O Enigma das Cores

Stephen Hawking um dos cientistas mais célebres de nosso tempo, que deu grandes contribuições especialmente no campo da cosmologia, como nos buracos-negros disse em uma recente entrevista que o objetivo de sua vida sempre foi tentar deixar a ciência tão fascinante quanto a ficção-científica. Essa sensação de “assombro” com o olhar científico, o “Uau!” após ler uma teoria ou hipótese sempre me acompanhou. Aliás aqui cabe uma observação alheia ao assunto: Não consigo “pegar” nenhum poesia. Não sou do tipo que lê algo e fica emocionado, triste ou contemplando o belo. Sempre fui do tipo que se interessou mais pelos livros de não-ficção, esses sim me despertando emoções. O horror da Revolução Francesa, o gênio de Alexandre, o Big-Bang…Não, Tolkien não pode competir contra isso.

Quando Hawking disse isso fiquei pensando em como o mundo científico nos revela coisas surpreendentes e a maioria das pessoas passa a vida toda sem nem ao menos conhecê-las. Já houve cientistas que estudaram bolhas de sabão…Virtualmente tudo pode ser objeto de estudo. Uma curiosidade fascinante e que nos cerca é sobre as cores.

Uma cor é como seu cérebro interpreta determinados e específicos comprimentos de onda. Para tais freqüências serem identificados pelo seu nervo ótico, antes ela precisa ser refletida, o que significa que tudo o que um belo céu azul NÃO é, é azul. Que uma rosa vermelha NÃO é vermelha. Devo ser cuidado nessa parte, já tentei explicar in loco e as pessoas não entenderam bulhufas.

Quem não estudou o disco de luz de Newton? Ele têm todas as cores do espectro, ao girar rapidamente ele fica branco. Pois um feixe de luz possui em si todas as cores - todo o espectro. Ao bater em gotas d’água, o feixe se decompõe e revela todas suas cores: isto é um arco-íris. Ao bater em uma rosa, a superfície da mesma irá absorver todo o espectro de cores, com exceção da freqüência que nosso cérebro identifica com o vermelho.

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Sabe o que é mais interessante? O verde é o comprimento de onda ~ 500-565 nm na freqüência ~ 600-530 THz, essa é a realidade física dele, tudo o que vemos nessa faixa específica é consensualmente chamada “verde”, mas não há como dizer se subjetivamente temos a mesma experiência de cor. Em outras palavras: o comprimento de onda ~ 500-565 nm na freqüência ~ 600-530 THz sempre vai ser verde, mas para você, em sua visão, eu estaria vendo o seu laranja. Não há garantias. É apenas uma forma do cérebro interpretar um padrão físico.

Isso leva diretamente à uma teoria interessante: a chamada teoria do espectro invertido. Significando que homens enxergam aquele espectro abaixo da primeira tabela da direita para a esquerda e as mulheres da esquerda para direita. Assim, os homens veriam no céu a mesma cor que as mulheres vêm no carro de bombeiros.

Como? Você vai me dizer que você e sua namorada estão vendo o azul logo ali no começo. E estão mesmo. Só que ela veria o espectro invertido do seu. Vocês teriam experiências subjetivas diferenciadas da cor, mas consensualmente dão o mesmo nome.

Impressionante, não? Pelo menos eu acho.

+ Hawking:
Os Gênios da Ciência: Sobre os Ombros dos Gigantes
O Universo Numa Casca de Noz
Uma Nova História do Tempo

[tags]Cores,Ciência,Assombro,Ao Infinito e Além…[/tags]

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Comments

Impressionante é pensar que a realidade que vemos é apenas um conjunto de impulsos elétricos interpretados pelo nosso cérebro. Tudo pode ser diferente, ai fica até difícil definir o real. Isso diminui a vida a quase nada. Hehehe…

Interessantissississississimo!!

Me lembro que quando era criança me questionei quanto a isso…não com essa profundidade! Mas quando me contaram sobre daltonismo. “Tudo” podia não passar de uma caralhosférica coincidência…uma coincidência tão grandiosa que era impossível escapar dela.

Sendo bem pedante, eu gostaria de perguntar: “É assim com quase todos os nossos sentidos?!”…eu não quero chegar ao ponto de dizer que a realidade é moldada por meu pensamento (é muito fácil identificar padrões e harmonias no caos e “sentir” a realidade), mas então, como definiremos os limites do “consensual”?

Essa teoria do espectro invertido é comprovada? O.o Parece muito estranho e eu nunca ouvi falar dela… Vou pensar um pouco sobre isso outra hora e caso consiga refutar com alguma prova eu coloco aqui…

Muito interessante o Stephen Hawking pensar assim, no livro Fagos e a história da Biologia Molecular, outros cientistas falam o mesmo, que se a divulgação científica fose mais como uma troca de experiência e menos formalizada e impessoal a ciência seria muito mais interessante.

Nossa, eu já viajei muuuuito sobre isso…
E conheço váárias pessoas que também já…

Não tem um livro do Schopenhauer sobre isso?

Eu sempre acreditei na existência de uma teoria do espectro invertido (não exatamente desta maneira, mas variações para cada pessoa ver cores diferentes) e não sabia que existia uma teoria prontinha pra mim. :)

Muy interesante…

NÃO NÃO NÃO.;…

NÃO Pode ser verdade isso…..é bizaaarrrooo demaaaisss…..
é angustiante pensar que de forma alguma eu posso explicar a minha namorada que o que ela vê é vermelho enquanto o que eu vejo é azul..pq pra nós é diferente mas é igual…ahhh…

é de euloquecer…to maluco…isso não pode ser verdade..alguem por favor refute essa teoria

agora sim tudo faz sentido…

Caso isto seja verdadeiro…poderemos provar porque as mulheres são melhores decoradoras e coisas afins…

mas ai tem uma outra coisa…e os caras do Queer Eye for the Straight Guy?
…simples…é pura genética…eles( e todos os ‘gays’) têm o que Klinifelter chama de ‘Sindrome de Klinelfeter’ que são pessoas que têm um cromossomo X a mais(47,XXY) então quanto mais mulher você for mais a sua Visao de mundo vai ser mulher…entenderam???

[...] Um belo artigo discursando sobre as cores do espectro visível foi feito pelo nosso reverendo Ibrahim. Me senti em uma aula de Processamento de Imagens, só que incrivelmente não dormi. Só não concordo quando ele diz que a ficção não pode competir com a realidade. Sim, Tolkien, Veríssimos, Dan Brown, J.K Rowling, Bernard Cornwell, Simões Lopes Neto, Machado de Assis competem e muitas vezes ganham da realidade. [...]

Legal o post!
Mas o que eu quis abordar, com a questão das cores, foi que esses tipos de questionamentos sejam chamados, da própria mente, para compreensão de si mesma ou do si mesmo. Já descobrimos que temos uma mente, uma consciência… e não sabemos nada sobre essas coisas.
A obra mente - estrutura & gênio avança nesse ‘mistério’ milenar e inicia o interessado.

Super interessante, explica muitos mistérios do mundo.
Nunca parei para pensar que as outras pessoas poderiam enchergar as cores de outra forma. Ex. Azul para mim, pode ser amarelo para outra pessoa. Mas devido a um consenço Azul será sempre azul idependente da cor que a outra pessoa veja.

Isto explicaria o gosto de algumas pessoas por cores tão estranhas.

óbvio que não! senão não haveria como dois artistas gráficos de sexo oposto trabalharem juntos…

Joakim, nós damos nomes ao mesmo padrão, logo os dois artistas gráficos usariam o mesmo padrão eletromagnético, mas seus cérebros não processariam a mesma cor. Você OBVIAMENTE não entendeu a explicação.

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