre a personalidade humana.

Standing meerkat
Creative Commons License crédito: Tambako the Jaguar

Comer animais? É moral?

E ainda tem pessoas que os comem? Claro, e vão continuar justificando seu ato, assim como o fazem fumantes que chegam a afirmar que “pessoas fumantes são mais interessantes” e absurdos desse tipo. Mas isso ocorre por que temos a tendência a pensar no certo e errado de trás para frente. Nossa “moralidade”, o senso de certo e errado (e que portanto, algo não poderia ser considerado um “moralismo” e na verdade ser pensado como moral ou não, não é universal e sim colocado à mercê de quem as evoca). Como Steven Pinker nota:

Certos vegetarianos evitam comer carne por razões práticas, como reduzir o colesterol e evitar toxinas. Os vegetarianos morais evitam a carne por razões éticas, para não serem cúmplices com o sofrimento dos animais.
Mesmo quando as pessoas concordam que um resultado é desejável, podem discordar sobre se ele deve ser tratado como uma questão de preferência e prudência ou como uma questão de pecado e virtude.
Rozin nota, por exemplo, que o hábito de fumar foi moralizado ultimamente. Até pouco tempo atrás, compreendia-se que algumas pessoas não gostavam de fumar ou o evitavam porque era prejudicial à saúde. Mas, com a descoberta dos efeitos nocivos do tabagismo passivo, hoje fumar é tratado como algo imoral.
Muitas dessas moralizações, como o ataque ao tabagismo, podem ser entendidas como táticas práticas para reduzir um mal recém-identificado. Mas, se uma atividade liga nossos botões mentais no modo “moral”, não é só uma questão do mal que ela provoca. Comer um Big Mac é falta de escrúpulos, mas não queijo importado ou crème brûlée.
O motivo desses critérios duplos é óbvio: as pessoas tendem a alinhar sua moralização com seus próprios estilos de vida.

Ou ficam com o belíssimo argumento de Homer: “Se deus queria que não comêssemos animais não os teria feito com gosto de carne!” (que é só outra forma de alinhar sua moralidade com sua vida).

The only way to keep it...is to SLEEp on it..lol
Creative Commons License crédito: Chevysmom

Suculento? Isso daria um ótimo prato na Coréia!

Eu lhes anuncio: EQM

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Então é isso.

EQM está no ar para ser baixado, lido, revisto, criado finais alternativos, traduzido para o mandarim ou francês. Tenho que mais uma vez agradecer aos mecenas do livro, pois sem eles eu não teria conseguido. Não sei se os volumes já chegaram, mas todos já foram encaminhados.

Tenho que confessar que estou com medo. Muito medo. As pessoas pagam por isso e não gostaria de saber que eu as fiz gastar em algo que não gostaram.

Aqueles que fizerem resenhas, eu agradeço. E os que puderem me enviar e-mails contando o que acharam do livro, eu também agradeço.

Então é isso. 23 de Maio de 2008: EQM é lançado. A sorte é lançada.Agora não podemos fazer outra coisa senão esperar, e não creio que tenhamos que esperar muito.

Compre o livro

23,00 + Frete

Faça o download gratuito de EQM:

O que você pode fazer:
Comprar o livro.
Entrar em contato e me dizer o que achou do livro.
Criar obras derivadas.
Fazer uma resenha e me informar.
Conhecer os mecenas que ajudaram a publicar o livro.
Apontar erros para que as próximas edições sejam melhores.
Entrar na comunidade do orkut ou do facebook.
Visitar meu novo blog: Ibrahim Cesar

10 Produtos ACME Que Todos Gostariam de Ter

terça-feira, 20 de maio de 2008

A ACME foi uma das indústrias cujos produtos mais depertavam minha atenção e desejo quando menor. Embora aparecesse em diversos desenhos, o consumidor mais fiel deles sem dúvida era Willie Coyote. Abaixo listo dez produtos essenciais ACME, que só possuem a desvantagem de não vir com garantia contra estupidez.

10. Kit ACME Faça-Você-Mesmo Tornado

Olhe que sensacional: Você compra ele na comodidade de seu lar e assim que os correios entregarem, você pode criar seus próprios tornados.

9. Pílulas Terremoto

Continuando no modo de pensamento “destruição em massa”, que tal essa pílulas de terremoto? Embora não dê para ler, as letras miúdas explicam que elas são ineficazes com “papa-léguas”.

8. Tônico ACME para aumentar a velocidade

Provavelmente o grande segredo do Flash. Além de conter as vitaminas RPM (sacou?), ele eleva sua velocidade instantânea. Altamente recomendado para idosos, altamente não aconselhável para homens que irão ter intercursos sexuais nas próximas 12 horas.

7. Garota Instântanea

Salvação de nerds, geeks e blogueiros que fingem pegar todas quando seu hino é “I Touch Myself“.

6. Acme Motor a Jato

Mais decepção com o século 21: Onde estão os carros voadores? Onde está o meu jet-pack? Somente a ACME para pensar em criar um motor a jato para que nós possamos voar sentados em cima deles. Definitamente para alguém que gosta de um pouco de adrenalina.

5. Escola por Correspondência ACME de Boxe

Afinal você é um homem ou um rato? Você consegue aprender a se defender sozinho em apenas 10 lições! Se a moça do “Garota de Ouro” soubesse desse serviço, toda a metade do filme que ela fica insistindo para ser treinada nem precisaria estar lá.

4. Arma ACME de Tempo-Espaço

Com um tiro e o alvo ou evoluí ou volta para uma versão mais primitiva. Precisa de outra prova para a Teoria da Evolução de Darwin? Incontestável. A arma foi testada com pitboys e parece que ela só funciona os mandado para o futuro (veja Morlocks), quando a versão primitiva funciona eles voltam a ser coacervados.

3. Tinta Invisível

Se Harry e Frodo podem, por quê não você? E a tinta é bem melhor do que uma capa e um anel, itens no mínimo suspeitos para a masculinidade dos usuários. Pense nas possibilidades.

2. Pistola Re-Arranjadora Atômica ACME

Parece não haver nada que a ACME não possa oferecer no formato “pistola”. É muito mais prático, você aponta, saí um raio colorido de lá e pronto. Como nenhum gênio do marketing aproveitou essa idéia ainda? Mas essa pistola é sensacional: Com um tiro, ela rearranja os átomos de algo. O que deveria resultar em uma massa disforma de componentes básicos, na verdade faz uma maçã virar um abacaxi, um pato virar uma vaca e assim por diante. Seria o fim de pessoas feias e chatos. Ou vai me dizer que aquele cara chato não daria um bom peso de papel?

1. Pistola Desintegradora ACME

Tradicional produto ACME. Revolucionaria o mundo, já que não seriam necessárias demolições com explosivos ou mandar caras para detonar bombas dentro de cometas. Mas dificultaria muito o trabalho do CSI. “O que acharam na cena do crime?”, “Pó, apenas pó”, “E onde ele está?”, “Sabe o que é, Grisson, eu tenho rinite alérgica e…”. Pensando melhor, o mundo não terminaria como Gandhi previra, “cego e banguela”, mas “em pó”. Mas apenas em casos de mau uso, ou amigos que resolvem espiar dentro do cano por curiosidade e apertam o botão por acidente, é interessante encomendar junto a Pistola Integradora ACME.

Para conhecer mais produtos ACME e ver de onde estes vieram visitem o Catálogo Ilustrado de Produtos ACME.

Beatles from HELL

segunda-feira, 19 de maio de 2008

The Beatles’ HELL vem servir o mundo com faixas clássicas remixadas para o vosoo puro deleite. Os quatro poetas de Liverpool – ou do Limbo – decidiram pagar uma etapa no HELL (ou INFERNO para quem não fez BRASAS haha!) como alguns soldados que ainda estão no Oriente Médio foram obrigados a fazer. Eles deram um rolé nos mesmos círculos que Dante nos descreveu 708 anos atrás, e chegaram no fundo do poço, um deles chegando até a ser casar com a Heather Mills. Mas essa viagem é vossa sem esvorço, basta baixar o ultimo disco dos rapazes, The Beatles’ HELL, sim!

Eu já falei antes dos projetos sensacionais do Fritz: Beatles HATE e Renegade Boys. Agora após uma descida aos Infernos, ele leva os Beatles a um novo lugar: The Beatles’ HELL.

No site você encontrará disponíveis não apenas as canções para ouvir, mas como para download direto em diversos formatos (em .zip, via torrent, em formato .mp3 ou CD, enfim, o diabo a quatro), assim como a capa e wallpapers bacanas. Não sei se são as gravuras de Doré para a Divina Comédia ou Paraíso Perdido, mas são sensacionais.

Mesmo gostando muito de Beatles eu nunca gostei de duas coisas: “Hello Goodbay” e o fim da banda. Olhe que em HELL, Hello Goodbay se redime totalmente em Hell’O Goodbay. Mas as minhas prediletas do disco ficam entre Helleanor Rigid e Hell Terskelter. O CD é ótimo, no habitual “Padrão Fritz de Qualidade”.

Essa é a minha dica para usar com os megabytes que você provavelmente baixaria com pornografia ou música ilegal.

Bônus Track: Masomunism

the beatles.
Creative Commons License crédito: gisel h.

Rebeldia é Mercadoria

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Muitas perspectivas contra-culturais como ativistas ecológicos, culture-jammers, grafiteiros, skatistas, e anti-consumistas possuem várias similaridades entre eles. Todos percebem o resto do mundo (o mainstream), como opressores e provocando lavagem cerebral para a conformidade por uma grande força social, e as leis da sociedade (formais e outras) são pensadas para suprimir da natureza humana a sua razão. Os movimentos contra-culturais não são únicos como eles querem aparecer e nem mesmo tão espontâneos. São um bando de pessoas se vestindo, falando e produzindo da mesma forma, para ser diferente. Apenas por não serem adotados por muitos (mainstream), eles o preferem por ser adotado por poucos (alternativo). É apenas um clube segregador e preconceituoso como todos os outros.

“O sistema”, essa entidade que parece ser o antagonista de todos eles, mas que não foi encontrado para dar entrevista, não é algo que busca conformidade, como eles clamam, pelo contrário, ele busca a individualidade e a competição por distinção. Vejam “Beleza Americana”, “Clube da Luta”, “Matrix” e “Adbusters”, todos produtos supostamente em algum nível contra-culturais, mas populares no mainstream. O sistema capitalista não está tentando suprimir a individualidade; mas na verdade, uma força de distinção guia o mercado (afinal, para vender não basta fazer o mesmo que os outros). Os indivíduos estão em constante busca para se “sobressair”.

Logo, tribos sociais, movimentos contra-culturais, só poderiam surgir e se tornar movimentos de longo prazo em um ambiente capitalista. E no caso do consumismo, como todos estão tentando se distinguir uns dos outros, a “rebeldia” é um caminho excelente para isso. Não é surpresa então, a imagem do rebeldia em sua com a não-conformidade é um ponto pacífico de vendas para muitos produtos. Encorajar a compra de produtos subversivos ou contra-culturais não faz mais do que tentar torná-los mainstream.

Veja os produtos orgânicos. Entraram em moda recentemente e são bem mais caros. Há todo o lance de não usar agrotóxicos e auxiliarem o meio ambiente. Mas se vendem nesse caráter de irem contra a “maré do Sistema”, de serem “autênticos”. Ou seja, um produto comercial como qualquer outro, que vende por ser diferente do mainstream.

Na música se vê muito isso. Bandas “alternativas” estão vendendo mais do que crias-de-gravadoras. Leio muito em fóruns de Orkut, várias pessoas que reclamam quando seus artistas prediletos ou músicas aparecem na MTV, no rádio ou novela. “Agora vai virar modinha”. “Não gosto mais agora que toca na rádio”. Objetivamente não mudou nada no produto, mas ele perdeu seu apelo “alternativo”, que é requisito para algumas pessoas consumi-lo.

Camisetas de Che, livros de autores “marginais” que vendem mais do que muitos outros “conformistas”. Por mais bem intencionados que acreditem ser, apenas usam uma tática diferenciada de marketing (e afinal, não existe hoje o marketing de guerrilha?). Eles não lutam contra o sistema. São parte dele, apenas não querem admitir isso. Que estúpido, a célula cardíaca contra a pulmonar. Rebeldia é mercadoria. E os rebeldes, quem diria, os melhores representantes do capitalismo.

Leia também: Por que não sou alternativo, no Nada Pensitivo!

Che
Creative Commons License crédito: Leif (Bryne, Norway). Em breve sairão dois filmes sobre a vida de Che, por Steve Soderbergh (Traffic), quem diria, Che dando milhões para Hollywood…Rebeldia é Mercadoria!

Albert Einstein: Religiões são “superstições infantis”

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Tradução parcial de matéria do Guardian:

“Ciência sem religião é manca. Religião sem ciência é cega.” Assim disse Albert Einstein, e seu famoso aforismo se tornou fonte de debates sem fim entre crentes e descrentes querendo proclamar que o maior cientista do século 20 para seu próprio lado.

Uma carta pouco conhecida dele, talvez, possa ajudar a encerrar o debate, a estabelecer o argumento – o uao menos provocar mais controvérsia sobre sua visão.

Prestes a ser leiloado esta semana em Londres após estar em uma coleção privada por mais de 50 anos, o documento não deixa dúvidas de que o físico teórico não era seguidor de crenças religiosas, as quais ele se mencionava como “superstições infantis”.

Einstein escreveu à mão a carta em 3 de Janeiro de 1954 para o filósofo Eric Gutkind que havia lhe mandado uma cópia de seu livro Choose Life: The Biblical Call to Revolt (algo como: “Escolha a Vida: Um Chmado Bíblico para Revolta). A carta foi vendida um ano depois e ficou guardada em mãos privadas desde então.

Na carta, ele afirma: “A palavra deus é para mim nada mais do que a expressão e produto da fraqueza humana, a bíblia uma coleção de honoráveis, mas ainda assim lendas primitivas que não são nada mais do que extremamente infantis. Nenhuma interpretação não importa o quão astuta pode (para mim) mudar isto”.

Einstein, que era judeu e declinou a oferta de ser o segundo presidente do estado de Israel, também rejeitava a idéia dos judeus serem o povo escolhido de deus.

“Para mim a religião judaica como todas as outras é uma encarnação das superstições mais infantis. E o povo judeu a quem agradeço pertencer e com sua mentalidade que tenho grande afinidade não possui qualidade diferente para mim do que qualquer outro povo. Até onde minha experiência vai, não há grupos melhores do que outros grupos humanos, embora sejam poupados dos piores tipos de câncer pela falta de poder. Fora isso eu não consigo ver nada ‘escolhido’ sobre eles”.

A carta irá ser vendida no Bloomsbury Auctions em Mayfair na quinta-feira (15/05) e é esperada chegar a mais de £8,000.

Eu já tinha ouvido crentes proclamarem que Einstein acreditava em deus pois tem aquela famosa frase: “Deus não joga dados”, que eles não tendo conhecimento nenhum de física quântica não sabe que foi apenas uma frase de efeito para demonstrar que ele desacreditava a teoria de que o mundo subatômico seja indeterminista, deus na frase seria apenas uma metáfora para a “fábrica da realidade”. Niels Bohr deu uma boa resposta à Einstein: “Pare de dizer o que ele faz com seus dados!”

Albert Einstein Sculpture
Creative Commons License crédito: tzk333

Chuveiro elétrico

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Um amigo manauara veio a minha casa em Floripa para estudar cálculo. Logo depois de atravessar a porta, ele perguntou:

– Você usa chuveiro elétrico?
– Uso sim. Por que?
– Eu tenho uma dica pra deixar a água mais quente no chuveiro elétrico: é só abrir pouquinho o registro.

Fiquei pensando achando que foi alguma brincadeira que não entendi. Depois de um tempo, caiu a ficha:

– Não tem chuveiro elétrico em Manaus?
– Até tem, tem ricos que usam, mas eu não acho que tenha necessidade, então não uso.
– Caramba! Como você toma banho a noite? Não fica frio lá a noite?
– Fica… uns 25 graus.

A cada dia aprendo uma nova e cada vez mais chego a uma conclusão óbvia e inevitável: o Brasil é grande!

Mapa do Brasil

Homem de Ferro

terça-feira, 13 de maio de 2008

O melhor filme adaptado de quadrinhos para mim é Uma História de Violência. Antes do domingo, a melhor adaptação de quadrinhos de super herói, era Homem Aranha. Era. Tentei controlar meu entusiasmo e achava que ao menos era melhor que o Homem Aranha 3. Mas eu já me decidi. Homem de Ferro é, pessoalmente, a partir de agora, meu filme predileto de Super Heróis.

Para começar, o filme é cheio de piadinhas para fã. Embora haja as melhores tiradas do cinema contemporâneo depois de “Obrigado por Fumar”, ele tem algumas coisas que fazem a alegria de fãs de quadrinhos. Desde à homenagem para a primeira armadura dele, passando por frase do Quarteto Fantástico, zoeira com a SHIELD, referência com a Guerra Civil e Samuel L. Motherfucker Jackson interpretando Nick Fury e me ligando no 220 pela seqüência.

O filme foi muito bem escrito. A maioria das pessoas pode deixar passar, mas muitas partes daquele filme são recriações mitológicas clássicas. O herói tendo de enfrentar o seu inimigo sem máscara (em uma alusão à sua “parte humana”), o seu desapego preferindo morrer mas destruir o mal, o inimigo sendo uma versão sombria do herói e ele sendo um herdeiro que vê a destruição causada por seu reino. Todas peças clássicas da mitologia do herói.

Robert Downey Jr não deixou dúvidas de ser ótimo para o papel, enquanto Gwyneth Paltrow pela primeira vez para mim apareceu como MILF. Lembro que uma das coisas que eu falava depois do filme era sobre o diretor: “E esse cara é o diretor de Um Duende em Nova York. E esse cara é o diretor de Um Duende em Nova York“. Grande filme de super heróis, o melhor até aqui. Que venha a Iniciativa Vingadores!

Robert Downey Jr. - 2
Creative Commons License crédito: lewishamdreamer (against video)