Blog é Outdoor

O título dessa postagem se refere a uma pessoa que visitou este blog, criticou-o e a seus leitores e ainda ficou me criticando por e-mail. Coloquei um filtro no Gmail, para que suas mensagens fossem diretamente para a Lixeira, onde ele poderá continuar extravasando sua raiva como quiser.

Ele reclama comigo de minha “responsabilidade” em informar, já que a Internet é pública e um site deveria ter valor informativo ou algo assim. Eu disse que eu não tenho essa responsabilidade, que meu blog é uma entidade privada, paga por mim, para expor meus pensamentos. Não faço um jornal que tem esse objetivo de informar e assume implicitamente essa responsabilidade acima.

Ele compara blogs a outdoors. “Eu vejo e já era”. O que é um argumento ridículo. Quantos blogs existem no mundo? Milhões deles. Sites? Muitos milhões deles. Devem existir bilhões de páginas na internet. Imagine se cada uma delas tivesse que ser um veículo de informação e mais nada.

E outra, ele reclamou que foi a segunda vez que veio aqui. Vejam bem: segunda vez. Eu não compro publicidade. Eu não faço spam. Ou vou na casa dele pedir para ele entrar aqui. Se ele veio aqui na segunda vez, sabia o que poderia encontrar. Fez por que quis. E internet não é outdoor. Pop-ups são o mais perto disso. Mas esse blog não é pop-up. A URL tem que ser acessada por seu navegador, através de clique em link, favoritos ou digitar sua URL. Ou seja, se você chega até aqui, é por que quer. Isto não é um outdoor.

Eu disse a ele que tenho o meu público, as pessoas que gostam deste blog, e ele obviamente não é parte dele. Agora, um dos contra-argumentos mais idiotas que já ouvi em réplica: “A Internet é livre. Não há seu público. Amém”. Ele fala aqui, que eu não tenho pessoas que gostem deste blog ou diz que como qualquer um pode acessar a internet, sou obrigado a agradar a todos? Aquele sujeito homossexual, Jesus, não agradou a todos, por que teria que agradar?

Amém?

Não ia querer tocar nesse ponto, mas os ataques são motivados a isto: religião. Ele comentou em uma postagem que brincava com as formas de conseguir uma esposa. Na primeira vez, quando também criticou, foi em uma postagem religiosa. Ele só está com raiva de outras pessoas não terem um amigo imaginário que em suas páginas matou centenas de vezes mais que Satã. E usa esses argumentos fracos. Defende uma “internet livre”, mas motivado por uma ideologia que não permite liberdade de consciência. Onde há dogma, não há liberdade. Isso é primário.

Além de usar meu blog como veículo de minha liberdade de expressão, eu não sou um veículo de informação. Este blog não é um outdoor. Ele é como meu caderno de idéias. Você pode vir e pegá-lo. Se sentiu incomodado, não me incomode vindo novamente e repetindo a crítica que não é construtiva, e para mim não possui valor nenhum. E como este blog não acrescenta nada a ele, ele não precisava voltar. A internet é um lugar muito grande e “livre”. Vá viver sua vida de ilusões que eu continuo com meu blog, que é lido por pessoas que gostam dele, e que, olhe, eu chamo de meu público. E como muitos comentam aqui de vez em quando, eu tenho mais indícios de que ele existe do que qualquer outro amigo imaginário.

Pendant
Creative Commons License crédito: maxime.wojtczak

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Comments

Pelo menos ele está a serviço de Éris… semeando a Discórdia… :-)

No meio do seu artigo eu já estava me perguntando se não tinha política envolvida na reclamação. Errei. Mas ainda assim está numa daquelas máximas: “Futebol, religião e política não se discute”. Eu acho que temos que discutir sim, é claro, afinal a discussão é sadia e gera várias coisas boas, o triste é que sempre desagradará alguém pelo simples fato que as pessoas invariavelmente pensam (surpresa surpresa!) diferente uma das outras. É óbvio que enquanto a argumentação for sadia, utilizando-se de uma discussão que envolva fatos/opiniões formadas/etc ela é válida, só que se a pessoa desce para os ataques pessoais perde todo o sentido.

Quanto à ser outdoor ou não, eu acho que mesmo sendo algo que _nós_ escolhemos fazer, temos de arcar com as consequências de termos nossas idéias expostas para qualquer pessoa ler e, principalmente, contra-argumentar. A principal vantagem da Internet é qualquer pessoa com acesso à ela ter o direito e a possibilidade de se expressar (menos em Cuba, China e outros regimes autoritários) exatamente como ela é. Mas, assim como nós temos o direito de nos expôr, também temos o direito de ignorar quem nos procura.

Claro, podemos partir pra ignorância também. Eu teria colocado uma regra no servidor para bloquear acesso de toda a rede da pessoa com uma máscara /16 e ainda diria pra quem entrasse o email do culpado caso quisessem voltar a visitar o blog. Mas aí seria só por diversão mesmo :)

Há, prove que eu existo, e não que fui criado pelo seu vazio existencial decorrente da falta de acessos por criticar e querer se expressar em um ambiente livre…

Imbecis, é isso o que são. Eu tinha um outro blog há uns tempos atrás e fiz um post sobre Arnaldo Jabor (falando mal de ALGUMAS coisas que ele fala) e meteram o pau em mim, acredita? É assim, nunca vai agradar a todos mesmo.
E religião… Bem, não é uma coisa “agradável” de se discutir, mas quem disse que você está discutindo?

E cara… Seu blog é f*da! Tenha isso me mente hauhuauaw.

Abraços!

Maldição de site que naõ sai da minha barra de favoritos, dai acabo vindo aqui visitar….é sim praticamente um outdoor aqui no meu firefox…
:P

Tem textos legais e textos indiferentes pra mim…mas um ótimo blog, classificado nos meus favorites aqui junto aos de “divagações”!
=)

Parabéns, continuem mandando bala ai!

É comum essas coisas. Vivemos em um processo democrático. Ou concordamos ou discordamos. E cada um interpreta o que é correto e errado da sua maneira.

O que existem são certos exageros, ou “errados” exageros, ou até mesmo nenhum dos dois. Estes podem ser absorvidos /9ou não) acertadamente ou erroneamente para aquele que é o ouvinte. A resposta dele ou até mesmo interpretação pode ser certa ou errada diante da argumentação do falante. E tudo gira em torno disso: o certo para um pode ser o errado do outro assim como o certo para o outro pode ser o certo também para um terceiro outro.

Dentro dessa dualidade, na verdade não podemos concluir nada para os outros, somente para nós mesmos (que é a essência de um blog), e com o tempo alguns compartilham o que para aquele se trata do certo para ele. Isso é fantástico. Entretanto, o certo para aquele que escreveu pode ser o errado e o absurdo para o outro. É o defeito da democracia para aquele que defende o certo para ele e o certo para todos, mesmo sendo o errado para ele desde que seja o errado para outros.

Enfim, seu blog é fantástico e é uma grande inspiração para vários outros blogueiros (como eu). Não serão todos que irão concordar com tudo o que você, a Carol e o Tiago pensam, o que é demasiado normal através dessa ótica da interpretação do correto e do errado, mas desde já vários concordam. E isso é o que vale.

Grande abraço.

Ibrahim, eu não concordo com muitas coisas que leio, inclusive aqui… O Santaum disse sobre o exagero e é aí que está o problema, é preciso respeitar opiniões contrárias, é simples na verdade e mesmo que eu não concorde com algo que leio preciso respeitar o direito dessa pessoa de dizer… Eu mesmo já me meti em enrascadas em outros blogs quando eu mesmo passei dos limites, só que sou humilde o suficiente para saber disso e me desculpar.
Se o cara comenta com respeito tudo bem, se faltar isso estraga qualquer discussão…

A crítica do sujeito não faz sentido. É como você disse: isso não é um jornal, é um “caderno de anotações público”.

Pela sua versão, sou levado a pensar que o problema é a religião mesmo. Mas ele não vai admitir - e, se o fizer, vai ser bastante gentil. Também vai ser reconhecer que o serviço do Santa Ofício acabou. Tava na hora, não?

Essa Salsinha de Cristo conseguiu superar todas as outras. Nunca vi argumentações defendendo uma pseudo-liberdade da Internet chegando a um nível tão estúpido.

bacana.
bons argumentos

Amem :D
são sujeitos feito esse cara que queimam a imagem de jesus.
Eu sou bem decidido em relação a minha fe e mesmo assim visito esse blog que esta nos meus favoritos, acredito que Ibrahim mesmo chamando jesus de homossexual vai para o ceu, o maximo que deus pode fazer e coloca outra pedra no rin dele.

ahá!!!

É uma grande porcaria mesmo esses tipos de comentários. Mas quer saber, Ibrahim, são certos tipos de coisas que temos que passar e aprender com elas… Aprender como existem pessoas ignorantes no mundo, e aprender que temos que ler, apagar e deixar de lado.

No dT, só deixo um comentário que me desagrade nessa condição que disse, “crítica construtiva”, ou se acrescenda algo ao “meu público”, algo interessante a alguém.

Mano véio, você tem seu público. Eu sou do seu público. E BMs como essa salsinha não merecem tanta atenção. Que arda no fogo do inferno! rs

Você já assumiu não ter qualquer compromisso com a verdade, o que esse cara quer mais?

Engraçada sincronicidade! Nos meus blogs eventualmente uma besta-fera descarrega o peso dos primitivos neurônios do seu cerebelo e me xinga com gosto. Já me metaforizaram sob a figura do pedante que se posta diante de pinturas pós-modernas e balança levemente o queixo em sinal de compreensão… O diabo é que a besta-fera sem querer acertou! Eu compreendo mesmo…
Uma coisa é certa, se as bestes-fera te acossam é porque tens algum conteúdo.

Hehehehe, o fato de esse idiota, e outros do tipo, se irritarem assim não só diverte como mostra que este é realmente um espaço legal!
Imagino que do ponto de vista discordiano é um hit pescar um desses,,,

Caros, tem um comentário em algum lugar aqui do 1001 Gatos em que o sujeito, que acha o site ruim, diz “Quem precisa negar algo tem necessidade de livrar-se da dúvida.” Bom, segundo o argumento desse sujeito se o cara precisa dizer que o 1001 Gatos não tem valor é pq ele tem dúvidas sobre isso…
No mais, bola pra frente, e eu acho que o 1001 podia usar como padroeiro contra tudo isso São Voltaire, que disse “Não concordo com o que dizes, mas defendo até a morte o direito de o dizeres”.
Um abraço!

Considerando o comentário acima, segundo “Schop”, no livro “A arte de ter razão”, a tese desse cara pode ser refutada por uma apagogia (aceitar a proposição do adversário como verdadeira), e sendo considerada falsa ad hominem (contradiz a afirmação do próprio adversário).

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