Febeapá Strikes Again
Nos anos 60 Stanislaw Ponte Preta (que não existia, era apenas um pseudônimo de Sérgio Porto) criou, ou melhor, apenas deu nome a um fenômenos recorrente e que se manifesta até hoje: o Febeapá.Antes que me pergunte o que diabos é Febeapá ou até mesmo por isso, eu lhes digo: Festival de besteiras que assola o país.
A “última” (estudiosos do fenômeno que o compraram a outros países quiçá com a história da humanidade, afirmam que ele é infinito enquanto dure, por isso o termo “último” vir em aspas embalada para presente) do Febeapá está sendo a volta da iniciativa de nossos representantes a fim de aumentar o próprio salário e desta vez com uma boa “defesa”: Querem aumentar o de todos por isso não serão tão vilões quanto da última vez. A verdade é que todos, se pudessem como eles podem, aumentar o próprio salário, o fariam sem nem ao menos pensar duas vezes. o que pretendo demonstrar científicamente é que isto é inútil.
Estudos econômicos daquele tipo que Levitt e Dubner mostram em Freakonomics mostram que aumentar o salário não significa necessariamente em mais recursos disponíveis, isto porque temos a incrível e estúpida tendência a adaptar nossos gastos ? nossos recursos disponíveis. Ou mais claramente: Quanto mais você ganha, mais você gasta. Foi saber disso, os sabichões do departamento de neurociência correram a explicar o fenômeno: Embora fosse mais prudente manter um poupança gorda, não é isto que ocorre e em Tábula Rasa, Pinker diz que “…as pessoas gastam seu dinheiro como marinheiros bêbados.Agem como se pensassem que vão morrer daqui a poucos anos, ou como se o futuro fosse totalmente imprevisível, o que pode estar mais próximo da realidade de nossos ancestrais evolucionários do que da nossa vida atual”.
Lula disse que seus ministros são heróis por sobreviverem com um salário de $7.000, um dos caras de Cristo (não sei se bispo ou padre, mas não importa) disse e concordo: “Herói é quem vive com um salário mínimo”. Assim como a grande parcela da população consegue (dificultosamente) sobreviver com um salário mínimo, eles também conseguiriam. Desta forma, na verdade, estariam realmente conscientes das necessidades de nosso povo. Os gastos se adaptam aos recursos disponíveis. O segredo mesmo é conseguir viver bem com o que está disponível.
E não precisamos de muito como provou Buda, que quando meditava na figueira que finalmente o levou ? iluminação se alimentava com um grão de arroz por semana e tomava uma gota d’água por dia.Político no Brasil (e não apenas aqui sejamos francos) é sinônimo de profissão, quando é uma atitude.Aristóteles que jogava como líbero na seleção grega e era mais amigo da verdade do que de Platão dizia que o homem é um animal político.Ele acertou no ponto.Todos deveríamos em teoria poder opinar e sugerir mudanças, mas “democracia” é apenas o que está escrito no rótulo.
O mundo está se tornando mais velho. As previdências do mundo todo estão entrando em falência pois a cada dia mais e mais idosos estão consumindo recursos que eles estão tendo de tirar de outro lugar (não darei exemplos).Aumentar o próprio salário devia ser a última preocupação desses caras que fazem o que a população faria de graça pois isso nem mesmo deveria ser remunerado.Já temos tecnologia necessária para não precisarmos da centralização de Brasília, ou das viagens que custam os salários anuais de um trabalhador.
Então, para que mudar o salário? Para que aumentar e gastar mais recursos que não estão disponíveis? Sou contra insultos pois eles demonstram a falta de argumentos, mas se eu ouvir alguém lhes chamando de filhos da puta pela saco, eu irei ser obrigado a concordar.
Precisamos mudar de direção imediatamente, ou acabaremos indo para onde estamos indo.Eu torço para que mudem depressa, pois já está começando a feder.Quando a revolução estourar, esses malditos serão os primeiros a serem mandados para o paredão.
Vá Além:
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Tábula Rasa
Política
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Comments
Nelson, o finalzinho é mais uma piada do que qualquer outra coisa pois é um a referência ao “Guia do Mochileiro das Galáxias”, aliás esta mesma linha é referenciada em “Paranoid Android” do Radiohead que eu ouvia no momento em que escrevia a postagem.
Descentralizar o governo de Brasília? Acabar com os vôos, gabinetes e suas verbas, nepotismo e etc?
Isso só aconteceria em uma realidade muito diferente daquela em que vivemos. E se ela fosse a corrente, nem haveria o porquê de escrever textos como esses.
Além disso, essa centralização tem um peso icônico, pois é para lá que convergem todas as representações dos estados do país, para - a princípio, claro! - poder discutir e chegar a idéias e propostas que sejam benéficas para todos.
Esse símbolo é necessário indiferente do sistema de governo, para criar a idéia de união e igualdade. Falo nisso pensando no Senado Romano, nos Sovietes - tá, isso dá margem pra discussão, mas taí… -, na ONU e no Senado Galático, claro ![]()

Prezado Rev. Ibrahim,
Concordo em gênero, número e grau, exceto pelo finalzinho. Que revolução? Foi o povo que duplicou o tempo do “Tudo-isso-que-está-aí”.
Nós podemos sim, tentar fomentar a revolução. Pode contar comigo.
Abraços e sucesso,