6 traços “unicamente” humanos encontrados em outros animais
Sofremos de uma espécie de “Síndrome de Pinóquio”: Queremos ser “pessoas de verdade” e não apenas “marionetes da natureza”, no caso, os animais. Mas não se engane, somos animais, demasiadamente animais.
1. Cultura
Arte, teatro, literatura, música, religião (intercambiável pela palavra “fábulas”), arquitetura e culinária – são estas coisas que geralmente associamos com cultura. Claramente nenhum outro animal tem algo que se aproxima deste nível de sofisticação cultural. Mas cultura em princípio é simplesmente a soma das características formas de viver, aprender de um para outro e através das gerações de um grupo particular, e outros primatas sem dúvida possuem práticas que são únicas para os grupos, como as formas específicas.
Exemplos ainda mais convincentes de culturas animais são encontradas em cetáceos. Baleias assassinas, por exemplo, se dividem em dois grupos distintos, residentes e transitórios. Ainda que ambas vivam nas mesmas águas, elas possuem estruturas sociais diferentes e estilos de vida, formas distintas de comunicação, gostos diferentes de comida e técnicas diferenciadas de caça — todas as quais ensinadas pelos pais na criação.
2. Leitura mental
Nada de percepção extra-sensorial ou Professor Xavier. Talvez o sinal mais seguro de que um indivíduo têm a percepção da mente de outro é sua habilidade em enganar. Para lograr alguém você deve entender seus desejos, intenções e motivos — exatamente a mesma habilidade que caí na “teoria da mente”. A habilidade de atribuir estados mentais aos outros já foi pensado como um traço unicamente humano, emergindo repentinamente por volta do quinto ano de vida. Mas a descoberta de que bebês podem enganar levou especialistas a concluir que o desenvolvimento de habilidades de “leitura mental” ocorre gradualmente, e alimentou o debate sobre estarem ou não presentes em outros primatas.
Experimentos nos anos 90 indicaram que grandes gorilas e alguns macacos entendem enganação, mas seu entendimento da mente dos outros é provavelmente mais implícito do que explícito como ocorre em humanos adultos.
3. Uso de ferramentas
Alguns chimpanzés usam rochas para quebrar nozes, outros pescam com lâminas de plantas e um gorila foi observado medindo a profundidade da água com uma vara, mas nenhum animal usa ferramentas com o vigor do corvo-da-nova-caledónia. Para extrair insetos suculentos de dentro de fendas, eles criam uma seleção de ganchos e arames, feitos ao recortar intrincadamente folhas de pandanus com seus bicos. E tem mais, experimentos em laboratório sugerem que eles entendem a função das ferramentas e usam criatividade e planejamento ao construí-las. Há até mesmo um vídeo no YouTube, cheque isso.
4. Moralidade
Um estudo clássico em 1964 revelou que macacos rhesus famintos não aceitariam a comida oferecida se ao fazer isso significasse que outro macaco levaria um choque elétrico. O mesmo é verdade com ratos (e faz dos cientistas de 64 aqueles vilões de pulp que amarram os heróis em cadeiras que dão choque). Isso indicaria moralidade? Por décadas, nós preferimos encontrar explicações alternativas, mas recentemente o etologista Marc Bekoff da Universidade do Colorado tem defendido que os humanos não são a única espécie moral. Ele afirma que moralidade é comum em mamíferos sociais, e que durante brincadeiras eles aprendem o certo e errado das interações sociais, as “normas morais que podem então serem estendidas para outras situações como dividir alimento, defender recursos, trato e carinho”.
5. Emoções
Emoções permitem formar vínculos com outros, regular nossas interações sociais e torna possível comportar-se com flexibilidade em diferentes situações. Nós não somos os únicos animais que precisam fazer essas coisas, então porque deveríamos ser os únicos com emoções? Existem muitos exemplos de comportamento emocional em outros animais ( mais surpreendente: mesmo em Nietzsche foi observado comportamento emocional!)
Elefantes cuidam de membros do grupo incapacitados parecem mostrar empatia. Um ritual funerário feito por pega-rabudas sugerem pesar. E muitos outros, tanto que em nossos dias, poucos duvidam que animais tenham emoções, mas se eles as sentem conscientemente, como fazemos, é um debate aberto.
6. Personalidade
Não é surpresa que animais que vivem sobre constante ameaça de predadores são extra-cautelosos, enquanto aqueles que enfrentam poucos riscos são mais imprudentes. Além de tudo, tais estratégias bem sucedidas de sobrevivência devem ter evoluído por seleção natural. Mas a descoberta de que indivíduos de uma mesma espécie, vivendo sobre as mesmas condições, variam seu grau de ousadia ou precaução é mais notável. Em humanos nós preferimos nos referir a estas diferenças como traços de personalidade (todo mundo que assistiu documentários da vida animal como “Procurando Nemo” ou “Madagascar”, sabe que animais possuem personalidade)
De aranhas covardes e salamandras corajosas a pássaros agressivos e peixes sem medo, nós encontramos muitos animais que não são tão sem caráter quanto poderíamos esperar. E mais ainda, trabalhar com animais levou à idéia de que os traços de personalidade evoluem para ajudar indivíduos a sobreviverem em uma vasta gama de nichos ecológicos, e isto está influenciando a forma com que psicólogos pensam sobre a personalidade humana.

crédito: Tambako the Jaguar
Comer animais? É moral?
E ainda tem pessoas que os comem? Claro, e vão continuar justificando seu ato, assim como o fazem fumantes que chegam a afirmar que “pessoas fumantes são mais interessantes” e absurdos desse tipo. Mas isso ocorre por que temos a tendência a pensar no certo e errado de trás para frente. Nossa “moralidade”, o senso de certo e errado (e que portanto, algo não poderia ser considerado um “moralismo” e na verdade ser pensado como moral ou não, não é universal e sim colocado à mercê de quem as evoca). Como Steven Pinker nota:
Certos vegetarianos evitam comer carne por razões práticas, como reduzir o colesterol e evitar toxinas. Os vegetarianos morais evitam a carne por razões éticas, para não serem cúmplices com o sofrimento dos animais.
Mesmo quando as pessoas concordam que um resultado é desejável, podem discordar sobre se ele deve ser tratado como uma questão de preferência e prudência ou como uma questão de pecado e virtude.
Rozin nota, por exemplo, que o hábito de fumar foi moralizado ultimamente. Até pouco tempo atrás, compreendia-se que algumas pessoas não gostavam de fumar ou o evitavam porque era prejudicial à saúde. Mas, com a descoberta dos efeitos nocivos do tabagismo passivo, hoje fumar é tratado como algo imoral.
Muitas dessas moralizações, como o ataque ao tabagismo, podem ser entendidas como táticas práticas para reduzir um mal recém-identificado. Mas, se uma atividade liga nossos botões mentais no modo “moral”, não é só uma questão do mal que ela provoca. Comer um Big Mac é falta de escrúpulos, mas não queijo importado ou crème brûlée.
O motivo desses critérios duplos é óbvio: as pessoas tendem a alinhar sua moralização com seus próprios estilos de vida.
Ou ficam com o belíssimo argumento de Homer: “Se deus queria que não comêssemos animais não os teria feito com gosto de carne!” (que é só outra forma de alinhar sua moralidade com sua vida).

crédito: Chevysmom
Suculento? Isso daria um ótimo prato na Coréia!
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Comments
Esqueci de citar a referência:
http://www.newscientist.com/channel/being-human/dn13860-six-uniquely-human-traits-now-found-in-animals-.html
@Atila:
O corvo desse vídeo é o citado no texto.
Ah Ibrahim, você não esperou eu fazer outro post…
O que eu fiz nos dois posts sobre o vegetarianismo e naquele do “A Fila Anda” (infelizmente ninguém foi defender “o idiota”) foi um mindfuck.
Eu fiz o post por causa de um defensor do vegetarianismo que apareceu no Mtv Debate sobre o vegatarianismo, você viu?
Um pouco de relativismo. Por que os discordianos são os que menos me entendem quando eu coloco um pouco de pimenta na história…?
@Rev. Peterson Cekemp:
É porque provavelmente os discordianos estão fazendo mindfuck em cima do seu mindfuck, criando um “flame” e atraindo atenção de alguns para postagens que muitos deixam passar e aprender um pouco nos diálogos. Considerou isso?
Continuando com Simpsons:
“Se pudessem, as vacas comeriam VOCÊ e todos que você ama”
Essa é a frase que carregarei por toda a minha vida.
[...] animais o suficiente pra termos a consciência de não os comermos. E aí, Ibrahim: é ou não é unicamente humano nos confraternizarmos desse jeito com nossas [...]
O texto tomou um rumo desesperadamente vegetariano no fim ou eu entendi errado? Bom, quanto à primeira parte, gostei muito dos dados. Bastante coisa interessante mesmo, Papa.
Eu sempre rebato esses argumentos de vegetarianos radicais dizendo que eu não me importaria nem um pouco em comer carne humana se fosse aceitável socialmente. O rapaz não está mais vivo mesmo, então não vai precisar dos músculos, certo?
É uma questão e coerência. Da mesma forma, como sou a favor da liberação das drogas, não posso ser a favor da proibição do tabaco (é o que está começando a acontecer, caso não tenham percebido). Detalhe: eu não fumo, mas sou a favor de que as pessoas tenham o direito de fazer o que bem entendem, contanto que não encham o saco das outras.
E fodam-se os hipócritas.
@FZero:
Rev. Beraldo:
Beraldo, não. Veja que mostrei que isso depende da pessoa que pergunta, se consegue viver com isso, coma. Foi uma resposta ao Peterson.
FZero, não notou a incoerência de seu comentário? “eu não fumo, mas sou a favor de que as pessoas tenham o direito de fazer o que bem entendem, contanto que não encham o saco das outras” Porque quem fuma não apenas enche meu saco como meus pulmões com agentes cancerígenos. Meu pai morreu por causa disso e ainda tratou de reduzir minha expectativa de vida e ter uma rinite grave que complica muito a minha qualidade de vida, ou seja, não sou um idealista defensor, mas uma vítima dos idiotas com tal vício.
Hmmm, agora me clareou, Ibrahim. Eu usava um argumento parecido com o seu na resposta que deu ao FZero quando diziam que religião não se discute: ora, se influencia a minha vida, qual o motivo de não discutir? Discutirei sim, pois isso é importante para mim.
Algo por aí.
Se um dia eu encontrar um tubarão então eu digo a ele que comer animais é errado: vá comer algas, elas não tem sentimento
Se deus queria que não comêssemos animais não nos teria dado enzimas que são utilizadas somente para a digestão do mesmo, instinto para caçar, para se alimentar de carne vermelha, dentes capazes de rasgar carne crua , necessidade de aminoácidos essenciais, e quem sabe dado alguma forma para digerirmos celulose.
Não estou dizendo que devemos ser carnívoros, mas sim onívoros, como já nascemos.
Mr.B, sobre essa frase dos simpsons, posso te dizer que talvez as vacas não, mas os porcos muito provavelmente.
@luiz:
Se ele tiver livre arbítrio e um cérebro capaz de entender sua linguagem, vá em frente. Esse argumento aí é redução ao absurdo, tenta rebater um argumento em um extremo irônico, mas só muda o foco e não é, nem de longe, correto.
@Backslash:
Também podemos escolher seguir outros instintos que nascemos: assassinar, fazer sexo com quem quisermos, subjulgar as mulheres, mentir. Se você os segue, isso é com você.
@Ibrahim: Meu argumento não é incoerente. O que falta ao mundo é NOÇÃO. O problema não é o fumo, mas fumantes sem noção.
E não foi o fumo que “tirou a vida do seu pai”, foi ele próprio que decidiu fumar. O fumo não é uma entidade viva e sentiente, portanto não tem vontades. Coloque a culpa em quem merece.
@FZero
Continuo dizendo que é incoerente. Reflita. Mesmo os com noção liberam uma fumaça que fica no ar. Na rua mesmo, você está inalando ele…Sem noção É fumar.
Meu pai comprava os cigarros e foi isso que objetivamente o mata. Se eu me jogo de um prédio é suicídio, mas foi a queda que tirou minha vida, logo, foi o cigarro que tirou a vida de meu pai.
É bem simples.
@Ibrahim: Seu pai tinha a escolha de não fumar, e você tema escolha de se isolar no meio do mato - afinal a poluição das grandes cidades é tão ruim ou pior que cigarro. Se você não quer fazer isso, encare a sua hipocrisia logo de uma vez. Você é conivente. Seu pai foi conivente. Não culpe as circunstâncias.
@FZero:
Leia tudo e verá que não culpei nenhuma circunstância. Ese fato de escolha não altera em nada o que disse, pois eu fui o primeiro a afirmar que ele escolheu isso, mas a culpa objetivo, a causa mortis, não é “escolha”, ou é isso que acha que está escrito na certidão de óbito? Permitir o cigarro é permitir que mais pessoas sem instrução, meu pai não foi do quarto primário, ou outras, escolham essa forma lenta e acredite, dolorosa de morrer. Hipocrisia é dizer que não é contra algo desde que não o afete quando claramente afeta, queira você ou não. Citar isso do mato não foi resposta apenas ironia e redução ao absurdo. Por favor, argumente e não apenas gaste retórica.
ibrahim entendeu que foi uma piada, soh não entendeu que não passou disso, não foi tentativa de rebater argumento algum, mas é como um filosofo inglês disse, “nós estamos sempre insatisfeitos e sem saber pq, como procurar pistas de um assassinato nos olhos de um morto”
Que os vegetarianos se explodam!
Vou continuar comendo carne, mesmo se a vaca estiver muito triste com isso, se a galinha chorar e pedir perdão a deus pra não ser cozida, eu vou continuar comendo carne, pq eu posso comer.
Quanto a proibição do cigarro, isso é um absurdo, eu sou a favor da liberação de toda e qualquer tipo de droga, se a pessoa não tem consciencia o suficiente pra saber que aquilo vai mata-la, bom, paciencia, a teoria de Darwin continua certa.
Oi Ibrahim
mto legal esse post, me fez lembrar de uns pássaros (acho q no japão), que jogavam nozes do semáforo, e esperava um carro passar em cima para quebrar a casca, para depois comer o conteúdo. Foi uma maneira de sobrevivência no meio dos seres humanos, e usando as nossas ferramentas, isso é recente, e prova que os animais têm consciência dos atos. Li em um lugar tb, que uma senhora tinha ataques epiléticos, e sua cadela presentia isso, e ficava do lado dela para que quando caísse, para amortecer a queda (sem falar que ela ‘avisava’ a dona que isso ia ocorrer). Noticias recentes fala que na china poderia ter evitado um bocado de mortes, se tivesse prestado atenção aos animais, que dias antes estava agitados. são detalhes bem interessantes entre os animais.
Acho que você defendeu o vegetarianismo (e não só ele, mas também um monte de atitudes que vão contra o senso comum) com muita inteligência quando citou as pessoas que se acham melhores só porque vivem em função dos instintos.
Realmente, se todos forem fazer somente o que a natureza manda, o mundo vai à merda. Fica tudo ao relento e nada das obrigações com a civilização ou com a pessoa do lado. Começaríamos todos a assassinar, fazer sexo com todo mundo, subjulgar as mulheres, mentir (aproveitando seu comentário)…
Talvez aí alguns primatas evoluíssem e começassem a procurar resquícios de inteligência nessas pessoas….
Eu voltei a comer carne, fiquei sem fazer isso por mais de 5 anos por questões éticas e ainda hoje me envergonho do que como! ;x
Apesar de gostar, nunca deixei de gostar de carne mesmo enquanto vegetariano, acho que é desnecessário e anti ético.
Pretendo em pouco tempo parar novamente de comer carne, agora de uma vez por todas.
Vegans, aqueles que não comem nada de origem animal, sofrem com a deficiência de vitamina B12 que só se encontra em alimento vindo de animais como carne e ovos. Os vegetarianos que se limitam a naõ comer carne, também pode sofrer com isso porque o que ingerem de B12, por ovos ou leite, não é o suficiente. Existem outros prováveis problemas de saúde como a falta de gordura (lipídios) que é responsável por levar vitaminas como A, D, E eK para as células.
Há suplemento de B12 porém acho que não vale a pena. Sou um bom onívoro e gosto muito de carne. Nunca me privaria de um prazer que poderia até causar alguns danos à minha saúde só por uma questão incerta sobre ser ou não ser ético. Muitos vegetarianos devem pensar assim, porém não admitem nem a si mesmos.
Ainda vejo o homem como um predador mas entendo que não é correto seguir todos os nossos instintos, como já foi dito. O animal não-doméstico é criado somente para ser morto, ou usa-se o couro, vende-se a carne para consumo, enfim, se deixássemos todos de comer e utilizar produtos vindos do animal, não haveria mais necessidade de criá-los e eles ficariam expostos ao seus outros predadores. É o ciclo da cadeia alimentar. Ou o homem o mata, ou outro predador faz o serviço.
@Bruno Lopes:
Esse ponto da vitamina é altamente discutido. Em um programa recente da MTV dois nutricionistas tinham visões diferentes, ambos invocando estudos. Não posso tomar palavra nenhuma como verdade.
Segundo o homem não é um predador natural, procure em seu corpo algum bom instrumento para matar, se achar me avise. Você disse bem “animais domésticos”…Sabe o que isso significa? Que nós mudamos tanto em suas linhagens que os modificamos de quando não tinham contato com os homens. Nós podamos seus instintos para receberem doses cavalares de hormônios e produzir. E isso, não é “ciclo natural”. Não se vê leões colocando hormônios em zebras para produzir mais do que consome, para no final uma elite ficar obesa e os outros morrerem de fome.
Uia, faz tempo que não passo por aqui.
Concordo com tudo no texto, mas…
Sim, eu alinho minha moral de acordo com meu estilo de vida e acho perfeitamente normal comer carne. Eu estou no topo da cadeia alimentar, preciso comer carne, ora bolas! Além disso, leões não deixam de comer antílopes por se importarem com o sofrimento deles. Eles são leões, tá no sangue, tá no instinto.
Já tentaram (mais de uma vez, inclusive com aquele filme “Meet your meat”) me alertar para os males de ser carnívora/onívora/whatever. Já falaram (sem fontes que eu pudesse averiguar) que foi feito um estudo dizendo que a espécie humana só evoluiu depois que inventou a agricultura e variou o cardápio.
Mas nunca me convenceram. É só eu ver um filézinho e pronto. No mais, eu não quero viver pra sempre mesmo.

Quem acha que animais não têm emoção ou não são capazes de enganar nunca estudou ou assistiu nada sobre comportamento de primatas… recomendo o livro Memórias de um Primata de Robert Sapolsky, um cara que estudou um bando de babuínos por alguns anos na África, muito bom.
Quanto ao uso de ferramentas, tenho um link legal com diversas cenas de corvos usando ferramentas, algumas muito elaboradas:
http://rainhadecopas.org/animais/corvos-espertos/