A original:

A representação no filme:

A idéia me pareceu atraente desde o início: Um filme que ia contar a história por detrás da talvez mais famosa fotografia da Segunda Guerra Mundial, uma história de como o mito se distanciou da realidade e como isso afetava os envolvidos. Depois, a notícia de que Clint Eastwood, o diretor, queria fazer um filme contando o outro lado da história, o lado japonês.

Ira Hayes (vermelho), Franklin Sousley (violeta), John Bradley (verde), Harlon Block (amarelo), Michael Strank (marrom), Rene Gagnon (verde piscina).
E esta é a bandeira original (a da foto é uma substituta):

No primeiro, “A Conquista da Honra”, os japonês raramente aparecem e são “vistos” como uma poderosa forma que esperou os americanos chegarem e os atacarem. Mas o foco não é a guerra em si, mas a jornada que três dos que ergueram a bandeira tiveram que fazer nos Estados Unidos para arrecadar mais fundos para a guerra e de como isso mudou a vida deles, de como a foto foi da segunda bandeira e não da original e de que o que eles significavam para todos não significava na verdade, nada. No filme não é nem citado, mas para continuar com a sua propaganda da guerra a fim de arrecadar fundos, os três não apenas viajaram ao redor do país como estrelaram um filme de guerra com John Wayne chamado “Iwo Jima, o Portal da Glória”.
Há uma cena neste filme que mexeu muito comigo. É quando John Bradley, o Doc, encontra o corpo de seu amigo, Ralph Ignatowski que havia desaparecido quando ele foi ajudar algum ferido. Nós não vemos o corpo dele, mas é uma cena que realmente mexeu comigo. E ele realmente existiu:


É dito em muitas fontes, que foi realmente terrível o que fizeram com ele. No livro “Semper Chai!: Marines of Blue and White (and Red)”, um soldado reporta que ouviu que “fizeram uma atrocidade” com ele. O autor do livro que deu origem ao filme, conta que foi atrás de sobreviventes do conflito a fim de saber o que houve ao melhor amigo de seu pai (que pouco falou para o filho sobre a guerra) e segundo o que ele ouviu, fizeram todo tipo de agressão física a Iggy,agrediram com baionetas seu corpo, a cabeça foi esmagada na parte de trás. E em “Cartas para Iwo Jima”, vemos Iggy sofrendo os golpes de baioneta.
Se em “A Conquista…” vemos que os heróis são seres humanos frágeis, a força japonesa neste aparece como frágil, com soldados que simplesmente desobedeciam seu superior e ao invés de recuar preferiam tirar a própria vida. Eles passaram fome e ficaram sem água.
“Cartas…” é mais focado na guerra mas não deixa de dar seus vôos para outros lugares e visitar as memórias de alguns personagens que estão no centro da história. Um ponto alto do filme é quando um capitão ou que o valha, lê a carta que a mãe de um soldado americano havia enviado para o filho.
Há várias “pontes” entre os filmes que permitem ter uma visão interessante do conflito. A conclusão que os dois parecem chegar é aquela tese defendida em outra obras, como a magnífica série “Band of Brothers”, de que soldados podem lutar por sua nação, mas eles morrem e se sacrificam por seus companheiros.
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1 comment so far ↓
Assisti a esses filmes, ontem. Veja que interessante. =D
Cara, sinceramente, fiquei um pouco decepcionado com A conquita da Honra. Algumas partes foram boas, entretanto, no geral, eu não gostei. Achei que poderiam ser melhores aproveitados essas possíveis ponte entre os dois filmes, mas está bom, não foi tão ruim assim.
Gostei mesmo foi do Iwo Jima.
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