O Mundo e Nós
Como o brasileiro vê a si próprio:
Sofredor (74,1%), trabalhador (69,4%), alegre (63,3%), conformado (61,4%), batalhador (48,0%), solidário (46,1%), revoltado (42,3%), pacífico (40,4%), honesto (36,2%), malandro (30,8%), violento (28,5%), preguiçoso (24,0%), egoísta (21,6%) e desonesto (17,2%)
São Paulo é tão populosa quanto cinco países juntos:
E isso é apenas a cidade, sem contar a região metropolitana possui tanta gente como Uruguai, Eslovênia, Bahamas, Timor Leste e Kuwait.
Algumas cidades brasileiras são tão violentas quanto países inteiros da Europa:
Limeira, cidade do interior de São Paulo, possui tantos homicídios quanto a Dinamarca.
Recife tanto quanto toda a Espanha. Salvador se iguala à Inglaterra. A cidade do Rio de janeiro possui tantos assassinatos quanto a Ucrânia. Brasília iguala-se à Bielo Rússia.
Toda a economia brasileira equivale ao estado americano da Califórnia. E a nossa economia, a 9ª no mundo, é tão grande que nossos estados equivalem sozinhos a alguns países:
São Paulo possui uma economia do tamanho da Argentina. Amazônia equivale ao Zimbábue (e deve ser muito mais explorada indevidamente). O Rio de Janeiro possui uma economia que a coloca lado a lado com a Dinamarca (com a diferença, de como antes citado, possui em todo seu território o mesmo número de homicídios que Limeira, cidade do interior paulista). O Pará se equipara com o Paraguai, Mato Grosso com a Bolíva, Espírito Santo com o Uruguai e o Distrito Federal com a Croácia.
O jardim do vizinho é sempre mais florido. O porquinho dele é sempre mais gordo. Em comunidades do orkut sobre minha cidade é comum ouvir reclamações em cima de reclamações. O mesmo a respeito do estado, do país. Não vou dizer que aqui é o melhor país do mundo para se viver. Descarto veementemente a idéia de existir tal conceito. Há muito a ser feito, coisas urgentes até. Por isso ficar criticando quem está fazendo alguma coisa, qualquer coisa, não é apenas tolo, como bem confortável.
Afinal aquele que apenas critica, não corre o risco de se expor, não corre o risco de cometer algum erro. Sua posição é apenas de analisar e apontar erros. Nunca construir nada. Quantos não são assim? Conheço dúzias desses. Muitos deles vivem reclamando da “falta de ação”, que não há “pessoas engajadas”. Que nas Diretas Já havia pessoas comprometidas com a mudança e isso não existe hoje. Os Beatles cantam cada dia melhor. Quem afirma qualquer frase que citei em suas diversas variações, posso dizer sem dúvida, não está comprometido com nenhuma organização social. Nem mesmo organização de bairro. Pois há uma grande massa lá fora desejando a mudança. E não são poucos. O crítico, poço de sabedoria que possui a receita para todos os males do Brasil, não sai de sua casa. Vê a própria apatia no espelho e declara isto regra universal.
Uma palavra, quatro letras: AÇÃO.

crédito: Iara Paula
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Comments
Se informe, o diálogo é aberto e está tendo participação de todos…
Lá nos idos de 2003 houve um ciclo de debates em todos os estados para discutir os moldes de criação de uma secretaria nacional de/para juventude. Eu participei, me informei, acompanhei as discussões, etc.
Nas eleições municipais desse ano vai aparecer alguém pedindo o teu voto e o dos demais participantes dessa conferência…
Ibrahim, não quero ser raivoso não, viu? Gosto do que tu escreve por aqui, apenas quis dizer que esse blá-blá-blá de conferência disso e daquilo serve para angariar muito voto e gerar quase nada (ou nada mesmo, na maioria das vezes) de política pública efetiva.
abraço!
Eu meio que não gostei do comentário anterior seu pois não sou filiado a nenhum partido, desprezo os discursos de “esquerda x direita” e fiquei um pouco chateado por reduzir a conferência a um ato partidário ainda mais associado ao Lula (não votei nele), mas vou tentar conhecer a história de 2003. Agradeço pela toque
[...] por reduzir a conferência a um ato partidário ainda mais associado ao Lula
Esse “ainda mais associado ao Lula” me soou um pouco discriminatório. Se fosse o X não teria tanto problema?
Não vejo problema/diferença em o candidato A, o B ou o C fazerem uma coisa legal e participar.
Ibrahim, olha só, essas discussões de que te falei faziam parte de um certo Projeto Juventude. O link ainda tá vivo:
http://www.projetojuventude.org.br
Essa foi uma iniciativa atrelada a “sociedade civil” (um certo Instituo Cidadania), mas que na prática quem tocava, quem garantia as atividades (organizava, coordenava,etc) eram os jovens ligados ao governo (de vários partidos e de entidades pró-Lula, como a UNE e a Ubes, por exemplo).
Produziu muita documentação, inclusive um relatório final muito bom — tá tudo disponível no site. Lá também se encontra material sobre os organizadores.
Participei do encontro de Porto Alegre.
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ah, e não tenho nada contra X ou Y, nem favor; muito pelo contrário. Mas nos últimos anos tenho acreditado mais nos jovens que fazem alguma coisa de verdade (que gritam, esperneiam, ocupam não sei o quê, param o trânsito, fazem passeata, xingam o governo) do que na turma que discute sentada confortavelmente sobre o que é o que. E é só a minha opinião.
abs!

Ibrahim, avisa quando acabar a tua empolgação com o juvinilesco do governo Lula.
http://www.jpt.org.br/noticias/exibir.php?Id=115
abs