O que está errado com a economia neoclássica?

Voltando aos dias de Adam Smith, os economistas costumavam usar ética, literatura e filosofia em suas análises. Porém a descendência de Smith trouxe consigo a idéia de que a economia é física ao invés de uma ciência social, e que não possui nada para aprender de outras disciplinas. Eles se esquivam com a idéia de que seus modelos não são afetados pela subjetividade que confunde outras ciências sociais. Como observou o economista George Stigler da Chicago School, “sem matemática, nós [economistas] seriamos reduzidos à um sofisma de sociólogos e outros do tipo”.

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Um dos pontos onde a economia sofre mais ataque é em seu personagem fictício, uma espécie de “everyman” que representaria a todos, um substituto ao “indivíduo” e ao “consumidor” conhecido como Homo Economicus. Este homem ecônomico (sim, ele é Homem mesmo, não no sentido de humanidade mas de masculinidade) nunca teve infância, nunca foi criança ou dependeu de alguém para lhe dar carinho e atenção. Ele apenas experimenta satisfação ao consumir. Ele só consume racionalmente, os efeitos do marketing são simplesmente ignorados. O Homo Economicus é racional, egoísta, em suma, é o perfil de um psicopata.

Olhem um trecho do livro didático mais usado nos cursos de economia nos Estados Unidos: “[...] para esquivar questões difíceis de comparações impessoais de utilidade, nós assumimos que existem 10.000 usuários, todos idênticos em cada aspecto [...]“. “Assumir” é varinha de condão da profissão, sendo invocado sem qualquer tipo de precisão metodológica, sendo portanto questionável sua aplicação.

Esta é apenas uma pequena introdução a algumas postagens que quero realizar traduzindo artigos do True Cost Economics que é um movimento global contra os fundamentos da economia neoclássica que, mesmo não sendo responsável por todo o mal, ajudou a cavar a cova um pouco mais fundo.

[tags]Economia, True Cost Economics,Adam Smith[/tags]

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Comments

Desde já a série de artigos tem meu apoio. Pode parecer contrasenso, afinal leio o Dinheirama todos os dias, e até já tive um texto postado lá. Mas juro que não é.
Uma coisa é usar o dinheiro, outra, completamente diferente é pautar sua vida por ele e pelo consumismo imotivado.

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