O Código Lamarck

Esta postagem faz parte do Carnaval de Evolução do Átila: Como seria o ser humano atualmente se Lamarck estivesse certo? Se Lamarck estivesse certo (e ignorando como seriam todos os outros organismos), como seríamos nós, depois de todas essas gerações convivendo em sociedade? Que características adquiridas seriam passadas adiante?

crédito: redking
A primeira coisa que me vêm à cabeça é “A Máquina do Tempo” de H.G. Wells. Onde existem os Eloi, pacíficos e dóceis remanescentes dos humanos, aparentemente vivendo num mundo paradisíaco, até perceber que os mesmos na realidade servem de alimentos para uma outra raça, os Morlock, que vivem no subterrâneo.
Não conheço profundamente as teorias de Lamarck, para mim ele sempre foi o “cara que estava errado”. Então não estou certo que atualmente já teríamos grandes e notórias mudanças morfológicas, mas em 802.701 acho que com certeza teríamos raças parecidas com as descritas por H.G Wells. Os Eloi tendo evoluído das classes mais ricas, sem preocupações com sobrevivência, teriam uma constituição mais fraca devido a pouco ou nenhum trabalho. E não teriam mais pêlos faciais devido ao constante ato de barbear.
Os Morlocks seriam remanescentes das classes trabalhadoras e seriam mais fortes, agressivos e maiores em número. Mas ao olhar para o mundo, acho que a divisão do humano não seria tão simplista. Ou mesmo pacífica. Estimulados por cruzamentos apenas dentro de sua cultura, vivendo em climas desérticos, árabes e muçulmanos que vivem no Oriente Médio se tornariam uma nova espécie, talvez o povo da areia ou Tusken Raiders.
Acredito que basicamente, ao se adaptar a cada ambiente, a raça humana se dividiria em centenas de outras raças. Afinal em uma cidade como São Paulo, gerações inteiras estão levando vidas completamente diferentes e enfrentando condições que poderiam moldá-las de forma adversa.
E a Wiki diz:
A teoria de Lamarck baseou-se em duas observações que, inicialmente, foram recusadas pela sociedade, como todas mais teorias revolucionárias da época. Foram apenas aceites ao fim de algum tempo, e nelas a sociedade acreditou até que Charles Darwin as contradisse. As seguintes eram as observações:
1. Uso e desuso - Os indivíduos perdem as características de que não precisam e desenvolvem as que utilizam. O uso contínuo de um orgão ou parte do corpo faz com que este se desenvolva e seja apto para o correto funcionamento, e o desuso de um orgão ou parte do corpo faz com que este atrofie e com o tempo perca totalmente sua função no corpo do indivíduo.
2. Transmissão das características adquiridas - O uso e desuso de partes do corpo provocam alterações no organismo do indivíduo, essas alterações podem ser transmitidas às gerações seguintes. Por exemplo as crias das girafas herdam o pescoço comprido dos pais que supostamente o desenvolvem quando comem folhas das árvores mais altas.
Com estas observações em mente, Lamarck chegou a duas leis:
1. Lei do uso ou desuso - “Nos animais que não passaram o limite do seu desenvolvimento, o uso mais frequente e contínuo de um órgão fortalece, desenvolve e aumenta gradualmente esse órgão, e dá-lhe um poder proporcional ao tempo durante o qual foi usado; enquanto que a não utilização permanente de qualquer órgão causa o seu enfraquecimento e deterioração e diminui progressivamente a sua capacidade para funcionar, até que finalmente desaparece”;
2. Lei das características adquiridas - “Todas as características são adquiridas ou perdidas por imposição da natureza aos indivíduos, através da influência do ambiente no qual a espécie vive há muito, e por isso através da influência do uso predominante ou desuso permanente de qualquer órgão; todas são preservadas pela reprodução e transferidas para os novos indivíduos, desde que as modificações adquiridas sejam comuns a ambos os sexos, ou pelo menos tenham ocorrido no indivíduo que produz os novos”.
Lamarck acreditava que, como o ambiente terrestre sofre modificações constantes, as suas alterações estruturais forçam os seres que nele vivem a se transformarem para se adaptarem ao novo meio. Ao longo de muitas gerações (milhões de anos), o acúmulo de alterações pode levar ao surgimento de novos grupos de seres vivos. Assim, modificações no ambiente causam alterações nas “necessidades”, no comportamento, na utilização e desenvolvimento dos órgãos, na forma das espécies ao longo do tempo - e por isso causam a transmutação das espécies.
Lamarck defendia a geração espontânea contínua das espécies, com os organismos mais simples a serem depois transmutados com o tempo (pelo seu mecanismo) tornando-se mais complexos e próximos da perfeição ideal. Acreditava portanto num processo teleológico (orientado para um fim) em que os organismos se tornam mais perfeitos à medida que evoluem.
Mais neste carnaval:
Lucia Malla
Hermenauta
Transferência Horizontal
Carlos Hotta






















6 comentários para “O Código Lamarck”
[...] Malla 1001 Gatos de Schrodinger Transferência Horizontal Carlos Hotta [...]
Sobre Elois e Morlocks dá pra se fazer um paralelo entre os Tsufurujins e os Sayajins
Valeu Ibrahim sabia que ia sair algo diferente!!
[...] 1001 gatos de Schirodinger [...]
Oi, tou fazendo uma promoção que pode te interessar.
Dá uma olhada lá no site:
http://geradorii.com/2008/03/ganhe-o-livro-beatles-letras-e-cancoes-comentadas.html
Não sabia onde postar, mas quis compartilhar com vocês então deixei que São Lorenz quiasse minha mão.
Hoje eu descobri uma página que trabalha com rituais de sacrifício sexual virtual. Imaginem, vocês definem um propósito, criam um sacrifício GOSTOSA e ai falam para todo mundo que se vocês interagirem com a página clicando em um botão deixarão o público escolher ou criar um fim para a pobre cartoon. Tem noção de como criar um virus sexual nerd?
Visitem:
http://100reau.minhahome.com/
hehehe e que as mãos de Eris nos protejam.
Obito