Painel de Opiniões sobre Aquecimento Global: Rev. Peterson Cekemp & Kentaro Mori
Qual é a sua responsabilidade pessoal pelo Aquecimento Global? Declara-se Culpado ou Inocente? Por quê?

Dizer que não sou nem culpado nem inocente é uma resposta… Clichê? Não sei, mas tenho consciência de que não sou a pessoa mais ecológica. Entretanto, faço parte da nova geração, e além de contribuir pouco pro aquecimento global, não deixo de contribuir. Mas eu posso tirar a culpa de mim, se me perguntar: o que eu posso fazer?
Digo, esse papinho de “se cada um fizer sua parte” e tal, é muito bom. Mas existem 6 bilhões de pessoas no mundo, e eu sinto que nem um terço faz a sua parte. Tá, a minha página inicial é o Blackle. Hipocrisia? Não, é só que eu não posso fazer muito. Eu não posso fechar as fábricas que poluem, não posso colocar rolhas em vacas, não posso impedir. É uma bola de neve que só vai crescer, e a gente está parado olhando pra ela. Enquanto eu puder fazer alguma coisa, sou inocente, mas a humanidade, em geral, é culpada. Então, eu faço parte desse bando de culpados, de certa forma (!).
Rev. Peterson Cekemp
Salve Éris
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“Aquecimento Global: Você se declara Culpado ou Inocente? Por quê?”
Inocente. O aquecimento global recente é um fato, e que a humanidade seja provavelmente responsável é um consenso científico. Mas tais mudanças são o resultado de processos verdadeiramente históricos. O papel de cada indivíduo em tais processos é muito limitado, e em boa parte imprevisível.
Você pode ter passado as últimas décadas separando todo seu lixo para reciclagem, mas a verdade é que infelizmente não pode ter certeza de que isso de fato ajudou o meio ambiente. Os benefícios da reciclagem para a maior parte do lixo não são tão grandes assim, o que significa que sistemas ineficientes de reciclagem podem acabar poluindo mais. A menos que todo o sistema de reciclagem de lixo de sua casa tenha sido analisado, não se pode saber ao certo se é de fato benéfico ao meio ambiente. O mesmo vale para deixar o carro na garagem e andar, consumindo carne no processo, ou mesmo alimentos “orgânicos”, e muitas outras práticas que vão do não muito certo ao totalmente duvidoso em relação a “beneficiar o meio ambiente”.
Claro que isso não significa que não devamos nos importar nem tomar diversas pequenas atitudes individuais. Dirigir um carro compacto (novo!) é seguramente melhor do que andar em uma enorme caminhonete. Mas o maior impacto que, como indivíduos comuns, podemos ter é simplesmente nos informando a respeito dos temas — blogar faz parte! — e exercer nosso poder de voto de acordo.
Mudanças históricas que poderão reverter efetivamente um aquecimento global antropogênico virão com avanços da ciência e tecnologia, impulsionados e aplicados economicamente por uma população mais informada, elegendo políticos conscientes.
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Querido Ibrahim,
Como eu existem muitas pessoas assim.
Acho uma pena colocarem essas pessoas tão dedicadas numa generalização como “culpadas”. Elas devem ser finalmente reconhecidas. Inclusive para aplacar todo o preconceito que já sofreram e sofrem por ir contra a maioria.
Beijos,
Liliana