Lembrem-se, Lembrem-se do 6 de Agosto
Hoje completa-se 63 anos quando ocorreu o maior atentado terrorista da história da humanidade. O exército de um país que originalmente não estava envolvida no conflito jogou uma arma de destruição em massa (olhe onde havia mesmo uma!) sobre uma cidade, em civis, e com a força nuclear não deu qualquer chance de sobrevivência a milhões deles e deixou os sobreviventes contaminados e com seqüelas pelo resto de sua vida. 140.000 morreram em Hiroshima e 80.000 em Nagasaki. Uma morte já é uma tragédia terrível que devasta uma série de pessoas próximas ao falecido e dessa forma tão violenta e terrível…Excluindo os 19 sequestradores, o 11 de Setembro matou 2.974 pessoas, apenas 47 vezes mais. Saddam Hussein teve como motivação de sua pena de morte, a responsabilidade por 100.000 mortes…Engraçado como um termina enforcado e o outros como heróis que pouparam muitas vidas ao fazer o Japão se render. Pode ser só eu, mas sempre em 6 de Agosto sinto um senso de enjôo ao lembrar dessa máquina de mentiras, morte e destruição.
Lembrem-se, lembrem-se do 6 de Agosto!




Nestas fotos, as “sombras” forma tudo o que restaram das pessoas.


























Há centenas de filmes da Segunda Guerra. É quase um gênero per si. Sempre vemos nazistas malvados matando judeus. Cadê um filme sobre os ataques de Hiroshima e Nagasaki? Já teria até uma sugestão de título: “The Shame of Our Fathers”. Querendo ou não, acabamos sabendo mais a versão oficial do acontecimento do que aquela presenciada por quem realmente esteve lá. Um mangá faz isso com maestria, é GEN - Pés Descalços, a história contada por eles.
Gen: Pés Descalços
Gen: Pés Descalços: o Dia Seguinte
Gen: Pés Descalços: a Vida Após a Bomba
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Comments
São sem dúvidas os maiores assassinos da história. Quali e quanti, são imbatíveis.
Eu iria dizer “bela lembrança”, mas não… “importante lembrança” é melhor. (importantíssimo documentar)
Abraço, meu velho!
@Fernando José:
Primeiro diz que “Nenhuma pessoa que se julgue humana pode justificar”, depois justifica. Termina ainda dizendo que para “interpretações mais adultas e menos ideologizadas” deve-se ler dois autores AMERICANOS. Claro.
Caro Ibrahim,
A internet é maravilhosa por permitir que as pessoas possam ser lembradas de coisas que elas prefeririam esquecer. Mas há mais: Hiroshima e Nagasaki não foram casos isolados - há Dresden (http://en.wikipedia.org/wiki/Bombing_of_Dresden_in_World_War_II).
Assim, além de “Gen”, permita-me recomendar também a leitura de “Matadouro 5″, de Kurt Vonnegut (que era americano).
Um abraço!
Existem centenas de definições para a palavra “terrorismo”.
Dependendo do ponto de vista, até um ato de guerra que visa prejudicar *civis* pode ser considerado terrorismo.
Bom, tirando esse papinho de bar direita versus esquerda, 6 de agosto precisa ser lembrado como uma tragédia onde civis pagaram pelas ações dos governantes. Governantes de ambos os lados.
O mais cruel da bomba atômica é que ela continua matando e causando sofrimento, mesmo muito tempo depois de ter explodido.
Recomendo a leitura de “Hiroshima”, do jornalista John Hersey. Através do depoimento de seis sobreviventes, ele relata detalhadamente o que foi esse ataque.
Engraçado como a violência se justifica na velocidade da luz.
É só mudar um pouco o foco e 220.000 mortes passa de assassinato para ato-necessário-para-interromper-a-matança-desnecessária. Na boa… mas se jogar duas bombas atomicas em um país “só pra botar medo” e faze-lo mudar de idéia sobre algo não é terrorismo… bom, talvez eu precise de melhores explicações sobre o que diabos vem a ser terrorismo.
—
Seguinte: curto bagaraio o blog e tô afim de colocar um banner de vcs no meu blog. vcs usam banner? Se não, posso linkar só nas letrinhas mêmo?
Abração.
Ps.: no meu ultimo post coloquei um link do Principia Discordia de vcs… mas os créditos foram devidamente dados.
flw
Não há muito o que comentar. Segundo o Fernando José, os EUA escolheram não matar, sei lá, uns 220 mil soldados durante um ano de “prorrogação” na guerra, para matar 220 mil mulheres e crianças em 2 dias. Faz sentido
Mesmo assim, não tiro toda a sua razão. O objetivo era acabar rapidamente com a resistência, e isso é bom. O que é péssimo é como foi feito. Não existe método pacífico de acabar uma guerra, pelo menos que eu conheça. Sendo assim, também não posso critica-lo.
Os países orientais produziriam um filme muito bom sobre o acontecido, mas os EUA fariam de tudo para incobrir tal filme.
Amigos, só para esclarecer, eu não justifiquei as explosões no Japão, pois se só um japonês tivesse morrido isso já seria injustificável por si. Como disse antes, uma guerra é uma contingência da natureza humana, que tem uma lógica própria. Não existe isso de julgar moralmente quem é mais vítima, se soldados, mulheres e crianças. Todos são igualmente vítimas. No calor das batalhas, os comandantes dos dois lados são obrigados a tomar decisões extremas, como deixar morrer um pelotão inteiro para que outro, em posição mais estratégica possa avançar etc. Não é assunto para ser tratado pelos pacifistas idealistas, pois se dependesse dele, os fascínoras da Humanidade, como Hitler Stalin sempre sairiam vencedores dos conflitos. Não pensem que os caras que pilotaram o avião Enola Gay e despejaram as bombas atômicas se orgulham do que fizeram. Não mesmo. Mas era o que cenário do conflito exigia, para travar o avanço das forças do Eixo. Era um serviço sujo que alguém tinha que fazer e eles não dormem direito até hoje. Pensem no que os fascistas fizeram em Guernica, em Londres etc. E se eles tivessem vencido? E hoje é consenso na sociedade japonesa que o militarismo nacionalista da época, aliado ao nazismo, foi uma das páginas negras da história do país. Tanto que anos depois Japão e EUA são grandes parceiros comerciais. Eu concordo que não podemos esquecer a desgraça que foram Hiroshima e Nagasaki, para que o flagelo não se repita. Mas sem maniqueísmos ideológicos e antiamericanismos. Não fossem eles, não sabemos como o mundo estaria hoje nas mãos do Nazi-Fascismo.
Abraços
Fernando José - SP
Muito importante e comovente a lembrança que vc fez da data.
Sempre fico muito impressionada com essas fotos de Hiroshima e também com as de Chernobyl. É incrível o poder que temos para desenvolver tecnologias que poderiam trazer progressos para a humanidade, mas usá-las de modo errado, fazendo justamente o contrário.
Certa vez vi um documentário, num History Channel desses, sobre um japonês que estava mergulhando na hora das bombas… Ele contava, muito comovido, como que a cidade dele virou do avesso enquanto ele estava embaixo d’água.
Cara.. grande e importante lembrança… não vou dizer que é um belo post, porque, nós, humanos, preferíamos que não existisse essa história e consequentemente esse post. Mas, lamentavelmente, existe e temos que lembrar e homenagear tantos a todos…
lamentável…
@ Lucas
Mesmo assim, Aliados. Estavam alinhados ideologicamente com o discurso americano em relação a Hiroshima.
Hotaru no haka ou Cemitério dos Vagalumes
Bem fácil de encontrar em algum tracker por aí e baixar via torrent.
Muito boa a menção à tragédia Ibrahim.
Confesso que tinha esquecido o dia e agradeço a você por me lembrar.
Sem mais
Interessante que em GEN, o mangá citado, o autor culpa orgulhoso governo japonês pela bomba, e não só os americanos. Para ele uma rendição teria evitado o massacre mas a “desonra” era impensável para o exército japonês, nunca antes derrotado.
Já que estamos falando de horrores que a humanidade preferia esquecer, que tal lembrarmos da terrível Unidade 731 (http://en.wikipedia.org/wiki/Unit_731)? Acho que ninguém fez filme sobre ela tb.
Acho estranho falar de maniqueísmo ao mesmo temo em insistir em deixar bem claro quem estava “certo” ou “errado”. Não que eu discorde do Fernando José: o Eixo tentava alcançar o poder espalhando o terror pelo mundo, e isso é inaceitável; entretanto, é um absurdo fechar os olhos para as atrocidades dos Aliados. Não é só porque os Estados Unidos e a Inglaterra são democracias que vamos assumir atos como os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki ou o Massacre de My Lai são atos necessários para evitar um mal maior. Cada vez que esses países cometem um desses crimes contra a Humanidade, eles ficam mais e mais perto de se tornar uma União Soviética ou Alemanha Nazista, que se destacaram por cometer suas atrocidades em busca de um “Bem maior”. E, justamente por eles serem as melhores alternativas, é que é desejável que eles fiquem cada vez mais longe de se tornarem estados genocidas.
Ademais, quanto ao pacifismo idealista, é interessante defenderem a guerra quando foi o Eixo que a começou. Também acho hipócrita apoiar guerra que mata civil dos outros. Guerra implica em desvio de verbas que poderiam ser investidas em setores produtivos da economia, implica em morte de civis, implica na redução drástica da população economicamente ativa dos países, além das outras conseqüências nefastas que não se podem apontar sem ser taxado de “esquerdista”. A Segunda Guerras, que é apresentada como argumento a favor desse crime, curiosamente, foi iniciada pelos próprios “vilões”. Não tenho nenhuma ingenuidade de que as guerras vão acabar, e acredito que possa até existir guerra justa, mas garanto que todo mundo tem mais a ganhar com gente trabalhando, produzindo, que matando.
Belo post Ibrahim, a guerra é isso, só destruição. Bem lembrado quem escreveu que a história é escrita pelos vencedores.
[...] Seis de agosto, um dia triste Ontem, dia seis de agosto, passou batido por mim, mas o Pedro Dória recordou o bombardeio Hiroshima, postando um link para um bom artigo (com imagens fortes) do 1001 Gatos de Schrödinger. [...]
Hallo, Pessoal!
Bah! O cabra já começa o texto exibindo uma fajutice:
“Hoje completa-se 63 anos quando ocorreu o maior atentado terrorista da história da humanidade.”
Há uma diferença enorme entre um ato terrorista e as bombas nucleares de Hiroshima e Nagasáki. Para início de conversa, havia uma guerra declarada entre as nações beligerantes envolvidas, daí que classificar de terrorismo o fato ocorrido é pura tolice. E os ataques de Pearl Harbour? Aquilo foi de uma covardia tremenda! Os EUA estavam fora do conflito e sofreram, injustamente, o ataque covarde dos japoneses. Muitos civis foram mortos nesse ataque.
Sim, as explosões nucleares no Japão foram horríveis. Condenáveis. No entanto, vale lembrar que em uma guerra, fica-se sujeito a isso. Não há muito espaço para a bondade quando indivíduos estão em um ambiente hostil à civilidade.
Como se não bastasse a tolice acima que citei, o cabra vai além e faz um paralelo do saldo de mortes que houve nas explosões nucleares no Japão com os ataques de 11 de Setembro de 2001 e com o extermínio de 100.000 pessoas promovido por Saddam Hussein. Uma pessoa que faz esse tipo de comparação nem mesmo deveria se aproximar de um computador para postar essas tolices na Internet! Os ataques de 11de Setembro foram atos terroristas! Não havia uma guerra declarada entre os EUA e os países de onde os terroristas eram provenientes. A morte de Saddam Hussein foi por algo que ele cometeu dentro do próprio Iraque. Claro, havia uma corte pró-EUA que o julgou, mas, fazer o quê? Os EUA “ganharam” a guerra no Iraque.
Voltando ao Japão. Vejam o que esse país se tornou hoje em dia. Os EUA ajudaram e muito o Japão a se reconstruir. A ética do trabalho que os japoneses possuem é uma das heranças que os estadunidenses deixaram por lá. E olhem só o que os japoneses conseguiram.
A impressão que tenho do texto que o cabra escreveu é que ele possui um espírito anti-EUA e usa idiotices das mais destrambelhadas para expressar o seu anti-americanismo. Dêem uma camisa do Che Guevara para o rapaz!
[]’s
Marcelo
Bom, poderia-se aproveitar este momento para mostrar algumas lindas cenas da Unidade 731 e do passeio que os educados e disciplinados soldados japas fizeram em Naquim em 1937.
Anyway, eu queria lembrar dumas coisas aqui:
• O ataque ao Japão não foi algo tão “de surpresa” assim, visto que o país tinha se recusado a aceitar a declaração de Potsdam de 1945;
• O Japão, além de industrializado e agressivo ao extremo, era um inimigo duríssimo de se enfrentar. Nos meses antes dos bombardeios finais ao Japão, os EUA estavam perdendo dezenas de milhares de soldados a cada ilhazinha que eles conseguiam tomar dos japoneses. Um plano para a invasão do Japão por terra, estilo Dia-D, até já tinha sido traçado, e muito provavelmente ele custaria a vida de mais umas centenas de milhares, talvez milhões, de vidas de soldados norte-americanos e britânicos;
• O Japão poderia ter se rendido logo após Hiroshima. Os EUA chegaram a esperar um tanto para ver se algo saía da boca do Imperador e seu gabiente militar. Não saiu nada. Tomaram outra bomba na cabeça, em um dos seus mais importantes portos — Nagasaki — e só depois disso se renderam.
Não, a gente não pode fechar os olhos para os dramas humanos da guerra. Mas fazer uma avaliação imediata e acabar vendo só um dos lados pode trazer conclusões precipitadas a respeito da história.
@Marcelo Augusto
“No entanto, vale lembrar que em uma guerra, fica-se sujeito a isso. Não há muito espaço para a bondade quando indivíduos estão em um ambiente hostil à civilidade.”
Oh, e todas aquelas pessoas decidiram ir para a guerra, certo? Ou só governantes inescrupulosos? Isso dá o direito de matar pessoas inocentes?
Segundo não sou anti-amricano. Odeio o “mito” Che. E antes de vir com ofensas a minha pessoa, procure me conhecer, ok?
Nenhuma idéia vale uma vida.
@Magiozal - Foi de surpresa sim, não o ataque em pois os EUA vinham jogando bombas incendiárias aos montes no Japão, o que foi segredo foi o tipo de arma usada, quanto a isso foi sim uma grande surpresa, eles ameaçaram mas não disseram o que era. Tem momentos que penso se a bomba tivesse sido jogada ao lado de uma cidade, ao lado me refiro bem longe, no meio do mato para provar o seu poder de destruição talvez os japoneses tivessem se rendido. Só que os EUA queriam além de terminar com a guerra (e de fato “economizar” talvez mais alguns milhões de mortos) eles queriam também realizar testes e a prova disso é que os próprios americanso em um ato de piedade (?) foram ate lá tratar dos sobreviventes, tratar ou recolher dados dos efeitos?
O ponto mais terrível é esse que o Evandro Cesar acabou de levantar. O fato de que, em grande parte, as bombas foram um teste. E as cobaias eram a população civil. Isso é difícil de explicar. Faz lembrar que a guerra civil da Espanha serviu de “treinamento” para os Stukas.
Vocês se esquecem de um dos maiores motivos(o principal?) para o uso da Bomba A no Japão.
Tocar medo nos Russos!
E conseguiram!
Mostraram que podiam arrasar qualquer cidade do mundo se assim o desejassem.
Em termos de estratégia político-militar o uso das bombas foi um grande sucesso.
Mas não defendo o que foi feito. Na verdade lamento que tenhamos mais uma vez chegado a este ponto.
O Agente Smith estava certo!
Cara, é uma ótima lembrança. E, de todas as fotos, as mais perturbadoras são as das “sombras”. É de tirar o sono.
Mas o pior mesmo destas fotos é que elas apenas e tão sómente mostram de maneira clara e objetiva o que humanos fazem com humanos. Sem esperneios, chôros ou reclamações, esta é a raça a qual pertencemos quer gostêmos ou não.
[...] post sobre o atentado de 6 de agosto me chamou a atenção. Muitos citam o 11 de setembro, como uma catastrofe, mas ninguem lembra que a [...]
foram feitos filmes chineses, tanto sobre o Campo 731:
Vi em VHS brasileiro, com o título “Campo 731: Bactérias - A Maldade Humana”
http://www.imdb.com/title/tt0093170/
na mesma série, com o título em inglês de “Men Behind the Sun”, foram feitos três outros documentários:
http://www.imdb.com/title/tt0099757/
http://www.imdb.com/title/tt0105401/
http://www.imdb.com/title/tt0113281/
Quanto sobre o ‘Rape of Nanking’: tb vi em VHS, com o título “Tempos de Guerra” (”Don’t Cry Nanking”)
http://www.imdb.com/title/tt0113930/
Robert McManara no documentario “Sob a Neblina da Guerra” encara a camera muito dignamente e dispara, sem rodeios, que numa noite os EUA fizeram chover sobre Toquio bombas incendiarias que mataram dezenas de milhares de civis, mulhres, crianças. “Se tivessemos perdido a guerra, seríamos todos condenados por crimes de guerra”.
Pode ser 120×60 mesmo… ou pequenas variações..
só num manda nada mto gigantesco^^
Vlw cara.
gomiboy1986@yahoo.com.br
POis é! Parece que com o tempo, essa atrocidade foi esquecida. Imagina só se fizesse filmes sobre isso como é feito sobre o holocausto ou sobre o 11 de setembro.
Obvio, todos tem seus motivos, mas o pior é pensar como “nós”, seres humanos somos capazes de fazer isso …
As fotos deixam qualquer um com frio na barriga,mas não é coisa de outro mundo pois mesmo depois de 63 anos o homem faz coisa pior!
Não lembro qul o autor da frase, mas “a terra iniciou seu ciclo sem os humanos e o encerrará sem eles” - ou algo assim.
[...] pusta post sobre Hiroshima e Nagasaki, classificando-os como atentados terroristas. Aí me vem um cabeça de vento preocupado com taxonomia e diz que é “tolice” chamar o ataque nuclear de ataque terrorista só porque havia [...]

Nenhuma pessoa que se julgue humana pode justificar os efeitos das explosões nuclares em Hiroshima e Nagasaki. Naqueles dias, a história do Humanidade mudou de rumo. Agora, amigos do blog, não podemos ser maniqueístas ingênuos. Essa visão política de que os EUA jogaram as bombas por mero ato terrorista não resiste a uma avalição séria. O imperador japonês já tinha decidido não se render na luta pelo Pacífico. Seriam o último foco de resistência das forças do Eixo, arrastando a segunda guerra mundial por mais um ano, o número de vítimas seria inestimável de ambos os lados, superando em muito o número de vítimas nas duas cidades japonesas. Infelizmente, as guerras são uma contingência da nossa Humanidade e nelas se revelam o melhor e o pior do ser humano. Não é assunto para ser tratado pelo filtro das ideologias esquerdistas e suas tradicionais manipulações. Aliás, essa tese das explosões como um ato terrorista - como se os EUA fossem a encarnação do Mal absoluto - é mais uma das interpretações radicais propagadas pelas universidades do mundo todo. Recomendo a leitura dos livros de John keegan e Paul Johnson para interpretações mais adultas e menos ideologizadas.
Abraços!
Fernando José - SP