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Escrevendo uma Novela

Estou escrevendo uma novela. Minha inspiração é o autor de Duas Caras…Não! Antes de mal-entendidos, o que diabos eu quero dizer com novela:

E a Wiki diz:
Novela em português é uma narração em prosa de menor extensão do que o romance. Em comparação ao romance, pode dizer-se que a novela apresenta uma maior economia de recursos narrativos; em comparação ao conto, um maior desenvolvimento de enredo e personagens. A novela seria, então uma forma intermediária entre o conto e o romance, caracterizada, em geral, por uma narrativa de extensão média na qual toda a ação acompanha a trajetória de um único personagem (o romance, em geral, apresenta diversas tramas e linhas narrativas). Etimologicamente, folhetins televisivos de longa duração deveriam ser chamados em português de telerromances, mas o termo de origem espanhola já está consagrado: telenovelas.

Não é nada diretamente ligado a discordianismo. Não ia escrever sobre a maldita enquanto não tivesse acabado. Mas eu precisava colocar aqui. Estou nas 23 mil palavras de por volta de 60 mil que eu acredito ser a dimensão total. Terminei o primeiro ato minutos antes de começar a postar no blog a fim de não negligencia-lo tanto.

Blog x Livro

Escrever um livro não é fácil. Antes eu achava que se você consegue escrever um blog, logo conseguiria escrever um livro. Não acho mais que seja assim. Precisa-se de uma disciplina maior. Um livro também não é um amontoado de vídeos, piadas e impressões do cotidiano que são escritas em cinco minutos. Se você faz isso em um blog está ótimo. Alguém entra, se diverte. Serviço bem-feito. Em um livro há uma preocupação maior.

Temas

Não sei se o que estou escrevendo se enquadra em uma ficção-científica. Não há nada de naves, laser ou mesmo “ação”. Mas passa-se em um futuro próximo, daqui a cinco anos. O motivo dessa ambientação é para causar um efeito de que um efeito que será vital para a trama aconteça no momento que o leitor está lendo (dentro da história ele se passa a cinco anos atrás, logo, passa-se no ano em que se lê a história). Estou preocupado em não contaminar ideologicamente a história com minhas visões. O que é um bocado complicado, para não dizer quase impossível. Alguns dos temas são: livre-arbítrio, morte, propósito da existência e mais especificamente em uma exploração do Teorema de Thomas (só existe fonte em inglês, aqui).

Só acredito em um deus que saiba dançar

Eu não sou um sujeito que dança. Todas as festas que participei eu ficava parado, olhava em volta e não entendia como as pessoas conseguiam dançar. Havia um trecho na novela que estou escrevendo, em que os dois mundos (pessoas como eu x pessoas que gostam de dançar) colide. Mas eu não tinha idéia nenhuma de como se sentia quem dançava, por que o fazia, e se aquilo era realmente bom. Então, de sexta para sábado, eu e alguns amigos meus fomos em um desses lugares onde há bar, música ao vivo e também DJ. Eu nunca tinha saído. Não sabia como me comportar ou como agir. Para quem dorme normalmente às 9, 9 e meia foi difícil ter que esperar me buscarem às 10 e meia em casa!

O resultado foi que cheguei em casa às 6 da manhã com as pernas doloridas, dor esta que somente me recuperei hoje, terça-feira. No inicio eu não me senti à vontade, nenhum pouco. Havia tantas garotas extremamente bem vestidas, dançando como se nada mais no mundo importasse e eu sendo estimulado por alguns a dançar. Lembro de olhar aquele mar de pessoas e desejar uma nova praga. E também de ter dito: “Não acho que alguém aqui queira discutir Nietzsche ou Schopenhauer”. Tinha uma personagem minha que adora dançar. Não sabia ser sincero ao escrevê-la. Lembrei de “Dance Dance Dance” de Haruki Murakami. E, cada vez que eu me lembro não se parece nenhum pouco com memórias minhas, eu acabei dançando. Dançando o eletro-pop como um robô de 1984, mas mesmo assim dançando.

Nem mesmo precisei beber álcool para me soltar igual alguns prescrevem. Tudo o que eu tomei foi coca-cola, guaraná e água mineral. E me diverti de montão, adorei cada minuto. Aprendi como é ser uma pessoa que eu normalmente não sou. Um dos melhores dias de minha vida com certeza. E o melhor: ainda vou poder usar aquela experiência como material de referência.

Mal posso esperar por mais. Tanto da novela quanto dessa experiência dançante!

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