Aparelho de Choque, isso mesmo, um aparelho de choque!

Meses:

novembro 2008

Invasão Comunista

por Ibrahim Cesar em 19 novembro, 2008

O Brasil sediará pela primeira vez o Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, entre os dias 21 e 23 de novembro, no hotel Jaraguá, em São Paulo. Na ocasião, cerca de 80 partidos de diversos países estarão reunidos para trocar informações e experiências.

Organizado pelo PC do B, o encontro reunirá representantes do Partido Comunista da China, Cuba, Bolívia, Dinamarca, Chile, França, Grécia, Índia, Holanda, Espanha, África do Sul e Estados Unidos, entre outros.

Durante os três dias, os partidos discutirão a crise internacional, as contradições e os problemas nacionais, sociais, ambientais e anti-imperialistas. Além disso, a luta pela paz, a democracia, a soberania, o progresso, o socialismo e a unidade de ação dos partidos comunistas e operários também são temas do encontro.

A notícia acima foi publicada em um jornal local. Fui dar uma olhada no hotel que eles vão se hospedar. Parece que os operários e comunistas tem MUITO dinheiro para vir até o país, se hospedarem e fazer uma conferência de negócios, ops, uma conferência política contra o capitalismo.

Como já escrevi antes em “Rebeldia é Mercadoria” é realmente muito irônico olhar para esses movimentos e ver que estruturalmente eles em essência são produto do capitalismo que tanto combatem.

Mas fica aqui a dica para vendedores ambulantes: 21,22 e 23 de Novembro leve suas camisetas, bíquines, malas, o que seja com a estampa do Che até o hotel indicado.

Commie Demotivational Poster
Creative Commons License crédito: johnxfire

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Como Escrever uma Boa Dissertação

por rev. Beraldo em 17 novembro, 2008

ou Refutando Idéias do Senso Comum

Como a FUVEST acontece no próximo domingo, resolvi ajudar vocês, jovens discordianos, nerds, desocupados e estudiosos, et cetera, a escrever uma boa redação. Para isso, vou usar velhos chavões sobre como fazer isso. A lista deles está disponível aqui.

Dicas para se escrever uma boa dissertação

Só abordar na introdução e na conclusão o que realmente estiver no desenvolvimento;
Discordo em parte; a introdução pode ser usada para diversos fins. Eu, por exemplo, constantemente a uso para descrever coisas in media res, ou seja, apresentar um cenário já desenvolvido e, a partir daí, relacionar coisas aparentemente não relacionadas. O erro da dica está em considerar que assuntos precisam ser relacionados de forma objetiva e evidente, quando, na realidade, eles podem, muito bem, estar relacionados de forma subjetiva e obscura.

Uma pequena luz sobre a subjetividade: hoje está caindo, em muito, a hipócrita necessidade do uso da segunda pessoa no plural ou terceira pessoa numa dissertação. Visto que a subjetividade vem sendo reconhecida, tanto que os “manuais e cartilhas” de redação já estão se adaptando à realidade do “eu penso que…”, também é racional argumentar-se que a subjetividade vai além da semântica: agora, o ser que escreve é valorizado, ou pelo menos deve ou deveria ser.

A dica diz, também: “só se deve abordar na conclusão o que realmente estiver no desenvolvimento”, e isso eu concordo. Uma conclusão, obviamente, é baseada em argumentos já apresentados. Dessa forma, salvo recursos estilísticos (algo que as redações de um vestibular desconhecem, praticamente), essa parte da dica é mais uma observação que uma dica, de fato.

Evitar períodos muitos longos ou seqüências de frases muito curtas;
Isso é pobreza de idéias. Recursos como frases longas ou curtas e intercaladas são clássicos, e qualquer espasmo poético dentro de uma dissertação deveria ser louvado. Essa idéia de que “dissertação é uma coisa, poesia outra” já caiu por terra, na prática, nas mãos dos escritores contemporâneos (nós mesmos!). Cairá, e o mais rápido o possível, desejo eu, das dicotomias e delíros acadêmicos. Católicos gostam disso - dicotomia - bem como cristãos e outros religiosos em geral, e eu espero que eles sumam logo ou parem de infectar as idéias dos outros por aí.

Evitar, nas dissertações tradicionais, dirigir-se ao leitor;
Outro recurso que deve cair, não, caro leitor? Ora, Machado de Assis usava isso e eu usaria um argumento, entre parênteses, para justificar o uso desse mesmo recurso no meio de uma redação. Ficaria assim, provavelmente (um exemplo sobre um tema qualquer):

…e o leitor que estiver preso às suas convicções obtidas após a árdua tarefa de assistir a algum canal de TV não entenderá tal premissa (note, você, leitor, o uso do narrador machadiano. Ora, se a dicotomia entre dissertação, poesia, narração é apenas um delírio acadêmico, você não concorda que é muita falta de ousadia esquecer-se de tal recurso?).

Além da evidente ousadia que é o uso de tal recurso, ainda demonstra um conhecimento no mínimo básico: narrador machadiano deveria ser algo conhecido por qualquer aluninho que se preze.

Evitar as repetições exageradas e umas próximas das outras, tanto de palavras, quanto de informações;
Uma boa dica, mas deve ser esquecida se você achar que deve. Por exemplo, numa crítica à monotonia da televisão, você poderia repetir o mesmo discurso diversas vezes, com sinônimos e frases contruídas de maneiras diferentes, de modo a imitar o discurso televisivo.

Manter-se rigorosamente dentro do tema;
É apenas um critério avaliativo, mas isso deveria ser banido até certo ponto. Devanear um pouco pode fazer com que assuntos aparentemente opostos ou distantes comecem a se encadear de forma inteligente. Boa parte dos discursos interessantes que foram assim classificados só foram possíveis em função dessa “deriva intelectual”, o que exige certo ócio… E, é claro, em nossos tempos de especialização e técnica, esse tipo de deriva não é só nociva ao sistema, como não há tempo para ela.

É uma dica, pois, para quem quer jogar nas regras, mas é um reflexo direto daquilo que o “meio acadêmico”, o “sistema” ou qualquercoisaassim espera de você, e a utilidade dessa habilidade é muito discutível.

Evitar expressões desgastadas, “batidas”;
Como água mole em pedra dura tanto bate até que fura, acredito absolutamente que é um erro ter crenças absolutas. Até certo ponto, a dica é interessante, mas fugir de clichês já virou um clichê.

Utilizar exemplos e citações relevantes;
Ou inventar uns exemplos. Nada te obriga a ficar no mundo real: “não existem fatos senão interpretações”, como disse São Nietzsche. Também é legal se lembrar de nosso amigo Voltaire: “uma boa citação não prova nada”. Nessa nossa conjuntura de especialização técnica profissional, porém, a idéia de “citações relevantes” remete à dados e os chamados “argumentos de autoridades”, que eu desprezo completamente. Prefiro ler, digerir, e ser minha própria autoridade (pois, como diz um velho cartão discordiano, todos somos papas, e “um papa é uma autoridade que está acima da autoridade das autoridades”).

Não usar religião como argumento;
Só se você for discordiano. Dizer que “todas as declarações são verdadeiras em algum sentido, falsas em algum sentido, absurdas em algum sentido, verdadeiras e falsas em algum sentido, verdadeiras e absurdas em algum sentido, falsas e absurdas em algum sentido, e verdadeiras e falsas e absurdas em algum sentido” é um argumento religioso, mas, nem por isso, falso. (Mas é absurdo, verdadeiro, falso, irrelevante, etc.)

Fugir das palavras muito “fortes”;
Ou seja, use eufemismos, que é um eufemismo para “seja hipócrita”. Como as empresas de hoje em dia: elas não tem mais “empregados”, mas “colaboradores”. A graça é que em um minuto numa linha de produção se paga o salário de um punhado de “colaboradores”, e estes não crescem em nada. Agora, a conta do dono da empresa…

Evitar gírias e termos coloquiais;
Isso é coisa de mano acadêmico enrrustido, tá ligado? Maior idiotice isso… A língua é formada por nós, usada por nós, então nós temos total liberdade sobre ela. Ou pelo menos deveríamos. Gírias, termos coloquiais e etc. deveriam ser totalmente permitidos, já que são marcas importantes de uma língua, quando bem utilizadas. Tente achar melhor instrumento de desabafo e abstração que um bom “foda-se” e você irá entender…

Evitar linguagem rebuscada;
Aproveito tal azo para refutar essa equivocada, quiçá errônea, idéia. Penso que tu deves usar a linguagem que mais lhe agrada, de modo a expressar livre e plenamente sua subjetividade. Ataco a banca corretora de tais escritos criados pelos chamados “vestibulandos” e digo-lhes: essa exigência é ócio ante a prolixidade que nossos mais brilhantes homens possuem, e também bloqueio psicológico quando a consultar um bom dicionário para encontrar e digerir termos que não conhecem! Trânsfugas é o que são os homens que dizem-nos para evitar a “linguagem rebuscada”!

Evitar a argumentação generalizadora e baseada no senso comum;
Boa dica. Mas, não devemos perder de vista que parte das idéias do senso comum só são desprezadas, pois são tão evidentes ou conhecidas que já enjoamos delas. Isso não significa, porém, que são menos verdadeiras ou mais verdadeiras: o nível de “verdadeiro” das coisas é praticamente o mesmo, em certo sentido.

Sobre as generalizações, todas devem ser evitadas (hhaehuahe).

Não ser radical;
Concordo. Coitado dos velhos da banca corretora! Acho que se lerem um tão “radical” e “revolucionário” enunciado como “Deus morreu”, morrem do coração!

Mais que isso: é uma dica NOCIVA. Atacar algo “radicalmente” significa, em última análise, atacar pela raíz. E esse mundinho despreza ataques à raíz, e previlegia ataques paleativos. Deve ser pelo motivo que dá mais dinheiro…

Ter cuidado com palavras duvidosas como coisa e algo, por terem sentido vago; prefirir elemento, fator, tópico, índice, ítem, etc.
Está pedindo para você apenas trocar uma palavra. Mas algo me diz que essa coisa não faz muito sentido!

Após o titulo de uma redação não colocar ponto;
Isso é só uma convenção. Você pode escrever uma redação pós-moderna chamada “;”.

Não usar questionamentos no texto, sobretudo na conclusão;
Mas, se usar, não se esqueça de destruir essa dica com uma citação de Fernando Pessoa:

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Ou seja, é uma dica para evitar que os corretores da banca sofram um ataque cardíaco. Afinal, se a juventude tem dúvidas sobre o que devemos fazer do mundo, se tem dúvidas sobre os temas abordados, o que será de nosso mundo perdido?

Jamais usar a primeira pessoa do singular ou plural, a menos que haja uma solicitação do tema;
Os professores de ensino médio e cursinhos deveriam fazer uma força-tarefa para que todos os candidatos usassem “eu penso que” em suas dissertações. Eu disse mais acima: é pura hipocrisia da burguesia fazer com que suas instituições de ensino cobrem isso em suas provas, já que egoísmo é uma marca EVIDENTE, mas maquilhada até cerne, da burguesia.

Repetir muitas vezes as mesmas palavras empobrece o texto; lançar mão de sinônimos e expressões que representem a idéia em questão;
Vou concordar, pois eu acredito que é muito bom ter um vasto vocabulário; isso evita que beócios e néscios, bem como azêmolas, busquem julgar seu texto. Porém, nesse caso, a idéia é outra: acredite na dica, a menos que você lance mão de um recurso estilístico.

Um adendo sobre o Estilo: muita gente acha que é possível se aprender esse tipo de coisa, ou aprender a escrever. Primeiro, isso não é possível: deve-se ler muito, MUITO, e ler coisa boa, coisa de vanguarda, principalmente. Também, não adianta decorar técnicas, já que o estilo sai naturalmente. O uso de “figuras de linguagem” é algo natural, não dá pra ser ensinado. Dá para ser estudado, é claro, mas isso deveria competir só aos estudiosos da língua, para formular teorias que, depois, serão usadas em algum lugar obscuro.

Somente citar exemplos de domínio público, sem narrar seu desenrolar, fazendo somente uma breve menção;
Mas é muito mais divertido falar sobre o suicídio de “Budd” Dwyer do que a criança que foi lançada pela janela. Exemplos de domínio público são lançados pela TV ao público; exemplos obscuros, como citar a República de Fiume, além de mais inteligente, também faz a banca ter que correr atrás de suas idéias. Por que motivos diabólicos devemos guardar os conhecimentos ocultos dentro de nós, e nos restringir àquilo que já foi catalogado, entendido e esfriado pelo meio intelectual, pela intelligentzia?

Ser direto e objetivo;
A não ser que você saiba muita coisa sobre o tema. Se não souber nada, seja objetivo e direto, como é exigido de um profissional especializado: não pense, faça, robô!

Nunca usar palavrões;
Isso é PURA HIPOCRISIA. “Palavrões” são conjuntos de sinais gráficos com um significado, exatamente como “cadeira, lua, geléia, câncer”. É coisa da Liga das Senhoras Nervosas da Igreja KKKatólica se esconder atrás de sua “boa educação”.

Não usar itens pessoais na sua dissertação.
Alguns arquétipos pessoais são irritantes…

Seguindo essas dicas pode ser que você não passe, mas que você vai escrever uma boa dissertação, ah, isso vai!

focused
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Essa aí começou cedo. Espero que ela siga as dicas deturnadas.

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Como Presentes Ruins Afetam Relacionamentos

por Ibrahim Cesar em 12 novembro, 2008

Spare Giving...
Creative Commons License crédito: MotherPie

Comprar presentes de Natal é sempre trabalhoso: difícil de encontrar, difícil para sua conta bancária e difícil sentimentalmente. Algumas vezes é como se fosse muito trabalho por pouca coisa. Aqueles mais próximos e queridos assumem que você os conhece bem o suficiente para lhes dar um presente decente, então dar algo errado reflete negativamente no relacionamento.

Pesquisas psicológicas em como presentear afetam relacionamentos sugerem que é uma situação sem vencedores. Estudos sugerem que bons presentes apenas afirmam similaridades entre casais, e assim fazem pouco pelo relacionamento. Presentes ruins, no entanto, podem levar as pessoas a questionar sua similaridade com o outro, assim danificando o relacionamento. Estudos tendem a se focar em como presentear afetam a percepção da similaridade pois encontrar um “espírito de afinidade” é pensado como central para relacionamentos bem sucedidos e seguramente prevê relacionamentos satisfatórios1.

Mas uma nova pesquisa de Elizabeth W. Dunn na University of British Columbia e colegas, publicado no jornal Social Cognition, sugere que homens e mulheres reagem um pouco diferentes a curto prazo após receber bons e maus presentes2 .

Presentes para estranhos

Para testar suas teorias, Dunn e seu colegas montaram dois experimentos, cada um com uma virada em seu final. No primeiro experimento, os participantes (estudantes na University of Virginia) foram colocados para conversar com alguém do sexo oposto por quatro minutos. Após isso eles deviam selecionar um presente para seu novo amigo de uma lista de vale-presentes de uma variedade de lojas e restaurantes. A idéia era que cada participante então olharia para o presente escolhido para ele e então analisaria sua percepção da similaridade com a outra pessoa.

Aqui está a virada: antes do experimento cada participante foi questionado para ranquear certificados de presentes de forma que eles quisessem recebê-los. Então os pesquisadores simplesmente davam essas preferências diretamente para os participantes assim que tinham seu novo amigo. Para metade dos participantes foi dito que a outra pessoa escolheu seu predileto, e para a outra metade sua última escolha. Isto criou duas condições: aqueles que ganharam aquilo que queriam e os que não.

Quando os pesquisadores olharam para as notas de percepção de similaridade, os resultados mostraram uma significativa diferença em como homens e mulheres reagem a presentes bons e ruins. Os homens que ganharam aqueles que queriam perceberam-se como mais similares à presenteadora, sugerindo que o melhor presente teria um esperado efeito positivo no relacionamento. As mulheres, no entanto, pareceram ser relativamente inalteradas seja o presente bom ou ruim.

Desta descoberta surgiu uma dúvida: bons presentes não deveriam aumentar a similaridade percebida para as mulheres tanto quanto para os homens? Uma possível solução para isto emergiu no segundo experimento.

Presentear em relacionamentos estabelecidos

Ao invés dos participantes que nunca se encontraram antes, o segundo experimento envolveu homens e mulheres que já estavam em relacionamentos (heterossexuais). Fora isso, o experimento foi quase idêntico ao anterior, com a mesma manobra de cada um receber aquilo que para eles eram os melhores (ou piores) presentes. A única diferença foi que junto com a questão sobre a similaridade percebida com o parceiro, cada um foi também questionado quanto tempo esperavam que seu relacionamento durasse após o presente.

Novamente, homens que receberam presentes ruins perceberam menos similaridade com suas parceiras, e pensaram que seu futuro juntos era significativamente menor - como esperado. Mas desta vez as mulheres que receberam os presentes ruins de seus parceiros na verdade viam a similaridade percebida com seus parceiros como maior e pensavam que seu relacionamento durariam por mais tempo do que aquelas que recebiam o presente melhor. Agora, o que estava acontecendo?

Mecanismo de defesa psicológico

Dunn e seus colegas explicam que quanto mais desafio as mulheres sentem a seu relacionamento (i.e. o presente ruim), mais elas tentam se proteger contra essa ameaça. Com a pessoa no primeiro experimento não havia muito relacionamento a proteger, então o presente ruim não tinha efeito comparado ao bom. Mas quando se tratava de relacionamentos substanciais existente para proteger, as mulheres eram motivadas a se proteger contra esta ameaça em potencial. Os homens, ao contrário, não fazem tal esforço, dizendo que eles não gostaram da escolha de sua parceira, e por extensão, das mesmas.

Agora, antes que os homens comecem a pensar em usar estes experimentos para justificar dar a suas parceiras presentes ruins, lembrem-se de que estes estudos são de curto prazo e provavelmente apenas representam os primeiros instintos de homens e mulheres ao receber presentes bons e ruins.

A verdadeira lição é que mulheres são mais motivadas que os homens a criar mecanismos de defesa psicológica para se proteger contra os efeitos danosos de presentes ruins. A longo prazo a história é praticamente a mesma para ambos os sexos: presentes ruins danificam relacionamentos ao não recompensar aquilo que está nos corações; o sentimento de que neste vasto, vasto e cruel mundo você encontrou alguém que o entende e sabe o que você gosta.

Adaptado daqui.

  1. Murray et al., 2002 []
  2. Dunn et al., 2008 []

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