Enquanto uns querem a separação…
…outros querem mais estados. Dica do leitor Victor Viana que colocou um link interessante de uma nota vinculada no Terra. Alguns deputados querem a criação de novos estados onde em grandes estados, falta estrutura dos governos. Na verdade o que querem mesmo é gerar mais “empregos”. Pois se existe problemas administrativos governamentais (vejam a situação da cidade do Rio de Janeiro, dominada pelo crime organizado…E olhe que a administração estadual fica exatamente lá). Para mim, se essa proposta vingar, o que vai se ter feito é que ao invés de resolverem um grande problema (ou vários grandes problemas), eles vão ter diminuido eles em pedaços menores. Diminui-se o rombo individual das partes, mas a soma de todas será a mesma.
Os novos estados, a título de curiosidade seriam:
Na região norte, os estados do Tapajós, Solimões e Carajás, além dos territórios federais do Marajó, Alto Rio Negro e Oiapoque. A Região Nordeste ganharia os Estados do Maranhão do Sul, Rio São Francisco e Gurguéia.
Aqui no sudeste, teríamos São Paulo do Leste, Minas do Norte e Triângulo. Além disso, seria recriado o Estado da Guanabara.
No centro-oeste: Araguaia, Mato Grosso do Norte e Planalto Central.
O mapa do sul não sofreria modificações. A nota termina dizendo que: “Se os projetos forem aprovados no Congresso, o assunto será levado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pelos plebiscitos, para que os moradores de cada Estado decidam a favor ou contra a divisão. Caso a população decida pela separação, a proposta será encaminhada ao Palácio do Planalto. O presidente da República, então, teria que enviar ao Congresso um projeto de lei complementar propondo a criação da nova unidade.”
O que acham disso? O Brasil teria então 39 unidades federativas e 3 territórios (não é explicado o que seriam estes territórios).
A minha opinião é de que seria apenas uma forma de lidar com os problemas os isolando. Sem resultados práticos. E vocês, o que acham?
[tags] Brasil, estados[/tags]
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Comments
Os estados mais corruptos são justamente os mais novos: Roraima, Amapá e Acre. Por quê? Os governos desses estados são isolados, os políticos têm mais facilidade de por a mão no dinheiro público sem ninguém saber. O sujeito tem muita liberdade e certeza de impunidade, acaba sendo um coronel ao invés de governador.
Não há necessidade de criação de mais estados. Veja os estados da Bahia e Minas Gerais. São bem grandes e relativamente bem gerenciados. Os deputados que sugerem estas divisões são mal-intencionados, de olho em cargos de marajá. O país não tem uma distribuição populacional tão homogênea que justifique a criação de mais divisões administrativas.
PhX, de onde tu tirou essa idéia de que o estado da Bahia é bem administrado? Já são mais de 20 anos que a Bahia é administrada como uma capitania hereditária, pelo coronel Antonio Carlos Magalhães. A coisa não mudou muito com a entrada do PT no governo do estado, até porque boa parte das prefeituras e o legislativo é comandada por essa corja. Só para se ter uma idéia da “boa administração”, por volta do finzinho do século passado, lá por volta de 1997 e 1999, surgiu a idéia de melhorar o transporte de massa nas principais capitais com a implantação de sistema metroviário (que só existiam no Rio e em São Paulo). O metrô de Salvador foi uns dos primeiros a ter sua obras iniciadas, e tinha como previsão de entrega da primeira linha em 2003. Outras cidades como Belo Horizonte, Recife e Fortaleza já tiveram suas primeiras linhas entregues a um bom tempo, enquanto que em Salvador o que se vê são atrasos, escandalos por desvio de verbas, paralisação nas obras e o aumento do caos no trânsito da avenida Bonocô.
Desculpem por desviar o assunto do post, mas voltemos a eles: em condições normais de temperatura e pressão, estados menores são mais fáceis de se gerir (Sergipe é um bom exemplo), e contribuí muito no processo de identidade cultural da população. Tomemos de exemplo a Bahia novamente. Pegue a capital (Salvador) ou uma cidade como Feira de Santana, ou Valença. Depois pegue uma outra cidade da região do São Francisco como Juazeiro, ou da chapada como Jacobina, ou ainda do extremo oeste como Barreiras e verá que essas cidades não apresentam uma ligação muito forte entre a cultura da região do reconcavo (onde fica Salvador).
Porém como não temos as CNTP, novos estados seriam novos cabides, novas fontes de desvio. Só iria pulverizar as mazelas.
Isso é palhaçada. Criar mais estados em nada mudaria os problemas, caso o brasil fosse um país com políticos honestos e sérios até poderia a criação dos estados melhorar estes lugares. Mas o que ocorre é que com os novos estados teriamos, mais deputados tanto federais quanto estaduais, além de mais senadores.
Com esse aumento, o que iria alterar eram os cabides de empregos além de mais corrupção. Do que eu não dúvido é de que caso seja aprovada e vá a plebscito que isto seja aprovado.
O jeito é aguardar pra ver.
A distância entre Brasília e os grandes centros populacionais do país ajudam nossos governantes em geral e congressistas em especial a acreditarem que são inatingíveis. E a nossa falta de cobrança só ajuda neste processo.
Mais uma vez, caberia a nós bombardear as caixas postais dos distintos pedindo que eles desistam de tal idéia absurda.
a separação de mais unidades federativas não é a melhor ideia.
O melhor é federalizar algumas áreas. Por exemplo: Educação.
Todos os niveis de educação poderiam ser mantidos por um mesmo orgão. Todos os estados teriam que cumprir as mesma normas quanto a contratação de professores, salarios, etc.
Certo que precisariam de dados isolados para não errar na generalização. Mas as bases teriam que ser iguais.
Ao mesmo tempo em outros casos o melhor é des-federalizar.
Ou não…

Quem surge com a criação de novos estados, na realidade, pretende ser governá-los.
O ideal é unificar alguns estados, temos estados pequenos demais, como Alagoas, Sergipe, Paraíba e Rio Grande do Norte, Pernambuco (no Nordeste), além do Rio de Janeiro e Espírito Santo (no sudeste). Iriamos para 22 estados!