Teoria recursiva e deísta do Computacionismo

Segundo o Rev. Ibrahim Cesar, a teologia de um homem é o riso incontrolável de outro. Ao expôr aqui minha religião, tenho certeza que a maioria de vocês vai achar ridícula e rir da minha cara, mas não por isso deixarei de fazê-lo, aliás é por isso mesmo que faço. Porém, peço que você não me xingue nos comentários por causa de minha heresia, Mariana, até porque, perto de multiplicação de pães e ressucitação, a minha fé é em algo absolutamente lógico. Além disso, o que hoje será ridicularizado por vocês daqui a 2000 anos será uma verdade absoluta e será heresia me desmentir.

Iniciarei explicando algumas definições antes de chegar no computacionismo em si, para não deixar o leitor perdido com algumas palavras (na verdade, as palavras que estão no título).

Recursão

definição circular: veja "definição circular"

O computacionismo é tão computacional que até mesmo em sua definição ele é recursivo e pode ser provado logicamente através de indução matemática*. Quando falo dessa recursão não estou inovando o mundo da fé. Pelo contrário, refiro-me a um lugar comum de muitas obras de ficção, das quais me lembro no momento de O Mundo de Sofia e MIB: Homens de Preto.


Creative Commons License crédito: Jesse Bikman

Quem leu O Mundo de Sofia até o final (e devem ser poucos, porque é um daqueles livros que cansa e fazem várias pessoas pararem na metade) deve se lembrar [Warning! SPOILER] que Sofia era uma personagem do livro de Hilde, que é uma personagem do livro que estamos lendo e assim infinitamente. Se você não percebeu que foi essa a brincadeira de Jostein Gaarder, por favor pare de ler esse texto imediatamente antes de comentar que não entendeu o computacionismo. [/Warning... Opa, pode continuar]

O mesmo acontece no final de Homens de Preto (acho que é no 2, me corrijam se eu estiver errado) quando Will Smith (ou o colega dele?) fecha um armário com um mundo de seres estranhos e o filme acaba mostrando infinitos armários se fechando, como se nós também estivéssemos num armário, dentro da mesma lógica do computacionismo, d’O Mundo de Sofia e de mais várias obras dentre as quais não me lembro de mais nenhuma [!]

* Prova por indução desta recursão

  1. O objeto “eu” existe.
  2. O objeto que criou esse objeto existe.
  3. Volte ao passo 2.

O fato de você existir é o passo básico. Se você é daqueles que não concorda comigo e acha que não existe, nem comente discordando, porque quem não existe não pode comentar (por definição).

Para você existir, alguma coisa deve ter criado você (geração espontânea é uma baboseira, também por definição). Essa coisa é o objeto “n”, você é o objeto “n+1″. Precisa sempre haver o objeto “n-1″, senão essa coisa não vai ter como existir. E assim infinitamente…

Deísmo

Para explicar isso aqui citarei Dawkins em Deus, um delírio (p. 42, Companhia das Letras):

Refresquemos nossa memória sobre a terminologia. Um teísta acredita numa inteligência sobre natural que, além de sua obra principal, a de criar o universo, ainda está presente para supervisionar e influenciar o destino subseqüente de sua criação inicial. Em muitos sistemas teístas de fé, a divindade está intimamente envolvida nas questões humanas. Atende a preces; perdoa ou pune pecados; intervém no mundo realizando milagres; preocupa-se com boas e más ações e sabe quando as fazemos (ou até quando pensamos em fazê-las). Um deísta também acredita numa inteligência sobrenatural, mas uma inteligência cujas ações limitaram-se a estabelecer as leis que governam o universo. O Deus deísta nunca intervém depois, e certamente não tem interesse específico nas questões humanas. [...] O deísmo é um teísmo amenizado.

Computacionismo

Inteligência artificial. Segundo a Wikipedia, uma área de pesquisa da ciência da computação dedicada a buscar métodos ou dispositivos computacionais que possuam ou simulem a capacidade humana de resolver problemas, pensar ou, de forma ampla, ser inteligente.

Segundo o computacionismo e sua primeira definição, apresentada pelo Rev. Tiago Madeira em 19 de Discórdia de 3174 na Cabala 1001 Gatos de Schrödinger, o nosso universo não passa de um experimento de inteligência artificial de outro tipo de inteligência mais desenvolvido (Deus?) ou, mais especificamente, de programadores. E assim infinitamente tendendo a um ser infinitamente inteligente, que não existe (porque não existe um “primeiro universo”, algo deve ter gerado-o)


Creative Commons License crédito: Gareth Courage (mostly currently offline)

As células humanas são como os circuitos digitais que os cientistas da computação estudam para colocar em seus robôs (que ainda estão longe da inteligência necessária e o livre-arbítrio para poderem existir como nós), ainda que os circuitos ainda não estejam tão desenvolvidos (ora, nós ainda não criamos o universo n+1… ainda não! Daqui a pouco tem um tópico sobre isso) e pra eles nosso universo pode ser sua nanotecnologia (isso é, podemos ser só um nanômetro em relação ao tamanho deles), mas não tenho como provar isso (não passa de especulação) e é irrelevante.

Bugs

Buracos de minhoca? Deficiências? Milagres? Não passam de erros no código. Na verdade, nosso universo pode ser um experimento de inteligência artificial de seres-crianças do universo que nos gerou (chamarei-o daqui pra frente de n-1), de seres-idiotas do universo que nos gerou, ou um protótipo sem importância agora que o universo n-1 já pode ter criado vários outros.

Código livre

Quando eu falei desta idéia para o Rev. Peterson ele perguntou: e se conseguirmos o código podemos salvar o mundo?

A resposta, infelizmente, é não. O código poderia nos ajudar a entender o sentido da vida, mas jamais teríamos como alterar o código, já que estamos dentro do software.

Além disso, nós falamos na linguagem de máquina deles. Seria absurdo tentar entender o código do universo n-1 porque pode ser algo completamente diferente de qualquer coisa imaginável para nós, humanos do universo n.

Se eles escrevessem o código na nossa linguagem, talvez fosse útil para nós criarmos o universo n+1, mas isso é improvável, porque provavelmente estamos esquecidos dentro de um laboratório (entenda por laboratório algo completamente diferente de tudo que você imagina) ou então bilhões de anos para nós pode não passar de um milésimo para eles (isso é, nesse momento o programador acabou de dar um enter para executar o programa “Universo n”). Não temos como provar isso.

Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma

O químico Lavoisier foi um dos nomes mais importantes para o computacionismo quando escreveu sua frase célebre que dá título para esta seção. De fato, se não fosse por ele, não teríamos como explicar porque conseguimos gerar outros iguais a nós (reprodução). O fato é que o nosso universo é um sistema fechado e dentro dele nada é criado, por isso nossa inteligência é capaz de lidar com todas as coisas e as regras criada pelos nossos programadores do universo n-1 consegue lidar com tudo perfeitamente (exceto os bugs, que são má programação deles)

n+1

Estima-se que o nosso universo tenha 13,73+-0,15 bilhões de anos [fonte] (é claro que isso é relativo, o tempo é relativo) e a inteligência artificial aqui ainda é uma área de pesquisa no início do seu desenvolvimento pelos cientistas da computação.


Creative Commons License crédito: mr lynch

Um erro comum de quem ouve a minha teoria é pensar que coisas como Second Life são o nosso universo n+1. Isso é besteira. Não há livre arbítrio no Second Life, não há interação de seres com eles mesmos, aquilo lá não passa de uma brincadeira de fantoche e está muito longe de ser alguma coisa realmente evoluída na área de ciência de computação.

A verdade é que a nossa ciência da computação ainda está engatinhando e não há absolutamente nada que faça com que a gente chegue perto de criar um universo n+1 além de teorias no papel. Mas o nosso universo ainda tem muito tempo para pensar nisso e talvez seres de outros planetas ou outros sitemas que também fazem parte de nosso enorme (em relação a nós) e pequeno (em relação ao n-1) universo já tenham criado, mas isso não passa de especulação, porque nós enquanto humanos deste planeta não temos provas de nada.

Mais informações

Para mais informações, contate a Glândula Pineal, solicite os canais binários e disque 1001.

Exercício (meme?)

Crie você também a sua religião e compartilhe com a blogosfera! Os cinco primeiros a participarem ganharão de brinde um link aqui nesse post (uau!).

29 comments ↓

#1 Henrique Artur Wint on 04.02.08 at 14:43

Creio que seja no filme 1.
Minha mãe sempre falava quando eu era criança: Para que matar essa formiga? Ela não te fez mal! Imagina se vem um gigante e pisa em cima de ti também, para ele tu pode ser uma formiga.
Pensando assim, temos inúmeros universos dentro do nosso universo, ou seria vários universos num mesmo universo paralelo?

* Recursividade é uma coisa legal de se aprender, e a tua teoria é bem interessante.

#2 Micox on 04.02.08 at 14:55

Acho que já há sim vários universos n+1. Bem pouco desenvolvidos, é verdade, mas com regras básicas, assim como as primeiras bacterias deste nosso universo.
Veja por exemplo o jogo da vida: http://marcogomes.com/blog/2008/o-jogo-da-vida-de-john-conway/

#3 agave on 04.02.08 at 15:57

Andou vendo bastante Matrix,relaxa!

#4 Eles estão no meio de nós | 21 horas on 04.02.08 at 16:12

[...] PS: Conhecidência ou não, esse post tem relação com ESTE. [...]

#5 Henrique Artur Wint on 04.02.08 at 16:14

isso tem relação
http://21horas.org/2008/04/02/eles-estao-no-meio-de-nos/

#6 Luigi on 04.02.08 at 16:28

Muito interessante de fato isso, quando vi o Men in Black já tinha pensado.
Na verdade eu não iria tão longe, quem sabe a questão das dimensões também existam dessa maneira, pense numa maneira análoga ao comparar um mundo 2D com o nosso 3D. Agora pense em um ser da 4D (ou outra) interagindo em nossa pequena percepção 3D. Um objeto em 3D poderia subir (para uma terceira dimensão) simplesmente desaparecendo do plano 2D da mesma forma q seres em 4D poderiam sumir saindo da nossa percepção 3D do mundo….pensou em fantasmas e espiritos? talvez a explicação para visões que aparecem e somem?!?!!!

Quanto à religião, seria mais fácil os homens simples surgirem do nada do que um Deus todo poderoso surgir do nada para nos criar.
:P

muita coisa para pensar…

#7 Absurdioso on 04.02.08 at 16:33

percebo q vc nao gosta d ficar sem respostas e comeca a inventar teorias e mais teorias sem mt fundamento cientifico.
sou ateu confesso. mas nao sou um ateu q nao acredita em deus, sou um ateu q tem certeza d q deus nao existe e q deus eh uma deliracao 100% humana.
a ciencia sabe q o big bang existiu, sabe q a teoria do coacervado e d oparin sao validas.
darwim mostrou q a evoluçao existe sim, lammarck delirou em cima de darwin.
quando um teista me pergunta do bigbang “mas quem q criou o atomo primordial entao?”. estufo o peito e digo com todo orgulho e humildade: “nao sei!”.
a ciencia ainda nao sabe isto, mas nao eh pq nao sei q vou começar a inventar um cara invisivel.
e entao eu devolvo a pergunta pro teista: “vc sabe qd e ond surgiu a primeira biblia? e pq? e pq existem os livros apocrifos?”
a religiao, igreja e deus devem sumir! se dependessemos soh deles, estariamos ateh hj numa era medieval.

#8 Ibrahim Cesar on 04.02.08 at 17:01

Absurdioso, acho que a postagem do Tiago tem muito de base científica. Ele está apenas demonstrando conceitos hipotéticos.

#9 Rev. Tiago Madeira on 04.02.08 at 20:49
Luigi, sensacional! Era o que tava faltando pra teoria do computacionismo!

Micox, só falta o livre arbítrio :) Hehe

Henrique, realmente! Muita coincidência… E, btw, ótimo post!

Absurdioso, no meu ponto de vista ou minha teoria tem fundamento científico ou não. Não existe “muito fundamento científico”, porque se eu declarar uma coisa como falsa eu posso provar todo o resto (isso é um axioma lógico). Agora, é importante lembrar que fundamentos científicos para embasar teorias são experimentos e observações. Na minha opinião, minha teoria tem bastante base científica, além de matemática (sim, mesmo com claras falhas na prova lógica, porque não existem axiomas sobre o a vida, o universo e tudo mais — até agora tudo que se sabe é 42).

Ah, e se você critica a minha religião também vou criticar a sua. :) Dizer que a ciência sabe que o Big Bang existiu é engraçado, porque eu achei que fosse uma teoria (jamais um teorema) e talvez você esteja confundindo o conceito de teoria e de verdade absoluta. Ironicamente (porque você é ateu e não gosta de gente com fé), você parece estar tendo uma fé em algo que NÃO está provado logicamente e portanto pode ser falso. Outras teorias podem sugir a qualquer momento, e por isso eu gosto da ciência… eles não tem esse fervor de afirmar que o Big Bang é verdade, eles são sempre abertos a novas idéias.

Como exemplo vou citar o seu exemplo. Muita gente acreditava em Lamarck até que veio Darwin e apresentou a Teoria da Evolução. Agora Darwin é o certo, Lamarck é o errado (por enquanto). Daqui a 10 anos (ou até daqui a dois dias) pode surgir um cientista com uma teoria melhor que a do Big Bang e de uma hora pra outra você vai ter que trocar de opinião (e eu vou rir porque sou agnóstico e não me importo nem um pouco com o que cada lado diz ou com a grande “verdade”… até provarem matematicamente alguma coisa tudo não passa de especulação)

Por fim, achei que tivesse sido óbvio que criar novas religiões é uma brincadeira. Não que eu não esperasse comentários… Eu mesmo disse isso ao escrever: Ao expôr aqui minha religião, tenho certeza que a maioria de vocês vai achar ridícula e rir da minha cara, mas não por isso deixarei de fazê-lo, aliás é por isso mesmo que faço., mas na verdade eu achei que fosse ser ridicularizado por religiosos, não por ateus.

#10 Thadeu Dias on 04.03.08 at 00:15

um ponto que pensei quando lia o texto é: procuramos por meio da inteligencia artificial, criar um dispositivos que pense, tente pensar ou ao menos aparente que pensa como um ser humano. a força maior(n-1, ou como quiser chamar) criou-nos com o intuito de conseguir n’s que tivessem a sua transcedentalidade-luz-capacidade, tentassem ter isso( e é o que fazemos, tentamos ser tão bons quanto a força maior), ou ao menos aparentasse( aí entra toda sorte de pessoa que se acha muito iluminada porque tenha e pratique uma religião e tal…) . talvez o seja.

mas me perco em elucubração…

#11 Ewaldy Marengo on 04.03.08 at 02:38

Talvez nosso universo seja mais complicado que o n-1. Se eu fosse criar um universo, com certeza faria maior, com mais elementos, e regras que acharia legal ver na prática. Talvez isso seja uma espécie de “evolução”. Cada universo cria um universo um pouco mais complicado que o seu próprio, assim sucessivamente, até que surja um universo tão complexo, cujos seres tenham intelecto tão desenvolvido (devido a essa complexidade) que consigam finalmente fazer a recursão, indo aos universos criadores.

#12 Hazger on 04.03.08 at 08:48

A sua teoria não é totalmente sem pé nem cabeça, um filosofó de Oxford já comentou algo semelhante e saiu até no newyork times…
aqui explica melhor
http://www.guravehaato.info/geek-life/isso-explica-tudo-estamos-vivendo-numa-realidade-virtual/

E sobre nós criarmos uma AI ainda está longe, mas saiba que estamos tentando (com ratos)
http://www.meiobit.com/projeto-pretende-recriar-digitalmente-um-cerebro-de-mamifero

gostei da ideia até que é bem explicada

#13 Enio Luiz Vedovello on 04.03.08 at 09:42

Faz sentido que os computacionistas não consigam salvar o mundo mesmo tendo acesso ao código. Imagine um proggrama que pudesse alterar a si mesmo, os resultados seriam totalmente imprevisíveis - e muito provavelmente catastróficos.

#14 Rev. Tiago Madeira on 04.03.08 at 10:40
Até que por um lado faz sentido Ewaldy, mas eu acho muito difícil criar algo além do que já se conhece. Agora que você falou isso me lembrei da Caverna de Platão, que também poderia nos induzir a uma recursão e que combina com a idéia do Luigi das várias dimensões:

E agora, deixa-me mostrar, por meio de uma comparação, até que ponto nossa natureza humana vive banhada em luz ou mergulhada em sombras. Vê! Seres humanos vivendo em um abrigo subterrâneo, uma caverna, cuja boca se abre para a luz, que a atinge em toda a extensão. Aí sempre viveram , desde crianças, tendo as pernas e o pescoço acorrentados, de modo que não podem mover-se, e apenas vêem o que está à sua frente, uma vez que as correntes os impedem de virar a cabeça. Acima e por trás deles, um fogo arde a certa distância e, entre o fogo e os prisioneiros, a uma altura mais elevada, passa um caminho. Se olhares be, verás uma parede baixa que se ergue ao longo desse caminho, como se fosse um anteparo que os animadores de marionetes usam para esconder-se enquanto exibem os bonecos.

[...] Pois esses seres são como nós. Vêem apenas suas próprias sombras, ou as sombras uns dos outros, que o fogo projeta na parede que lhes fica à frente.” (Platão, República, Livro 7)

Realmente Enio, supondo que desse pra alterar, por mais estranho que seja, aconteceriam aqueles problemas que acontecem em voltas no tempo nos filmes, quando se altera algo no passado e com isso cria-se resultados inimaginados no futuro (ie efeito borboleta)

Hazger, realmente, parece até que plagiei a idéia do cara! Hehe
Só achei incrível a maior dúvida da humanidade ser “Porque Deus faz coisas ruins para pessoas boas”.

#15 Evandro Cesar on 04.03.08 at 11:33

O que não entendo é porque as pessoas culpam Deus por coisas ruins que acontecem na nossa vida…
Agora, criar uma religião? Nossa isso vai levar tempo! Mas quem sabe eu tento. Ótimo texto, fascinante.

#16 will on 04.03.08 at 11:36

muito genial isso tudo teoria e comentarios… nunca pensei muito sobre isso só quando li “o guia do mochileiro das galaxias” onde a resposta para a pergunta sobre a vida universo e tudo mais é 42..

muito loco mesmo

#17 Ewaldy Marengo on 04.04.08 at 01:09

De Guia do Mochileiro das Galáxias eu entendo =D.

#18 Post nota 10 - Teoria recursiva e deísta do Computacionismo | Gerador de Improbabilidade Infinita on 04.04.08 at 12:02

[...] Link para o post. LEIA TAMBÉM:Post Nota 10 - A hora da decisão profissional by Ewaldy MarengoPost Nota 10 - A Páscoa, e a “radicalidade” do Cristão by Ewaldy MarengoPost Nota 10 - Atraindo Leitores by Ewaldy MarengoPost nota 10 - Mazel Tov, Marcos Gutterman by Ewaldy MarengoPost nota 10 de 04/03/2008 by GeradoriPost nota 10 de 07/03/2008 by Ewaldy Marengo [...]

#19 Ernani C Siebert on 04.04.08 at 14:19

Li a matéria, mas ainda não os comentários:

Caso não tenha assistido, o filme “13º andar” expressa exatamente o q vc escreveu no artigo todo. Foi a referência mais óbvia q veio à minha mente. Tanto nesse filme qto em Matrix, quem habita o mundo N+1 CONSEGUE sair para o N, isso é possível porque os habitantes dos 2 universos possuem “o mesmo código fonte” ou seja, são basicamente iguais, pelo menos em mente.

Mas aí vem a pergunta: quem criou o mundo ZERO? Isso certamente tem q ter um fim. Acredito sim que possam existir universos recursivos, mas inseridos dentro de um universo ZERO, q podemos nem ter certeza de qual seria ele, ou qtas dimensões teria.

Parabéns! Gostei do post por ter conseguido fazer ele sem ter caído no óbvio q seria citar o filme Matrix.

#20 Rev. Peterson Cekemp on 04.04.08 at 22:46

O post em si foi estonteante, e os comentários bem completos. Não sei o que dizer. =)

Aliás, sei sim. Olha que interessante: algumas pessoas (meu professor de religião) vêem na busca constante e universal da transcedência uma prova da existência de uma “realidade superior”. Se conseguíssemos criar um novo universo ou, more likely, inteligência artificial, e essa inventasse de ter esses “impulsos de transcendência”, será que haveriam religiosos querendo provar Deus através disto? O argumento seria válido?

Eu penso que na verdade os discordianos é que pegariam os religiosos de jeito: afinal, se um bando de seres esquisitos como nós conseguiu criar um ser que busca transcendência, se isso provasse qualquer coisa só poderia provar a loucura que deve ser o universo n - 1.

#21 Stephen Dedalus on 04.06.08 at 20:03

Caros 1001 gatos, quando tiverem tempo livre, sugiro que dêem uma olhada no seguinte link:
http://en.wikipedia.org/wiki/Simulacron-3

Um abraço!

#22 Santaum on 04.07.08 at 15:20

Ngp ohubx, dpg nfupdphlg é grrf?

Grixp smhclfcvx, bgbgbgbbgbgbg… Grixp ofqgcvx grrg lxngciámhx rxngcig efmf igrifm x exmiptpémhr, fegrfm vg mglxcbglgm dpg oxh pnf jhftgn vx lfmfubx grrf igxmhf fí, bgbgbgbgbg…

Ofmgh pn lxngciámhx nfhr emxopcvx rxsmg grig exri vf emóahnf jgq…

Tmfcvg fsmfçx Ihftóc!!!

#23 Rev. Tiago Madeira on 04.07.08 at 15:52
Jhftgn vx lfmfubx é fdpguf bhriómhf vf sísuhf, hrrx fí é fié lxneugifngcig flghiájgu… :)

Egux jhrix x exmiptpémhr opclhxcxp!

#24 Santaum on 04.07.08 at 16:12

Sxn, rg opclhxcxp!!!!! (5 galufnfçõgr)

Opclhxcxp fié vgnfhr. Dpfu sísuhf????? (5 hcigmmxtfçõgr)

#25 Santaum on 04.07.08 at 16:15

Gp ifjf mgefmfcvx fdph, x lê lgvhubf egmnfcglgp lxnx lê lgvhubf cé? Xr flgcixr ifnsén egmnfcglgmfn lxmmgix?

Cxcfvf, grlmhix exm Rfcifpn !!!!! (5 galufnfçõgr)

Txrigh vx ngp feguhvx grlmhix gn vhtfnfrhtnfix: Rfcifpn, gbgbgbgbgbgbgbgb…… (5 excixr)

#26 Micox on 04.10.08 at 16:48

Reverendo, acho que o conceito de “livre arbítrio” deva ser algo obrigatório para a existência de um universo.
Livre arbítrio é um conceito religioso e não científico.
Você tem livre arbítrio? Cachorros tem livre arbítrio? Bactérias tem livre arbítrio? Quem garante? Será que você não é apenas resultado da programação dos seus genes e do relacionamento disto com o mundo que o cerca?

Mais aqui: http://www.ceticismoaberto.com/ciencia/matrix.htm

#27 Micox on 04.10.08 at 16:49

Corrigindo a primeira frase:
“acho que o conceito de “livre arbítrio” NÃO deva ser algo obrigatório para a existência de um universo.”

#28 Ótimas Bolhas - As Melhores da Blogosfera on 04.11.08 at 01:50

[...] Teoria recursiva e deísta do Computacionismo do Rev. Tiago Madeira do 1001 Gatos de Schrödinger - Não é todo dia que alguém cria uma religião. E não é porque sou formando em Engenharia de Computação que me afeiçoei a essa. [...]

#29 Henrique Bastos on 04.13.08 at 18:48

Galera, vcs se superam sempre! huahauha Mto bom!

Achei tudo muito interessante, mas discordo um pouco na questão “Código Livre”. Neste tópico, tenho a impressão de que dizer que “ter o código fonte” não adiantaria nada, levando para o ponto de que seria mais complexo do que poderíamos compreender parece pura especulação. Observem que concordo que a probabilidade de tirarmos proveito deste código fonte é muito pequena, mas impossível parece d+.

Além disso, não precisamos do código fonte. Tudo que os geneticistas fazem é engenharia reversa buscando por “compatibilidade binária”. Ou seja, eles não estão preocupados em saber como exatamente algo se origina, buscam apenas processos que gerem o mesmo resultado. Estas são duas questões *bem* diferentes.

Quanto a não podermos manipular o código por estarmos dentro do software, bem, isso não me parece verdade. Dados e Códigos uma hora ou outra acabam compartilhando a mesma infraestrutura básica. E como vcs mesmos disseram… existem bugs, e é com bugs que um software rodando em “usar mode”, burla a segurança e a arquitetura acessando rotinas e endereços reservados ao “kernel mode”. Sendo assim, tudo o que precisamos é encontrar o bug certo!

Além disso, por nós e nossos criadores termos focos diferentes, a chance de estarmos procurando algo que eles não estejam prestando atenção me parece muito boa. Mas isso é só especulação.

Grande abraço

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