O nome dele é Wood, John Wood e seu livro, “Saí da Microsoft para mudar o mundo” é, nas palavras do subtítulo, “a história de um empreendedor social e sua missão de ajudar crianças carentes a ler e escrever”. Primeiro, eu li na revista Superinteressante sobre uma nova abordagem do terceiro setor. Antes, formado por pessoas com engajamento, paixão e vontade de mudar acabam falhando pois sofriam da chamada síndrome do “coração sem cabeça” que segundo a revista atinge 9 entre 10 ONGs: o uso da emoção - e não de evidências empíricas - para escolher como gastar o dinheiro.
O livro é uma espécie de biografia da Room To Read, a ONG criada por ele, e também de sua própria vida, pois uma está intimamente ligada com a outra. Tudo começa quando ele viajou para o Nepal, seu objetivo era fazer uma trilha clássica que cobre mais de 300km em 18 dias e o leva ao ponto mais remoto do Himalaia pois talvez lá ele conseguisse parar de ouvir seu chefe gritando com ele.
Por acaso ele encontra Pasupathi que o leva para conhecer uma escola do país,na biblioteca da escola havia 4 livros: um romance surrado de Danielle Steel, um romance de Umberto Eco em italiano, um guia do Lonely Planety para a Mongólia e que biblioteca infantil para 45o alunos pode existir sem ter Finnegans Wake de James Joyce?
Em um trecho do livro, John se descreve como um executivo ao estilo dos livros do Palahniuk,vejam se não é parecido: “O trabalho era financeiramente compensador, mas cheio de pressão e estresse. Era como se meu mantra fosse:’Você pode dormir quando estiver morto e enterrado’”.Ele simplesmente largou tudo para trás para se dedicar a construir bibliotecas em países subdesenvolvidos.

Seguimos seus passos desde o momento em que ele decide mudar de vida. A exitação, a dúvida, o que os outros esperam dele, o orgulho ferido, as dificuldades financeiras e como ele utilizou táticas empresariais para tornar sua ONG um sucesso. John Wood pode ensinar muito a qualquer um que acredita que o mundo pode ter jeito, talvez utilizando as mesmas táticas de um dos mais tradicionais “inimigos”: o mundo corporativo. Neste livro você encontra: Excelente leitura, injeção de ânimo e técnicas empresariais para mudar o mundo.
Até agora a Room To Read construiu 287 escolas, 3600 bibliotecas, 110 salas de informática, distibuiu mais de 2,8 milhões de livros e ofereceu mais de 2336 bolsas de estudo para meninas carentes.
[tags]Superinteressante, John Wood, Saí da Microsoft para mudar o mundo[/tags]








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Explendida escolha
Pelos posts que às vezes vejo aqui, faz tempo que quero te perguntar isso: tu já ouviu falar na AIESEC?
Acho que tu tem um perfil que te identificaria perfeitamente. Eu faço parte, o lance da organização é servir como plataforma de desenvolvimento de jovens para que estes mudem a sociedade.
Dá um look: http://www.aiesec.org.br
ÿ Sérgio visitei o site e me identifiquei mesmo com a proposta. ÿ uma pena que as inscrições se encerraram dia 12 de Agosto, 2 dias atrás…
Me inspirei nas idéias do John e quero levar adiante um projeto de abrir bibliotecas para crianças e jovens na minha cidade. Como faço pra fazer contato com a Room to Read?
Estou na página 109, capítulo 12, parte 2. É empolgante a maneira como o cara escreve o que ele faz e o amor que ele tem por aquilo… as histórias em Nepal, a história do jovem Vu do Vietnam, as técnicas que ele usa (que ele aprendeu na Microsoft), a dificuldade em largar tudo e agora as conquistas que começam a aparecer. Brilhante. Um livro que, além de ser muito bem escrito (ontem eu fiquei duas aulas inteiras absorto no livro sem ouvir absolutamente uma palavra do que minha professora de matemática estava falando) nos mostra que é possível fazer acontecer.
Ótimo livro, nos empolga, nos faz refletir sobre a sociedade de modo geral e suas desigualdades e valores que para nós parecem ser irrelevantes, para outros fazem muita diferença. Uma das partes que mais goste foi em que Jonh Wood conhece e ajuda o jovem Vietnamita “Vu”. Recomendo a todos.
O livro é maravilhoso, estou ná página 125 e não consigo largá-lo.Existe um padre em Arcoverde-Pe,(Airton) que tem uma história muito bonita no terceiro setor,fiz um programa com ele na TVU de Recife patrocinado pelo Banco Volkswagen.
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