Ilustração de Jesus sendo devorado por zumbis

Isso sim é arte profana.

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Auto-Engano ou Você não é tão bom quanto pensa que é

Desde que li o livro “Auto Engano” de Eduardo Giannetti nasceu espontaneamente em mim um auto-policiamento a fim de que evitasse cair no mesmo. ÿ quase impossível escapar de todos, mas muitos nos levam a cometer coisas estúpidas e ainda acharmos “estar com a razão”. O que me motivou a escrever sobre o livro e sobre o fenômeno em si, foi esta postagem do Cardoso, não a postagem em si, mas os comentários. Foi apenas o mote, não o assunto em si.

Na postagem, Cardoso lança a idéia de uma agência de conteúdo e diz em certo ponto que:

O Criador de Conteúdo teria que ser um profissional com domínio do Idioma (Sorry, miguxas) e um gosto por cultura pop, consumindo muita literatura, televisão, jornais, etc. Esse profissional teria que escrever um texto sobre agropecuária, tomar um café e em seguida criar um Horóscopo para Cachorros, sem se prender a estilos, preconceitos ou crises existenciais.

Vejam os comentários. Inúmeros querem um emprego hipotético na agência imaginária. A questão é, será que eles realmente são tão bons quanto pesam que são a fim de preencherem as vagas? Conheço 4 escritores que talvez nunca tenham escrito uma linha sequer. ÿ fácil escrever uma coisa e logo imaginar que poderia fazer Ulisses durante o final de semana.

No livro, Giannetti diz:

“Mentimos para nós o tempo todo: adiantamos o despertador para não perder a hora, acreditamos nas juras da pessoa amada, só levamos realmente a sério os argumentos que sustentam nossas crenças. Além disso, temos a nosso próprio respeito uma opinião que quase nunca coincide com a extensão de nossos defeitos e qualidades. Sem o auto-engano, a vida seria excessivamente dolorosa e desprovida de encanto.”

Podemos ver o fenômeno do auto-engano em todo lugar, mas se existe um que eu conheço bem e vejo a todo momento são os blogs. Quantos blogs você já não leu onde o sujeito se acha engraçado e no máximo você diria que ele é esforçado? Ou um que se acha o máximo por reproduzir notas ou reclamar de tudo sem conteúdo algum? Notem bem que não estou fazendo nenhuma ode ? mim mesmo. Quando chamo atenção para o auto-engano eu estou falando de todos, sem excessão. Eu tenho uma obsessão em criticar as religiões, faço rodeios demais a fim de chegar ao assunto e tenho a tendência de ler um comentário religioso com três pedras na mão. Tenho a certeza de que odiado por diversos e que nada do que eu escrevo aqui seja “sólido”, em outras palavras eu pouco ou nada me orgulho. Sinto como se estivesse desperdiçando um grande potencial que enxergo nos blogs como ferramenta.

Uma vez vi um blog, o sujeito reclamar de um comentário caindo no mesmo erro que o comentarista e como o mesmo usando falácias. O pior mesmo foi os macaquinhos amestrados confirmarem tudo sem nem utilizarem o senso crítico. Esse, é talvez um grande problema: Quando temos amigos, leitores, seguidores, discípulos que aceitem nossos auto-enganos e os tomem como verdade. Vejam Mao, Hitler & Cia. E isso somente para falar a respeito de blogs.

Eu já tive muitos auto-enganos na minha vida pessoal e seria até mesmo doloroso numerá-los aqui.

Esta postagem serve apenas para lembrar a todos de que existe um freio mental que você deve puxar antes de fazer qualquer coisa. Talvez seja prudente diminuir a velocidade ou mesmo ir em outra direção. Você vai perceber que os auto-enganos estão sempre presentes e uma vez que você elimine alguns deles, sua vida terá muito menos confrontos e desilusões.

Vá Além:
“Auto Engano” de Eduardo Giannetti
O Auto-Engano Coletivo
Saia da Sua caixa: Liderança e Auto-Engano

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Eu acredito em princesa encantada!

Eu tenho 21 anos. Quando eu tinha meus 15 anos além de estar lendo uma porrada de livros (até mesmo drogas pesadas como Nietzsche) e me imaginava com 21 anos eu me imagina um pouco mais alto e com uma namorada. O tempo passou e não arrumei uma namorada. Não apenas não arrumei uma namorada como nunca nem mesmo beijei uma garota (não sei qual é o grande lance em literalmente cuspir na boca de outra pessoa).

Não que eu jamais tenha me interessado por nenhuma garota. Na verdade eu sempre fui fascinado pelo mundo multicolorido delas. O meu problema, e nem ao menos sei quanto isto é realmente um problema, é que eu sou muito seletivo. Já sai com amigos meus e observando-os, percebi que é realmente muito fácil conseguir uma parceira descartável, alguns “relacionamentos” não chegam a ter nem mesmo um quarto de hora. Eu não acho isso “curtir a vida” como eles qualificam. Eu acho isso triste e depressivo.

Um amigo resolveu solucionar o meu “problema”. Eu recusei. Ele insistiu. Disse que ia me arrumar um encontro com alguma de suas amigas. Ele começou a falar os nomes delas. Eu fui declinando uma por uma, até ele me dizer: “Você é homem?”

Não sei por que essa mania ocidental de querer tachar qualquer um como homossexual. Nada contra, mas eu não estou interessado nisso. “Bem,” eu respondi a ele, “não exatamente, afinal eu diria que penso ainda como um garoto”.

Ele continuou falando. “E a XXXX? Ela é XXXX”. Censuro por questões de pudor. “Ela é XXXX? Mas é que ela não é o tipo de garota para se dar o primeiro beijo”.

Ele olhou para mim e riu. “Entendi tudo. Você quer achar a princesa encantada. Quer que seja algo especial”. Soava ridiculamente imbecil e otimista. O que mais me incomodou naquela observação era de que realmente era verdade. Eu defendo um mundo vazio de deus, onde a melhor solução para a humanidade talvez seja a extinção, onde o ser humano é apenas mais um animal e sonho com uma princesa encantada que virá salvar a minha vida. Era patético.

“Você está escolhendo demais. E você sabe, quem muito escolhe…”. Eu sabia exatamente o que ele ia dizer. Não, não é o que está pensando. Ele possui a sua própria versão deste ditado popular. “E você sabe, quem muito escolhe, acaba sendo escolhido pelo Steve Wonder”.

Nunca se sabe o que Steve pode escolher para você.

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