Quando eu descobri a doutrina da reencarnação foi o dia mais feliz de minhas vidas. Quando eu finalmente descobri que eu era a reencarnação do grande filósofo Schopenhauer eu finalmente descobrira o meu lugar no mundo e pude ser tão feliz quanto jamais fora.
Como imperador secreto da filosofia eu deveria usar meu poder para o bem, nem que fosse o meu bem próprio. Mas eu não sou egoísta cem por cento (talvez algo entre setenta e oitenta), resolvi sentar-me por algumas horas e atualizar um tratado que nunca publicara em vida pois me causava náuseas.
Acontece que pilharam meu legado e na tentativa de fazerem trocados com meus brilhantes escritos acabaram publicando o meu pequeno tratado sobre dialética erística que é um nome pomposo e nebuloso para a arte de disputar de tal maneira que se fique com a razão. Há um único fim na dialética erística: ter razão.
Saibam que eu eu posso não esbanjar toda a retórica que esbanjei em minha vida passada, a explicação a meu vocabulário mais pobre se encontra na cultura degenerada desses tempos. Minha filosofia é a verdadeira solução para o enigma do mundo. Nesse sentido, pode ser chamada de uma revelação.
Em breve, brindarei-os com tal revelação. Por enquanto, é só.
[tags]A Arte de Ter Razão 2.0, Erística, Schopenhauer[/tags]
2 comments ↓
Agora o Schopenhauer tá no blog? Que foda!
Eu pretendo comprar em breve (bem breve) o “A arte de ter razão” e o “A arte de insultar”. Estou curioso pra saber o que nos reserva de novo.
[...] seus personagens que postam artigos e comentários estão, além de eu, o renomado filósofo Arthur Schopenhauer, o extraterrestre Qfwfq Bing, a minha lindíssima namorada Carol Peters (e ela é um avatar de [...]
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