Futures from Nature

Ano passado a revista Nature lançou uma coletânea com 100 “ficções especulativas” (que para quem não sabe, é a boa e velha ficção científica usando um nome esnobe para os acadêmicos não barrarem ela na porta) com o nome “Futures from Nature”. Eu não li, mas a Super deste mês publicou o enredo de algumas. Só de comprar com os enredos de livros policiais e até clássicos da literatura, eu percebo o quanto eu gosto de ficção científica.
Quando eu era menor meu sonho era ser paleontólogo. Cheguei a visitar com a minha mãe o Departamento de Geologia da Unesp e vistar aquele que era o herói da minha infância: Reinaldo Bertini, um paleontólogo de renome. Mas eu cresci e com o tempo percebi que o trabalho deles podia ser meio exaustivo, horas de baixo do show, escavando e procurando. Naturalmente fui colocando a idéia de lado e me interessei por física teorica. Lia livros sobre a origem do Universon, Bósons de Higgs, Quarks e passava o tempo tentando prever com qual tipo de teoria eu iria ganhar meu Prêmio Nobel (se os garotos que querem ser jogadores de futebol sonham em ganhar a Copa do Mundo, garotos nerds sonham com o Nobel e prêmios do tipo). Mas eu cheguei no colegial e comecei a me preparar de verdade para passar no vestibular, de física, claro.
Mas então eu descobri que eu teria que obrigatoriamente conhecer um bocado de matemática. Eu adoro alguns conceitos matemáticos, penso de forma lógica, mas isso tirou um pouco a graça da coisa. Só mais tarde que eu descobri qual era meu verdadeiro interesse, seja na paleontologia, seja na física, mas que me manteve afastado de efetivamente seguir qualquer uma: eu era fascinado por suas narrativas.
Se eu adorava a forma como descreviam os comportamentos dos dinossauros, as alterações climáticas, as relações entre as espécies e aforma meio CSI com que analisavam os fósseis, eu também adoro as narrativas de como o hélio se formou nas primeiras estrelas e como os elementos químicos mais pesados foram criadores. Toda a zoologia cosmológica. A física quântica, quase que um surrealismo na narrativa da física. Foi quando eu entendi que eu estava mais para a ficção científica, as narrativas cientíificas, do que as ciências de fato (levantar dados, conferir testes, controlar ambientes, ser metódico ao extremo).
Sempre fui leitor voraz e ficção científica foi boa parte de minha dieta intelectual. Mas só fui perceber isto mais tarde quando fui fazer esta conecção entre “narrativas” e “ciência”. Aliás, embora seja de uma forma pouco incisiva, EQM, meu livro a ser lançado em breve, financiado por leitores do 1001 Gatos de Schrödinger (ou mecenas encontrados através dele), é de certa forma ficção científica, e com orgulho. Mas vamos ao que interessa, os enredos publicados na Super:
Improving the Neighbourhood | Reforma na Vizinhança
Neste conto de Arthur C. Clarke (Descanse em Paz), uma civilização não identificada examina os vestígios de outra, que conseguiu alcançar grande progresso tecnológico antes de explodir seu próprio planeta. “Se eles conseguiram realizar o ‘upgrade’ da consciência baseada em carbono para o germânio, como fizemos há muito tempo, é uma questão controversa”, diz o conto. A grande sacada da obra é que não dá para saber se a civilização da Terra é a autora do estudo arqueológico ou é a que já está extinta. Um conto filosófico e reflexivo.
Spawn of Satan | Cria do Demo
Interessante conceito de Nicola Griffith, que nos apresenta um mundo em que todas as mulheres desencanaram de ter filhos e que a inseminação artificial vira a regra para se gerar bebês. O que acontece é que com isso todas as crianças são lindas, inteligentes e bem comportadas. Todas muito parecidas entre si, pois seriam filhos dos melhores genes que as mães podem pagar. Nessa sociedade os homens vivem marginalizados, obrigados a fazer todo o serviço de casa, sem dar um pio.
Meat | Carne
Neste conto de Paul McAuley, o protagonista é um segurança de DNA das estrelas. Ele escreve: “Hoje, você não é um fã de verdade a menos que tenha provado a carne de seu ídolo”. Essa maluquice começou a acontecer quando a engenharia genética evoluiu tanto que a clonagem de tecidos humanos passou a ser uma atividade corriqueira. Como bastava ter acesso a uma célula do ídolo para fazer crescer quilos e mais quilos da carne dele, o canibalismo de celebridades virou uma prática comum em qualquer fã-clube. E não era só ídolos que isso acontecia. Políticos comiam a carne de seus rivais e criminosos, a de seus inimigos. Foi aí que famosos começaram a contratar os seguranças de DNA para limpar os vestígios de células por onde passavam.
Panpsychism Proved | Panpsiquismo Provado
Rudy Rucker mostra a história de uma cientista encalhada que resolve fazer o colega por quem ela é apaixonada tomar o “pó do entrelaçamento quântico”. Uma poeira de carbono com partículas capazes de unir a consciência de duas pessoas. Mas o plano dá errado e ela leva um temendo fora, o sujeito joga o pó em cima de um predegulho, ligando a mente dele com a rocha, provando uma teoria controversa, David Chalmers a defende, de que tudo (até mesmo objetos inanimados) possuem mente.
Ars Longa, Vita Brevis | Arte Longa, Vida Breve
James Alan Gardner traz um muito interessante. Nele as maravilhas vistas por nossos telescópios aqui da terra não passam de obras extraterrestres. No dia em que a Terra descobriu que os fenômenos astronômicos eram somente ataques de criatividade de Ets metidos a Van Gogh, todos os departamentos de cosmologia das universidades daqui mudaram o nome para “História da Arte”. E passaram a estudar os pincéis astronômicos, instrumentos capazes de mover estrelas e planetas de um lugar a outro no espaço.
Trecho:
Nós tínhamos um monte de teorias sobre o que era o colapso estelar. Mas aí descobrimos que as supernovas eram apenas obra de ETs punks que se amarravam em explodir coisas.
Não dá vontade de ler? E ainda muito o que pensar…

crédito: billaday






















22 comentários para “Futures from Nature”
Para quem acabou de sair de um perído de Duna, Neuromancer e 1984, acho que nem vou atrás disso para não pirar… é preciso variar os estilos.
Mesmo sendo especulativas elas podem fazer sentido num futuro. Na época dos meus avós diziam que nos anos 2000 as pessoas viveriam no espaço e teriam ‘coisas’ que levariam as pessoas pra qualquer lugar do universo.
No entanto, achei que as pessoas fumaram um antes de escrever as teorias das pedras conscientes e do canibalismo.
Uau, me interessei particularmente pelo Ars Longa, Vita Brevis!
Verdade que todo nerd sonha em ganhar um Nobel, eu também… mas acho que vou é tentar mesmo o Turing Award!
Espero que saia logo seu livro, eu até gostaria de ser mecenas, mas… grana é hard! hehe
Acho que consigo os originais… posso diponibilizar no fórum, interessa?
sorry, achei que tivessem sido publicados na revista… aí eu conseguiria, mas o livro não deu…
Pelo resumo eles parecem muito bons mesmo…
Vou procurar a versão impressa de algum deles. Se achar aviso vocês,ok!
Ibrahim, mas como um amontoado de minério pode ter consciência? Tá, eu compreendo que também somos feito de minério.
Chalmers toma como ponto de partida aquilo que para muitos (aí incluídos até alguns neurocientistas) constitui o horizonte intransponível de qualquer teoria científica da natureza da consciência: reconhecer que não é possível formular uma teoria que explique plenamente como um sinal cerebral pode dar origem a um estado consciente.
Em outras palavras, a consciência deve ser o ponto de partida, e não o ponto de chegada de qualquer teoria da mente; uma perspectiva que converge com as teorias físicas contemporâneas nas quais o psiquismo ou a mente do observador emerge como um elemento necessário para explicar o comportamento da natureza.
Neste sentido, Chalmers sugere que uma teoria da consciência deve tomar a noção de experiência consciente como sendo um primitivo. Uma teoria da consciência requer a adição de algo fundamental à nossa ontologia, na medida em que tudo em teoria física é compatível com a ausência de consciência. A experiência consciente deve ser considerada como sendo uma característica fundamental do mundo, do mesmo jeito que massa, carga eletromagnética e espaço-tempo.
Muitos fenômenos são explicáveis em termos de entidades mais simples do que eles, mas isto não é universal.
As vezes certas entidades precisam ser tomadas como primitivas ou fundamentais. Entidades fundamentais não podem ser explicadas em termos de algo mais simples.
Por exemplo, no século XIX ficou claro que processos eletromagnéticos não poderiam ser explicados em termos de processos mecânicos.
Diante disto, Maxwell introduziu as noções de carga e fôrça eletromagnética como componentes fundamentais de sua teoria física.
Ou seja, para explicar o eletromagnetismo a ontologia da física teve de ser expandida.
Outras características que a teoria física assume como fundamentais são as noções de massa e de espaço-tempo.
Nunca se procurou explicar estas noções em termos de algo mais simples, o que entretanto não descarta a possibilidade de se construir uma teoria a partir dos conceitos de massa ou de espaço-tempo.
Esta posição é uma variedade de dualismo, na medida em que ela postula propriedades básicas além daquelas estipuladas pela física. Mas trata-se de uma variedade inocente de dualismo, inteiramente compatível com uma visão científica do mundo. Como assevera Chalmers, não há nada místico ou espiritual nesta teoria. É uma teoria inteiramente naturalista, na medida que, segundo ela, o universo não é nada mais do que uma rede de entidades básicas que obedecem um conjunto de leis e a consciência pode ser explicada a partir destas. Trata-se de um dualismo naturalista.
O dualismo naturalista permite desenvolver uma teoria não-reducionista da consciência que consistirá de um conjunto de princípios psicofísicos ou seja, princípios que conectam propriedades de processos físicos com propriedades da experiência. Podemos pensar nestes princípios como englobando a maneira pela qual a experiência consciente emerge da estrutura física. Em última análise, esses princípios devem nos dizer que tipo de sistemas físicos podem gerar experiências e, no caso de sistemas que o fazem, eles devem nos dizer que tipo de propriedades físicas são relevantes para a emergência da experiência consciente.
A defesa deste ponto de vista orienta o modo pelo qual Chalmers estrutura seu livro: num primeiro momento, é preciso reconhecer a verdadeira dimensão do problema da consciência, desvinculando-o de um conjunto de problemas subsidiários que podem ocultar ou escamotear a sua identificação adequada. O segundo momento, consiste em atacar as explicações funcionais e reducionistas da consciência, e mostrar em que sentido estas podem ser necessárias mas não suficientes para dar conta da natureza específica da experiência consciente. A terceira parte do livro esboça uma teoria geral da consciência com base num conjunto de princípios psicofísicos.
O reconhecimento do problema da consciência significa sustentar que este não é um pseudo-problema e que o filósofo da mente não pode fugir da tarefa de ter de enfrentá-lo seriamente. Esta tentação pode surgir pelo fato de estarmos enfrentando um problema extremamente árduo. Para começar, a Filosofia da Mente não reconhece a existência de apenas um problema da consciência. “Consciência” é um termo polissêmico e por vezes ambíguo, que se refere a vários tipos de fenômenos, como por exemplo:
- a habilidade para discriminar, categorizar e reagir a estímulos ambientais,
- a integração da informação através de um sistema cognitivo,
- a capacidade de relatar a ocorrência de estados mentais,
- a habilidade de um sistema para acessar seus próprios estados internos,
- o foco da atenção,
- o controle deliberado do comportamento,
- a diferença entre sono e vigília.
Todos estes fenômenos estão associados com a noção de consciência. Por exemplo, diz-se que um estado mental é consciente quando ele é passível de ser relatado verbalmente ou quando ele é internamente acessível. As vezes, diz-se que um sistema está consciente de uma informação quando ele tem a habilidade de reagir com base nela ou quando ele a integra e a elabora para produzir determinados comportamentos. Dizemos freqüentemente que uma ação é consciente porque ela é deliberada. Outras vezes, referimo-nos a um organismo como estando consciente quando este está em vigília.
No entender de Chalmers nenhum destes fenômenos - nem tampouco seu conjunto -caracteriza o verdadeiro problema da consciência: eles constituem apenas os aspectos funcionais da experiência consciente. Isto significa dizer que, em última análise, estes fenômenos podem vir a ser explicados cientificamente. Em outras palavras, nada impede que algum dia eles possam vir a ser explicados seja através de um modelo computacional seja através da descoberta de mecanismos neurais. Por exemplo, para explicar o acesso e a capacidade de relatar a ocorrência de estados mentais, basta especificar o mecanismo através do qual a informação acerca de estados mentais é recuperada e tornada disponível para relato verbal. Para explicar a integração da informação precisamos apenas conceber mecanismos através dos quais esta seja combinada e em seguida utilizada em outros processos. Para explicar a distinção entre sono e vigília uma explicação em termos neurofisiológicos que dê conta da diferença de comportamento do organismo nestes dois estados é mais do que suficiente.
Ainda sobre o tema: Ele acha que a consciência é uma propriedade física como peso ou altura e não um fenômeno físico-químico ou mesmo quântico como querem alguns. Mas então o computador ou uma pedra tem mentes? Como nunca percebemos isso antes? O motivo, ele diz, é que existem vários graus de consciência. Quanto mais complexo for a atividade de uma coisa, quanto mais diferentes “experiências” ele passa, maior sua “quantidade” de experiência. Um cérebro humano por exemplo, experimenta bilhões de impulsos elétricos por segundo. É a coisa mais frenética do Universo conhecido. Então ele tem um alto grau de consciência. Já uma pedra não passa por muitas experiências. Ela apenas se esfarelha aos poucos. Seu grau de consciência deve ser minúsculo. Uma estrela mesmo sendo enorme, não faz nada de muito complexo, é só uma bola que de tão gorda acaba comprimindo os átomos e provoca fusão nuclear, “arrotando” energia. Sua consciência não deve ser lá muito grande.
Me interesso por essa teoria enquanto uma narrativa interessante dos processos da consciência, mas me falta o salto de Kierkegaard para aceitá-la.
Depois de ler isso concordo que faz sentido, até porque não somos conhecedores das leis universais [muito menos eu tenho tanto conhecimento].
Porém ainda soa estranho ler teorias como estas, visto que fomos educados durante anos de uma forma que valoriza a religiosidade mas desvaloriza uma parte da crença.
Ibrahim, seria isso que você muito bem explicou, a Ciência caminhando para explicar o que se chama nas religiões de alma ou espírito? Porque pela frase “a consciência deve ser o ponto de partida, e não o ponto de chegada de qualquer teoria da mente;” Sempre concordei com isso mais por intuição minha do que por conhecimento de fato, mas não creio que o cérebro “crie” nossa consciência…
Entenda que não estou tentando dar uma conotação mística para essa teoria, só estou questionando e colocando minha opinião no sentido de achei extremamente revolucionária essa teoria, ou eu não entendi nada?
Não entendi dois pontos dessa teoria da consciência aí.
- Do pouco que conhecemos sobre a consciência, ela se manifesta em alguns seres vivos. A consciência que conhecemos nos seres vivos tem base física (o cérebro, os processos neurais) e se originou por causa da Seleção Natural (Daniel Dennett já escreveu bastante sobre isso, vide “tipos de mentes”). A Seleção Natural age apenas em características que se expressam no ambiente (para ter efetividade) e de acordo com a necessidade (ela nunca fabricaria um cérebro que usasse apenas 10% de seu potencial, por exemplo).
Onde isso daí poderia ser extrapolado para objetos inanimados? Desculpe mas não parece ficção científica, parece mais misticalismo nonsense disfarçado de filosofia profunda. Se a consciência nos seres vivos em que a reconhecemos tem base física neural, por que a dos objetos inanimados seria diferente? E se não é neural, qual a base para a propriedade “consciente” desse objetos (i.e. quais processos específicos)? E para que necessidades ela teria surgido, por que processo (seleção natural?)? Como ela se expressaria?
Obrigado Ibrahim, por compartilhar sua opinião. É madrugada, cheguei em casa agora a pouco.Não esperava ver um comentário seu, um dos maiores blogueiros da atualidade.Esta é uma das belezas da blogosfera: a proximidade. Gostaria de beber uma cerveja com você, mas tenho a ligeira impressão que você não se alcooliza.Admiro a sua escrita.E eu sim, lhe digo: continue escrevendo sempre meu amigo.
A linha “parece mais misticalismo nonsense disfarçado de filosofia profunda” de sua fala ilustra bem um dos motivos para que eu rejeite isso como explicação plausível, embora confesse ser bem construída. Daniel Dennet, o maior combatente dele (ele acredita que a consciência seja resultado de memes, outra história), diz que se a consciência for uma força, fofura também deveria ser. Cachorrinhos e bebês possuiriam uma fofura maior que uma estrela por exemplo…É uma redução ao absurdo mas nem por isso persuasiva.
Obrigado! Eu não me alcoolizo mesmo, sempre tive que tomar medicações que me manteram afastado. E não, não sou um dos maiores blogueiros da atualidade, sou apenas alguém que como você resolveu expor seus pensamentos.
Caros 1001 gatos, nunca tinha ouvido falar em consciências inanimadas, mas é… interessante. No entanto, o Patola levantou uns pontos importantes - e eu me senti compelido a corrigí-lo. ACHO que a evolução e a seleção natural não têm nada a ver com necessidade. Há, por exemplo, um livro de Ernst Mayr (”Biologia: ciência única”) em que ele bate mil vezes na mesma tecla - a evolução não tem nada a ver com teleologia (”A ideia de teleologia aponta para uma finalidade”), ou seja, com a construção de estruturas por “necessidade”. Por acaso, estruturas aparecem, e são selecionadas por sua utilidade; as mais úteis sobrevivem por fornecerem vantagens a quem as tem. Note: nós, seres humanos temos partes do corpo que não usamos mesmo (ossos do cóccix, o apêndice do intestino) - elas são vestígios; em princípio, o mesmo poderia ocorrer com o cérebro.
Dito isso, me parece que a teoria de Chalmers exposta aqui é mesmo uma tentativa de cientifizar o misticismo, propondo que existem entidades fundamentais da consciência - outro nome bonito para espíritos: mas não era nisso que algumas civilizações antigas acreditavam? Enfim, o misticismo pode estar certo - eu, simplesmente, não sei, mas acho imprudente flertar com qualquer tipo de argumentação que se aproxima demais da pseudo-ciência. (Como se comprova que uma pedra tem consciência? Ou apenas se postula isso?)
Apenas sendo, hum, eu mesma. Ficção Especulativa é o nome de ficção-científica + fantasia, e tem menos a ver com críticos e mais com os próprios autores considerarem que os dois gêneros não são sobre ciência ou magia, mas sobre o que acontece com as pessoas quando essas variáveis estão presentes.
Dito isto, gostei do blog (achei pelo Orkut, aleatoriamente, o que faz todo sentido), vou adicionar nas minhas feeds.
Na verdade não é bem assim. Perceba que em nenhum dos contos resenhados há presença de magia. E fantasia se refere ao gênero em si ou a uma definição ampla? Pois a definição ampla caberia qualquer obra ficcticia no sentido de que é fantasiosa, não real.
Sobre a criação do termo:
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Speculative_fiction
A teoria da consciência de objetos inanimados é interessante… O contra-ataque de Dennet também… Humm…
Esses dias estava pensando sobre EQM e coisas assim (hehe, não só pelo seu livro, amigo), e pensei que seria legal escrever uma história chamado EM - sem o Q de quase.
A explicação seria assim: dizem que quando o paciente chega a morrer antes de ser reanimado o cérebro não apresenta nenhuma atividade, então ele não poderia produzir nenhuma das experiências relatadas pelos “ressuscitados”.
Então pensei: e se todas as experiências fossem produtos de pequenas descargas elétricas no cérebro, que são pequenas o suficiente para produzir algumas dessas imagens e também pequenas o suficiente para não serem detectadas? Se a pessoa fosse para o “paraíso” depois de morta essa sensação duraria até os vermes acabarem com o cérebro todo. Enquanto alguma descarga elétrica passe por ele, talvez ainda haja algum tipo de sensação. Loucura, não? Seria legal para uma ficção científica, vai.
Outra explicação pra uma EQM pode ser simplesmente uma ilusão: quando a pessoa acorda essas sensações acabam sendo registradas no cérebro da pessoa com um “registro” diferente no tempo - ela aconteceu depois de ser ressuscitada, mas pensa que aconteceu enquanto esteve morta. Ainda não pensei sobre como alguns relatam o que aconteceu durante as operações, mas é só uma idéia embrionária…
Oops. Acho que me empolguei e saí um pouco do assunto. Hehe. =)