por Carol Peters em 3 agosto, 2008
Duas e meia da tarde e eu acabo de chegar do Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, onde aconteceu o evento de lançamento do Y!Posts, do qual o 1001 Gatos de Schrödinger foi convidado a participar.
Saí de lá bem na hora, aliás. Os seguranças da porta já estavam pensando em desligar o gerador de energia do vestiário (onde organizaram a recepção) pra ver se o pessoal que estava lá ia embora.
É muito engraçado o que acontece quando se mistura nerds, boca livre e meia dúzia de fashionistas em um campo de futebol.
Não conhecia ninguém, na verdade. No máximo reconheci alguns nomes e fiquei a maior parte do tempo isolada. Mas, ao contrário de mim, o 1001 Gatos é bem pop! Até ganhei um cartão muito animal do Tamanaha, do Blog de Guerrilha (ele veio falar comigo quando soube pra que blog eu escrevia).
Infelizmente eu não tenho um cabo pra passar as fotos do evento do celular para o computador e ninguém postou coisa alguma sobre o lançamento do Yahoo! Posts ainda, mas fica pra próxima. Teremos mais novidades no 1001 Gatos durante este semestre. Aguardem
por Carol Peters em 6 junho, 2008
Passione é uma palavra latina que significa sofrimento. Na língua portuguesa, dá origem aos verbetes “patologia”, “paixão” e “passional” (quem sofre da patologia da paixão!).
Suponhamos que Verdadeiras histórias de amor nunca terminem. Partindo desta afirmação, concluímos que o amor verdadeiro é um martírio eterno, pelo qual vale a pena passar, ao menos na visão Romântica, por se trata de um estado de júbilo pleno e redenção.
As estórias Românticas, porém, possuem a seguridade do Happy Ending. Fora do papel, acontece o que chamo Sunshine. O sol brilha para todos, apesar de nem sempre com a mesma frequência ou intensidade. Em parte, cabe ao apaixonado afastar as “nuvens” que cobrem seu Sol.
A pessoa amada, apesar de ser quem queremos por perto, não é uma cópia fiel do que esperamos que ela seja, por mais que não notemos a diferença na maior parte das vezes. Essas falhas acumulam-se no subconsciente e, com o tempo, existindo ou não um relacionamento real entre os dois, o sentimento é necrosado por erros não cometidos. Relevar os defeitos alheios torna-se essencial.
Não todos, claro. Apenas aqueles que puderem ser completamente esquecidos. Isso consiste em “afastar as nuvens”. Se um problema é considerado irrelevante, mas permanece fixo na memória, quando vem à tona forma-se uma tempestade emocional. Em um relacionamento, retomar uma questão em tese superada desestabiliza toda a confiança que fora conquistada até então. No caso de um amor não-concretizado, faz com que o “apaixonado” definhe na melancolia de nutrir uma paixão platônica por alguém cujo, - ainda que subconscientemente sabe, - não satisfazerá seus desejos.
Não há nada que deva possa fazer que não possa ser feito, ninguém que você salve que não mereça ser salvo. Não há quem consiga ser feliz em tempo integral, tampouco motivo para morrer de sofrimento. Cultive seu Sol.
por Carol Peters em 3 junho, 2008
Você acorda inquieto, sentindo-se a pior das criaturas. O mundo está derretendo, o sertanejos estão morrendo com a seca no Nordeste e a Rússia acabou de fazer o maior desfile bélico desde sei-lá-quando: A culpa é toda sua. Hora de tomar uma atitude. JÁ!
Passo um: vestir-se para mudar o mundo. Você não tem nenhum uniforme do Flash, antão enfia a primeira coisa que vê pela frente (como faz todo dia, aliás) e vai até a cozinha. O segundo passo é “despertar o tigre que existe em você”, pois não é possível construir casas para os desabrigados do furacão em Miamar sem a “energia que dá força”. Após se alimentar, você pega a mochila e sai desvairado, montado em sua bicicleta amarela, cheia de fitinhas coloridas amarradas ao guidão.
Ai! Você sente uma cãimbra na panturrilha esquerda. Quem mandou não se alongar? Se ao menos você tivesse uma fonte de potássio… Caído no asfalto, tudo o que consegue é gemer, tamanha a dor. Então um carro para a menos de um palmo do seu nariz, você sequer havia visto que ele se aproximava. Olhando atentamente a placa, você percebe que a conhece. Nisso, sua mãe surge - ela estava voltando do supermercado e dá graças a Deus por ser ela a lhe encontrar, ao mesmo tempo em que o arrasta para dentro do veículo pelas orelhas e repete o quão irresponsável você é.
De volta à segurança do lar, você está deitado no sofá e mal consegue lembrar por que saíra de casa mais cedo. Na TV, o menininho do comercial grita: “Vamos salvar o mundo das cáries!” com tamanho afinco que, de súbito, lá está você, de volta na bicicleta, empunhando a pasta de dentes.
Da cozinha, sua mãe, que está fritando bifes, resmunga: “Êta moleque idiota!”.