Governo Lula: Hakim Bey explica?

Como já revelei em postagens na vida anterior deste blog, estou realizando a título de passatempo uma pequena imersão em uma sub cultura extremamente politizada e de sua forma rebelde: pessoas que querem e se organizam com o objetivo de separar seus estados do resto do país. Pois bem, o que me interessa mais em si, é a dinâmica desses grupos, a atmosfera intelectual e como eles trabalham com a realidade. Estava lendo “T.A.Z.” de Hakim Bey para ver se encontrava alguma ou outra idéia interessante que lançasse alguma luz em minhas pesquisas. Tropecei então em uma passagem que me fez imediatamente pensar que isso aconteceu com o nosso atual governo.

Trecho de “T.A.Z.”, por Hakim Bey:

“Como é que o mundo ‘virado-de-cabeça-para-baixo’ sempre acaba se endireitando? Por quê, como estações no inferno, após a revolução sempre vem uma reação?
Levante e insurreição são palavras usadas pelos historiadores para caracterizar revoluções que fracassaram - movimentos que não chegaram a terminar seu ciclo, a trajetória padrão: revolução, reação, traição, a fundação de um Estado mais forte e ainda mais opressivo -, a volta completa, o eterno retorno da história, uma e outra vez mais, até o ápice: botas marchando eternamente sobre o rosto da humanidade”.

Será que eu estaria exagerando ao dizer que a eleição de Lula (a promessa de um novo tipo de governo, etc) não acabou realizando a trajetória padrão?

Tp= revolução, reação, traição, a fundação de um Estado mais forte e ainda mais opressivo

Será que George Orwell referenciado por Bey estava com a razão em “1984″? O futuro da humanidade é mesmo ter botas marchando eternamente sobre o rosto da humanidade e qualquer tentativa de criar governos irá falhar miseravelmente?

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5 comments ↓

#1 Douglas on 07.26.07 at 11:28

Pode até falhar, mas porque não tentar?

#2 Rev. Tiago Madeira on 07.26.07 at 14:29

O Douglas tem razão. Mesmo que falhe não podemos deixar de tentar.

#3 Rev. Peterson Cekemp on 07.26.07 at 15:41

Tentar o que, construir governos? Mas se vai dar sempre errado? Bom, não sabemos. Mas com tantas provas, eu prefiro testar um caminho alternativo, oras, que foi testado poucas vezes, e nas vezes que foi, deu certo, não fossem pelas botas marchantes de Stálin e de Francisco Franco.

#4 Enio Luiz Vedovello on 07.31.07 at 09:55

Já dizia um professor de história que eu tive na 7ª série: toda revolução é um movimento da classe média, utilizando-se da classe baixa como massa de manobra, para derrubar a elite e tornar-se a nova elite. Nenhum movimento que eu tenha analisado fugiu desta regra.

#5 Reverendo Johnny P. on 08.07.07 at 13:28

Odeio me repetir, mas as botas são nossas, e os rostos também.

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