Depois de Nós

O Mundo Sem Nós: São muitas as questões levantadas pelo premiado jornalista Alan Weisman nesta investigação científica. Após entrevistar especialistas - zoólogos, biólogos, engenheiros e paleontólogos, - Weisman faz revelações fascinantes e, ao mesmo tempo, perturbadoras sobre o impacto da humanidade no planeta. Nós fomos responsáveis pela extinção de várias espécies, e a natureza sobreviveu. Mas o que aconteceria se, atacados por um vírus, desaparecêssemos? Quais seriam as primeiras criações humanas a sumir? E as últimas? Misturando ciência e especulação, este livro será, certamente, um clássico.

Acima, é claro, o texto de marketing do livro. Acredito que entender como nossas marcas desaparecerão no dia que eventualmente sermos extintos é um exercício lúdico que nos permite conhecer a extensão de nossa alteração no ambiente. Aqui vão algumas delas:

Após poucos dias o sistema de metrô da cidade de Nova York estaria inundado.

Após uma semana os sistemas que impedem os reatores nucleares do mundo de superaquecerem irão ficar sem combustível, levando ao derretimento nuclear.

Após um ano a população de pássaros terá aumentado drasticamente, pois os por volta de 1 bilhão de pássaros mortos anualmente por causa das redes de energia irão continuar vivos.

Após 20 anos, o Canal do Panamá irá secar, ligando as Américas do Sul e Norte uma vez mais. Os vegetais domesticados irão voltar a serem selvagens.

Após 100 anos, sem o mercado de marfim, a população mundial de elefantes irá aumentar para 10 milhões. A população de rapozas e raccoons terá diminuído desde que os gatos domesticos entraram em sua cadeia alimentar.

Após 300 anos, muitas cidades construídas em deltas de rios terão sido completamente inundadas.

Após 500 anos, os suburbios terão sido completamente transformados em florestas. Apenas o alumínio e plástico terá se mantido.

Após 35.000 anos, o solo finalmente estará limpo da contaminação gerada pelos seres humanos, o cádmio levará outros 35.000 anos para desaparecer.

Após 100.000 anos, o Gás Carbônico terá retornado a níveis pré-humanos.

Após 1 milhão de anos, micróbios capazes de biodegradar plásticos podem ter evoluído.

Após 4.5 bilhões de anos, as 500.000 toneladas geradas de Urânio-238 terá chegado em sua meia-vida.

Em algum ponto daqui 5 bilhões de anos, a Terra irá ser complemente incinerada pelo Sol quando esse entrar em colapso. Nossas transmissões de rádio e televisão continuarão viajando pelo espaço. Desde o sublime, passando pelas palhaçadas do Monty Python, culminando em bobagens como Big Brother e maluquices como a televisão japonesa.

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Comments

Caminhamos, no “final”, para um fim. Ainda bem. Que sem graça seria se caminhássemos para um começo. Soaria estranho para mim, mesmo com a possibilidade dessa aceitação…

Achei interessante os dados. Gosto de dados. Mais um livro interessante indicado no 1001 gatos.

“Os vegetais domesticados irão voltar a serem selvagens.”

Não seriam animais?

Está correto como vegetais Peter. Veja, até vegetais nós dosmeticamos, alguns alimentos inclusive eram venenosos a princípio ou desenvolvemos espécies (intencionalmente ou não), adaptas a uso humano.

Esqueceu de um detalhe, vem vindo um asteróide grandinho em direção a terra que irá dar uma hand house kick no planeta, e muita coisa vai morrer se os bravos heróis da nasa não derem uns tiros de 38 na pedrinha.

acredito que depois de um milhão de anos a evidência dos seres humanos será um sumiço evidente de fósseis de diversos seres vivos por alguns milhares de anos e uma fina camada de concreto e plástico que vai recobrir o globo. Mais ou menos como a camada de irídio que denunciou o cometa caído no Novo México. Além daquela porcaria de bandeira pendurada na Lua… não sei se a falta de atmosferavai ajudar a mantê-la inteira…

Se for o 2004 MN4, essa possibilidade é muito remota.

Se for o 2004 VD17, só no século que vem (gregoriano). Até lá a NASA já vai fazer chover em Marte (com exagero).

Agora, até o sol se apagar, se o ritmo tecnológico científico e de conhecimento seguir a taxa atual, até lá eles devem acender o sol novamente para recarregá-lo.

O ser humano se acha poderoso demais, mas um exercício simples como este mostra que somos um grande nada. Um vírus metido a besta.
Não precisamos avançar um milhão de anos no futuro para conhecer a força da natureza. Abra-se uma pequena trinca em uma rua asfaltada ou em um prédio de concreto, e em poucos dias já temos lá uma pequena moita de capim.

Humm ok. ;)

“Não precisamos avançar um milhão de anos no futuro para conhecer a força da natureza. Abra-se uma pequena trinca em uma rua asfaltada ou em um prédio de concreto, e em poucos dias já temos lá uma pequena moita de capim.”

HEhAEHeahEAHE É, isso é verdade.

O que será q as baratas vão pensar de nós?

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