O Código Hollywood

Dan Brown vendeu milhões de cópias de um livro que falava sobre um artista de séculos passados (que eu me esqueci como se chamava) que escondeu alguns segredos em suas obras. Ok, legal. Mas e sobre os artistas de nosso tempo escondendo segredos nos filmes? Não estou falando de Matrix que é óbvio até demais em sua discussão “filosófica”. A revelação abaixo é fruto da mente deliciosamente perturbada de Grant Morrison que é o melhor roteirista de quadrinhos (desculpem-me Moore e Gaiman).
“Velocidade Máxima” fala da evolução humana. O ônibus representa o mundo. Assista de novo…Todas as raças estão lá. E não é só isso. Mas está indo em direção ao desastre dirigido por um cara que foi maquiado como um Cro-Magnon ou escolhido porque é igual mesmo. Ele é a nossa violenta herança evolucionária guiando o mundo para o apocalipse enquanto todo mundo discute. A coisa toda é simbólica. Observem só quantas vezes você vê o número 23. Está em todas as cenas.
Hawthorne James: Cro-Magnon?
E, finalmente depois de toda a viagem de amor tântrico no trem do metrô (NOTA: logo depois de decapitar o homem caucasiano altamente especializado e que explode coisas), eles aparecem na rua, na frente de um cinema exibindo “2001 - Uma Odisséia no Espaço”, que é sobre evolução humana.
“Pulp Fiction” agora: O troço brilhante na maleta “666″ é a alma de Marcellus. O band-aid no seu pescoço na cena do bar mostra por onde sua alma foi extraída. Em certo momento, Samuel L. Jackson diz que aquilo é a “roupa suja” de seu chefe. É ele quem a carrega, e é ele quem sempre cita uma passagem bíblica (Ezquiel 25:17). Lembre-se que após presenciar um milagre ele resolve mudar de vida. Travolta ignora isso e acaba pagando com a própria vida.
Adoro colecionar essas pérolas de “ocultismo pop”. Alguém conhece alguma para dividir? Manifestem-se nos comentários!
[tags]Filosofia Pop, Velocidade Máxima, Pulp Fiction[/tags]






















7 comentários para “O Código Hollywood”
hahaha, Tarantino é mestre nisso.
Sabe o que me intriga em alguns filmes do cara?
As cenas que algum personagem olha diretamente para camera e derrente muda de cena e ninguem sabe por que motivo o cara olhou pra camera.
Em Jackie Brown tem isso… em Grindhouse tem isso… em Pulp tbm…
Toda a série “jogos mortais”, mais a mensagem fica mais evidente no primeiro filme.
Acho que o filme quis passar uma mensagem maior do que “carpe diem”, algo como “aproveite a vida, enquanto você ainda a tem”.
não faço comentarios sobre o filme para evitar spoilers, mas ficou bem evidente.
Eu não engulo esses troços. Se alguém suficientemente obstinado pegar as páginas amarelas (qualquer uma) e cismar que existe um código secreto lá, vai achar, vai escrever um livro e convencer muita gente. Dá pra ‘achar qualquer coisa em tudo’…
Só acredito nessas viagens quando é o próprio diretor ou roteirista quem diz.
fantastico, embora eu acredite q nao sao intensionais, mas que acabe chegando ao script como uma mensagem subliminar do proprio inconsciente do autor,, considerando jung, ao manifestar o ics coletivo, é claro q nao é surpresa
Eu não acredito em nada disso.
Estes exemplos específicos podem não ser, mas parece que alguns de vocês não acham que tais “intervenções” do artista sejam feitas. Mas eu afirmo que são feitas por um simples motivo: Eu que não sou nada artisicamente, tenho engavetado alguns contos, começos de romances, projetos com detalhes minuciosamente elaborado para esconder, enfiar coisas que apenas um ou dois iriam descobrir. Na verdade eu faço isso até mesmo nos artigos do blog, sempre repetindo a mesma sentença (por exemplo, YHVH (você não pode dizer isso)), no Firefox mesmo é possível visualizar um sigilo colocado ao lado do endereço (chama-se favicon) que brinca com um símbolo cristão e está diretamente ligada à Nietzsche.
Qfwfq por exemplo não é um nome aleatório e sim o nome do protagonista de uma história de Italo Calvino, “As Cosmicômicas”. E por aí vai.
É claro, isso não deve ter mudado a vida de ninguém.
Olá.
Primeira vez neste blog, que me foi indicado por um amigo (Santaum).
Estou mais inclinada a concordar com o comentário do Eric, comentário este que me recordou o filme “Uma mente Brilhante”, que narra a história do matemático John Nash (ele via códigos secretos em tudo, e em decorrência de sua doença).
Mas assistirei novamente os filmes indicados, para poder formar uma opinião mais sustentável.
Parabéns e abraços.
