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	<title>1001 Gatos de Schrödinger &#187; Ficcionáutica</title>
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	<description>Só mais um blog discordiano</description>
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		<title>Quem Quer Ser Um Milionário? &#8211; Slumdog Millionaire</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 15:43:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficcionáutica]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[Quem Quer Ser um Milionário?]]></category>

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		<description><![CDATA[ crédito: s3rioussam
Inicialmente eu não queria assistir a &#8220;Quem Quer Ser Um Milionário?&#8220;. Eu tenho cada vez menos tempo para assistir filmes e escolho muito bem aqueles em que investirei meu tempo. Ver mais uma história de amor não estava nos meu planos, por mais babaca romântico que eu posso ser às vezes. Schopenhauer dizia que ordinariamente todas as histórias ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/16373131@N00/3308262664/" title="SlumDog Millionaire" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3602/3308262664_2739432628.jpg" alt="SlumDog Millionaire" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/" title="Attribution-NonCommercial License" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/16373131@N00/3308262664/" title="s3rioussam" target="_blank">s3rioussam</a></small></p>
<p><span class="drop_cap">I</span>nicialmente eu não queria assistir a &#8220;<em>Quem Quer Ser Um Milionário?</em>&#8220;. Eu tenho cada vez menos tempo para assistir filmes e escolho muito bem aqueles em que investirei meu tempo. Ver mais uma história de amor não estava nos meu planos, por mais <em>babaca romântico</em> que eu posso ser às vezes. Schopenhauer dizia que ordinariamente todas as histórias são histórias de amor. Talvez isso esteja certo para toda a indústria cultural, e é a espinha dorsal de <em>&#8220;Quem Quer Ser Um Milionário?&#8221;</em>.</p>
<p><em>Jamal Malik está a uma pergunta de ganhar 20 Milhões de rúpias. Como ele conseguiu?</em></p>
<ul>
<li>A. Ele trapaceou.</li>
<li>B. Ele é um gênio.</li>
<li>C. Ele é sortudo.</li>
<li>D. Está escrito.</li>
</ul>
<p>É desta forma que o filme começa, lançando nos então em uma cena de tortura. De forma bem ágil vamos situados no contexto da mesma. O jovem Jamal Malik está prestes a ganhar o maior prêmio em um programa televisivo da Índia, análogo ao nosso &#8220;Show do Milhão&#8221;. E a polícia o interroga por suspeitas de que ele esteja trapaceando pois não acreditam que ele, um &#8220;rapaz do chá&#8221; possa ter chegado tão longe quando médicos, professores e outros instruídos só chegaram perto.</p>
<p>Grande parte das respostas, vamos aprendendo, Jamal sabia porque estavam intimamente ligadas com sua vida. Ficou órfão cedo, sua mãe sendo vítima de um conflito religioso. Vagou pelas ruas de Mumbai, antiga Bombaim com seu irmão Salim. Há muitos desdobramentos interessantes na história e é claro, Latika, o interesse romântico de Jamal.</p>
<p>Eu estava errado. &#8220;<em>Quem Quer Ser Um Milionário?</em>&#8221; merece ser visto. É um filme com &#8220;alma&#8221;, ótima fotografia e uma história muito bem contada. Recomendo, assim como a ótima trilha sonora.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/10567940@N05/3277706314/" title="Slumdog Millionaire (2008)" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3352/3277706314_504a18938f.jpg" alt="Slumdog Millionaire (2008)" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/" title="Attribution-NonCommercial-ShareAlike License" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/10567940@N05/3277706314/" title="Lord_Henry" target="_blank">Lord_Henry</a></small></p>
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		<title>Minhas 100 Dicas para Escrever</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2009 14:31:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficcionáutica]]></category>
		<category><![CDATA[100 dicas]]></category>
		<category><![CDATA[como escrever]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[escrever]]></category>

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		<description><![CDATA[ crédito: Stompy
Eu não me considero um grande escritor, no sentido de dominar a gramática, criar estruturas belas e fascinantes de texto. Minha força, acredito, está na imaginação, humor, sentimentalismo e capacidade de citar referências como uma metralhadora giratória. Por isso, na hora de colocar minhas criações no papel eu realmente tenho um trabalho duro. Sou o pior no que ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/15729248@N00/4898344/" title="Homage to Babsi" target="_blank"><img src="http://farm1.static.flickr.com/5/4898344_3c2613fd13.jpg" alt="Homage to Babsi" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/" title="Attribution-NonCommercial License" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/15729248@N00/4898344/" title="Stompy" target="_blank">Stompy</a></small></p>
<p><span class="drop_cap">E</span>u não me considero um grande escritor, no sentido de dominar a gramática, criar estruturas belas e fascinantes de texto. Minha força, acredito, está na imaginação, humor, sentimentalismo e capacidade de citar referências como uma metralhadora giratória. Por isso, na hora de colocar minhas criações no papel eu realmente tenho um trabalho duro. Sou o pior no que faço de melhor, mas após dois livros já posso compartilhar algumas dicas de como eu fui tentando escrever melhor.</p>
<h3>Dica Um</h3>
<p>O escritor e editor por muitos anos do <em>New Yorker</em>, <em>E.B. White</em>, disse quando recebeu a Medalha Nacional de Literatura: &#8220;&#8230;a coragem de um escritor pode facilmente derrubá-lo&#8230;Eu admiro qualquer um que tenha culhões para escrever qualquer coisa&#8221;.</p>
<p>Ao começar a escrever, faça um compromisso consigo mesmo: que você irá realmente fazer isso. Isso é crítico. <em>Sem seu comprometimento</em>, você poderia economizar em lápis e papel. <em>Não irá acontecer</em>. Lembre-se: escreva tanto quanto puder. É o que escritores fazem &#8211; eles escrevem.</p>
<h3>Dica Dois</h3>
<p>Tenha <em>um tempo específico para escrever</em>. <em>Stendhal</em> recomendava pelo menos duas horas por dia. Isso é importante, pois no decorrer do processo de escrever sua história, você ficará desencorajado, entediado, com raiva e insatisfeito. E quando se sentir assim, e você irá se sentir assim, é sempre aconselhável manter a rotina de escrever e continuar trabalhando.</p>
<h3>Dica Três</h3>
<p>Na primeira semana, decida sobre a história que irá escrever. Você não precisa trabalhar cada detalhes, pois isso emergirá do próprio processo. Mas procure não procrastinar &#8211; Procrastinação é seu inimigo. <em>Matisse</em> dizia a seus alunos: &#8220;Se você quer ser um pintor, corte sua língua fora&#8221;.</p>
<p><em>Planeje</em>. Mas tenha em mente que o tempo de meramente falar sobre sua história deve acabar.</p>
<h3>Dica Quatro</h3>
<p>Simples e verdadeiro: <em>escreva sobre o que está ao redor, sobre o que você conhece e sobre o que se importa</em>.</p>
<h3>Dica Cinco</h3>
<p>Não importa qual o tipo de livro que você decida escrever, não há regras a não ser que <em>a história deve ser muito, muito interessante</em>. Ela pode ser excitante, assustadora, divertida, engraçada ou triste &#8211; mas isso não deve aborrecer o leitor.</p>
<h3>Dica Seis</h3>
<p>Analise e aprenda.</p>
<h3>Dica Sete</h3>
<p>Embora não existam regras sobre ideias para histórias, eu prefiro ter uma preocupação:<em> pensar pequeno</em>. Um dos piores erros que muitos escritores fazem é pensar grande, tentando ficar com uma história do tipo fim-do-mundo, acreditando que é melhor. Não é verdade. Mantenha sua ideia pequena e focada.</p>
<p>Olhe para a sua criatividade e busque por uma pequena história que tenha um sentido real para você. Todos somos parte da família humana. Se você cria uma história que tenha um sentido profundo para você, as chances são grandes que isso tenha um sentido profundo para o resto de nós.</p>
<h3>Dica Oito</h3>
<p>Escreva suas próprias experiências. Elas são únicas.</p>
<h3>Dica Nove</h3>
<p>Não tenha medo de escrever cenas ou seções que não levem a nada.</p>
<h3>Dica Dez</h3>
<p>Escreva sobre algo que você sabe? Escreva algo sobre o que você ama.</p>
<p><a title="Do note, conclusion" href="http://www.flickr.com/photos/51035609331@N01/5184351/" target="_blank"><img src="http://farm1.static.flickr.com/4/5184351_3f066991ae.jpg" border="0" alt="Do note, conclusion" /></a><br />
<small><a title="Attribution-NonCommercial-ShareAlike License" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a title="Paul Watson" href="http://www.flickr.com/photos/51035609331@N01/5184351/" target="_blank">Paul Watson</a></small></p>
<h3>Dica 11</h3>
<p>Saiba algo sobre o lugar ou as pessoas na história.</p>
<h3>Dica 12</h3>
<p>Escolha seus personagens antes de começar. Será muito mais fácil para você saber como eles reagirão aos acontecimentos programados por você.</p>
<h3>Dica 13</h3>
<p>Anote tudo. Não confie apenas em sua memória. E seja organizado.</p>
<h3>Dica 14</h3>
<p>Dicas de <em>Hemingway</em> para se escrever ficção:</p>
<p>- Use sentenças curtas.<br />
- Use parágrafos inciais pequenos.<br />
- Use linguagem vigorosa.<br />
- Seja positivo, nunca negativo.</p>
<h3>Dica 15</h3>
<p>Desenvolva seus personagens e seu <em>plot</em> ao mesmo tempo. Acontecimentos moldam as pessoas e as afetam das mais diversas maneiras. A morte de um parente próximo não apenas lança uma pessoa no luto, como pode mudar sua vida financeira (para o bem ou para o mal), social e subjetiva.</p>
<h3>Dica 16</h3>
<p>Faça seus leitores acreditarem que seus personagens existem. Ao invés de colocar centenas deles, esforce-se para criar dois ou três memoráveis.</p>
<h3>Dica 17</h3>
<p>Lembre-se do mestre <em><a href="http://ibrahimcesar.com/dicas-para-escrever-com-estilo-por-kurt-vonnegut/">Kurt Vonnegut</a></em> e suas oito dicas:</p>
<h4>1. Escolha um assunto sobre o qual você se importe.</h4>
<p>O seu interesse genuíno, e não qualquer jogo de palavras que possa fazer, é que terá o poder de seduzir o leitor.</p>
<h4>2. Não se estenda.</h4>
<h4>3. Seja simples.</h4>
<p>Lembre-se de que tanto <em>Shakespeare</em> quanto a Bíblia usaram palavras perfeitamente compreensíveis para as pessoas da época.</p>
<h4>4. Tenha a coragem de cortar.</h4>
<p>A eloquência deve curvar-se ante as ideias. Caso algumas lindas frases não acrescentem nada de novo ao que você está tentando dizer, corte-as sem perdão.</p>
<h4>5. Soe como você mesmo.</h4>
<p>Escreva da maneira como usa a língua, do lugar de onde você é. Não tente se passar por uma pessoa de outro lugar e outra cultura ou isto irá se refletir no seu poder de persuasão.</p>
<h4>6. Diga o que tem a dizer de modo claro.</h4>
<p>Leitores querem páginas que se pareçam com páginas, parágrafos e pontuação reconhecíveis. Não escolha criar jazz ou cubismo quando seu objetivo é se fazer entender.</p>
<h4>7. Tenha pena dos leitores.</h4>
<p>Nossas opções como escritores são limitadas, uma vez que os leitores são artistas imperfeitos na arte de ler. Nossa audiência requer um esforço de nossa parte de clarificar e simplificar, mesmo quando preferiríamos pairar acima de coisas tão chãs quanto a simplicidade.</p>
<h4>8. Consulte livros de referência quanto a gramática e pontuação.</h4>
<h3>Dica 18</h3>
<p>Como já disse <em>Ivana Trump</em> (mulher de <em>Donald Trump</em>) ao escrever um livro: &#8220;Escrever ficção é demais. Você pode inventar quase qualquer coisa&#8221;, algumas vezes os escritores ficam ou fascinados ou paralisados pelas possibilidades. Explore-as.</p>
<h3>Dica 19</h3>
<p><em>Woody Allen</em> escreve seus roteiros e livros desta foram: Sempre que ele tem uma idéia, um diálogo, uma piada, ele a escreve em um pedaço de papel e joga em sua gaveta. Depois de um tempo ele a obra e junta as partes, criando uma nova obra. Muitos outros escritores utilizam o mesmo método.</p>
<h3>Dica 20</h3>
<p>Não tente imitar alguém no modo de escrever ou colocar palavras que não domina perfeitamente. Sua &#8220;voz&#8221; é a sua voz. Seu &#8220;estilo&#8221; é seu estilo. Requer paciência e tempo para aceitá-lo, mas isso vêm com o tempo. Seja natural.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/75008966@N00/323766792/" title="Donald Keene at his Tokyo home" target="_blank"><img src="http://farm1.static.flickr.com/123/323766792_43abe76a4d.jpg" alt="Donald Keene at his Tokyo home" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/" title="Attribution-ShareAlike License" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a>  crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/75008966@N00/323766792/" title="ionushi" target="_blank">ionushi</a></small></p>
<h3>Dica 21</h3>
<p>Monte uma linha do tempo. Se você não sabe como terminar uma história, nem deve começá-la. Escreva aquilo que você imagina ser o último parágrafo do livro. Mas não pense duas vezes em descartá-lo se tiver uma ideia melhor.</p>
<h3>Dica 22</h3>
<p>Nunca faça nada sem ter um objetivo em mente. Você simplesmente acabará chegando em lugar nenhum.</p>
<h3>Dica 23</h3>
<p>Dê uma caminhada. <em>Nietzsche</em> dizia que tinha suas melhores idéias durante caminhadas. <em>Grant Morrisson</em> vai além, falando do potencial criador das mesmas:</p>
<blockquote><p>Quando se é garoto ou adolescente, você dá essas longas caminhadas nas quais você vai andando pela cidade fazendo conexões mitológicas e misteriosas entre fatos e situações em sua cabeça. Eu, assim como todas as pessoas, já fiz isso, mas havia um grupo de intelectuais e artistas na década de 60, chamados de <em>Situacionistas</em>, que identificava esse tipo de atitude como um ato revolucionário e isto leva diretamente à ideia de que você pode criar uma &#8220;zona autônoma temporária&#8221; usando sua imaginação no mundo de tal forma que você o cria de novo.</p></blockquote>
<h3>Dica 24</h3>
<p>Tenha um começo e fim claros.</p>
<h3>Dica 25</h3>
<p>Recapitulando os itens necessários:</p>
<p>1. Um compromisso.<br />
2. Um cronograma.<br />
3. Ideia para a história.<br />
4. Os personagens.<br />
5. O que eles farão.<br />
6. Como tudo irá acabar.</p>
<h3>Dica 26</h3>
<p>Comece a escrever. E mantenha uma certa média. 300-325 palavras, com espaço duplo correspondem a mais ou menos 4 páginas. Escrever isso por dia é relativamente simples. Um livro de 400 páginas neste ritmo levaria 100 dias de trabalho. Você pode escrever muito mais ou mesmo adotar uma cota menor. O importante é manter-se escrevendo.</p>
<h3>Dica 27</h3>
<p>Sua obra é de ficção. Mas não significa que os fatos a que você se refere não tenham que ser corretos. Eles acrescentam verossimilhança às histórias e contribuem para o leitor se envolver mais com elas. Todas as bibliotecas no mundo estão esperando por você. E sempre há o Google e a Wikipédia.</p>
<h3>Dica 28</h3>
<p>Conversas não são diálogos. Diálogos possuem um propósito. Eles levam a história um passo além ou revelam mais sobre os personagens. Isso mantém o leitor preso na história e o faz sentir-se no coração da ação. E sempre deixe claro ao leitor quem é que está falando.</p>
<h3>Dica 29</h3>
<p>Olhe-se no espelho. Descreva o que vê. Faça isso com menos de 300 palavras.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/34427466731@N01/729822/" title="book shelf project 1 ~ striatic {notes}" target="_blank"><img src="http://farm1.static.flickr.com/1/729822_25ba163c9a.jpg" alt="book shelf project 1 ~ striatic {notes}" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/34427466731@N01/729822/" title="striatic" target="_blank">striatic</a></small></p>
<h3>Dica 30</h3>
<p><em>Kurt Vonnegut</em>: &#8220;Talento é extremamente comum. O que é raro é força de vontade para suportar a vida de escritor. É como fazer o papel de parede da Capela Sistina com as mãos&#8221;.</p>
<h3>Dica 31</h3>
<p>Use um único ponto de vista de cada vez. Ao mudar ou decidir acomodar muitos outros ao longo da história, o faça de forma clara para não confundir o leitor.</p>
<h3>Dica 32</h3>
<p>Carregue um bloco de notas com você. Uma vez que você escreveu algo, você o possui.</p>
<h3>Dica 33</h3>
<p>Suspense é um ingrediente básico da ficção. Por que, se os leitores se perguntarem: &#8220;O que irá acontecer em seguida?&#8221;, eles continuarão lendo para descobrir.</p>
<h3>Dica 34</h3>
<p>Não se esqueça da linguagem corporal. Sinais não-verbais podem comunicar muito mais eficientemente do que com palavras.</p>
<h3>Dica 35</h3>
<p>Tente escrever e escrever. Deixe a edição para depois.</p>
<h3>Dica 36</h3>
<p>Invoque uma imagem a cada página.</p>
<h3>Dica 37</h3>
<p>Não tente fazer algo enorme apenas por fazer. O computador e a internet deixaram escrever e revisar ainda mais fácil. Continue pensando pequeno. O contexto determina a extensão, não o contrário. Um jogo de futebol pode parecer interminável para aquele não gosta de esportes ou ser muito rápido para outra pessoa.</p>
<h3>Dica 38</h3>
<p>Sem descrições os leitores não terão um senso de espeço e tempo &#8211; crítico para sua história. Mas com muito disso, eles ficarão rapidamente entediados.</p>
<h3>Dica 39</h3>
<p>Idéias, novas e únicas &#8211; são o que surpreendem, satisfazem e dão prazer ao leitor. Fique longe do fácil e da verdade. Escreva com imaginação.</p>
<h3>Dica 40</h3>
<p>Não subestime qualquer experiência sua. Qualquer exercício é válido. Não existem erros, só resultados. Não existem fracassos, apenas experiências de aprendizado.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/10331424@N03/3133173200/" title="Shoot!" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3295/3133173200_ecdf16900c.jpg" alt="Shoot!" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/" title="Attribution-NoDerivs License" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/10331424@N03/3133173200/" title="Peter Van Lancker" target="_blank">Peter Van Lancker</a></small></p>
<h3>Dica 41</h3>
<p>Pense nisso durante todo o dia. Conte com seu subconsciente.</p>
<h3>Dica 42</h3>
<p>Bons personagens crescem e evoluem de basicamente duas coisas: suas ações e suas crenças. Nós desenvolvemos um senso e compreensão das pessoas por aquilo que elas falam e pensam nos eventos dramáticos da história.</p>
<h3>Dica 43</h3>
<p>Pegue seu leitor pelo pescoço desde o inicio. Um começo&#8230;</p>
<h3>Dica 44</h3>
<p>Continue escrevendo.</p>
<h3>Dica 45</h3>
<p><em>Anton Chekhvov</em> deu um simples conselho: &#8220;Se uma arma está na parede no primeiro ato, ela deverá ser descarregada até o final&#8221;. Isso é conhecido como &#8220;<em>arma de Chekhov</em>&#8220;, se algo está na história é para ser usado. Veja sua obra como um todo, onde cada parte deve ter um sentido. Corte tudo o que não faz sentido.</p>
<h3>Dica 46</h3>
<p>Há um custo emocional para se escrever bem. Dançarinos sabem que terão bolhas nos pés. Pianistas ensaiam com os dedos doloridos. Escrever não é algo em vão. Pelo menos não deveria. É mentalmente exaustivo, afinal, além de já ter que lidar com a sua vida, você ainda viverá outras.</p>
<h3>Dica 47</h3>
<p>Pode parecer narcisista, mas há muito de você nas histórias. Aceite isso e não desvalorize suas experiências.</p>
<h3>Dica 48</h3>
<p>Persistência é o que é requerido. Se qualquer um poder impedi-lo de ser escritor, então não seja.Nos templos budistas há séculos os candidatos têm sido testados da mesma forma. Você o manda embora, e se a vontade dele for tão forte que o faça esperar na porta sem comer sem dormir e sem convite por três dias, então ele pode entrar e começar o treinamento. O mesmo acontece com a escrita e qualquer atividade que requeira criatividade e concentração. Se você conseguir desistir facilmente, significa que você não deveria sê-lo em primeiro lugar.</p>
<h3>Dica 49</h3>
<p>Tenha um <em>hobbie</em> não relacionado a escrever. Jogue games, corra.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/44124425616@N01/258971456/" title="The Runner" target="_blank"><img src="http://farm1.static.flickr.com/83/258971456_7bdfa04de2.jpg" alt="The Runner" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/44124425616@N01/258971456/" title="Hamed Saber" target="_blank">Hamed Saber</a></small></p>
<h3>Dica 50</h3>
<p>Defina as coisas. Alguns leitores simplesmente são ignorantes de certas coisas e termos. Ninguém sabe tudo, nem você.</p>
<h3>Dica 51</h3>
<p>Quer relaxar e ficar inspirado? Que tal visitar este blog interessante com belos designers de <a href="http://covers.fwis.com/"><em>capas de livros</em></a>? Vale a visita.</p>
<h3>Dica 52</h3>
<p><em>Fitzgerald</em>: &#8220;Personagem é ação&#8221;. E suas ações geralmente envolvem outras personagens, e essas interações são o que fazem as cenas.</p>
<h3>Dica 53</h3>
<p>Crie tensão.</p>
<h3>Dica 54</h3>
<p>Use o máximo de sentidos que puder e como isto afeta o personagem, o que ele sente.</p>
<h3>Dica 55</h3>
<p><em>Chuck Palahniuk</em>, diz que para competir com a televisão, filmes e jogos, ele prefere verbos ao invés de adjetivos. Verbos em cima de verbos. Como <em>Mae Brown</em> notou: &#8220;Verbos te jogam direto na rodovia&#8221;.<br />
<em>Mark Twain</em> também chamava atenção para o fato de as escolhas das palavras serem importantes na confecção de uma história: &#8220;Use a palavra certa, não seu primo de segundo grau&#8221;.</p>
<h3>Dica 56</h3>
<p>Seja específico, definitivo e concreto.</p>
<h3>Dica 57</h3>
<p>Tire uma folga. Tome um dia ou uma semana. Após esse tempo, você irá ver seu trabalho com novos olhos.</p>
<h3>Dica 58</h3>
<p>Sua história pode ser leve nos assuntos tratados ou curtas no estilo, mas personagens de carne-e-osso com motivações e tratos verossímeis podem salvar qualquer livro ao ganhar a simpatia do leitor.</p>
<h3>Dica 59</h3>
<p>Não conte, mostre. Não diga ao leitor o que sentir. Mostre ao leitor o personagem e a situação.</p>
<h3>Dica 60</h3>
<p>Se você escrever cinco páginas por dia por sessenta dias, terá 90.000 palavras. Um livro de bom tamanho. É hora de começar a re-escrever e editar.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/55046645@N00/349046539/" title="89/365: To do: ..." target="_blank"><img src="http://farm1.static.flickr.com/139/349046539_a684099523.jpg" alt="89/365: To do: ..." border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/" title="Attribution-NonCommercial License" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/55046645@N00/349046539/" title="practicalowl" target="_blank">practicalowl</a></small></p>
<h3>Dica 61</h3>
<p>Se você tiver 300 páginas, elas fazem uma novela? Bem, a resposta somente será sim se ela tiver começo, meio e fim &#8211; e não necessariamente nessa ordem.</p>
<p>Seu final deve responder afirmativamente a uma pergunta: Você resolveu o problema apresentado?</p>
<h3>Dica 62</h3>
<p>Básico: Cheque a ortografia de seu texto.</p>
<h3>Dica 63</h3>
<p>Imprima seu livro.</p>
<h3>Dica 64</h3>
<p>Coloque seu livro em algum lugar e o deixe sozinho por umas duas semanas. Esqueça dele por um tempo. Vá aproveitar o sol.</p>
<h3>Dica 65</h3>
<p>Agora que ficou distante de seu livro, o leia do começo ao fim. Mas nada de pular partes. Anote linhas e frases que estão estranhas, mas continue lendo. Não se preocupe em reescrever. Não ainda.</p>
<h3>Dica 66</h3>
<p>Faça edição. Corte até a raiz do texto. Vá capítulo por capítulo se livrando de prosa excessiva.</p>
<h3>Dica 67</h3>
<p>Re-leia suas páginas, uma a uma. Esteja atento às estruturas ruins de sentenças.</p>
<h3>Dica 68</h3>
<p>Corte metáforas excessivas. Mas nunca corte algo de que irá se arrepender.</p>
<h3>Dica 69</h3>
<p>Livre-se de adjetivos desnecessários.</p>
<h3>Dica 70</h3>
<p>As dicas de <em><a href="http://ibrahimcesar.com/12-dicas-de-george-orwell-para-escritores/">George Orwell</a></em>:</p>
<p>Nunca use chavões, metáforas ou outras figuras de linguagem que você esteja acostumado a ver na imprensa.</p>
<p>Nunca use uma palavra longa onde uma curta é suficiente.</p>
<p>Se for possível cortar uma palavra, sempre a corte.</p>
<p>Nunca use a voz passiva se puder usar a ativa.</p>
<p>Nunca use uma frase estrangeira, um termo científico ou um jargão se você consegue pensar em um equivalente comum.</p>
<p>Quebre qualquer destas regras antes de escrever alguma barbaridade.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/56387066@N00/1554909393/" title="Lizzy (day 60 outtake)" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2291/1554909393_c1806e86ca.jpg" alt="Lizzy (day 60 outtake)" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/" title="Attribution-NonCommercial-ShareAlike License" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/56387066@N00/1554909393/" title="margolove" target="_blank">margolove</a></small></p>
<h3>Dica 71</h3>
<p>Sexo, sangue e violência não estão proibidos. Mas lembre-se de não exagerar.</p>
<h3>Dica 72</h3>
<p>Livre-se das exclamações, interrogações e parênteses desnecessários.</p>
<h3>Dica 73</h3>
<p>Elimine o uso desnecessário de palavras e frases estrangeiras e o uso inadequado de certas palavras.</p>
<h3>Dica 74</h3>
<p>Escolha dez pessoas que você conhece e escreva uma descrição delas em apenas uma frase.</p>
<h3>Dica 75</h3>
<p>Escreva uma biografia sua de 500 palavras.</p>
<h3>Dica 76</h3>
<p>Deixe sua novela tão forte quanto puder. As primeiras páginas são aquelas que mostrarão ao leitores o quão talentoso você é. Ao final do processo, volte à elas e as re-escreva. Notará que agora você já escreve melhor do que quando começou.</p>
<h3>Dica 77</h3>
<p>Mantenha um diário de um personagem ficcional. Escreva sem compromisso, uma ou duas vezes por semana. Pode ser que ele seja matéria prima para alguma história sua, ou será um grande exercício prático.</p>
<h3>Dica 78</h3>
<p>Pegue um trecho de algo que você escreveu em primeira pessoa e verta-o para terceira pessoa ou vice-versa. Você também pode tentar este exercício alterando a tensão, os narradores ou outro elemento estilístico. Não faça isto com um livro inteiro. Prefira obras curtas. Uma vez que você começou com um estilo, nunca releia o que você já escreveu até ter terminado por completo a fase de criação ou você gastará seu tempo re-escrevendo em vez de escrever.</p>
<h3>Dica 79</h3>
<p>Tente identificar sua memória de infância mais remota. Escreva tudo o que você consegue lembrar sobre ela. Re-escreva como se fosse uma cena. Você pode escolher fazer isto com a sua perspectiva atual ou com a sua perspectiva na época.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/51035555243@N01/130659051/" title="Into the Unknown" target="_blank"><img src="http://farm1.static.flickr.com/56/130659051_e78c6596a1.jpg" alt="Into the Unknown" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/" title="Attribution-NonCommercial License" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/51035555243@N01/130659051/" title="Thomas Hawk" target="_blank">Thomas Hawk</a></small></p>
<h3>Dica 80</h3>
<p>A Jornada do Herói:</p>
<p>1.Mundo Comum<br />
2.Chamado à Aventura<br />
3.Recusa do Chamado<br />
4.Encontro com o Mentor<br />
5.Travessia do Primeiro Limiar<br />
6.Testes, Aliados, Inimigos<br />
7.Aproximação da Caverna Oculta<br />
8.Provação<br />
9.Recompensa<br />
10.Caminho de Volta<br />
11.Ressurreição<br />
12.Retorno com o Elixir</p>
<h3>Dica 81</h3>
<h4>1. Mundo Comum</h4>
<p>O herói é apresentado em seu dia-a-dia.</p>
<p><em>Exemplo:</em> A história de “O Hobbit” começa com a apresentação do Condado e de Bilbo em sua toca-casa.</p>
<h3>Dica 82</h3>
<h4>2. Chamado à Aventura</h4>
<p>A rotina do herói é quebrada por algo inesperado, insólito ou incomum.<br />
<em><br />
Exemplo:</em> Gandalf, o mago, aparece na porta de Bilbo e o convida para participar de uma aventura.</p>
<h3>Dica 83</h3>
<h4>3. Recusa do Chamado</h4>
<p>Como já diz o próprio título da etapa, nosso herói não quer se envolver e prefere continuar sua vidinha.</p>
<p><em>Exemplo:</em> Bilbo recusa o convite de Gandalf pois “não era respeitável para um hobbit sair em busca de aventuras”.</p>
<h3>Dica 84</h3>
<h4>4. Encontro com o Mentor</h4>
<p>O encontro com o mentor pode ser tanto com alguém mais experiente ou com uma situação que o force a tomar uma decisão.</p>
<p><em>Exemplo: </em>Por influência de Gandalf e de instintos herdados de sua família, Bilbo decide participar da aventura.</p>
<h3>Dica 85</h3>
<h4>5. Travessia do Primeiro Limiar</h4>
<p>Nessa fase, nosso herói decide ingressar num novo mundo. Sua decisão pode ser motivada por vários fatores, entre eles algo que o obrigue, mesmo que não seja essa a sua opção.</p>
<p><em>Exemplo:</em> Bilbo e seus companheiros de aventura se deparam com três trolls numa floresta. Bilbo, como ladrão “designado” pelo grupo, arrisca-se em descobrir mais sobre os trolls e até tenta rouba-los.</p>
<h3>Dica 86</h3>
<h4>6. Testes, Aliados, Inimigos</h4>
<p>A maior parte da história se desenvolve nesse ponto. No mundo especial &#8211; fora do ambiente normal do herói &#8211; é que ele irá passará por testes, receberá ajuda (esperada ou inesperada) de aliados e terá que enfrentar os inimigos.</p>
<p><em>Exemplo:</em> A aventura de Bilbo continua. Ele passa por Valfenda, a terra dos elfos, atravessa as Montanhas Sombrias, a Floresta das Trevas e a Cidade do Vale.</p>
<h3>Dica 87</h3>
<h4>7. Aproximação da Caverna Oculta</h4>
<p>O herói se aproxima do objetivo de sua missão, mas o nível de tensão aumenta e tudo fica indefinido.</p>
<p>Exemplo: Bilbo chega, finalmente, à Montanha Solitária, o covil de Smaug, o dragão.</p>
<h3>Dica 88</h3>
<h4>8. Provação</h4>
<p>É o auge da crise &#8211; precisa dizer mais?</p>
<p><em>Exemplo:</em> Bilbo, sozinho, enfrenta o dragão, num diálogo no qual ele tenta descobrir as fraquezas do monstro.</p>
<h3>Dica 89</h3>
<h4>9. Recompensa</h4>
<p>Passada a provação máxima, o herói conquista a recompensa.</p>
<p><em>Exemplo:</em> Bilbo consegue retirar o dragão da Montanha Solitária e os homens da Cidade do Lago matam o monstro.</p>
<h3>Dica 90</h3>
<h4>10. Caminho de Volta</h4>
<p>É a parte mais curta da história &#8211; em algumas, nem sequer existem. Após ter conseguido seu objetivo, ele retorna ao mundo anterior.</p>
<p><em>Exemplo:</em> Bilbo se prepara para voltar para casa.</p>
<h3>Dica 91</h3>
<h4>11. Ressurreição</h4>
<p>Aqui o herói pode ter que enfrentar uma trama secundária não totalmente resolvida anteriormente.</p>
<p><em>Exemplo:</em> Um exército de Orcs e Lobos Selvagens ataca os anões da Montanha, elfos da Floresta e os homens da Cidade. Acontece a Batalha dos Cinco Exércitos.</p>
<h3>Dica 92</h3>
<h4>12. Retorno com o Elixir</h4>
<p>É a finalização da história. O herói volta ao seu mundo, mas transformado &#8211; já não é mais o mesmo.</p>
<p><em>Exemplo:</em> Finalmente, Bilbo retorna ao lar. Escreve um livro sobre suas aventuras, e se torna o estranho hobbit que gosta de aventuras.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/12426416@N00/174945354/" title="Frodo and Sam" target="_blank"><img src="http://farm1.static.flickr.com/78/174945354_f97f26f00b.jpg" alt="Frodo and Sam" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/" title="Attribution-NonCommercial-ShareAlike License" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/12426416@N00/174945354/" title="Dunechaser" target="_blank">Dunechaser</a></small></p>
<h3>Dica 93</h3>
<p><em>Georges Polti</em> dizia que para se ter uma história de sucesso devia-se tratar de temas que o leitor já tenha vivido e com os quais possa se identificar. Em 1870 ele reuniu em um livro as 36 situações dramáticas que expressam todas as emoções capazes de sensibilizar o gênero humano. Escolha uma delas e mãos à obra:</p>
<p><strong>(1)</strong> Implorar; <strong>(2)</strong> o Salvador; <strong>(3)</strong> a Vingança que persegue o crime; <strong>(4)</strong> Vingar parente por parente; <strong>(5)</strong> Acuado; <strong>(6)</strong> Desastre; <strong>(7) </strong>Vítima de; <strong>(8)</strong> Revolta; <strong>(9)</strong> Tentativa audaciosa; <strong>(10) </strong>Rapto; <strong>(11)</strong> o Enigma;<strong> (12)</strong> Conseguir; (13) ódio de parentes; <strong>(14)</strong> Rivalidade com parentes; <strong>(15)</strong> Adultério mortal; <strong>(16)</strong> Loucura; <strong>(17)</strong> Imprudência fatal; <strong>(18)</strong> Crime de amor involuntário; <strong>(19)</strong> Matar um parente ignorado; <strong>(20)</strong> Sacrificar-se pelo ideal; <strong>(21) </strong>Sacrificar-se pelos parentes; <strong>(22)</strong> Sacrificar tudo pela paixão; <strong>(23)</strong> Ter que sacrificar a família; <strong>(24)</strong> Rivalidade entre desiguais; <strong>(25)</strong> Adultério; <strong>(26) </strong>Crimes de amor; <strong>(27)</strong> Ser informado da desonra de um ser amado; <strong>(28)</strong> Amores proibidos; <strong>(29)</strong> Amar um inimigo; <strong>(30)</strong> a Ambição; <strong>(31)</strong> Luta contra Deus; <strong>(32)</strong> Ciúme equivocado; <strong>(33) </strong>Erro judiciário; <strong>(34)</strong> Remorso; <strong>(35)</strong> Reencontrar; <strong>(36)</strong> Perder a família.</p>
<p>Note que muitas histórias consagradas não apenas se baseiam em uma das situações dramáticas, mas unem duas ou mais.</p>
<h3>Dica 94</h3>
<p>Relembre uma antiga discussão com outra pessoa. Escreva sobre a discussão sob o ponto de vista da outra pessoa. Lembre que a ideia é escrever sob a perspectiva dela, e não da sua. Este é um exercício para falar através de outro, não para provar se você está certo ou errado.</p>
<h3>Dica 95</h3>
<p>Escolha um autor, um que você gosta mas não necessariamente seu favorito, e faça uma lista das características que você gosta no estilo dele. Faça isso puxando pela memória, sem reler as obras. Após, releia alguns dos trabalhos e veja se você perdeu algo ou se suas respostas mudam. Analise que elementos do estilo de escrita dele você pode acrescentar ao seu próprio e quais você não deve ou não pode. Lembre-se que seu estilo é seu e que você só deve pensar em maneiras de acrescentar ao seu estilo. Nunca tente imitar alguém em mais do que em um ou dois exercícios.</p>
<h3>Dica 96</h3>
<p>Tente identificar sua memória de infância mais remota. Escreva tudo o que você consegue lembrar sobre ela. Re-escreva como se fosse uma cena. Você pode escolher fazer isto com a sua perspectiva atual ou com a sua perspectiva na época.</p>
<h3>Dica 97</h3>
<p>Sente em um restaurante ou local movimentado e escreva fragmentos dos diálogos que você ouve. Escute as pessoas à sua volta &#8211; como falam e quais palavras usam. Uma vez que isto esteja feito, você pode praticar terminando seus diálogos. Escreva a sua versão do que vem a seguir no diálogo. Combine o estilo de sua escrita com o estilo das pessoas.</p>
<h3>Dica 98</h3>
<h4>COMO SER UM ESCRITOR</h4>
<p>Simples. Declare-se um escritor, aja como um escritor, escreva diariamente.</p>
<p>Seja honesto sobre seu progresso, seus sucessos e falhas. O escritor mergulha no Imenso Outro na busca de pistas, truques e tesouros que possa trazer para casa a fim de enriquecer a vida no mundo sólido. E se necessário, fingir ter feito isso.</p>
<h3>Dica 99</h3>
<h4>COMO SER UM ESCRITOR 2</h4>
<p>Leia muitos livros que você goste para entrar no clima. Conversar sobre literatura com não-leitores é como conversar com virgens sobre transar. Ler sobre escrever é como ler sobre sexo; Isso o deixaria excitado para a coisa real ,mas não o deixaria perto de se divertir muito.</p>
<p>Ler dará um sentimento do que é merda e o que pode ser utilmente adaptado para seu estilo próprio. Desenvolva discernimento. Use estilos, autores &amp; personagens como inspiração, mas busque ser você mesmo.</p>
<h3>Dica 100</h3>
<h4>COMO SER UM ESCRITOR 3</h4>
<p>Uma palavra, quatro letras: AÇÃO. Feche os livros, pare de dar desculpas e COMECE.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/35237096015@N01/24604141/" title="Late night" target="_blank"><img src="http://farm1.static.flickr.com/21/24604141_ff1e00639f.jpg" alt="Late night" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/" title="Attribution-NonCommercial License" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/35237096015@N01/24604141/" title="selva" target="_blank">selva</a></small></p>
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		<title>Franz Kafka e sua coleção de pornografia</title>
		<link>http://1001gatos.org/franz-kafka-e-sua-colecao-de-pornografia/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 21:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficcionáutica]]></category>
		<category><![CDATA[fetiche]]></category>
		<category><![CDATA[Franz Kafka]]></category>
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		<category><![CDATA[pornografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem não é ligado em Franz Kafka não entende o poder da frase acima. No mundinho da filosofia, Kafka é uma espécie de santo. Vivia uma vida burocrática enquanto negligenciava qualquer coisa mundana e dedicava sua vida a escrever. E escrever coisas que nunca viriam a ser publicadas em vida. Antes de morrer pediu a seu amigo, Max Brod que ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem não é ligado em Franz Kafka não entende o poder da frase acima. No mundinho da filosofia, Kafka é uma espécie de santo. Vivia uma vida burocrática enquanto negligenciava qualquer coisa mundana e dedicava sua vida a escrever. E escrever coisas que nunca viriam a ser publicadas em vida. Antes de morrer pediu a seu amigo, Max Brod que queimasse todos seus escritos. Bem, todos sabemos o que Brod fez. E sem sombra de dúvidas, Kafka é uma marca poderosa na literatura.</p>
<p>Mas o que muitos pesquisadores nunca revelaram e James Hawes traz à tona, é que nosso santo literário era uma figura humana, como todos nós. Entre sua coleção de pornografia há lugar para todo tipo de fetiche. Passando por animais fazendo felação, até ação entre garotas. E nós estamos falando de algo nas duas primeiras décadas do século anterior. Pois é, pornografia sempre esteve por aí, a internet só tornou seu acesso mais fácil.</p>
<p>Kafka deixava sua coleção de pornografia em um diário chamado &#8220;The Amethyst/Opals&#8221; e ele guardava em um local trancado. Sempre levando as chaves consigo. O que me leva a pensar se no momento em que disse a Brod para queimar e sumir com toda sua obra ele não visse nesse gesto uma forma de apagar a existência do &#8220;The Amethyst/Opals&#8221;. Só especulando.</p>
<p>Para saber mais: <a href="http://entertainment.timesonline.co.uk/tol/arts_and_entertainment/books/article4446131.ece">Franz Kafka&#8217;s porn brought out of the closet</a></p>
<p><a title="Urok niemieckich turystów" href="http://www.flickr.com/photos/68572624@N00/2651374851/" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3275/2651374851_0c514bcc72.jpg" border="0" alt="Urok niemieckich turystów" /></a><br />
<small><a title="Attribution-NonCommercial-ShareAlike License" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a title="kamil.szewczyk" href="http://www.flickr.com/photos/68572624@N00/2651374851/" target="_blank">kamil.szewczyk</a></small></p>
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		<title>Batman, o Cavaleiro das Trevas</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 12:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ao infinito e além]]></category>
		<category><![CDATA[Ficcionáutica]]></category>
		<category><![CDATA[Batman]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Nolan]]></category>
		<category><![CDATA[Heath Ledger]]></category>
		<category><![CDATA[Nolan]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem assisti o novo Batman. E sim, Peterson, Wall E continua sendo o melhor filme do ano.
Segundo pior filme de Nolan
Para mim este filme foi ótimo, mas até o momento, o pior filme da carreira de Nolan depois do primeiro Batman. A inclusão da viagem à China me pareceu muito fraca, a la Missão Impossível. Na prática, qual o sentido ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem assisti o novo Batman. E sim, <a href="http://www.orkutcidio.org/batman-e-sweeney-todd/">Peterson</a>, Wall E continua sendo o melhor filme do ano.</p>
<p><strong>Segundo pior filme de Nolan</strong></p>
<p>Para mim este filme foi ótimo, mas até o momento, o pior filme da carreira de Nolan depois do primeiro Batman. A inclusão da viagem à China me pareceu muito fraca, a la Missão Impossível. Na prática, qual o sentido que aquela cena deu ao filme? Apenas que um vigilante norte-americano que busca por justiça deve ir até a China fazer isso valer. É claro, só estou criando caso.</p>
<p><strong>O Coringa não é um agente da anarquia</strong></p>
<p>Todo diálogo do Coringa parece ser uma dissertação didática dada por um artista sobre sua &#8220;arte&#8221;, que é anarquia, destruição. Ele diz não ter regras, não ter plano algum. Isso é o que se espera de alguém dedicado à anarquia, certo? Bem, seria. Acontece que TODO PLANO do Coringa só acontece por cada pedaço de um PLANO ser executado.</p>
<p>O cara que é contra quem faz planos, que odeia planos, os faz toda hora. Para sair da cadeia? Para explodir um hospital? Matar Harvey e Rachel? A Teoria dos Jogos que ele fez com os barcos? Todos PLANOS. Que ainda contavam com elementos tão sutis que demandariam um rigoroso conhecimento de diversas diciplinas. Ou ele é um mestre dos planos ou ele tem o poder da Feitiçeira Escarlate.</p>
<p>Se Nolan queria realismo, desculpe, ele falhou.</p>
<p><strong>A Interpretação de Heath Ledger</strong></p>
<p>Eu tenho um amigo. Ele só dá risada em séries com claque (as risadas de fundo &#8211; motivo pelo qual ele diz que The Office não é comédia&#8230;). Ele só assiste blockbusters e nos mais de 3 anos que conheço ele, nunca o ouvi dizer algo sobre atuação. Pois bem, ele é mais um no coro de que &#8220;a interpretação do Coringa é maravilhosa&#8221;.</p>
<p>É boa, não nego. Mas quando alguém começou a dizer isso, antes mesmo do filme ser lançado oficialmente, gerou uma expectativa em todo mundo&#8230;e apenas confirmamos a frase. Mas isso é ruim em ciência. Pesquisas de cientistas financiados pela indústria do tabaco tendem a tirar a culpa do cigarro pelo câncer, cientistas sociais confirmam suas teses&#8230;Quando se cria uma expectativa para um resultado, mesmo que inconscientemente, você acaba sendo levado a validá-lo. É uma tendência cognitiva como centenas de outras.</p>
<p>É uma boa atuação, mas quer saber: ele morreu. Isso cria uma aura. A pessoa deixa de ter falhas, logo o Coringa dele se torna mítico.</p>
<p><strong>Boa história afinal</strong></p>
<p>O plot do Harvey Dent, o novo papel do Batman, os imitadores dele. Uma boa história. Muitas furadas, claro. Mas nunca uma história é perfeita, certo? E essa é muito bem planejada e executada. A melhor adaptação dos quadrinhos continua sendo &#8220;Uma História de Violência&#8221;, e no campo de heróis mainstream &#8220;Homem de Ferro&#8221; me satisfez mais do que Batman como telespectador. &#8220;O Cavaleiro das Trevas&#8221; é ótimo mas nada do que TODO MUNDO parece querer dizer. Ou eu assisti uma versão diferente&#8230;</p>
<p><strong>Grande lição de Batman?</strong></p>
<p>O marketing na internet funciona.</p>
<p><a title="Batman attacks the joker" href="http://www.flickr.com/photos/43776406@N00/2712359951/" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3210/2712359951_074266cc08.jpg" border="0" alt="Batman attacks the joker" /></a><br />
<small><a title="Attribution-ShareAlike License" href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a title="philosophygeek" href="http://www.flickr.com/photos/43776406@N00/2712359951/" target="_blank">philosophygeek</a></small></p>
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		<title>Generation Kill</title>
		<link>http://1001gatos.org/generation-kill/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 11:54:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficcionáutica]]></category>
		<category><![CDATA[Generation Kill]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra do Iraque]]></category>
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		<category><![CDATA[seriado]]></category>

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		<description><![CDATA[Talvez eu tenha citado uma ou outra vez que meu novo livro descreve um conflito armado. Guerra. Embora eu seja pacifista, defenda a não-agressão, sou como um personagem de &#8220;Matadouro 5&#8243;: Sei que ser contra a guerra é o mesmo que ser contra geleiras. É uma forma coletiva de demonstrar nossa herança violenta e irracional, vinda direto de nossos antepassados ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez eu tenha citado uma ou outra vez que meu novo livro descreve um conflito armado. Guerra. Embora eu seja pacifista, defenda a não-agressão, sou como um personagem de &#8220;Matadouro 5&#8243;: Sei que ser contra a guerra é o mesmo que ser contra geleiras. É uma forma coletiva de demonstrar nossa herança violenta e irracional, vinda direto de nossos antepassados animais (pois se caso alguma [sic] divindade tivesse deixado essas strings de violência em nosso código, seria um idiota completo). E há anos eu venho consumindo produções relacionadas ao tema (documentários, reportagens, filmes, livros). Este ano, está sendo exibido nos Estados Unidos uma série que pode-se chamar de &#8220;Band of Brothers&#8221; de nossos dias.</p>
<p>&#8220;Generation Kill&#8221; acompanha os Marines desde antes da invasão do Iraque (uma rápida explicação: as forças armadas norte-americanas, usam o exército e os marines, ou para nós, fuzileiros navais. Os marines atuam em áreas além-mar e possui diversas funções, mas não toma lugar das outras. A imagem que eles fazem é esta: a âmbulância não toma o lugar do hospital). Eu ainda não vi toda a série por isso não vou dar um veridito final, mas é escrita pelo mesmo responsável por &#8220;The Wire&#8221; que possui um dos melhores roteiros que já vi em séries. Para meu prazer descobri recentemente que Alan Moore também acha isso, tanto que o motivou a querer escrever para televisão.</p>
<p>Eu fui atrás das reportagens na revista Rolling Stones que devem origem ao livro, que deu matéria prima ao seriado. Ele publicou três reportagens, a primeira ganhou um importante prêmio. São elas: <a href="http://www.rollingstone.com/news/story/5938873/the_killer_elite/"><em>The Killer Elite</em></a>, <em><a href="http://www.rollingstone.com/news/story/5937455/from_hell_to_baghdad">The Killer Elite, Part Two: From Hell to Baghdad</a></em> e <a href="http://www.rollingstone.com/politics/story/5938010/the_killer_elite_part_three_the_battle_for_baghdad"><em>The Killer Elite, Part Three: The Battle For Baghdad</em></a>.</p>
<p>É bem interessante ao mostrar a todo o tédio que os soldados são expostos, regras estúpidas e o que fazem para manter as ordens de hierarquia por mais estúpidas que sejam &#8211; e tendo consciência disso. Uma definição, dada por um sujeito é &#8220;o show mostra a nossa geração de heróis de guerra, que foi criada com filmes de kug fu, pornô na internet e video-games&#8221;. Na maior parte do primeiro episódio vemos as brigas raciais e muito palavrão. E no meio disso tudo surgem diálogos ditos no contexto, que por mais eloquentes que sejam, não parecem estar deslocados.</p>
<blockquote><p>Em quantas sepulturas nós já pisamos? Pense em toda sabedoria e ciência e dinheiro que a civilização gastou nessas máquinas,e a coragem de todos os homens que vieram aqui, e o amor de suas esposas e filhos nos corações deles. E todo o ódio, cara, todo ódio que foi preciso para detonar esses filhos da puta. É o destino, cara. Os brancos tem que dominar o mundo.</p></blockquote>
<p>O final do primeiro episódio é do tipo que dá um nó em você. Ok, aqui vão spoilers. Descobrem que o exército americano jogou &#8220;cupons&#8221; aos soldados iraquianos que se rendessem a eles. O que muitos fazem. Mas as ordens da Divisão é não aceitar ninguém. Só que os iraquianos que desertaram serão, sem dúvida, caçados e mortos por um tipo de milícia que se veste como civis e que os marines não puderam fazer nada a não ser acenar. E aceitar rendição não se trata apenas de escolha, mas de tratados internacionais, que foram violados desde o primeiro dia.</p>
<p>O diálogo final do primeiro episódio:</p>
<blockquote><p>- Senhor, de acordo com os artigos 13 e 20 da Convenção de Genebra,somos obrigados a cuidar e proteger qualquer um que se renda a nós.</p>
<p>- A Divisão ordenou que não aceitássemos a rendição deles.</p>
<p>- O primeiro contato dos iraquianos com americanos. Nós fodemos eles.</p></blockquote>
<p>O trailer:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/uSQ_7u2v_zs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/uSQ_7u2v_zs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Que venha mais &#8220;Generation Kill&#8221;.</p>
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		<title>Novidades de Palahniuk</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 17:16:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficcionáutica]]></category>
		<category><![CDATA[Cassie Write]]></category>
		<category><![CDATA[Chuck Palahniuk]]></category>
		<category><![CDATA[Gang Bang]]></category>
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		<category><![CDATA[Snuff]]></category>

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		<description><![CDATA[Aviso, essa postagem conterá alta carga sexual gráfica.
Chuck Palahniuk, ou &#8220;O escritor de Clube da Luta&#8221; como a maioria conhece ele está com algumas novidades no ar. Começarei com os trailers de &#8220;No Sufoco&#8221;, &#8220;Choke&#8221; no original. O livro é hilário e provavelmente o meu predileto do autor. Uma das &#8220;marcas&#8221; do livro é que o protagonista ao executar uma ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aviso, essa postagem conterá alta carga sexual gráfica.</p>
<p>Chuck Palahniuk, ou &#8220;O escritor de <a href="http://www.submarino.com.br/dvds_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=6&amp;ProdId=181032&amp;ST=&amp;franq=167895">Clube da Luta</a>&#8221; como a maioria conhece ele está com algumas novidades no ar. Começarei com os trailers de <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=1070766&amp;ST=&amp;franq=167895"><strong>&#8220;No Sufoco&#8221;</strong></a>, &#8220;Choke&#8221; no original. O livro é hilário e provavelmente o meu predileto do autor. Uma das &#8220;marcas&#8221; do livro é que o protagonista ao executar uma ação sempre pergunta &#8220;O que Jesus NÃO faria?&#8221;, invertendo a [sic] lógica moral religiosa.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/yMZ3Mi1vT-w&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/yMZ3Mi1vT-w&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>E abaixo, a versão com a &#8220;faixa vermelha&#8221;, o que indica que ele conterá altas doses de conteúdo sexual gráfico, insinuações de intercurso sexual, masturbação e &#8220;fucks&#8221; para dar e vender (o último é conhecido como prostituição).</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/hXp87U4A7SI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/hXp87U4A7SI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>A outra &#8220;novidade&#8221; não é nova. Já tem algum tempo que Chuck Palahniuk lançou seu útimo livro, intitulado &#8220;Snuff&#8221;. O livro é narrado do ponto de vista de alguns rapazes que&#8230;bem, é melhor contar a primeira parte da história. Palahniuk nos apresenta Cassie Wright, atriz pornô de diversos filmes (veja quais no <a href="http://www.myspace.com/cassiewrightlives">perfil do MySpace</a> e divirta-se com os títulos), que resolve se aposentar e fazer sua saída com grande estilo: irá gravar um filme onde ela faz com 600 caras. O livro seria narrado pelo ponto de vista deles, um inclusive sendo um filho dela que não foi criado pela mãe (!). Se não conhece o autor, bem-vindo ao Mundo Doentio de Palahniuk.</p>
<p>Aqui você pode conferir um &#8220;trailer&#8221; para um filme de Cassie Wright, &#8220;The Wizard of Ass &#8211; Dorothy is Not a Virgin Anymore&#8221;</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/gzY3r76Ax48&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/gzY3r76Ax48&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Uma coisa me intriga no título do livro, que talvez pode ser &#8220;estraga surpresa&#8221;, mas como eu não li o livro, é só especulação. &#8220;Snuff&#8221; é um gênero de filmes onde ocorrem assassinatos reais. Por que o livro tem esse nome? Se a atriz estivesse apenas encerrando sua carreira com os 600 caras, deveria se chamar &#8220;Gang Bang&#8221;, que é um gênero de filmes que <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gang_bang_pornography">segundo a Wikipédia</a> emprega em intercurso sexual mais de 6 pessoas. O livro foi lançado no dia das mães por causa da parte da trama de relacionamento entre mãe e filho (ou só para sacanear mesmo).</p>
<p>Eu costumo dizer que Chuck Palahniuk é foda. E nunca foi tão literalmente quanto dessa vez.</p>
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		<title>Wall E: Melhor Filme do Ano</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 11:39:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Eva]]></category>
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		<description><![CDATA[Não assisti todos os filmes do ano, mas para mim, Wall E já deveria ser indicado ao Oscar de Melhor Roteiro. Criou um personagem extremamente carismático que não solta nenhuma frase de efeito (na verdade nem uma frase completa), uma história sólida, comovente, crítica (sem fazer discursos), cheia de referências (O Co-piloto é HAL, por exemplo) e isso em uma ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não assisti todos os filmes do ano, mas para mim, Wall E já deveria ser indicado ao Oscar de Melhor Roteiro. Criou um personagem extremamente carismático que não solta nenhuma frase de efeito (na verdade nem uma frase completa), uma história sólida, comovente, crítica (sem fazer discursos), cheia de referências (O Co-piloto é HAL, por exemplo) e isso em uma animação, gênero que depende muito mais de um bom roteiro (em produções com atores de carne e osso, há espaço para improvisações, mudanças nos diálogos, idéias que surgem no decorrer do processo, em animação, voltar atrás é uma perda monumental de tempo e dinheiro).</p>
<p>Wall E é a criatura mais fofa que já existiu no mundo. Desculpe, Nemo e Dory. Vocês eram meus preferidos com sua nadadeira menor e com seu jeito &#8220;Dory de ser&#8221; respectivamente, mas como não gostar mais de um robô que tem uma barata de estimação, grava músicas para ouvir depois e tudo o que quer é pegar na mão de sua garota (<em>I Wanna Hold Your Hand! I Wanna Hold Your Hand!</em>).</p>
<p>O filme é do balacobaco, mas há uma parte que em minha seção foi completamente negligenciada pelos espectadores que foram saindo sem nem prestar atenção, mas que foi completamente genial, cuidado, <em>THERE WILL BE SPOILERS</em>: Os créditos de encerramento mostram o que aconteceu após os humanos chegarem na Terra, como eles reconstruíram o mundo com a ajuda dos robôs e isso vai se desenrolando na tela do mesmo modo como a evolução da arte! Começa-se com ilustrações no estilo &#8220;pinturas na caverna&#8221;, passa pelos egípcios, afrescos, murais, Van Gogh! É absolutamente interessante.</p>
<p>Gostei também de que, mesmo o planeta estando lotado de lixo, os seres humanos em nenhum momento são mostrados como vilões ou com más intenções. Pelo contrário, são criaturas pacíficas, enormes, quase bovinas. Bem, na verdade inteiramente bovinas. Estão apenas seguindo suas vidas e consumindo, consumindo, consumindo&#8230;</p>
<p><a title="07.04.08 :: parties" href="http://www.flickr.com/photos/8590175@N03/2640647059/" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3045/2640647059_7a01682c78.jpg" border="0" alt="07.04.08 :: parties" /></a><br />
<small><a title="Attribution-NonCommercial-NoDerivs License" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a title="tamedblossom" href="http://www.flickr.com/photos/8590175@N03/2640647059/" target="_blank">tamedblossom</a></small></p>
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		<title>Significado dos Nomes &#124; EQM</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 11:53:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[nomes]]></category>
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		<category><![CDATA[romance]]></category>
		<category><![CDATA[significado dos nomes]]></category>

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		<description><![CDATA[Nada é por acaso. É o que alguns dizem. Pessoalmente tenho minha dúvidas e até prefiro manter assim. Acho uma boa dose de dúvidas muito saudável, obrigado. Mas em se tratando de obras de ficção talvez essa seja uma grande verdade. Podemos dirigir cada pequeno pedaço e construí-lo da forma que quisermos. Para alguém que cria, nada é &#8211; realmente ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada é por acaso. É o que alguns dizem. Pessoalmente tenho minha dúvidas e até prefiro manter assim. Acho uma boa dose de dúvidas muito saudável, obrigado. Mas em se tratando de obras de ficção talvez essa seja uma grande verdade. Podemos dirigir cada pequeno pedaço e construí-lo da forma que quisermos. Para alguém que cria, nada é &#8211; realmente &#8211; por acaso. Resolvi dividir com vocês minhas motivações atrás de cada um dos nomes dos personagens do livro.</p>
<p><strong>Ibrahim Cesar</strong></p>
<p>Vou começar com meu primeiro nome, &#8220;Ibrahim&#8221;. Foi uma escolha muito simples: minha mãe apenas me deu o nome do obstetra que realizou a minha operação. É antes uma apropriação do nome, que ela gostou, do que uma homenagem propriamente dita. Além disso é Abraão em árabe, se pronunciando muito próximo (algo como <em>eibreirêm</em>, ou algo assim), que é o patriarca das principais religiões monoteísta do mundo: Cristianismo, Islamismo e Judaísmo. O meu segundo nome foi por adicionado por pedido de minha irmã, Fábia Adriana, que por possuir dois nomes queria que o mesmo fosse feito comigo. Procuro pensar em &#8220;Cesar&#8221; como um eco de Júlio César.</p>
<p>&#8220;Abraão&#8221; e &#8220;Júlio César&#8221;, nada mal, não acham?</p>
<p><strong>Jonas Arcádio da Silva</strong></p>
<p>&#8220;Jonas&#8221; é simplesmente a forma com que meu pai (1956-2003) era chamado por sua família. Esse devia ser seu nome, mas um erro no cartório o batizou exatamente da mesma forma com que meu avó, e nem mesmo tinha o &#8220;júnior&#8221; no nome. Meu pai era &#8220;João&#8221;, mas devia ser &#8220;Jonas&#8221;. O que reforçou a escolha do nome foi a idéia do herói na barriga da baleia, um arquétipo muito interessante. E havia a canção &#8220;My Name Is Jonas&#8221;, do Weezer.</p>
<p>&#8220;Arcádio&#8221; vêm do sobrenome da família de &#8220;Cem Anos de Solidão&#8221; de Gabriel García Marques, que é um marco do realismo mágico. Como a história teria uma parte flertando com o gênero achei muito apropriado. E sua relação com Arcádia, o reino das fadas, reforçou a escolha.</p>
<p>&#8220;Da Silva&#8221; simplesmente por ser o sobrenome mais comum no Brasil. Queria que ele representasse um tipo brasileiro, do qual faço parte, que ainda não havia se visto descrito nas páginas de livros nacionais. E um dos meus melhores amigos, Raudinei, carrega o &#8220;da Silva&#8221; no nome.</p>
<p><strong>Falls das Neves</strong></p>
<p>&#8220;Falls&#8221; é realmente um nome francês, pelo menos é assim que uma garota chamada Falls me disse. Adorei o nome dela e resolvi usá-lo já que não planejo me reproduzir (isso não exclui intercursos sexuais recreativos é bom frisar). Mas guarda, no contexto da história, conotações muito interessantes, já que em inglês pode significar &#8220;queda&#8221;, &#8220;salto&#8221;, &#8220;deslize&#8221; e é claro, minha estação predileta, Outono.</p>
<p>O sobrenome foi incluído apenas por propósitos cômicos.</p>
<p><strong>George Lethe</strong></p>
<p>George é minha contribuição à extensa lista de Georges que eu aprecio. George Bluth, George Michael e G.O.B (<em>Arrested Development</em>), George Harrison, George O&#8217;Malley, George Orwell, George Clooney, Regina George, George Lucas&#8230;Só tire da conta os Georges do mal, como o Bush.</p>
<p>&#8220;Lethe&#8221; seria o nome original da &#8220;Novo Caminho&#8221;, como quis privilegiar a empresa de &#8220;O Homem Duplo&#8221; de Philip K. Dick para o nome da mesma, tive que me livrar de &#8220;Lethe&#8221; mas era um nome que eu apreciava muito. Não tinha uma significância muito grande antes já que é um dos cinco rios que cortam o Hades, sendo o rio do esquecimento. Todos que bebem dele perdem suas memórias. Seria um ótimo nome para a Lacuna Inc de &#8220;Brilho Eterno&#8221; se o seu já não fosse perfeito. E &#8220;Lethe&#8221; também era o nome de uma ninfa, filha de Éris.</p>
<p><strong>Regina</strong></p>
<p>É o nome de Jenna Fischer, atriz que interpreta Pam Beesley no seriado &#8220;The Office&#8221;. Jenna é um apelido para Regina. Seu comportamento e personalidade é baseada em Ângela, uma personagem também de &#8220;The Office&#8221;.</p>
<p><strong>Tomás de Torquemada</strong></p>
<p>É o nome do mais célebre dos Grandes Inquisidores (o maior cargo na Ordem da Inquisição). Foi o responsável pela Inquisição Espanhola. Junto com o tirano de Florença Girolamo Savonarola, simbolizou a face intolerante da história da Igreja Católica. Com eles, as fogueiras estiveram sempre acesas, para desespero de judeus, mouros e hereges.</p>
<p>O nome original deste personagem era Yolesmas Crisbeles, mas achei ele obscuro demais.</p>
<p><strong>Dr. Roberto Mouir &amp; Dr. Patrick Kafka</strong></p>
<p>Nas primeiras versões da história, eles era personagens bem mais cômicos, chegava a ser pastelão. Mas não conseguia casar esse lado com a história de Roberto, mas os nomes ficaram e seriam uma homenagem ao desenho animado &#8220;Bob Esponja&#8221;. &#8220;Bob&#8221; é apelido de Robert, Roberto e Patrcik obviamente, Patrick Estrela.</p>
<p>Os sobrenomes referem-se à morte em francês (<em>Mouir</em>) e um grande escritor que eu gosto (<em>Franz Kafka</em>).</p>
<p><strong>Sarah &amp; Larissa Mouir</strong></p>
<p>Se Sarah existe e sua função é muito clara, deve-se a uma canção da banda Death Cab For Cutie, &#8220;What Sarah Said&#8221;. Foi uma música que me ajudou a passar um período muito difícil e ajudou enquanto planejava essa história (levei 5 anos fazendo isso).</p>
<p>Larissa foi o nome da primeira garota por quem tive uma queda. Foi um <em>desastre</em>. Mas o nome é grego e significa &#8220;cheia de alegria&#8221;, o que dá uma dimensão de sua perda.</p>
<p><strong>Os Renascidos</strong></p>
<p>Edgar: Edgar Allan Poe (escritor)<br />
Arthur: Arthur Schopenhauer (filósofo)<br />
Frederico: Frederich Nietzsche (filósofo)</p>
<p><strong>Mors Ontologica &amp; Novo Caminho</strong></p>
<p>&#8220;O Homem Duplo&#8221; de Philip K. Dick é a chave aqui. O primeiro,&#8221;morte&#8221; e &#8220;ontologia&#8221; (latim), pode significar tanto &#8220;o sentido da morte&#8221; quanto &#8220;a morte do ser&#8221;. É o nome científico da flor azul que produz a Substância D (de Death, morte).</p>
<p>&#8220;Novo Caminho&#8221;, como dito antes, é a empresa da história. New Path no original, acolhe os dependentes e os desintoxica dessa droga, no entanto, ela é também responsável por produzir a droga.</p>
<p><strong>Método Ars Moriendi</strong></p>
<p>É o nome de um livro da Idade Média sobre &#8220;a arte de morrer&#8221;.</p>
<p><strong>Verdadeiras Histórias de Amor Nunca Terminam</strong></p>
<p>Outro nome cogitado: <em>Viagens à Terra Não Descoberta</em> (usado ao longo do livro).</p>
<p>Foi uma frase que pareceu em um biscoito da sorte no décimo episódio da segunda temporada de &#8220;Veronica Mars&#8221;, com Kristen Bell: &#8220;True Love Stories Never Have Ends&#8221;, com os números da sorte: 4 8 15 16 23, 42. Sempre foi um dos meus seriados prediletos e a frase mexeu muito comigo.</p>
<p>Mais tarde descobri que o escritor Richard Bach, autor de Fernão Capelo Gaivota (eu não li), teria usado essa frase e sobre seu relacionamento com Leslie Parrish disto:</p>
<p>&#8220;Uma alma gêmea é alguém cujas fechaduras coincidem com nossas chaves e cujas chaves coincidem com nossas fechaduras. Quando nos sentimos seguros a ponto de abrir as fechaduras, surge o nosso eu mais verdadeiro e podemos ser completa e honradamente quem somos. Cada um descobre a melhor parte do outro. Não importa o que esteja errado à nossa volta, com essa pessoa estamos seguros em nosso próprio paraíso. Nossa alma gêmea é aqule que compartilha nossos profundos anseios, nosso senso de direção. Quando nós somos dois balões, e juntos nossa direção é para cima, então nós encontramos a pessoa certa. Uma alma gêmea é aquele que nos traz vida à vida&#8221;.</p>
<p>O sentimento de encontrar &#8220;&#8230;aquele que nos traz vida à vida&#8221;, é precisamente o que Jonas encontra em Falls. É usado no fim do livro e seria o título do livro.</p>
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		<title>Eu lhes anuncio: EQM</title>
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		<pubDate>Fri, 23 May 2008 13:11:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Então é isso.
EQM está no ar para ser baixado, lido, revisto, criado finais alternativos, traduzido para o mandarim ou francês. Tenho que mais uma vez agradecer aos mecenas do livro, pois sem eles eu não teria conseguido. Não sei se os volumes já chegaram, mas todos já foram encaminhados.
Tenho que confessar que estou com medo. Muito medo. As pessoas pagam ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então é isso.</p>
<p><strong>EQM </strong>está no ar para ser baixado, lido, revisto, criado finais alternativos, traduzido para o mandarim ou francês. Tenho que mais uma vez agradecer aos <a href="http://ibrahimcesar.com/eqm/mecenas/">mecenas do livro</a>, pois sem eles eu não teria conseguido. Não sei se os volumes já chegaram, mas todos já foram encaminhados.</p>
<p>Tenho que confessar que estou com medo. Muito medo. As pessoas pagam por isso e não gostaria de saber que eu as fiz gastar em algo que não gostaram.</p>
<p>Aqueles que fizerem resenhas, eu agradeço. E os que puderem me enviar e-mails contando o que acharam do livro, eu também agradeço.</p>
<p>Então é isso. 23 de Maio de 2008: EQM é lançado. A sorte é lançada.Agora não podemos fazer outra coisa senão esperar, e não creio que tenhamos que esperar muito.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Compre o livro</strong></p>
<p style="text-align: center;">23,00 + Frete</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_eqm.html"><img class="alignnone size-full wp-image-102" title="Compre Agora!" src="http://ibrahimcesar.com/wp-content/uploads/2008/05/compre.jpg" alt="" width="90" height="50" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Faça o download gratuito de <em>EQM</em>: </strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://ibrahimcesar.com/download-manager.php?id=1"><img class="alignnone size-full wp-image-87" title="Faça o download agora!" src="http://ibrahimcesar.com/wp-content/uploads/2008/05/download_eqm.png" alt="" width="202" height="208" /></a></p>
<p><strong>O que você pode fazer:</strong><br />
<a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_eqm.html">Comprar o livro</a>.<br />
Entrar em contato e me dizer o que achou do livro.<br />
<a href="http://ibrahimcesar.com/licenciamento/">Criar obras derivadas</a>.<br />
Fazer uma <a href="http://ibrahimcesar.com/eqm/resenhas/">resenha</a> e me informar.<br />
Conhecer os <a href="http://ibrahimcesar.com/eqm/mecenas/">mecenas</a> que ajudaram a publicar o livro.<br />
Apontar <a href="http://ibrahimcesar.com/eqm/erratas-eqm/">erros</a> para que as próximas edições sejam melhores.<br />
Entrar na comunidade do <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44173697">orkut</a> ou do <a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=13842492474">facebook</a>.<br />
Visitar meu novo blog: <a href="http://ibrahimcesar.com/"><strong>Ibrahim Cesar</strong></a></p>
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		<title>Homem de Ferro</title>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 10:16:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficcionáutica]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[homem de ferro]]></category>
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		<description><![CDATA[O melhor filme adaptado de quadrinhos para mim é Uma História de Violência. Antes do domingo, a melhor adaptação de quadrinhos de super herói, era Homem Aranha. Era. Tentei controlar meu entusiasmo e achava que ao menos era melhor que o Homem Aranha 3. Mas eu já me decidi. Homem de Ferro é, pessoalmente, a partir de agora, meu filme ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O melhor filme adaptado de quadrinhos para mim é <em>Uma História de Violência</em>. Antes do domingo, a melhor adaptação de quadrinhos de super herói, era <em>Homem Aranha</em>. Era. Tentei controlar meu entusiasmo e achava que ao menos era melhor que o <em>Homem Aranha 3</em>. Mas eu já me decidi. <em>Homem de Ferro</em> é, pessoalmente, a partir de agora, meu filme predileto de Super Heróis.</p>
<p>Para começar, o filme é cheio de piadinhas para fã. Embora haja as melhores tiradas do cinema contemporâneo depois de &#8220;Obrigado por Fumar&#8221;, ele tem algumas coisas que fazem a alegria de fãs de quadrinhos. Desde à homenagem para a primeira armadura dele, passando por frase do Quarteto Fantástico, zoeira com a SHIELD, referência com a Guerra Civil e Samuel L. <em>Motherfucker</em> Jackson interpretando Nick Fury e me ligando no 220 pela seqüência.</p>
<p>O filme foi muito bem escrito. A maioria das pessoas pode deixar passar, mas muitas partes daquele filme são recriações mitológicas clássicas. O herói tendo de enfrentar o seu inimigo sem máscara (em uma alusão à sua &#8220;parte humana&#8221;), o seu desapego preferindo morrer mas destruir o mal, o inimigo sendo uma versão sombria do herói e ele sendo um herdeiro que vê a destruição causada por seu reino. Todas peças clássicas da mitologia do herói.</p>
<p>Robert Downey Jr não deixou dúvidas de ser ótimo para o papel, enquanto Gwyneth Paltrow pela primeira vez para mim apareceu como <em>MILF</em>. Lembro que uma das coisas que eu falava depois do filme era sobre o diretor: &#8220;E esse cara é o diretor de <em>Um Duende em Nova York</em>. E esse cara é o diretor de <em>Um Duende em Nova York</em>&#8220;. Grande filme de super heróis, o melhor até aqui. Que venha a Iniciativa Vingadores!</p>
<p style="text-align: center;"><a title="Robert Downey Jr. - 2" href="http://www.flickr.com/photos/26503210@N00/2447638218/" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3282/2447638218_4d1da88ab6.jpg" border="0" alt="Robert Downey Jr. - 2" /></a><br />
<small><a title="Attribution-NonCommercial License" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a title="lewishamdreamer (against video)" href="http://www.flickr.com/photos/26503210@N00/2447638218/" target="_blank">lewishamdreamer (against video)</a></small></p>
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