Arquivo de 2009

5 Coisas Para 2010

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Promessas. Desejos. Objetos. Chame como quiser. Estou aqui para eleger as cinco coisas que mais anseio deste ano que já desponta no horizonte.

Campus Party

Logo no coemço do ano, de 25 a 31 de Janeiro. Já estou com o ingresso comprado! Vou levar meu notebook debaixo do braço e dormir em barraca. Expectativas altíssimas pois vou conhecer muita gente bacana que apenas li na web ou troquei mensagens. Se quiser me conhecer e bater um papo por lá é só entrar em contato. Para começar o ano a 1000 1001!

Contra Nós

Meu segundo livro sai o ano que vem. Tenho uma ideia nova de como lançá-lo, fruto de uns dois anos de pesquisa. Espero atingir minhas expectativas pessoais quanto a este lançamento e agradar com o mesmo. O plot basicamente é sobre uma guerra civil no Brasil, se interessou?

Iniciação Científica

Já estou grávido de ideias para os temas que quero abordar na pesquisa do ano que vem. Eu me interesso por Redes Sociais, mas já vou avisando que provavelmente não estou falando no que a maioria já vai pensando. Orkut, Facebook e Twitter NÃO SÃO redes sociais. São sites de redes sociais, plataformas onde se articulam redes sociais. Eu sou interessado na dinâmica existente em grupos que se manifestam nos diversos suportes. Eu estudo o suporte da web especificamente e mesmo assim se limitar aos sites é esquecer que em redes sociais o protagonismo é dos atores e suas conexões, ou seja, sobre as pessoas e seus relacionamentos e não sobre interfaces ou 140 caracteres.

Há muitos “analistas de redes sociais” por aí e a maioria parece ser do naipe do alfaiate daquele conto infantil “As Novas Roupas do Imperador”.

Relacionamento

Vai soar narcisita, mas eu estou me permitindo ser narcisita neste ponto da minha vida, mas eu mereço um relacionamento. Eu sei que eu posso não ser exatamente o cara mais bonitão do pedaço (aliás de qualquer pedaço) e não tenho braços fortes e costas largas. Mas eu quero fazer alguém feliz. Eu até mesmo quero me casar. Quantos caras que vocês conhecem que consegue afirmar isso sinceramente. Eu não gosto de ser solteiro. Mas infelizmente eu não aceito nada menos que amor verdadeiro, talvez seja isso que complique tudo.

1001 Gatos

Tirar o “novo” 1001 Gatos da minha cabeça para este lugar aqui é uma das minhas prioridades para o ano que entra. Venho debatendo as ideias aqui e ali, colhendo feedback e porque não dizer, material. Não vou ficar aqui prometendo isso e aquilo, vou esforçar para fazer, pois no final é a única coisa que importa.

Estas são as minhas cinco coisas para 2010. E as suas? Manifeste-se nos comentários ou mesmo através do Twitter utilizando #5coisas

Retrospectiva 2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Este foi um ano incrível para mim. Me diverti de montão e realizei algumas coisas que me orgulho muito. Claro que, como tudo na vida, nem tudo é alegria ou final feliz, mas para lembrar as palavras de Sabino através da minha orientada Hilda, no fim tudo dá certo se não deu certo ainda é porque não chegou ao fim. Eu não quero ficar me estressando na busca irritante de fato & razão, vou apenas tomar isso como uma certeza, relaxar e aproveitar a paisagem. Embora eu ainda não tenha descoberto exatamente qual é o plot da minha vida, ele já conta com um elenco fabuloso, que se compõe também de seus olhos anônimos a que me dirijo neste momento.

Ibrahim contra o mundo

As pessoas tem a tendência de encontrar justificativas para seus estilos de vida. Seja qual for. Cada pessoa tem uma ótima razão para fazer as coisas do jeito que ela faz. Descartes já apontava que o bom senso é a coisa mais bem distribuida do mundo pois todos se acham bem providos dele.

Sempre justifiquei meu modo de ser que basicamente era: mundo é um lugar estupidamente maligno e cruel que nem sempre gratifica as pessoas de bem, ao contrário, parece sempre sacanear justamente com elas, e eu vivendo nesse mundo devo sempre saber que todos estão sozinhos e não se deve depender de ninguém. Há uma certa dose de coragem nessa visão de mundo. Obriga a pessoa ser autônomo, pensar com os próprios miolos, não precisa dar satisfação a ninguém. Mas eu descobri que se o homem não é exatamente uma ilha, temos que fazer algumas viagens ao continente. Eu acabei descobrindo que o carinha do filme “Na Natureza Selvagem” estava certo afinal, a verdadeira felicidade deve ser compartilhada (pena que ele descobriu isso quando era tarde demais).

Eu hoje sou um Ibrahim 2.0. Há uma série de falhas mas ninguém é perfeito.

Projeto Memória Viva

Trabalhei todo este ano como estagiário do (lá vai, porque é um nome bem grande) Arquivo Público e Histórico do Município de Rio Claro “Oscar de Arruda Penteado” onde desenvolvi logotipos, banners de divulgação de eventos e atuei como técnico de informática (instalando o Ubuntu em algumas máquinas). Mas eu entrei lá na verdade para participar do que chamamos de Projeto Memória Viva, é uma iniciativa entre o poder público, as universidades e a sociedade civil através do Ponto de Cultura da cidade em criar um portal web que disponibilizasse vídeos, fotos e textos sobre as manifestações culturais, artísticas e persnagens da cidade, sempre privilegiando aqueles que normalmente não tiveram suas histórias escrita na História, que normalmente só abre espaço para empresários e barões.

É um projeto do qual eu me orgulho muito em participar. Lá sou o especialista em IHC, usabilidade e w3c. Crio wireframes, faço card sorting, testes simples de usabilidade e um pouco de arquitetura da informação, além de ser responsável pelos textos que aparecem no site, etc. Ele usa Plone como gerenciador de conteúdo, em breve falo mais do projeto e quando sairá a versão final.

Faculdade

Estou cursando Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda nas Faculdades Integradas Claretianas daqui de minha cidade e simplesmente me encontrei. Participo de um grupo com pessoas legais. Academicamente foi um ano muito bom para mim, fechei meu primeiro ano na graduação com três estudos: sobre a identidade publicitária da Parmalat em conjunto com o meu grupo, solitariamente sobre redes sociais e a publicidade como iniciação científica e fui co-autor no Projeto Memória Viva de um estudo sobre a construção do mesmo que apresentei no Congresso Nacional de Iniciação Científica.

Foi um ano ótimo academicamente e espero novos desafios para 2010!

3 anos de 1001

Hoje, 1 de Dezembro de 2010, o 1001 Gatos faz três anos. Em 2009 eu não postei quase nada. Eu estive muito ocupado, mas não sei se isso é desculpa. Minhas prioridades foram outras, é o que eu realmente devo dizer. Mas em 2010 a conversa vai ser outra, as prioridades vão ser outras :)

Thundercats, GO!

Aquela coisinha chamada amor

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dirt Road

Devo dizer de antemão que me considero um romântico. Não no sentido de poeta que morre bem jovem, mas você entende o que quero dizer. No filme “Vicky Christina Barcelona”, do Woody Allena, em determinado momento se diz que o amor romântico só atinge sua plenitude na sua impossibilidade. Não foi dito com essas palavras e nem vou me dar ao trabalho de googlear isso, mas enfim, quero discutir a ideia presente aí. “Para sempre incompletos, e sem saber por quê, como as pistas de um crime nos olhos de um homem morto”, nos diz um poeta inglês em “This House Is a Circus”. Parece ser, como um defeito de fábrica, característica básica dos seres humanos essa sensação de falta, de necessidade de completude. Há dias em que eu acordo, me sinto o garoto mais triste do universo e declaro secretamente em meu quarto independência de qualquer outra criatura. “Eu não preciso de pessoas!”, eu digo a mim mesmo. Então recebo às 10 da manhã a ligação de uma garota me pedindo uma ajuda banal, como emprestar algo, e volto à estaca zero.

LOVE_IS_

Pois bem, e nessa busca por plenitude nós esbarramos no amor. Ah, o amor. É uma palavra estranha, dotada de polissemia incrível. Alguns são trancendentais, outros apenas estúpidos. Para mim, em todas as vezes que me senti em tal estado, foi como uma grande desgraça, um parasita monstruoso, um estado permanente de emergência que arruina todos os pequenos prazeres. E não passa de dopamina. O pequeno neurotransmissor do amor romântico, tal como conhecemos. Já a infatuação, mais conhecido por aí como paixão e mais comum em adolescentes (períodos de intensa obsessão para depois apenas gravidez indesejada ou corações quebrados em pouco tempo, são causados pela norepinefrina). [Fonte: Você não precisa acreditar em mim] Uma pequena área em nossos cérebros, um bando estúpido de células criam a dopamina, um estimulante natural e depois a envia para várias regiões do cérebro quando alguém está apaixonado. E é a mesma região e a mesma área afetada quando alguém usa cocaína.

Oh, sim. Paixão! Sexo! Narcóticos!

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Por que será que eu suspeito que isso não acaba bem?

Porque essas ligações químicas em seu cérebro não são feitas para durar, todas elas. A paixão que você alimenta é a paixão que você mata. O sentimento mais belo da humanidade, do qual ordinariamente se escreve todas as histórias… Não passa de um pico de narcótico, um estado temporal de mania.

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Estar apaixonado, ter uma quedinha por alguém é lindo… Mas nossos corpos não podem ficar nesse estado o tempo todo. A serotonina, outro neurotransmissor associado com obsessão e depressão, é enormemente afetado – na verdade vai a níveis moleculares – com a chegada do romance e a dopamina. Pessoas recentemente apaixonadas e aquelas com desordem obsessivo-compulsiva demonstram os mesmos níveis dessas substâncias. Em outras palavras, a dopamina parece suprimir a serotonina, o que por sua vez dispara comportamentos obsessivo-compulsivos.

Ou seja, aquela coisinha chamada amor não irá salvar o seu dia.

O Dia em Que São Paulo Parou

quinta-feira, 9 de julho de 2009

9 de Julho. É ponto facultativo aqui no Estado de São Paulo. Motivo: “Revolução Constitucionalista”. Aprendemos algo sobre isso na escola, a maior parte dizendo que foi quando os paulistas exigiram a criação da constituição brasileira contra os planos de Getúlio Vargas. Isso é o fato congelado. E uma das leituras, de um dos discursos, que justificaram o que aconteceu em 1932.

Trabalhar no Arquivo Público e Histórico do Município de Rio Claro tem sido uma experiência única. Estou aprendendo um bocado em um projeto que em breve poderei compartilhar mais informações. Lá tive contato com jornais, fotos e publicações da época – incluindo um manual de combate para os voluntários.

Chega a ser estranho, mas nós tivemos uma guerra bem aqui, em 1932. Santos Dumont, por exemplo, é ainda que indiretamente, uma fatalidade da época já que resolveu se suicidar quando viu um avião bombardeando Santos.

Estou escrevendo meu terceiro livro, mas o segundo se trata basicamente de um movimento separatista no Estado de São Paulo. A verdade é que eu escrevo histórias subjetivas, do ponto de vista dos indivíduos (nesse caso grupo, já que a voz narrativa é a primeira pessoa do plural) e não fiz uma pesquisa história realmente profunda. Um dos motivos que de não o ter lançado foi justamente que, ao trabalhar no Arquivo, descobri que o movimento separatista já existiu por aqui, em 1932 aliás circulou um jornal chamado “O Separatista”, e seria uma vergonha publicar um material sem as preciosidades que escavei e que continuo descobrindo.

separatista

Por exemplo, na página 1, “O Separatista”, número 2, de Abril de 1932, se lê (preservarei a grafia da época):

O grande paiz visinho – o Brasil está atravessando uma crise economica da maior gravidade. [...] Deixemos morrer em paz esse paiz amigo – Elle está condenado. Na hora saberemos bradar “às armas”!

No jornal podemos ler algumas justificativas mais filosóficas, econômicas, mas também, beirando à discriminação social e ética. Mas aquilo é um discurso, uma leitura da época que, sem juízos de valores, justificativa… é sensacional de se olhar. É como ter um telescópio para poder olhar como pensavam aquelas pessoas e que ideias fervilhavam em suas cabeças que os levaram a fazer coisas como essa pequena, obscura e ignorada guerra civil da qual ouvimos falar, mas pouco sabemos.

soldados

O que eles sentiam? É o que sempre vem à minha mente ao pensar nesses conflitos, aliás, ao pensar em qualquer tipo de conflito. Por exemplo, eu lembro quando em 12 de Maio de 2006, São Paulo literalmente parou. Lojas fecharam, pessoas ficaram em casa ouvindo a rádios, televisões, etc. Os telefones ficaram com problemas devido a congestionamento de linhas e o pavor no ar, deixando a todos apreensivos com medo das ações e atos de violência do PCC. Foi o mais perto, creio eu, que coletivamente nós paulistas passamos pela psicologia de viver em um ambiente de conflito, ainda que, é claro, possa-se argumentar que de certa forma, nós vivamos 24 horas em uma zona de conflito, ainda que não declarado.

Eu tinha um professor de Geogria, o Sr. Rubens, que dizia uma frase que eu sempre lembro: Os tempos mudam os fatos se repetem. A barbárie nunca se vai – ela está dentro de nós.

As imagens aqui expostas forma escaneadas e fotografadas por mim com base em documentos localizados no Arquivo Público e Histórico do Município de Rio Claro.

1001 Gatos de Volta!

domingo, 28 de junho de 2009

Olá a todos que eventualmente acabam passando por aqui. Quero oficializar a volta do 1001 Gatos da terra dos mortos com esta nova postagem. O que aconteceu foi o seguinte: Tive alguns problemas com o servidor antigo e tive que migrar tudo para cá. O processo teria sido muito mais rápido e menos traumático caso eu tivesse mais tempo disponível. Com a faculdade, o estágio e mais meus projetos pessoais não pude lidar com a logística da mudança.

Hoje, 28 de Junho, após gastar toda a minha manhã de domingo engrentando erros de importação do banco de dados, arquivos e arquivos finalmente consegui colocar o 1001 de volta! Claro, falta um milhão de pequenos ajustes mas o que importa é que já está no ar. Espero que para o bem :)

Olá, mundo!

domingo, 28 de junho de 2009

Bem-vindo ao WordPress. Esse é o seu primeiro post. Edite-o ou exclua-o, e aí comece a brincadeira!

Dia da Terra – Grandes Mudanças Começam por Você!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Atlas, it's time for your bath
Creative Commons License crédito: woodleywonderworks

Adam Werbach já militou pelo Greenpeace e pelo movimento verde. Mas hoje, ele trabalha com grandes empresas como o Wal-Mart. Traidor do movimento punk? Judas? Não. Ele é apenas um pensador diferenciado e trabalha para salvar o mundo. Em artigo publicado no Guardian, ele prega que devemos superar o movimento verde em direção ao movimento azul.

Movimento Azul?

Citando e traduzindo:

O “movimento azul” é uma plataforma para sustentabilidade que vai além do lindo verde do ambientalismo. O verde coloca o planeta no centro da discussão. O azul coloca as pessoas no centro. Para muitas pessoas, o verde significa escolher o ambiente, a natureza e a atmosfera sobre tudo mais. O azul significa que você não têm que escolher. Reconhece que as pessoas acreditam que a mudança climática está acontecendo, mas sabe que nós também queremos no sentir bem com a forma que ficamos no espelho e a forma com que nossas crianças nos olham na mesa de jantar. O azul entende que as pessoas querem diversão, não culpa, e um pouco de dinheiro em seus bolsos, então, não temos que negociar em mais uma coisa em nossas vidas.

Resumindo, o movimento azul não se foca em desenvolver e aplicar medidas para recuperar florestas, salvar animais e tudo mais (o que não significa que isso é deixado de lado), mas se foca na consciência das pessoas e a forma com que interagem com o mesmo. Segundo Adam espera-se do movimento:

  1. Melhorar mensuravelmente a vida das pesssoas que aderirem
  2. Engajar tantas pessoas quanto possível nesse esforço
  3. Aumentar a efetividade de seu ativismo

Ele acredita que a melhor forma de aumentar a consciência e o impacto das ações indivíduais é engajar as pessoas como consumidores, como pessoas que compram, pois isso levará a mudanças de larga escala. Ora, reclamamos das companhias destruidoras do ambiente, mas quem sustenta as mesmas, dando o aval passivo para que continuem? Se a demanda fosse diferente, eles mudariam seus métodos. Para eles, o objetivo, o lucro, seria o mesmo. A diferença estaria no consumidor.

Planet Earth (III)
Creative Commons License crédito: Aaron Escobar™

O famoso ladrão Willie Sutton, foi perguntado uma vez por que ele roubava bancos. Sua resposta: “Porque é onde o dinheiro está”. Por isso, ele trabalha com corporações como o Wal-Mart, por que é onde as pessoas estão. E ele sugere 3 P’s que podem ser usados para reinventar nossos hábitos de compra: preço, propósito e processo.

Preço: Nós precisamos democratizar a sustentabilidade e fazê-la disponível a todos. Você não teria de ser rico para contribuir para uma sociedade sustentável. Embora grande parte do custo em nosso país seja responsabilidade dos produtores e impostos, devemos nos focar em comprar produtos locais. Produtos locais costumam custar mais barato pois não tiveram gasto em transportes (que poluem o ambiente) e ainda geram empregos em sua comunidade.

Propósito: Qual o propósito do que você está comprando? Você precisa disso? Isso combina com as práticas saudáveis de sua vida? Pode parecer prosaico, mas a maioria dos consumidores compra coisas que não precisa apenas por impulso.

Processo: Qual foi o processo para fazer o produto? Foi gasto muita energia? Usa petróleo ou pesticidas? Os trabalhadores receberam um salário justo? Como você pode lidar com os resíduos? Essa exige um pouco mais de consciência do consumidor e pede que ele saia da simples passividade de tirar o produto mais colorido da prateleira. Ou quando você comprar aquele eletrônico pirata em uma feira, sorrindo por ter pagado bem menos que seu primo idiota, mas nem sabe que aquele aparelho custa barato mesmo vindo de navio do outro lado do mundo por que eles empregam mão de obra barata, não alfabetizada, sem especialização e muitas vezes, infantil.

Na próxima vez que for comprar algo, pense se você é consciente de todos os P’s envolvidos. Que tal começar a mudança por você mesmo?

As trocas econômicas em sociedades capitalistas como a que temos, são os grandes termômetros e criadores de demanda. Se as pessoas pararem de comprar determinado produto por ser ruim ao planeta, as empresas arranjaram outra forma de ganhar dinheiro. É lógica simples. Enquanto houver consumidores para casacos de pele, animais serão mortos. É no ato da compra que vaticinamos ou não determinadas posições em relação ao meio ambiente ou a qualquer outra questão, incluindo trabalho escravo, etc. E tudo isso, é claro, depende de pequenas ações de indivíduos. É fácil usar o esquema da “Falácia do Nirvana”, e dizer “eu não vou deixar de usar CFC, por que não arrumar o buraco na camada de ozônio”. Talvez uma só ação não faça muito, mas o importante é saber que um dia você fez parte da mudança.

Dollars !
Creative Commons License crédito: pfala

Fui Hackeado!

terça-feira, 21 de abril de 2009

ms_pwned
Creative Commons License crédito: OndraSoukup

Parece uma eternidade desde a última vez que me sentei para digitar algo inédito e espontâneo no editor do Wordpress. E é justamente a modalidade de artigo que mais me dá prazer e sempre foi a essência da minha blogagem. Esta não será mais uma postagem do tipo: “Eu não estou com tempo para postar”, pois tudo se trata de prioridades. No momento estou com dois estágios, um remunerado e outro não, participando de algumas coisas e tentando, e é bom ser realmente enfático no tentando, revisar, reescrever e lançar meu segundo livro o mais breve possível. Pois bem, nessa vida com novas prioridades, os blogs que mantinha foram deliberadamente deixados de lado.

Meu blog pessoal foi provavelmente o que mais sofreu. Lá, publico traduções e textos mais elaborados e grandes. Com uma abordagem mais séria e de utilidade do que eu normalmente publico aqui no 1001 Gatos. O descaso foi tamanho que nem liguei de atualizar o Wordpress do mesmo. E isso, meus amigos, foi um erro.

Owned!

Foi por causa disso que um belo dia, ele foi hackeado. O hacker entrou no Wordpress explorando uma falha de segurança, alterou minha senha e modificou a página inicial, exibindo a imagem abaixo (clique para resolução maior):

captura de tela após o ataque

Como fiquei meio atrapalhado pedi ajuda através do Twitter, a mesma ferramenta que digo ser completamente inútil. Em menos de cinco minutos encontro duas pessoas que me ajudaram a superar os problemas e ter o controle do meu blog novamente: Chesini e Anderssauro.

Só penso porque um sujeito gasta seu tempo livre fazendo isso com blogs de pouca ou nenhuma expressividade.

Para mudar, você tem de perder tudo

A “lição” do Clube da Luta parece ser verdadeira. Nós precisamos passar por algum tipo de desastre ou evento “perde tudo” para nos mexermos e realmente fazermos o que importa. Eu só me tornei um sujeito que salva tudo regularmente e possui backups depois de um incidente em que perdi TODOS meus arquivos.

Mas ser atacado teve um outro efeito, esse benéfico: Mostrou o quanto eu importo com o blog e o quanto isso é importante para mim. Me mostrou que deixando isso de lado, eu estou perdendo algo extremamente válido e importante para mim. É por isso que vou colocar o blog novamente entre minhas prioridades. Só não vou mais conseguir manter dois blogs correndo ao mesmo tempo, motivo pelo qual o conteúdo do meu blog pessoal vai migrar lentamente para cá.

E se tem outra coisa que eu aprendi foi: atualize seu Wordpress. SEMPRE!

O Zen do Linux

domingo, 19 de abril de 2009

Ninguém mais notou?

O Tux é o Buda dos computadores. Mais uma divindade para os caoístas.

Observação: esta é a postagem de número 1001 deste blog. Isso tem um Significado Oculto. Tentem descobrir. :)

Os Perigos do “Hitismo”, Cauda Longa de Chris Anderson

terça-feira, 14 de abril de 2009

Esta postagem é a publicação de um trecho do livro “A Cauda Longa, do mercado de massa para o mercado de nicho” de autoria de Chris Anderson. É um livro seminal em se tratando da nova economia da internet e sua leitura é altamente recomendada. O trecho, que se inicia na página 164 da primeira impressão, é reproduzido abaixo com o objetivo de divulgação.

Demorará algum tempo para que desaprendamos as lições do século passado em distribuição da escassez. Mas estamos começando a fazê-lo, com a primeira geração que está crescendo on-line.

Em 2001, a primeira onda de “nativos digitais” atingiu a maioridade. Crianças que começaram a usar a Internet aos 12 anos, em 1995, completaram 18 anos (início da faixa dos 18 aos 34 anos, altamente cobiçada pelos anunciantes). Principalmente os machos da espécie estavam vendo menos televisão. Ao se depararem com a escolha entre variedade infinita e facilidade de fuga dos anúncios on-line, em comparação com as redes de TV, eles tendiam a optar pela primeira – os níveis de audiência de televisão nessa faixa começaram a cair pela primeira vez em meio século.

Embora ainda pequena, a mudança é real. O público está se deslocando do broadcast para a Internet, onde predomina a economia de nicho. Dispondo de mais escolhas, também estavam deslocando sua atenção para o que valorizavam mais – e aí não enquadravam fórmulas convencionais, com muitos comerciais. Na expressão de Haque, os consumidores estão começando a reassumir o controle de sua atenção, ou pelo menos a valorizá-la mais.

A lição para a indústria do entretenimento deve ser clara: dê às pessoas o que elas querem. Se for conteúdo de nicho, dê-lhes conteúdo de nicho. Da mesma maneira como estamos repensando o prêmio que pagamos aos hits e às estrelas, também estamos começando a perceber que a natureza dos bens e dos participantes, assim como dos respectivos incentivos, nesse novo mercado também são diferentes.

Faz parte da natureza humana ver as coisas em termos absolutos extremos, preto ou branco, isso ou aquilo – sucessos ou fracassos. Mas, evidentemente, o mundo é confuso, gradativo e estatístico. Nós nos esquecemos que a maioria dos produtos não bate recordes de vendas, exatamente porque a maioria do que vemos nas prateleiras de fato vendem em grandes números, pelo menos em comparação com aqueles que, para começar, não entraram nas lojas. No entanto, a grande maioria de quase tudo, de músicas a roupas, é, na melhor das hipóteses, apenas um pouco populares. Embora boa parte não passe no teste do sucesso, de alguma maneira continua a existir. Por quê? Porque a economia dos arrasa-quarteirões não é o único modelo eficaz. Os grandes sucessos são a exceção, não a regra. Entretanto, vemos indústrias inteiras respirando esse ar rarefeito.

Por exemplo, a economia de Hollywood não é igual à economia do vídeo em rede, e as expectativas financeiras de Madonna não são as mesmas das de Clap Your Hands Say Yeah’s. Mas quando o Congresso dos Estados Unidos amplia o prazo de vigência dos direitos autorais por mais uma década, por insistência do lobby da Disney, os congressistas estão considerando apenas o topo da curva. O que é bom para a Disney não é necessariamente bom para a América. O mesmo se aplica à legislação restritiva de tecnologias que permitem a cópia ou transmissão por vídeo de arquivos digitais. O problema é que a Cauda Longa não tem lobistas, razão por que, com muita frequência, só se ouve a Cabeça Curta.

Eis algumas armadilhas mentais em que caímos por causa da mentalidade da escassez:

  • Todos querem ser estrelas
  • Todos estão em busca de dinheiro
  • Se não for sucesso, é fracasso
  • O único sucesso é o sucesso de massa
  • “Direto para o vídeo” = ruim
  • “Auto publicação” = ruim
  • “Independente” = “Não conseguiram fazer negócio”
  • Amador = amadorismo
  • Baixas vendas = Baixa qualidade
  • Se fosse bom, seria popular

E, finalmente, ainda predomina a ideia de que “muita escolha” é massacrante, crença tão comum e tão desprovida de fundamentos que merece seu próprio capítulo.

Esta postagem é a publicação de um trecho do livro “A Cauda Longa, do mercado de massa para o mercado de nicho” de autoria de Chris Anderson. É um livro seminal em se tratando da nova economia da internet e sua leitura é altamente recomendada. O trecho, que se inicia na página 164 da primeira impressão, é reproduzido abaixo com o objetivo de divulgação.