Mate-me por favor!

Não, esta não é uma postagem sobre o livro “Mate-me por favor” que conta a história do movimento punk, mas de Sanal Edamaruku que desafiou ao vivo um sujeito que declarava-se mestre em magia negra e que podia matar uma pessoa em 3 minutos.
Sanal mostrou que é realmente um homem de coragem: Desafiou o sujeto a matá-lo. O tantrik, termo para o praticante da magia negra (devemos usar “tântrico”? Alguém sabe?), proclamou suas palavras mágicas: “Om lingalingalinalinga, kilikili….”. E então, na frente de toda a audiência indiana (que deve ser enorme) o inesperado aconteceu: Nada. Passados cinco minutos, a mesma coisa. Após duas horas de espera, o apresentador do programa declarou a falha do tantrik. O sujeito, pelo contrário, não queria admitir sua falha. Até por que ele sabia o que havia dado errado: Sanal era devoto de algum deus muito poderoso que o havia protegido.
“Não,” disse Sanal. “Eu sou ateu”
O tantrik não soube o que fazer. Ele poderia tentar uma magia mortal de nível mais alto mas só poderia realizá-la de noite. Que pena que era de dia! Ao que parecem, eles marcarão uma apresentação em horário noturno onde o charlatão poderá tentar mais uma vez. Só tomem cuidado para ele não levar uma pistola escondida na roupa.
Fontes:
Neatorama: Om lingalingalinalinga, kilikili: Atheist Pwns Black Magic Guru
RATIONALIST INTERNATIONAL: The Great Tantra Challenge
Na segunda há diversas imagens do programa e do “método” para matar. Se o sujeito precisa ficar tão perto do outro, por que ele não esfaqueia de uma vez??? Acho que para a maioria dos Ocidentais, a idéia de alguém se proclamar com poderes de matar alguém já soa estranha, por que não achamos o mesmo do batismo pelo Espírito Santo ou da Ressurreição no terceiro dia? A teologia de um homem é o riso incontrolável de outro.

crédito: Anxious K!






















20 comentários para “Mate-me por favor!”
Tem pessoas que persistem no erro. Hoje em dia é tão mais simples matar, que ficar com essa história de wikkazinha pra cá e pra lá já deu o que tinha que dar, nem engraçado é mais.
“o mesmo do batismo pelo Espírito Santo ou da Ressurreição no terceiro dia?”
Quem disse que isso não é engraçado! Eu ia achar o máximo desafiar alguém a ressurgir depois de três dias
Sim Ibrahim está correto chamar de tântrico, seria melhor Homem tântrico na verdade que seria o sujeito que conhece as tais técnicas, como não funciona acho que tanto faz
[...] Atualização: Acabei de ver que o Reverendo Ibrahim escreveu sobre este mesmo caso. [...]
Eles maracaram para a noite do MESMO DIA o programa.
O cara tentou, e obviamente não conseguiu, DE NOVO.
O pior de tudo é saber que um monte de gente ficou surpresa com o resultado.
Haha!, curti!
Perfeito demais =D
A lei da natureza elimina os fracos e idiotas…
É cara… disse bem! Cuidado para o pilantra não levar uma arma de fogo.
“Pelos poderes de minha 767, você morrerá agora!!!”
haaaa, a cara do tântrico quando o apresentador se declarou ateu deve ter sido ÓTIMA.
Que história engraçada! Hahahahhahha…
Realmente não seria novidade uma reação contrária de quem ficou sabendo ou até mesmo quem viu o acontecido, como esperar que o ateu realmente morresse.
Muito menos não se trataria de uma novidade essas pessoas pensarem no “após” da suposta morte do ateu, como culpar o trantrik pelo “suposto” acontecido (morte) ou até mesmo atribuir à outra entidade a causa do fato.
O mais engraçado é que existem muitas pessoas que acham igualmente engraçado a explicação de que antes do Big-Bang não existia nada, ou talvez ant-coisas, e depois tudo.
Imagino que a solução definitiva seja fazer um programa de tv onde o apresentador desafia um ateu a criar um Big-Bang.
A sim, deixa ele escolher fazer durante o dia ou a noite.
Ibrahim, ao meu ver, a grande questão aqui é a idéia de antes não existir nada. Para você recriar um genuíno Big-Bang, teria que ser nessas condições e isso cria em tremendo paradoxo.
Eu imagino que não precisamos decretar inexistentes coisas que não conseguimos provar, entender completamente ou recriar.
Num gráfico tanto faz a inteligencia e percepção humana estar no ponto 1 ou no ponto 100, porque o universo parece ser infinito.
P.S. O comentário #11 não foi contra o seu post (que eu achei muito bom por sinal), mas sim para questionar alguns coméntarios acima.
O máximo que podemos fazer é determinar aquelas mais improváveis e/ou absurdas.
E por último, as teorias que eu acompanho ou tratam o momento anterior ao big bang como singularidade, ou como flutuação quântica ou não vêm sentido na pergunta já que pela física clássica o tempo começou com ele, logo não haveria “antes” ou “tempo negativo”.
Exatamente.
Eu, por exemplo, não descarto o Big-Bang, assim como não descarto um Projetista.
Uma questão retórica: a divindade protetora do Sanal, considerando que fosse válida a explicação do bruxo, não o protegeria mesmo se ele não acreditasse, já que é protetora, e não protetora condicional?
Ainda aposto no Gandalf…
É.. eu adoro este tipo de desafio… É sempre bom ver o Desapontamento deles, os desafiados, quando algo da errado….
Err…Houston we have a problem…
Passe no CarlosCardoso, lá tem outro post bem interessante também..
Não ví o vídeo mas parece que estão tentando derrubar adversários com a força do Kiai… (Energia interna do Corpo)
[...] Em outro choque de realidade, na Índia um feiticeiro falhou em dobrar um dedo matar um cético usando apenas magia. Em rede nacional de TV. Mais aqui também. [...]
Cada um só passa pelo que acredita
Samal não acreditou que pudesse morrer, e ao mesmo tempo o tantrik não acreditou que pudesse matá-lo.
Assim como eu não acredito no inferno (mas gosto de assustar quem acredita :p) e estou convicto de que não vou pra lá.
Ainda que discordem da minha opinião, há um certo toque de “Sobrenatural” nas nossas vidas, que todos podem explorar. Só devemos acreditar, se quisermos
Meu, que legal! Imagina os bispos e cia ltda desafiados a provar que orações surtem mesmo efeito. Seria não só hilário, seria maravilhoso!
Por um estado laico!
VALEU!