Livros que não li: “O Arco-Íris da Gravidade”, Thomas Pynchon

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Eu sempre escolhi livros como se estivesse de alguma selecionando habilidades que eu gostaria de incorporar à minha personalidade. Como se eles fizessem parte de um upgrade em minha vida e de alguma forma mágica eu chegasse um nível acima nesse jogo cada vez mais sem graça e com objetivos semelhantes a cada fase. Ou há literalmente milhões de fases ou a mudança de fases é uma ilusão, mas estou aqui para falar de livros que eu comprei, tentei ler duas, três, cinco vezes, mas nunca consegui. E foram vários. Somente procurarei não falar sobre a minha tentativa frustrada de ler o dicionário….

“O Arco-Íris da Gravidade” de Thomas Pynchon é um livrinho de 785 páginas e letra miúda, o título original, “Gravity’s Rainbow” é o mesmo de uma música do Klaxons, que abre esta postagem. Seu começo sempre aparece em listas dos melhores começos: “A scream comes across the sky.It has happened before, but there is nothing to compare it to now” (Um grito atravessa o céu. Já aconteceu antes, mas nada que se compare com esta vez). E esse sempre foi uma das minhas obsessões. Alguns possuem obsessões como pés, orientais ou ornitorrincos. Eu sempre fui obsecado com três coisas em ordem aleatória: começos, frases e processo criativo. Este foi um dos motivos que me fizeram comprá-lo.

O outro motivo que se combinou a esse foi o fato do escritor nunca aparecer. A única foto que se têm, supostamente dele, é de sua época no colégio. Some-se isso ao fato dele ser adorado por discordianos no mundo inteiro. Eu tinha que lê-lo. Pois é, tenho o livro há pelo menos 3 anos.

Uma das teorias mais loucas que eu li sobre o autor é, que na verdade, ele seria Jim Morrison do The Doors. Qualquer um que conheça a banda ou assista MTV sabe da lenda do rock de que permaneciam certos mistérios de sua morte (somente sua namorada na época viu o corpo, ela morreu um ano depois, e quando o guitarrista viu o caixão disse que Jim não caberia nele).

Me disseram que ler “O Arco-Íris…” torna-se mais fácil após ler “V”. Espero um dia concluir esse livro, mais um da lista dos livros que eu não li.

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4 comentários para “Livros que não li: “O Arco-Íris da Gravidade”, Thomas Pynchon”

  1. Peterson disse:

    Eu tenho uma coleção de biografias que eu não consegui ler. Só a do Santos Dumont e a do Cândido Portinari. Ainda tem o Villa-Lobos, o Machado de Assis, o Castro Alves e o Rui Barbosa. =P

  2. Esse está na minha lista de livros que li mas lembro muito pouco: bombardeios em Londres, um cara viciado em noz moscada e a mais impressionante descrição de sabores de doces e chocolates que já. Só. ÿ o caso de ler de novo.

  3. carol disse:

    tenho uma longa lista também.. =/
    comecei a escrever sobre isso faz um mês e também não consigo acabar! hehe

    ;*

  4. Sandro disse:

    Tenho esse livro também à pelo menos 4 anos tentei ler qdo comprei e parei. Retomei a leitura agora dia 13/06 e vou concluir!!!
    ÿ um desafio pra mim mesmo. Mas o livro é bom basta entendê-lo.

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