Fótons po Humanos: A Lógica Po
Fiquem com as palavras de Robert Anton Wilson, Santo Discordiano de 2ª Classe que neste momento está em lugar melhor (dizem que é o melhor cemitério da cidade) sobre a lógica Po:
Po é um jargão abominável que foi inventado pelo psicólogo Edward de Bono.Ele pretende denotar um tipo de pensamento que vai além do jogo aristotélico de verdadeiro e falso presente no capítulo um e nas alternativas sugeridas em nosso jogo de múltipla escolha no capítulo dois. Po é mais simples e mais radical que nosso jogo de múltipla escolha: ele nos leva para o caminho que o Dr. Finkelstein sugeriu quando disse que o Universo contém um “talvez”.
O Dr. Filkelstein estava parafraseando outro físico, Dr. John von Neumann,que, na década de 1930, propôs um sistema não-aristotélico chamado Lógica Quântica, Em lugar de nossas múltiplas escolhas, von Neumann estende a lógica aristotélica de dois valores para somente três valores - verdadeiro, falso e talvez.
[...]
Seja como for, Po tem algumas das funções do “talvez” de von Neumann ao nos levar para além dos jogos aristotélicos de verdadeiro ou falso ou nenhum dos dois. Por exemplo, onde a lógica linear funciona com associações familiares ou generalizações (chamadas “leis de pensamento” por aqueles que fizeram de Aristóteles seu ídolo), o pensamento po move-se lateralmente com associações estranhas.
O Dr. Bono afirma que o pensamento Po libera criatividade e aprimora, de forma mensurável, a habilidade dos estudantes de resolver problemas não-familiares.
Bono declara que esse processo fundamenta descobertas criativas na ciência. Ele pode estar certo. Parece que, em algum ponto do caminho que conduz á Relatividade restrita, Einstein deve ter pensado algo como “fótons Po humanos”. Na lógica aristotélica, essa é uma conexão muito improvável. A noção fótons, na lógica aristotélica conduz à física e assim, à matemática e à cosmologia, enquanto que a noção humano conduz à psicologia e, consequentemente, à sociologia e à evolução.Einstein, provavelmente, pensou em algo como “fótons Po humanos”, porque ele nos diz que David Hume o impressionou mais do que qualquer outro filósofo, e que o seu método era relacionar conceitos filosóficos aos seres humanos, ou seja, como os humanos inventaram os conceitos e porque eles continuam a pensar que os mesmos são úteis (se é que realmente o são). Porém, uma vez que você pensa “fótons Po humanos”, você atinge a metade do caminho em direção à relatividade, e talvez a caminho da Interpretação de Copenhague. A proposição “fótons Po humanos” conduz-nos ao pensamento de como os humanos vieram a pensar nos fótons, o que leva a questões referentes a quantificação, a noções como “comprimento” e “tempo” como sendo redes humanas: pronto, a relatividade aparece!
Naturalmente, alguns pensamentos relacionadas à noção Po podem levar à poesia e a grandes pinturas surrealistas em vez da ciência. Não há garantias em relação ao lugar que o Po pode levá-lo, o que é parte da justificativa para o pensamento que se relaciona com o mistério que chamamos de “criatividade”.
Tente algumas das proposições a seguir e veja onde você chega:
Óvnis Po Dívida Nacional
Mãe Po História
Morte Po Ecologia
Casas Po Relatividade
Astrologia Po Genética
Vingança Po Cigarros
Fótons Po Correio
Pornografia Po Teorema de Bell
Evolução Po Lobisomens
Óvnis Po Coelhos
(Robert Anton Wilson. A Nova Inquisição. pgs 149,150 e 151)
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O mais importante da lógica Po é que, ao contrapor-se à lógica Aristotélica, libertando-nos da necessidade de adoção de dogmas para explicar o que seria aristotélicamente inexplicável. Em um contexto mais amplo, portanto, Po é fortemente libertária.