Depois de algum tempo você aprende que esse texto NÃO é de Shakespeare
Eu sempre tive uma birra com um texto que muitos receberam por texto e segundo minha busca aparece em mais de 1000 perfis o possuem na descrição. Todos atribuindo a autoria de Shakespeare. Faz pelo menos alguns anos que eu conheço o texto e me lembro claramente que desde o primeiro momento em que eu o li que não se tratava de Shakespeare. Foi uma época em que eu estava devorando a obra do bardo e embora não tivesse embasamento para afirmar “Não é dele”, eu sentia que o texto era muito piegas e…Auto-ajuda. na época eu disse “Acho que não é Shakespeare”. Anos depois, eu tenho o embasamento que faltava.
O texto a que estou me referindo é este, se você é diabético recomendo que pule a leitura:
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença de dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos nem promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos diante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai te feri-lo de vez enquanto e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se um certo tempo para construir uma confiança e apenas alguns segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar uma pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde se está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade ter mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais de seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar…
Este texto é na verdade de uma escritora norte-americana chamada Veronica Shoffstall e figura em um dos seus livros de auto-ajuda. Conheço várias pessoas que “amam” Shakespeare e o texto de Shoffstall é a única coisa dele que tiveram contato com excessão das adaptações cinematográficas.
[tags]Shakespeare, autoria, confusão,operação:mindfuck[/tags]
If you enjoyed this post, please consider to leave a comment or subscribe to the feed and get future articles delivered to your feed reader.
Comments
“Eu até já fiz uma aposta que esse texto não
era de autoria de Shakespeare. Agora tenho como provar.
Mas a minha tese era que alguém tinha feito o texto e espalhado como se fosse de um escritor famoso pra ver a repercussão que ia dar.”
Eu acho que é mais a velha história de “ouvir o galo cantar mas não saber onde”. As pessoas lêem (???) um texto, acham bonito, não sabem quem é o autor e chutam.
No trabalho da minha esposa, tem um quadrinho com uma “oração para a purificação do local de trabalho”, assinada como sendo de “Jesus”. Só que o autor (reconhecido e documentado) da mesma, é o fundador da Seicho-No-Ie, Massaharu Taniguchi.
Eu até suspeitei que tinha sido escrita por um espertinho que ia acompanhar de longe se o texto ia “pegar” ou não.
tipo faço um trabalho assino com o nomede alguem famoso só pra ver no que vai dar.
Mas agora apareceu a verdadeira autora e derrubou minha tese, mas não tirou minha razão, pois tinha certeza que esse texto não era de Shakespeare.
com certeza fazer um texto de auto-ajuda e dizer que é de alguém famoso vai dar mais “circulação” para o escrito…
Engraçado não? Isso aconteceu com o Carlos Cardoso segundo li certa vez… disseram que era um texto do Verissimo…
Bom, o triste é saber que alguém ama Shakespeare sem nem ao menos ter lido algo realmente dele…
Nossa, me dá um ódio no coração quando leio este texto… pior do que isso só os sermões do Inri Cristo http://www.inricristo.org.br que são chupinhados do Chico Xavier…
Esse costume parece ser bem antigo. Veja o caso dos livros da Bíblia. Muito estudiosos (cristãos até) analisaram livros do Novo Testamento atribuídos a um mesmo autor e concluíram que eles foram escritos por pessoas diferentes. Por exemplo o Evangelho de João, as cartas I, II e III de João, e o Apocalipse, todos atribuídos oficialmente ao apóstolo (são) João; estes livros têm um estilo de escrita totalmente diferente. Estudiosos do grego bíblico já chegaram à conclusão de que pessoas desconhecidas escreveram esses livros e o personagem famoso acabou ficando como autor, talvez porque as pessoas naquela época não usavam sobrenomes e assim um joão ninguém acaba virando São João.
Agora ver isso acontecer hoje em dia é o que mais me intriga! Apesar de toda a tecnologia a ignorância generalizada ainda impera.
eu também conheço alguém que endeusa shakespeare pela forma que escreve, mas nunca o leu em inglês. se a linguagem dele é culta, se deve unicamente à tradução, pois nós sabemos que a conjugação verbal em inglês é paupérrima.
na real eu não gosto muito dele.. até gosto bastante de ’sonho de uma noite de verão’ e ‘a megera domada’, li várias adaptações quando eu era menor e tal, mas o que eu não gosto é de alguns finais dele (me irritam, prefiro Cervantes) mas foi depois que vi um documentario sobre a vida dele que comecei a acha-lo um babaca..
Triste é quando sua prima formada em letras cita um texto “do Verissimo” que você sabe, pelo estilo, que o Verissimo nem passou por perto.
Parece que o povo precisa de deuses menores. Shakespeare é uma dessas unanimidades, como Einstein, Mozart e a Mona Lisa. Ninuém conhece ou sabe porque é “Bom”, mas eu já discuti com pessoas e quando eu falei mal de Shakespeare quase me bateram. O pior que é eles nem sabiam nada, achavam que Romeu e Julieta era um livro…
Dá até medo de criticar Shakespeare porque eu quebrei a cabeça pra entender o filme Hamlet (com o Mel Gibson). ÿ sério, aquelas poesias gigantescas são muito complexas pra mim. Só entendo se ler algum texto explicativo. Quando vejo alguém dizer que ama Shakespeare fico pensando: “Será que ela entendeu Hamlet?”. ÿ claro que o enredo como um todo eu entendo, o que me deixa transtornado são aqueles monólogos enormes, principalmente o que tem “ser ou não ser”.
Para entender de vez Hamlet aconselho o livro Hamlet: Poema Limitado de Harold Bloom. Isso também me atrapalhava até que eu tive um “clique” e viajei (literalmente) em seus monólogos que devem ser vistos ( se você precisa disso para entender) como a consciência dos personagens que os domina a fim de nos mostrar o que está acontecendo por debaixo da superfície.
Shakespeare padeceu do mesmo “mal” que padeceu a obra de Poe, Lovecraft etc, suas obras não causam em nós o mesmo efeito que causava nos de suas épocas. Quem hoje em dia sente medo da aparição de uma alma penada lendo isso? Pouco ou nenhum.
Eu considero Shakespeare na medida em que ele é o dramaturgo com as melhores peças e onde se encontra mais material “filosófico”. Sei que muitos poucos assistem teatro, mas Shakespeare é uma referência fundamental.
De fato esse é um fenômeno bastante comum. Tenho curiosidade sobre o assunto e o tenho estudado há algum tempo. Tal comportamento denomina-se alonimia, isto é, a apropriação do nome alheio para fins de autoria. ÿ justamente o inverso do plágio, em vez de associar-se o texto de outrem ao seu próprio nome, associa-se o próprio texto a um nome famoso.
A alonimia é antiquíssima. Alguns casos de suspeita da prática são: os poemas épicos de Homero, os textos filosóficos de Pitágoras, as fábulas de Esopo, além de diversos textos religiosos. Entretanto, foi com o uso generalizado dos email e a aparição de mensagens virais (correntes) que a prática tornou-se um método eficaz para garantir a divulgação de qualquer texto na internet. Um nome de Shakespeare ou Fernando Pessoa é garantia de uma taxa de redistribuição alta, enquanto assinar como o “zé mané” dificilmente passa credibilidade. Isso significa que a atribuição de autoria errônea é uma decisão conciente do originador da mensagem, e não deve-se na maior parte das vezes a erro ou preguiça de pesquisar a fonte.
O assunto desperta muitas questões éticas. Obviamente, apropriar-se do nome de um autor vivo e associá-lo a uma obra de autoria alheia constitui um grande prejuízo à imagem, que é considerada uma propriedade privada e inviolável pela lei brasileira. Eu, por exemplo, destataria encontrar meu nome associado a mensagens de auto-ajuda. Por outro lado, mesmo a utilização de nomes de autores mortos há séculos, caracteriza desrespeito aos receptores da mensagem, o que, a longo prazo tende a diminuir a credibilidade do meio de comunicação utilizado. Em outras palavras, não acredite em informações que vem por email, seja qual for o assunto ou nome utilizado.
abraços,
Henrique VIII, rei da Inglaterra
[...] seria de Shakespeare. Hoje lendo o blog 1001 Gatos de Schrödinger do Rev. Ibrahim Cesar, pude ver que na verdade esse texto (como muitos outros) ganhou a Internet e as caixas postais de todos com um [...]
era isso que eu estava procurando mesmo..pois o texto nada tem dele….obrigada pela informação…
Nádia
Que pena!
“Este texto é na verdade de uma escritora norte-americana chamada Veronica Shoffstall e figura em um dos seus livros de auto-ajuda. Conheço várias pessoas que ?amam? Shakespeare e o texto de Shoffstall é a única coisa dele que tiveram contato com excessão das adaptações cinematográficas.”
Eu já estava propenso a acreditar na crítica e na informação de que o texto não é de Shakespeare, mas o “excessão” me apavorou! Mudei de idéia!
Faço o que quiser Antônio. Se quer se basear por preconceito com um erro simples sobre algo que não depende disso, faça isso. Não vai mudar o fato de que o texto não foi escrito por Shakespeare.
Comunicar é passar uma mensagem de A para B, se você entendeu o que foi dito, a linguagem cumpriu o seu papel. Querer fazer detalhes como este serem “corrigidos” é querer se mostrar como o que sabe mais, ou seja vaidade.
Acabei de ler o texto. Estava pregado na parede do xérox da faculdade, dei de cara com ele e comecei a ler feito um doidinha. Comecei a ler auto pq pensei…eh bom que as pessoas ouçam esse cara aí, “Shakespeare eh sempre bom”. Estava lendo e me identificando muito, pensando “poxa, eu precisava msm ouvir ou ler isso!”. Só que tava bonitinho demais…diabetico, como disse o mocinho aí. Falei em voz alta então:
-Ei, isso aqui nao pode ser do Shakespeare!
Daí o micinho do xeróx disse
- é meu
E eu:
- é seu?
- não…to brincando, é do Willian
- Ah, eu tinha acreditado que era seu, vc devia ter mantido a sua frase…
Saí e vim procurar algo a respeito
Então, que bom que não é!
Com todo o respeito a vcs nobres intelectuais, que chamam este texto de glicosado.
Tirando o defeito de ser atribuido a quem não é de direito, no caso o Shaskespereano Shakespere, ( hahaha até eu achei engrassado ), eu o acho muito interessante, e só quem viveu um pouquinho alem dos 16 anos não da credito a essas linhas….
Texto de alto ajuda ? , talvez , mas ele é mentiroso ?
Acho este texto interessante, e ele serve como um precursor para aqueles que querem ter uma visão do que pode estar alem das curvas dos horizontes da vida…
Valeu !
Samuel Almeida de Souza
Na verdade não importa que é o autor destas palavras, conhecido ou não, importante ou não, o que realmente é importante e: saber entender a sua mensagem e concordo com meu amigo Samuel que é preciso uma certa bagagem de vida para entender! e que um dia todos aprendem.
valeu
katia cristina
Múltiplos caminhos, múltiplas experiências.
Seria uma honra para esta escritora, desconhecida da maioria dos leitores… ter um texto seu, atribuído a esta mente brilhante chamada Shakespeare, não acham?
Na verdade, pouco importa de quem é o texto, e sim a mensagem filosófica que ele passa. Não se prendam em detalhes bobos, sob o risco de não perceberem a verdadeira essência transmitida!
É horrível ver textos sendo dadas autorias falsas como este. Quem tem blogs e são copiados entendem exatamente isso. Shakespeare jamais escreveria versinhos como este e deve ser feita justiça com seu legado.
Como posso saber se vc não estar fazendo o mesmo?
Diz que o texto eh de Verônica Shoffstall , uma escritora norte americana, mas vc não diz qual eh o livro de auto ajuda ,como eh o nome desse livro… se eh que ele existe… eh claro que shakespeare tem uma linguagerm mais rebuscada, mais trabalhada e esse texto é de uma simplecidade aparente, apesar da sua filosofia .
E então quem eh essa Veroônica o qual o nome do livro que ela escreveu em 1971.?
Conhece Shakespeare? Digo, leu a obra dele? Pois ficaria vidente. Já companhei muitos fóruns, no Brasil e fora e já vi acadêmicos ratificarem. Veja na wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Um_Dia_Voc%C3%AA_Aprende_que... Siga as fontes e aprenda.
O Menestrel: A alonimia de Verônica
Há pessoas que criam coisas para nos enganar e Verônica Shoffstall é uma delas. Quando iniciamos a organização da reunião com os diretores, das Escolas Municipais, de Pedras de Fogo-PB, selecionei um vídeo que recebi em uma capacitação do projeto: formação pela escola, do governo federal, em Recife no final de 2007. Preocupada com o conteúdo que iríamos passar aos diretores, resolvi dar mais uma olhada no referido vídeo cujo nome é “O Menestrel.”(poeta medieval…).
Tentando aprofundar o conteúdo do texto fui realizar uma pesquisa sobre Shakespeare e descobri que, em 1971 essa escritora norte-americana escreveu (sic) um poema intitulado “Depois de um tempo,”segundo alguns estudiosos, falseando o texto original de Shakespeare: “Aflter A while.”
Descobri também que, depois de modificado, o referido texto foi usado por um ator chamado Moacir Reis, que valeu-se da alonimia de Verônica para fazer algumas apresentações e criar alguns vídeos.
A escritora não só deu um novo titulo ao texto como criou outra variante distante da realidade da época, atribuindo a sua autoria a William Shakespeare, porém com uma versão mais contemporânea que, de forma bombástica, serviu de propagação entre Internautas.
O falso texto que foi divulgado por vários sites e no You Tube , faz muito sucesso, inclusive quando usado em encontros educacionais,poucos são os que reconhecem a obra como um embuste, com o titulo de “ O Menestrel “ e apesar de ter sido criado pelo autor de Hamlet, Macbeth e Cleopatra., com outra roupagem, o falso texto traz uma filosofia aparente que ajuda a qualquer pessoa a refletir sobre os problemas cotidianos, numa linguagem bem peculiar ao século XXI…
ACESSE E VERÁ.
http://www.gramame.com/?p=colunas&id=22
VERONICA É UMA FRAUDE!!!! PLAGIADORA! URSUPADORA!

valeu reverendo!!!
Eu até já fiz uma aposta que esse texto não
era de autoria de Shakespeare. Agora tenho como provar.
Mas a minha tese era que alguém tinha feito o texto e espalhado como se fosse de um escritor famoso pra ver a repercussão que ia dar.