Carma-Cola

por admin em 27 abril, 2007


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“My Name Is Earl” é uma de minhas séries preferidas. Por quê? Porque a sátira ao Carma é tremendamente bem-feita. E porque eles pegaram um monte de pessoas com isso. Como assim? Se você acha que a doutrina do carma é aquela apresentada em Earl, você precisa aprender o que realmente é carma.

E quando eu falo de carma falo de sua origem. Pois graças ao “Carma-Cola”, muitas religiões New Age, Espiritismo, Cultos bizarros e seriados americanos difundiram a idéia de que “fazendo coisas boas coisas boas acontecem”. Carma, no original “Kamma” ou “Karma” significa “ação” e objetivo da disciplina do carma não é fazer algo bom para receber algo bom (o que seria em benefício próprio, portando egoísta, alimentando o ego é algo negativo), nem mesmo compensar o mal feito. A doutrina do carma trata-se de ponderar seus atos a fim de que não cause uma reação que perturbe a ordem natural das coisas.

Há um trecho em “Musashi”, no Volume l, onde Mushashi encontra sem saber o irmão do homem que matara um certo tempo antes. O homem o hospeda e arma de matá-lo. Porém Mushashi é mais esperto e se esconde, depois têm a chance de matar o homem mas não o faz pois o “envolveria numa nova relação kármica com certa criança, que sairia pelo mundo procurando vingar o pai. A idéia o horrizou”. O carma originalmente trata-se apenas de ilustrar a importância de desenvolver atitudes e intenções corretas. ÿ a ponderação da ação.

O termo “Carma-Cola” eu retirei de um ótimo livrinho, “A Viagem de Théo” onde uma personagem diz:

- [...] Quando se sentem perdidos demais, os ocidentais adoram fantasiar sua alma: correm então para Índia, para lugares de retiro concebidos especialmente para eles, com êxtases coletivos e devoção desenfreada, e os indianos ganham um bom dinheiro com isso. São excelentes comerciantes. Inventaram até um nome exageradíssimo para esse gênero particular de comércio: “carma-cola”.

Espero sempre pelas sextas-feiras quando posso assistir “My Name Is Earl” e desfrutar de minha Carma-Cola estupidamente engraçada.

[tags]my name is earl, senso crítico, carma-cola,carma[/tags]

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04.28.07 at 28America/Sao_PauloSat, 28 Apr 2007 09:43:09 -0300

{ 4 comentários… leia-os abaixo ou adicione um }

1 Sérgio 04.27.07 às 27America/Sao_PauloFri, 27 Apr 2007 16:15:28 -0300

Por isso que eu estou na comunidade “pseudo-budistas”.

2 Daniel 04.27.07 às 27America/Sao_PauloFri, 27 Apr 2007 18:35:48 -0300

Não comentarei o post porque não li.estou no trabalho e com muito sono.mais tarde lerei.Isto que estou dizendo não tem importância para ninguém.mas quem se importa?

3 Alexandre 04.27.07 às 27America/Sao_PauloFri, 27 Apr 2007 20:47:15 -0300

E ainda tem aquela idéia (principalment espírita) de que a culpa das desgraças da sua vida é carma da sua vida passada.

Não contentes em distorcer o conceito budista do karma, os espíritas ainda distorcem o conceito de renascimento.

ÿ quase como um “atirei pedra na cruz”, mas as pessoas levam a sério!

4 j. noronha 04.28.07 às 28America/Sao_PauloSat, 28 Apr 2007 23:56:47 -0300

Karma, what a whole lot of crap (um dia ainda vou me arrepender de tudo que digo, mas duvido até da existência desse dia, hehe…)

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