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	<title>1001 Gatos de Schrödinger</title>
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	<description>Só mais um blog discordiano</description>
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		<title>A Busca Pelo Amor Infinito</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 12:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Papa Ibrahim Cesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brainstorm]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 14 de Fevereiro foi comemorado em terras estrangeiras o dia de São Valentim. A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum já tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 14 de Fevereiro foi comemorado em terras estrangeiras o dia de São Valentim. A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum já tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado. O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes. Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens davam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes de partir, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”. (Ctrl+C Ctrl+V da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_dos_Namorados">wiki</a>)</p>
<p>É análogo (mas não igual) ao nosso &#8220;dia dos namorados&#8221;. No nosso caso foi uma data criada pelo comércio para eles terem vendas em uma época do ano ano morna nas vendas. É em um dia de São Valentim que &#8220;começa&#8221; a história que vemos no que é, para mim, o melhor filme de todos os tempos: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. Lá, Joel também critica o lado comercial da coisa, dizendo que foi um dia inventado pelas companhias de cartões festivos para fazer os solteiros se sentirem uns merdas. Engraçado como o melhor filme de 2009, novamente para mim, (500) Dias com Ela tenha o protagonista trabalhando justamente como um escritor de cartões.</p>
<p>Enfim, lá estava eu no dia 14 de Fevereiro me sentindo um merda &#8212; nada de diferente no front ocidental, certo? e pensando em todas essas coisas de encontrar alguém e se sentir um idiota perto dessa pessoa e nunca dizer nada certo e se atrapalhar todo e que era uma coisa cruel essa de relacionamentos, afinal ou se está em um ou se está desesperadamente tentando entrar. Que eu realizei algo da minha vida pessoal.</p>
<p>Algumas pessoas estão destinadas a ficarem sozinhas.</p>
<p>Se eu conseguir viver essa verdade em minha vida, será ótimo. Sabem? Ter transcendido essa coisa de não sentir completo até encontrar &#8220;A&#8221; garota ou achar que tudo o que eu estou fazendo não tem sentido nenhum até que ache a pessoa que será para mim uma fonte de amor infinito. Eu simplesmente não vou achar. Estava vendo no Discovery Channel um documentário sobre beleza e tal e um cientista disse: &#8220;Quando dizemos que alguém é bonito ou bonita estamos na verdade dizendo que aquela pessoa tem bons genes e se procriarmos com eles nossa prole será saudável&#8221;. Que culpa eu tenho de meus genes gritarem que &#8220;Não, não, aqui você não terá uma prole saudável!&#8221;.</p>
<p>Dizem que beleza não importa, mas todos sabemos que importa sim. Pessoas feias como eu sabem disso melhor que qualquer um. Meus amigos vivem dizendo que eu não consigo ninguém por &#8220;simplesmente ser como o Sheldon&#8221;. e sabem, isso definitivamente não é um elogio. É uma personagem querida de uma série, The Big Bang Theory, o mais engraçado, mas como podemos sempre ver, seus amigos estão constantemente irritados e contrariados com os comentários do mesmo. Sua arrogância no campo que domina é tremenda. A princípio poderíamos achar que ele é um gênio. Mas ele somente é uma pessoa que sabe muito sobre uma coisa e esse saber muito não está necessariamente correto. Notem que o Leonard, quem ele frequentemente desqualifica o trabalho, foi convidado a visitar o LHC e não ele. Um cientista laureado com o Nobel não lhe deu ouvidos e o reitor o trata com relativa indiferença.</p>
<p>Se eu analisar, socialmente a verdade é que sou como o Sheldon. Não totalmente, claro. Eu tenho alguns pontos de carisma a mais que ele. E umas duas ou três pessoas talvez me achem interessante, mas o ponto que eu quero chegar é: Existe alguém feio, sem carisma, que não consiga ninguém? Que seja um &#8220;ponto cego&#8221; no amor? E não pergunto dos extremos. Pois há pessoas nos extremos de cada pólo. Não me auto deprecio a tal ponto. A minha resposta até os meus 23 anos é que, sim. Há pessoas destianadas a ficarem sozinhas.</p>
<p>É por isso que eu odeio <em>spoilers</em>. </p>
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		<title>Onde Está o Meu Jetpack?</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 19:27:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Papa Ibrahim Cesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[FNORD]]></category>

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		<description><![CDATA[Então é 2010. Nós estamos oficialmente vivendo no futuro, cara. Voltando não muito tempo para a época em que todo o meu acesso a livros se resumia a uma biblioteca municipal, eu consumia vorazmente a prateleira de ficção científica. E muitos dos livros eram com o português de Portugal, o que era um choque para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2665" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><a href="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2010/02/1BF40809.jpg"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2010/02/1BF40809.jpg" alt="Robôs ridículos" title="Robos make sweet sweet love" width="350" height="370" class="size-full wp-image-2665" /></a><p class="wp-caption-text">Onde estão os robôs que nos serviriam em 2010?</p></div>
<p>Então é 2010. Nós estamos oficialmente vivendo no futuro, cara. Voltando não muito tempo para a época em que todo o meu acesso a livros se resumia a uma biblioteca municipal, eu consumia vorazmente a prateleira de ficção científica. E muitos dos livros eram com o português de Portugal, o que era um choque para um garotinho do interior do estado de São Paulo o que somente aumentava a sensação de deslumbramento com aqueles mundos. E a paisagem que pintavam de 2010 era sensacional, sensacional mesmo. E eu pensava: &#8220;Poxa eu vou estar nos meus vinte anos nessa época. Vai ser demais!&#8221;.</p>
<p>Onde está o meu jetpack? E os carrs voadores? E a clonagem barata de Scarlett Johansson? Eva Mendes? Penelope Cruz? Quem não sente falta disso? Eu nem me importaria se viessem com DRM. Mas nós já temos tecnologias sensacionais, tão aderidas ao nosso cotidiano que as aceitamos como parte do mundo natural e esquecemos essa característica mágica, que transcende o ordinário. Querem um exemplo? Eu baixei um monte de zeros e uns, zeros e uns em diversas combinações. Só zeros e uns. Só que um determinado programa rodando neste mesmo computador em que estou digitando estas palavras leu aqueles zeros e uns e eu ouvi a voz do Elton John. Louco. O som particular provocado por suas cordas vocais enquanto ele cantava lá na Inglaterra e foi &#8220;capturado&#8221; por um microfone. E eu ouvi a voz dele. Separados pelo espaço e pelo tempo.</p>
<p>Se isso não é incrível, não sei o que mais é.</p>
<div id="attachment_2666" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><a href="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2010/02/47B57172.jpg"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2010/02/47B57172.jpg" alt="Robô sltando gases" title="Robô peidando" width="350" height="370" class="size-full wp-image-2666" /></a><p class="wp-caption-text">Quando vou poder tirar férias na Lua?</p></div>
<p>Um amigo meu saiu maravilhado depois de assistir <span style="text-decoration: line-through;">&#8220;Pocahontas no Espaço&#8221;</span> &#8220;Avatar&#8221;. Não parava de falar das montanhas flutuantes. E eu disse a ele: &#8220;Cara, seu planeta tem montanhas gigantescas de água. De água. Que flutuam em cima da sua cabeça todos os dias e quando viram chuva contribuem para o ciclo do líquido mais importante da sua existência&#8221;. A maioria vai de um lugar para o outro sem se dar conta da complexidade, maravilha e encantamento que é uma nuvem.</p>
<p>O mundo é fodásticamente mágico. Se parassemos de viver no automático ou pior no stand by, esperando por algum momento no tempo em que seremos &#8220;ligados&#8221; ou tudo simplesmente vai dar certo. Por isso o discordianismo salvou minha vida, como eu já disse inúmeras vezes. Para quem não sabe o que é discordianismo, vai aqui um pequeno resumo: nenhum discordiano concorda totalmente com o outro sobre o que se trata o discordianismo. As coisas ficam muito no ar e confusas no início, mas depois vai fazendo todo o sentido. Somos à prova de fascismos. É a maior organização de sabe-se-lá o que. Aqui é o lugar de sonhadores, lunáticos, anais retentivos, escritores de notas passivo-agressivas, ganhadores do prêmio Nobel, o cara que te serve no McDonalds e Barack Obama. É a mensagem que eu senti mais conectada a mim, nesses tempos de modernidade líquida, que me explodiu a mente e disse: &#8220;Você está vivendo sua vida <em>agora</em>. Caso contrário, deveria&#8221;. É por isso que eu vou voltar a ser o bulldog de Éris. A escrever aqui nesta cabala. O 1001 Gatos de Schrödinger voltou. Com o discordianismo, a vida, os multiversos e tudo mais.</p>
<p>Porque você está vivendo sua vida <em>agora</em>. Caso contrário, deveria.</p>
<p>O Papa Ibrahim César voltou.</p>
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		<title>Camiseta da CIRS</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 20:43:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Papa Ibrahim Cesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[
Depois de participar de alguns eventos acadêmicos eu cheguei a conclusão de que ter uma camiseta do evento, além de ser uma conexão emocional que evoca aquela experiência, é uma ótima forma de ter um souvenir do evento. Então estou oferecendo a todos os participantes a oportunidade de encomendar comigo uma camiseta da CIRS. Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="image wide"><a href="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2010/01/camiseta-cirs1.png"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2010/01/camiseta-cirs-299x176.png" alt="Camiseta da Conferência Internacional de Redes Sociais" title="camiseta-cirs" width="299" height="176" class="aligncenter size-medium wp-image-35" /></a></div>
<p>Depois de participar de alguns eventos acadêmicos eu cheguei a conclusão de que ter uma camiseta do evento, além de ser uma conexão emocional que evoca aquela experiência, é uma ótima forma de ter um <em>souvenir</em> do evento. Então estou oferecendo a todos os participantes a oportunidade de encomendar comigo uma camiseta da CIRS. Eu parti com o desejo de oferecer isto aos participantes porque ter uma camiseta da CIRS é algo que eu definitivamente queria para mim e se trata de mais uma parte da experiência de &#8220;organizar sem organização&#8221;. Vamos ver no que dá.</p>
<p>Será branca com o nome da Conferência, em cores. Manifeste o seu interesse através <a href="http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dHNsRXVoNi04OWdSaV9nbzhObnl5OWc6MA">deste formulário</a>. Estou fazendo desta forma pois quanto mais camisetas eu encomendar na malharia, mais barato ficará o valor de cada uma, por isso, preciso saber do número de camisetas para fazer o pedido e economizar assim o dinheiro de cada um. Não estou fazendo isso para lucrar, por isso agirei desta forma. Por isso, se deseja mesmo uma camiseta do evento, preencha o <a href="http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dHNsRXVoNi04OWdSaV9nbzhObnl5OWc6MA">formulário</a>, que durante a primeira semana de Fevereiro eu peço o orçamento e envio o valor de cada uma aos interessados.</p>
<p><strong><a href="http://escoladeredes.ning.com/forum/topics/cirs-conferencia">Saiba mais sobre a CIRS</a></strong><br />
<strong><a href="http://www.webcitizen.com.br/tag/cirs/">Saiba mais sobre os palestrantes</a></strong><br />
<strong><a href="http://twitter.com/#search?q=CIRS">Acompanhe o fluxo #CIRS no Twitter</a></strong><br />
<strong><a href="http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dHNsRXVoNi04OWdSaV9nbzhObnl5OWc6MA">Peça sua camiseta da CIRS</a></strong></p>
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		<title>Princesa Léia &amp; Eu</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 21:52:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Papa Ibrahim Cesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acontece]]></category>
		<category><![CDATA[#cachorra]]></category>
		<category><![CDATA[#Léia]]></category>
		<category><![CDATA[#meucachorro]]></category>

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 crédito: cathychang
No dia 3 de dezembro de 2009 eu ganhei uma cachorrinha de três meses como presente de Natal. Ela, no momento em que escrevo esta postagem, está deitada aqui do meu lado resmungando pois eu fico atacando sem parar sua barriga. Ela seria definida como uma cachrrinha de &#8220;raça não-definida&#8221;, uma vira-lata. Para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="image wide"><a title="pict0012" href="http://www.flickr.com/photos/28411209@N00/237586664/" target="_blank"><img src="http://farm1.static.flickr.com/83/237586664_1f02e8e400.jpg" border="0" alt="pict0012" /></a><br />
<small><a title="Attribution-NonCommercial-ShareAlike License" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/" target="_blank"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> crédito: <a title="cathychang" href="http://www.flickr.com/photos/28411209@N00/237586664/" target="_blank">cathychang</a></small></div>
<p>No dia 3 de dezembro de 2009 eu ganhei uma cachorrinha de três meses como presente de Natal. Ela, no momento em que escrevo esta postagem, está deitada aqui do meu lado resmungando pois eu fico atacando sem parar sua barriga. Ela seria definida como uma cachrrinha de &#8220;raça não-definida&#8221;, uma vira-lata. Para mim cachorros de raça sofrem com tantos estigmas por causa de suas raças, sempre sendo cobrados para agir de certa forma e recebendo certos tratamentos por parte de seus donos que eles nunca desenvolvem uma personalidade só deles, já os vira-latas tem que se reinventar sempre e acabam exibindo mais personalidade que qualquer cão de raça.</p>
<p>Ela se chama &#8220;Princesa Léia&#8221;, embora 90% do tempo nós apenas a chamemos de Léia. Eu sei, eu sou um nerd.</p>
<h3>A primeira noite</h3>
<p>Como eu disse, eu ganhei a cachorrinha. Nós não estavamos preparados para ter uma cachorrinha em casa. Ok, deixe-me refazer a frase. Minha mãe não estava pronta para ter uma cachorrinha em casa. Mas presente é presente. Com o tempo minha mãe acabou se apegando muito a ela, a levando para todos os lugares, mas a situação foi tensa nas primeiras horas. Minha mãe sem saber onde deixar ela passar a noite, disse que eu poderia dormir com ela. Coloquei ela na minha cama, e dormi com ela como se fosse o meu bebê. Eu estava feliz. Tudo estava em seu devido lugar e eu estava exatamente onde eu queria estar.</p>
<p>Acordei por volta da uma da manhã. Meu bebê fez cocô por todo o quarto e eu começo a sorrir. Eu vi uma vez em um episódio de CSI que se você sentir ânsia de vômito por alguma coisa ou cheiro basta forçar um sorriso, o musculo irá evitar o reflexo de sua garganta. Funciona. Ela cagou no quarto todo. Sério. Ela violou alguma lei física, já que parece que dentro dela havia muito mais matéria do que deveria. Eu olho para ela, está bem mais feliz agora. Também depois de ter tirado tudo aquilo de dentro dela, eu também ficaria aliviado. Resolvo por uma deliberação política não chamar a minha mãe, ela iria acordar irritada e começar a limpar o quarto. Ela teria motivos sólidos para não gostar da Léia.</p>
<p>Comecei a limpar o meu quarto enquanto a minha cachorrinha ficava do meu lado. Eu senti uma pequena iluminação naquele momento, sabem? Eu teria ali a minha primeira lição de vida com ela: Eu queria ela por perto e já estava conectado com ela. Diabos! Foi amor a primeira vista, tenho que admitir, eu já amava ela, então o que eu poderia fazer? <strong>Aceitar a merda</strong>. Se você ama alguém, aceite a merda, porque ela é inevitável. Aceite a merda e aceite sorrindo. Aceite porque você é sortudo o suficiente para ter que cuidar da merda deles.</p>
<h3>Léia é atropelada</h3>
<p>Um mês em casa, a Léia já se tornou a rainha da casa. Ser promovida de princesa para rainha costuma levar anos ou um golpe de estado, mas esta cachorrinha conseguiu com sua barringuinha e sendo calma, contemplativa e muito carinhosa. Minha mãe passou a fazer passeios diários com ela, a colocando no triciclo da minha mãe e a vestindo de roupas (um parêntese aqui: minha mãe não sabia andar de bicicleta até cinco meses atrás. Aliás ela não sabe ainda se você considerar que ela anda em um triciclo. Eu somente aprendi a andar de bicicleta aos 18 anos). Em um desses passeios elas foram até uma praça próxima da minha casa e próxima de uma das vias mais movimentadas da cidade, a Avenida 14, e minha sobrinha em um momento de desatenção a deixou soltar-se e ela foi atropelada, não uma, mas duas vezes.</p>
<p>&#8220;A Léia foi atropelada&#8221;, quando a minha mãe me disse isso eu congelei e temi o pior. Não é engraçado como nossos cérebros sempre vão automaticamente para o pior de qualquer coisa? Bem, pelo menos o meu cérebro. Fiquei desesperado, até porque não tinha ideia de onde iria encontrar um veterinário funcionando em uma sexta á noite. Mandei mensagens de texto para todos os meus amigos mais próximos e que eu achava que poderiam me ajudar já que não consegui falar com eles no celular (não foi para isso que inventados isso?). Eu já tinha saído cegamente quando recebi a resposta de uma amiga minha. Ela veio me ajudar. Depois de bater em muitas veterinárias escuras e sem ninguém. &#8220;Só nós nao temos vida social&#8221;, ela dizia. A Léia apática estava no meu colo, quando senti ela mijar. Ela costuma fazer isso quando está com medo. Fiquei constrangido por ela ter feito isso num carro, mas tudo havia ido para a minha mão de qualquer forma. Então pelo telefone nós conseguimos dois veterinários, três se contarmos uma outra que poderia ir até a minha casa. Fomos correndo para ser atendidos por um dos veterinários.</p>
<p>Ele nos atende, seu próprio cachorro está latindo sem parar, fazendo a Léia ficar ainda mais com medo. Então, o veterinário faz exatamente o que eu espero de um veterinário: CHUTA o próprio cachorro. É como ir no pediatra levar seu filho e ver o médico beliscar o próprio filho. Ele dá uma olhada nela, abatida e machucada e diz: &#8220;Acertou a bexiga&#8221;. Como ele podia fazer um diagnóstico desses sem nem &#8220;&#8230; Veja que ela urinou sangue&#8221;. Olho para a minha mão. Coberta de sangue. Posso desmaiar agora ou depois? Bem, tem que ficar para depois já que ele pega uma seringa e vai aplicá-la, eu e minha amiga vamos segurar a Léia. Uma das aplicações doeu muito nela, minha amiga até chorou. Ele diz que ela vai ficar bem e deviamos voltar no dia seguinte para mais uma aplicação.</p>
<p>É um sensação estranha. Ela iria ficar bem? Eu até sonhei com ela naquela noite (uma peça de evidência de que os sonhos são ferramentas de nosso cérebro trabalharem os acontecimentos cotidianos). A primeira coisa que eu fiz na manhã seguinte foi checar como ela estava. Hoje, duas semanas depois ela ainda manca, mas é tratada como se fosse uma verdadeira rainha. Só não sei se ela vai se recuperar de toda a mimação que submetemos ela.</p>
<p>Esse acontecemento acabou me ensinando outra lição de vida. Ligue para desmacar com o outro veterinário. Senão ele vai te ligar te xingando todo por tirar ele de sua casa numa sexta feira á noite.<strong> Não deixe de avisar que não foi o escolhido, eles também tem sentimentos. </strong></p>
<p>Olha a Léia ai:</p>
<p><a href="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2010/01/P226_27_12_20091.jpg">
<div class="image wide"><img src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2010/01/P226_27_12_2009-300x225.jpg" alt="" title="P226_27_12_2009" width="300" height="225" class="img-b" /></div>
<p></a></p>
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		<title>CIRS &#8211; Conferência Internacional de Redes Sociais</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 15:39:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Papa Ibrahim Cesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evento]]></category>
		<category><![CDATA[#CIRS]]></category>
		<category><![CDATA[#curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[#redessociais]]></category>

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		<description><![CDATA[
Este evento, a CIRS, é simplesmente imperdível, e por uma série de motivos. Primeiro, pessoalmente, 2009 foi um grande ano para mim e parte dessa minha percepção se deve ao fato de que me realizei academicamente. Eu terminei um estudo introdutório em redes sociais na web e sua relação com a publicidade e propaganda na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="image wide"><a href="http://escoladeredes.ning.com/forum/topics/cirs-conferencia"><img class="img-b" title="cirs_banner" src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2010/01/cirs_banner1.png" alt="Conferência Internacinal de Redes Sociais" width="305" height="116" /></a></div>
<p>Este evento, a <a href="http://escoladeredes.ning.com/forum/topics/cirs-conferencia">CIRS</a>, é simplesmente imperdível, e por uma série de motivos. Primeiro, pessoalmente, 2009 foi um grande ano para mim e parte dessa minha percepção se deve ao fato de que me realizei academicamente. Eu terminei um estudo introdutório em redes sociais na web e sua relação com a publicidade e propaganda na chamada cultura da convergência. Meus principais referenciais teóricos foram a <a href="http://pontomidia.com.br/raquel/">Raquel Recuero</a>, Pierre Lévy e <a href="http://www.submarino.com.br/produto/9/1362054/convergence+culture/?167895">Henry Jenkins</a>.</p>
<p>Coloquei como epígrafe uma frase do Clay Shirky que havia me tocado no momento em que a li: &#8220;A revolution doesn&#8217;t happen when society adopts new tools, it happens when society adopts new behaviours&#8221;, que eu posso definir como a &#8220;plataforma&#8221; de como entendo a questão da cultura digital. Não importa a sociedade investir em tecnologia ou o surgimento de novas ferramentas, serviços, redes, inclusão digital se não acontecerem mudanças de comportamento, nos protocolos culturais que regem o uso destas mídias e leva diretamente ao @dpadua e sua frase de que &#8220;Tecnologia é mato. O importante são as pessoas&#8221;. É esta a base filosófica de meu trabalho, ou pelo menos parte dela.</p>
<p>Para desenvolver meu estudo encontrei a fantástica <a href="http://escoladeredes.ning.com/">Escola de Redes</a> criada pelo também louvável <a href="http://escoladeredes.ning.com/profile/AugustodeFranco">Augusto de Franco</a>. Lá encontrei muito material, que levou a novos caminhos, problemas, questionamentos e soluções e respostas. Pois a Escola de Redes está organizando uma Conferência Internacional de Redes Sociais, que contará com as presenças de Pierre Lévy, Shirky e mini-cursos que qualquer pesquisador do assunto simplesmente não pode deixar passar. Vou fazer uns apertos e ajustes no meu salário de estagiário e visitar Curitiba pela primeira vez!</p>
<h3>Programação</h3>
<p><strong>Primeiro dia 11/03/10</strong></p>
<p>08-11 | Minicurso 1: Introdução ao Netweaving<br />
<em>Augusto de Franco</em><br />
Auditório I Unindus (60 pessoas)</p>
<p>13-15 | The power of organizing without organization<br />
<em>Clay Shirky</em><br />
Auditório Principal (1.000 pessoas)</p>
<p>15-17 | Sistemas Sócio-Educativos: Comunidades de Aprendizagem em Rede (Arranjos Educativos Locais)<br />
<em>Augusto de Franco, José Pacheco, Projeto AEL SESI-SENAI, Instituto VIVO</em><br />
Auditório Caio Amaral (252 pessoas)</p>
<p>17-19 | Simpósio da Escola-de-Redes (Primeira Parte)<br />
Salão do Conselho (130 pessoas)</p>
<p><strong>Segundo dia 12/03/10</strong></p>
<p>08-11 | Minicurso 2 | Introdução à Análise de Redes Sociais<br />
<em>Clara Pelaez Alvarez</em><br />
Auditório I Unindus (60 pessoas)</p>
<p>13-15 | Redes sociais e emergência<br />
<em>Steven Johnson</em><br />
Auditório Principal (1.000 pessoas)</p>
<p>17-19 | Simpósio da Escola-de-Redes (Segunda Parte)<br />
Salão do Conselho (130 pessoas)</p>
<p><strong>Terceiro dia 13/03/10</strong></p>
<p>13-15 | O futuro da investigação sobre redes sociais<br />
<em>Pierre Lévy</em><br />
Auditório Principal (1.000 pessoas)</p>
<h3>Organizar sem organização</h3>
<p>&#8220;Para os promotores da Conferência o mais importante, porém, é o Simpósio da Escola de Redes, que ocorrerá nos dois primeiros dias do encontro: uma espécie de Open Space (ou “Desconferência”) onde os membros conectados à Escola-de-Redes vão, eles mesmos, definir a pauta e as atividades que serão desenvolvidas. Mais uma vez aqui a CIRS inova, seguindo a orientação – que tudo indica será predominante nos tempos que chegam – de organizar sem organização.</p>
<p>Uma característica inovadora da CIRS é o seu processo de realização: o evento está sendo divulgado e organizado de modo distribuído. Ou seja, cada pessoa que quiser colaborar pode divulgar o evento como se fosse seu: pode inventar uma marca, fazer e distribuir um folheto ou um cartaz, criar um banner para publicar no seu site, blog ou plataforma de rede na Internet – tudo isso sem a necessidade de pedir autorização, receber orientação e sem precisar entrar em contato com alguém. Patrocinadores ou apoiadores podem colocar a sua marca comercial nas peças publicitárias que veicularem, também sem qualquer necessidade de entendimento prévio. Em suma, como diz o tema da palestra de Clay Shirky, uma das mega-estrelas do evento, a CIRS está testando o poder de organizar sem organização&#8221;.</p>
<p>Então deixo aqui minha contribuição, um logotipo para a CIRS:</p>
<div class="image wide"><a href="http://escoladeredes.ning.com/forum/topics/cirs-conferencia"><img class="img-b" title="cirs_logo" src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2010/01/cirs_logo1.png" alt="Logotipo da Conferência Internacional de Redes Sociais criado por Ibrahim Cesar" width="407" height="182" /></a></div>
<p><a href="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2010/01/cirs_logo.zip">Baixe</a> o logo em uma versão com melhor resolução e um arquivo editável</p>
<h3>Camiseta da CIRS!</h3>
<p>Além do logotipo, eu senti falta de uma camiseta do evento. Depois de participar de alguns eventos acadêmicos eu cheguei a conclusão de que ter uma camiseta do evento, além de ser uma conexão emocional que evoca aquela experiência, é uma ótima forma de ter um <em>souvenir</em> do evento. Então estou oferecendo a todos os participantes a oportunidade de encomendar comigo uma camiseta da CIRS.</p>
<p>Será branca com o logotipo que eu criei para o evento. Manifeste o seu interesse através <a href="https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dDVnWEpzNDBpc2ZPQURnQjNfU01JSUE6MA">deste formulário</a>. Estou fazendo desta forma pois quanto mais camisetas eu encomendar na malharia, mais barato ficará o valor de cada uma, por isso, preciso saber do número de camisetas para fazer o pedido e economizar assim o dinheiro de cada um. Não estou fazendo isso para lucrar, por isso agirei desta forma. Por isso, se deseja mesmo uma camiseta do evento, preencha o <a href="https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dDVnWEpzNDBpc2ZPQURnQjNfU01JSUE6MA">formulário</a>, que durante a primeira semana de Fevereiro eu peço o orçamento e envio o valor de cada uma aos interessados.</p>
<p><strong><a href="http://escoladeredes.ning.com/forum/topics/cirs-conferencia">Saiba mais sobre a CIRS</a></strong><br />
<strong><a href="http://www.webcitizen.com.br/tag/cirs/">Saiba mais sobre os palestrantes</a></strong><br />
<strong><a href="http://twitter.com/#search?q=CIRS">Acompanhe o fluxo #CIRS no Twitter</a></strong></p>
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		<title>Olá, Universo!</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 22:39:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Papa Ibrahim Cesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[1001]]></category>
		<category><![CDATA[#meta]]></category>
		<category><![CDATA[#primeiropost]]></category>

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		<description><![CDATA[Bem-vindo ao novo 1001 Gatos. Esse é o primeiro post. É aqui que vou começar a brincadeira! Resolvi começar do zero este blog para falar de todas as ideias que povoam a minha cabeça e me fazem sonhar, rir ou refletir. Que os jogos comecem!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem-vindo ao novo 1001 Gatos. Esse é o primeiro post. É aqui que vou começar a brincadeira! Resolvi começar do zero este blog para falar de todas as ideias que povoam a minha cabeça e me fazem sonhar, rir ou refletir. Que os jogos comecem!</p>
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		<title>5 Coisas Para 2010</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 17:34:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Papa Ibrahim Cesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[1001]]></category>

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		<description><![CDATA[Promessas. Desejos. Objetos. Chame como quiser. Estou aqui para eleger as cinco coisas que mais anseio deste ano que já desponta no horizonte.
Campus Party
Logo no coemço do ano, de 25 a 31 de Janeiro. Já estou com o ingresso comprado! Vou levar meu notebook debaixo do braço e dormir em barraca. Expectativas altíssimas pois vou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="drop_cap">P</span>romessas. Desejos. Objetos. Chame como quiser. Estou aqui para eleger as cinco coisas que mais anseio deste ano que já desponta no horizonte.</p>
<h3>Campus Party</h3>
<p>Logo no coemço do ano, de 25 a 31 de Janeiro. Já estou com o ingresso comprado! Vou levar meu notebook debaixo do braço e dormir em barraca. Expectativas altíssimas pois vou conhecer muita gente bacana que apenas li na web ou troquei mensagens. Se quiser me conhecer e bater um papo por lá é só entrar em contato. Para começar o ano a <del datetime="2009-12-01T16:49:27+00:00">1000</del> 1001!</p>
<h3>Contra Nós</h3>
<p>Meu segundo livro sai o ano que vem. Tenho uma ideia nova de como lançá-lo, fruto de uns dois anos de pesquisa. Espero atingir minhas expectativas pessoais quanto a este lançamento e agradar com o mesmo. O plot basicamente é sobre uma guerra civil no Brasil, se interessou?</p>
<h3>Iniciação Científica</h3>
<p>Já estou grávido de ideias para os temas que quero abordar na pesquisa do ano que vem. Eu me interesso por Redes Sociais, mas já vou avisando que provavelmente não estou falando no que a maioria já vai pensando. Orkut, Facebook e Twitter NÃO SÃO redes sociais. São sites de redes sociais, plataformas onde se articulam redes sociais. Eu sou interessado na dinâmica existente em grupos que se manifestam nos diversos suportes. Eu estudo o suporte da web especificamente e mesmo assim se limitar aos sites é esquecer que em redes sociais o protagonismo é dos atores e suas conexões, ou seja, sobre as pessoas e seus relacionamentos e não sobre interfaces ou 140 caracteres.</p>
<p>Há muitos &#8220;analistas de redes sociais&#8221; por aí e a maioria parece ser do naipe do alfaiate daquele conto infantil &#8220;As Novas Roupas do Imperador&#8221;.</p>
<h3>Relacionamento</h3>
<p>Vai soar narcisita, mas eu estou me permitindo ser narcisita neste ponto da minha vida, mas eu mereço um relacionamento. Eu sei que eu posso não ser exatamente o cara mais bonitão do pedaço (aliás de qualquer pedaço) e não tenho braços fortes e costas largas. Mas eu quero fazer alguém feliz. Eu até mesmo quero me casar. Quantos caras que vocês conhecem que consegue afirmar isso sinceramente. Eu não gosto de ser solteiro. Mas infelizmente eu não aceito nada menos que amor verdadeiro, talvez seja isso que complique tudo.</p>
<h3>1001 Gatos</h3>
<p>Tirar o &#8220;novo&#8221; 1001 Gatos da minha cabeça para este lugar aqui é uma das minhas prioridades para o ano que entra. Venho debatendo as ideias aqui e ali, colhendo feedback e porque não dizer, material. Não vou ficar aqui prometendo isso e aquilo, vou esforçar para fazer, pois no final é a única coisa que importa.</p>
<p class="alert">Estas são as minhas cinco coisas para 2010. E as suas? <strong>Manifeste-se nos comentários ou mesmo através do Twitter utilizando <em>#5coisas</em></strong></p>
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		<title>Retrospectiva 2009</title>
		<link>http://1001gatos.org/retrospectiva-2009/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 16:35:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Papa Ibrahim Cesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[1001]]></category>

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		<description><![CDATA[Este foi um ano incrível para mim. Me diverti de montão e realizei algumas coisas que me orgulho muito. Claro que, como tudo na vida, nem tudo é alegria ou final feliz, mas para lembrar as palavras de Sabino através da minha orientada Hilda, no fim tudo dá certo se não deu certo ainda é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="drop_cap">E</span>ste foi um ano incrível para mim. Me diverti de montão e realizei algumas coisas que me orgulho muito. Claro que, como tudo na vida, nem tudo é alegria ou final feliz, mas para lembrar as palavras de Sabino através da minha orientada Hilda, no fim tudo dá certo se não deu certo ainda é porque não chegou ao fim. Eu não quero ficar me estressando na busca irritante de fato &#038; razão, vou apenas tomar isso como uma certeza, relaxar e aproveitar a paisagem. Embora eu ainda não tenha descoberto exatamente qual é o <em>plot</em> da minha vida, ele já conta com um elenco fabuloso, que se compõe também de seus olhos anônimos a que me dirijo neste momento.</p>
<h3>Ibrahim contra o mundo</h3>
<p>As pessoas tem a tendência de encontrar justificativas para seus estilos de vida. Seja qual for. Cada pessoa tem uma ótima razão para fazer as coisas do jeito que ela faz. Descartes já apontava que o bom senso é a coisa mais bem distribuida do mundo pois todos se acham bem providos dele.</p>
<p>Sempre justifiquei meu modo de ser que basicamente era:  mundo é um lugar estupidamente maligno e cruel que nem sempre gratifica as pessoas de bem, ao contrário, parece sempre sacanear justamente com elas, e eu vivendo nesse mundo devo sempre saber que todos estão sozinhos e não se deve depender de ninguém. Há uma certa dose de coragem nessa visão de mundo. Obriga a pessoa ser autônomo, pensar com os próprios miolos, não precisa dar satisfação a ninguém. Mas eu descobri que se o homem não é exatamente uma ilha, temos que fazer algumas viagens ao continente. Eu acabei descobrindo que o carinha do filme &#8220;Na Natureza Selvagem&#8221; estava certo afinal, <strong>a verdadeira felicidade deve ser compartilhada</strong> (pena que ele descobriu isso quando era tarde demais).</p>
<p>Eu hoje sou um Ibrahim 2.0. Há uma série de falhas mas ninguém é perfeito.</p>
<h3>Projeto Memória Viva</h3>
<p>Trabalhei todo este ano como estagiário do (lá vai, porque é um nome bem grande) Arquivo Público e Histórico do Município de Rio Claro &#8220;Oscar de Arruda Penteado&#8221; onde desenvolvi logotipos, banners de divulgação de eventos e atuei como técnico de informática (instalando o Ubuntu em algumas máquinas). Mas eu entrei lá na verdade para participar do que chamamos de Projeto Memória Viva, é uma iniciativa entre o poder público, as universidades e a sociedade civil através do Ponto de Cultura da cidade em criar um portal web que disponibilizasse vídeos, fotos e textos sobre as manifestações culturais, artísticas e persnagens da cidade, sempre privilegiando aqueles que normalmente não tiveram suas histórias escrita na História, que normalmente só abre espaço para empresários e barões.</p>
<p>É um projeto do qual eu me orgulho muito em participar. Lá sou o especialista em IHC, usabilidade e w3c. Crio wireframes, faço card sorting, testes simples de usabilidade e um pouco de arquitetura da informação, além de ser responsável pelos textos que aparecem no site, etc. Ele usa Plone como gerenciador de conteúdo, em breve falo mais do projeto e quando sairá a versão final.</p>
<h3>Faculdade</h3>
<p>Estou cursando Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda nas Faculdades Integradas Claretianas daqui de minha cidade e simplesmente me encontrei. Participo de um grupo com pessoas legais. Academicamente foi um ano muito bom para mim, fechei meu primeiro ano na graduação com três estudos: sobre a identidade publicitária da Parmalat em conjunto com o meu grupo, solitariamente sobre redes sociais e a publicidade como iniciação científica e fui co-autor no Projeto Memória Viva de um estudo sobre a construção do mesmo que apresentei no Congresso Nacional de Iniciação Científica.</p>
<p>Foi um ano ótimo academicamente e espero novos desafios para 2010!</p>
<h3>3 anos de 1001</h3>
<p>Hoje, 1 de Dezembro de 2010, o 1001 Gatos faz três anos. Em 2009 eu não postei quase nada. Eu estive muito ocupado, mas não sei se isso é desculpa. Minhas prioridades foram outras, é o que eu realmente devo dizer. Mas em 2010 a conversa vai ser outra, as prioridades vão ser outras <img src='http://1001gatos.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<h4>Thundercats, GO!</h4>
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		<title>Aquela coisinha chamada amor</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 22:05:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Papa Ibrahim Cesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[FNORD]]></category>

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		<description><![CDATA[
Devo dizer de antemão que me considero um romântico. Não no sentido de poeta que morre bem jovem, mas você entende o que quero dizer. No filme &#8220;Vicky Christina Barcelona&#8221;, do Woody Allena, em determinado momento se diz que o amor romântico só atinge sua plenitude na sua impossibilidade. Não foi dito com essas palavras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2009/08/25779726-300x200.jpg" alt="Dirt Road" title="Dirt Road" width="300" height="200" class="aligncenter size-medium wp-image-2624" /></p>
<p>Devo dizer de antemão que me considero um romântico. Não no sentido de poeta que morre bem jovem, mas você entende o que quero dizer. No filme &#8220;Vicky Christina Barcelona&#8221;, do Woody Allena, em determinado momento se diz que o amor romântico só atinge sua plenitude na sua impossibilidade. Não foi dito com essas palavras e nem vou me dar ao trabalho de googlear isso, mas enfim, quero discutir a ideia presente aí. &#8220;Para sempre incompletos, e sem saber por quê, como as pistas de um crime nos olhos de um homem morto&#8221;, nos diz um poeta inglês em &#8220;This House Is a Circus&#8221;. Parece ser, como um defeito de fábrica, característica básica dos seres humanos essa sensação de falta, de necessidade de completude. Há dias em que eu acordo, me sinto o garoto mais triste do universo e declaro secretamente em meu quarto independência de qualquer outra criatura. &#8220;Eu não preciso de pessoas!&#8221;, eu digo a mim mesmo. Então recebo às 10 da manhã a ligação de uma garota me pedindo uma ajuda banal, como emprestar algo, e volto à estaca zero.</p>
<p><img src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2009/08/LOVE_IS_-211x300.jpg" alt="LOVE_IS_" title="LOVE_IS_" width="211" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-2625" /></p>
<p>Pois bem, e nessa busca por plenitude nós esbarramos no amor. Ah, o amor. É uma palavra estranha, dotada de polissemia incrível. Alguns são trancendentais, outros apenas estúpidos. Para mim, em todas as vezes que me senti em tal estado, foi como uma grande desgraça, um parasita monstruoso, um estado permanente de emergência que arruina todos os pequenos prazeres. E não passa de dopamina. O pequeno neurotransmissor do amor romântico, tal como conhecemos. Já a infatuação, mais conhecido por aí como paixão e mais comum em adolescentes (períodos de intensa obsessão para depois apenas gravidez indesejada ou corações quebrados em pouco tempo, são causados pela norepinefrina). [Fonte: Você não precisa acreditar em mim] Uma pequena área em nossos cérebros, um bando estúpido de células criam a dopamina, um estimulante natural e depois a envia para várias regiões do cérebro quando alguém está apaixonado. E é a mesma região e a mesma área afetada quando alguém usa cocaína.</p>
<p>Oh, sim. Paixão! Sexo! Narcóticos!</p>
<p><img src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2009/08/PSUHING1-300x111.jpg" alt="PSUHING1" title="PSUHING1" width="300" height="111" class="aligncenter size-medium wp-image-2627" /></p>
<p>Por que será que eu suspeito que isso não acaba bem?</p>
<p>Porque essas ligações químicas em seu cérebro não são feitas para durar, todas elas. A paixão que você alimenta é a paixão que você mata. O sentimento mais belo da humanidade, do qual ordinariamente se escreve todas as histórias&#8230; Não passa de um pico de narcótico, um estado temporal de mania.</p>
<p><img src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2009/08/UU8SF00D-300x225.jpg" alt="UU8SF00D" title="UU8SF00D" width="300" height="225" class="aligncenter size-medium wp-image-2628" /></p>
<p>Estar apaixonado, ter uma quedinha por alguém é lindo&#8230; Mas nossos corpos não podem ficar nesse estado o tempo todo. A serotonina, outro neurotransmissor associado com obsessão e depressão, é enormemente afetado &#8211; na verdade vai a níveis moleculares &#8211; com a chegada do romance e a dopamina. Pessoas recentemente apaixonadas e aquelas com desordem obsessivo-compulsiva demonstram os mesmos níveis dessas substâncias. Em outras palavras, a dopamina parece suprimir a serotonina, o que por sua vez dispara comportamentos obsessivo-compulsivos.</p>
<p>Ou seja, aquela coisinha chamada amor não irá salvar o seu dia.</p>
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		<title>O Dia em Que São Paulo Parou</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 11:19:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Papa Ibrahim Cesar</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[1932]]></category>
		<category><![CDATA[9 de Julho]]></category>

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		<description><![CDATA[9 de Julho. É ponto facultativo aqui no Estado de São Paulo. Motivo: &#8220;Revolução Constitucionalista&#8221;. Aprendemos algo sobre isso na escola, a maior parte dizendo que foi quando os paulistas exigiram a criação da constituição brasileira contra os planos de Getúlio Vargas. Isso é o fato congelado. E uma das leituras, de um dos discursos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="drop_cap">9</span> de Julho. É ponto facultativo aqui no Estado de São Paulo. Motivo: &#8220;Revolução Constitucionalista&#8221;. Aprendemos algo sobre isso na escola, a maior parte dizendo que foi quando os paulistas exigiram a criação da constituição brasileira contra os planos de Getúlio Vargas. Isso é o fato congelado. E uma das leituras, de um dos discursos, que justificaram o que aconteceu em 1932.</p>
<p>Trabalhar no Arquivo Público e Histórico do Município de Rio Claro tem sido uma experiência única. Estou aprendendo um bocado em um projeto que em breve poderei compartilhar mais informações. Lá tive contato com jornais, fotos e publicações da época &#8211; incluindo um manual de combate para os voluntários.</p>
<p>Chega a ser estranho, mas nós tivemos uma guerra bem aqui, em 1932. Santos Dumont, por exemplo, é ainda que indiretamente, uma fatalidade da época já que resolveu se suicidar quando viu um avião bombardeando Santos.</p>
<p>Estou escrevendo meu terceiro livro, mas o segundo se trata basicamente de um movimento separatista no Estado de São Paulo. A verdade é que eu escrevo histórias subjetivas, do ponto de vista dos indivíduos (nesse caso grupo, já que a voz narrativa é a primeira pessoa do plural) e não fiz uma pesquisa história realmente profunda. Um dos motivos que de não o ter lançado foi justamente que, ao trabalhar no Arquivo, descobri que o movimento separatista já existiu por aqui, em 1932 aliás circulou um jornal chamado &#8220;O Separatista&#8221;, e seria uma vergonha publicar um material sem as preciosidades que escavei e que continuo descobrindo.</p>
<p><img src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2009/07/separatista.jpg" alt="separatista" title="separatista" width="350" height="234" class="aligncenter size-full wp-image-2617" /></p>
<p>Por exemplo, na página 1, &#8220;O Separatista&#8221;, número 2, de Abril de 1932, se lê (preservarei a grafia da época):</p>
<blockquote><p>O grande paiz visinho &#8211; o Brasil está atravessando uma crise economica da maior gravidade. [...] Deixemos morrer em paz esse paiz amigo &#8211; Elle está condenado. Na hora saberemos bradar &#8220;às armas&#8221;!</p></blockquote>
<p>No jornal podemos ler algumas justificativas mais filosóficas, econômicas, mas também, beirando à discriminação social e ética. Mas aquilo é um discurso, uma leitura da época que, sem juízos de valores, justificativa&#8230; é sensacional de se olhar. É como ter um telescópio para poder olhar como pensavam aquelas pessoas e que ideias fervilhavam em suas cabeças que os levaram a fazer coisas como essa pequena, obscura e ignorada guerra civil da qual ouvimos falar, mas pouco sabemos.</p>
<p><img src="http://1001gatos.org/wp-content/uploads/2009/07/soldados.jpg" alt="soldados" title="soldados" width="350" height="230" class="aligncenter size-full wp-image-2618" /></p>
<p>O que eles sentiam? É o que sempre vem à minha mente ao pensar nesses conflitos, aliás, ao pensar em qualquer tipo de conflito. Por exemplo, eu lembro quando em 12 de Maio de 2006, São Paulo <em>literalmente</em> parou. Lojas fecharam, pessoas ficaram em casa ouvindo a rádios, televisões, etc. Os telefones ficaram com problemas devido a congestionamento de linhas e o pavor no ar, deixando a todos apreensivos com medo das ações e atos de violência do PCC. Foi o mais perto, creio eu, que coletivamente nós paulistas passamos pela psicologia de viver em um ambiente de conflito, ainda que, é claro, possa-se argumentar que de certa forma, nós vivamos 24 horas em uma zona de conflito, ainda que não declarado.</p>
<p>Eu tinha um professor de Geogria, o Sr. Rubens, que dizia uma frase que eu sempre lembro: Os tempos mudam os fatos se repetem. A barbárie nunca se vai &#8211; ela está dentro de nós.</p>
<p class="alert"> As imagens aqui expostas forma escaneadas e fotografadas por mim com base em documentos localizados no Arquivo Público e Histórico do Município de Rio Claro.</p>
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