Nota pessoal: Escrevo esta postagem ? s 5:23 p.m. (é sério!) após estar dormindo desde 10:10 a.m. quando fui sedado para que realizassem em mim um exame de endoscopia. Tive um sonho com Coleridge (penso em quantas pessoas já sonharam com ele) que me inspirou a escrever esta postagem.
Samuel Taylor Coleridge (1772 - 1834) foi poeta, escritor, conferencista, professor, tradutor, criador de jornais e revistas e se vivesse hoje em dia tenho certeza de que teria um blog. Ele é um dos pioneiros do romantismo inglês e em 1798 “escreveu” o poema “Kubla Khan”. Agora entra a parte interessante do processo criativo: Ele escreveu tal poema se lembrando do sonho que tivera sobre Xanadu, mágica e misteriosa capital do reinado mongol de Kublai Khan sobre a qual existe muitas lendas e uma música do Eletronic Ligth Orchestra. No sonho uma voz teria lhe sussurado mais de 300 versos que ele ao acordar pôs-se a passar para o papel para que não se esquecesse da beleza dos mesmos. No entanto, ele foi interrompido por um vendedor de seguros e não conseguiu mais de lembrar do restante (hoje em dia seria o telemarketing, estou certo disso). Só restaram 50 versos fragmentados, mas considerados brilhantes, sobre os quais foi feito o comentário: “Tudo o que merece ficar de Coleridge poderia-se reunir em 20 páginas, e essas 20 páginas deveriam ser encarnadas em ouro!”
Foi Coleridge quem disse certa vez de Platão e Aristóteles que colocaram “dois sistemas opostos diante da mente do mundo”. E disse mais: “Todo homem nasce aristotélico ou platônico. São duas classes de homens, ao lado das quais é praticamente impossível conceber uma terceira”.
Platão ambicionava a sabedoria do além, do mundo das idéias, do qual o nosso mundo é apenas uma sombra pálida. Idealista.
Aristóteles procura a sabedoria aqui, com os dois pés no chão. Foi Aristóteles um dos primeiros a procurar uma verdade objetiva sem a necessidade de “mágica”. Realista.
ÿ claro, que tanto Platão, como Aristóteles, não podem ser resumidos em apenas duas linhas de forma tão simplificada, mas delimita bem o que Coleridge quis dizer que um homem nasce ou platônico ou aristotélico. Por muitos anos eu sempre achei que fosse platônico, mas eu estava enganado. Por mais que eu seja idealista, é um idealismo nos meus termos. Eu não acho que podemos construir uma utopia, ou que o socialismo mudaria o mundo. O idealismo em meus termos somente me diz que algo deve ser feito. Hoje posso dizer que sei que sou um sujeito aristotélico.
Agora a pergunta: Você é aristotélico ou platônico?
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Olá, Rev.
Sou Aristotélico de extrema direita - mas já troquei algumas idéias com meu eu platônico.
Um abraço.
Gosto do realismo de Aristóteles, mas não concordo com a maioria de suas idéias. Os projetos políticos de Platão são muito bons, mas também não sou muito sua fã. Sempre simpatizei mais com Sócrates, na verdade. Ele não tinha tantas preocupações como fazer com que as pessoas soubessem de verdades, - tanto que nem deixou escritos - , mas sim que procurassem um sentido, por mais que ele nunca fosse encontrado.. ÿ como aquela frase do rei leão: ‘Se o mundo vira as costas pra você, você vira as costas pro mundo’ e continua em sua vidinha, fazendo o que você faz sem se importar com o que pode ou não acontecer e sem se arrepender e isso já é boa parte do caminho para a ‘felicidade’.
rapaz… atistóteles ou platão… como escolher isso sem ler nenhum dos dois? é foda, quando a gente começa nessa história de querer saber e ler tudo a gente é posto em prova toda hora. Do jeito que você falou aí eu penso um pouco com platão e ajo como aristóteles. não largo meu pé no chão por ideologia, mas ainda sim penso que tudo poderia ser melhor se o povo não fosse tão burro.
Muito difícil se definir platônico ou aristotélico. Depois de uma rápida reflexão, cheguei a conclusão que eu vivo no mundo das idéias, sou platônico.
OBS: Preciso comentar que A Escola de Atenas é linda. Esta pintura (inteira) caiu na última parte do DNA [Desafio Nacional Acadêmico] do ano passado, que foi muito interessante e fez pensar muito. Na verdade, eu (e provavelmente o John também) ainda lembro dos seus mínimos detalhes e sou capaz de desenhar mais ou menos a posição de muitos dos caras presentes nela.
Com certeza Tiago, sabemos de diversas coisas sobre essa tela!
ÿ um quadro extratamente bonito e com tantas informações unidas juntos que chega a ser uma aula de história!!
Nem pensei muito, acho que tenho duas personalidades. Sou aristotélico para o trabalho, família, religião, política e filosofia. Sou platônico no amor e sociedade.
Na verdade acho que existe um terceiro grupo. Veja outro exemplo: Freud ou Jung? Acho que ambos estão corretos em suas visões de mundo.
O terceiro grupo é aquele formado por pessoas que sabem que não existe diferença entre o mundo de “pés no chão” e o mundo da “magia”. A Carol citou uma figura interessante que se situa entre Platão e Aristóteles: Sócrates. Tinha os pés no chão, apelava para a lógica e afirmava que conversava com um Daimon que lhe sussurrava no ouvido.
Esses dois mundos são apenas dois ângulos da realidade, como disse Cristo: Reconheça o que está diante de teus olhos e o que está oculto a ti será desvelado. Pois não ha nada oculto qu enão venha a ser manifestado.
Escolha uma porta e, nesta perspectiva (Aristóteles Vs Platão), a outra se fecha e você perde o Todo. E o Todo é sempre maior do que a soma de suas partes.
Obito
Isso é o que eu chamo de drible conceitual.
Na teoria é, na prática não. Me dê um exemplo de algo que é absoluto na prática.
Desenhe um círculo e escreva sentimento de um lado e dentro desenhe o Dr. McCoy, do lado desenhe um triângulo e escreva lógica dentro e desenhe o Spock. Na intersecção dos dois pinte de cinza e desenhe o Capitão Kirk dentro, escreva o nome que melhor lhe convier dentro
Obito
óbito, poderia me explicar de um jeito mais simples o quê você quis dizer?
Você quis dizer que gosta dos dois? Se escolher apenas um, vai perder os ensinamentos do outro?
beijinho
Está muito bom o debate, espero que continue. A troca de idéias amplia o conhecimento geral.
Eu respeito a obra de Aristóteles com ressalvas. Minha grande “bronca” com relação a ele foi que suas teorias embasaram algumas atitudes nefastas da igreja católica, que atrasaram o pensamento e a produção científicos da humanidade em 800 anos. Ainda que ironicamente a igreja tenha sido a grande responsável pela preservação da cultura da antiguidade.
Por outro lado, Platão não é prático. A contemplação em busca da perfeição é uma atitude passiva e, como tal, não leva a nada.
Dos filósofos, eu concordo com a Carol, Sócrates fica mais no meio-termo. Mas, para apimentar a discussão, eu prefiro voltar ? fase anterior ? existência da filosofia e citar um pré-Socrático do qual sou fã absoluto: Pitágoras. Que dizia que a divindade se manifesta na natureza através da matemática. E que a música e as artes são as mais bela expressões da matemática (e, portanto, da divindade) que o homem pode conhecer.
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Pedro Diz: “rapaz? atistóteles ou platão? como escolher isso sem ler nenhum dos dois? é foda, quando a gente começa nessa história de querer saber e ler tudo a gente é posto em prova toda hora[...]” - ÿ bom avisar, Pedro: ler é uma atividade viciante. A coisa, ? s vezes, demora um pouco a engrenar, mas depois a gente sente falta quando não está lendo alguma coisa. ÿ o único vício que eu admito ter, e me recuso a perder.
Tá bom o debate, mas pra ser sincera hoje não tô conseguindo
acompanhar não. tem dias que eu entendo tudo, mas hoje fiquei voando. mas não me expulsem tá legal?
Quando eu entro neste blog, eu leio tanto os posts atuais como os antigos e num desses achados fiz uma grande descoberta: Sou um idiota. ÿ isso mesmo, sou um completo idiota e o pior de tudo é que não me ofendi, simplesmente assumi de vez. Uns demoram pra assumir sua opção sexual, outros pra escolher a profissão. Eu demorei 27 anos pra perceber que sou um otimista completamente idiota.
Pra quem acha que ser um idiota é o fim da picada ou o fim da linha lamento desapontá-los.
Só um idiota otimista é capaz de se divertir nos dias de hoje, entrar num desses shows lotados, ficar ali esprimido, bebendo cerveja quente, comendo churrasquinho de gato, esperar o maldito artista subir no palco pra na hora de começar a cantar ele dizer: “vocês conhecem a letra, então agora é com vocês”.
um idiota otimista pega fila, perde dia no serviço pra comprar ingresso pra ver o timer perder.
O otimista idiota consegue se divertir em qualquer baile, pode tocar funk, axé, que depois de tomar umas ele encara qualquer coisa.
E de uns tempos pra cá, os sintomas de minha idiotice aumentaram, estou completamente apaixonado por uma garota,
passei a acreditar no amor, o que me torna um idiota ridículo.
Mas tudo bem, cada dia a gente aprende mais uma…
Agora é seguir em frente e assumir as consequencias.
abraço
Ibrahim, você saberia me informar quantos monstros diferentes o plugin wp_monster_id é capaz de gerar?
São inúmeros pedaços de pernas, braços, bocas, corpos e bocas, mas deve ser um número impressionante.
Hail Tatiana,
com algumas semanas de atraso lá vamos nós:
>óbito, poderia me explicar de um jeito mais simples o quê você
>quis dizer?
Vou tentar.
>Você quis dizer que gosta dos dois? Se escolher apenas um, vai
>perder os ensinamentos do outro?
Ai é que está, se você usa a palavra ensinamento (a não ser quando se refere a Charles Bronson) já está perigando ir pro caminho errado. A idéia simplesmente é: só porque você é destro não quer dizer que não tenha um braço esquerdo, e vice-versa usando canhotos como exemplo.
Você pode acreditar em IHVH, por exemplo, e nem por isso descartar novas descobertas científicas como a penicilina ou a teoria das forças gravitacionais fracas para justificar o universo. Ou pode ser um entusiasta ferrenho do método científico e nem por isso deixar de reconhecer uma tendência irritante do universo a ser criativo.
Na verdade não é uma questão de se vc entrar pela porta da esquerda vai perder a diversão que a porta da direita levaria ou achar que entrar na porta da direita é jogar abaixo todo o propósito de vida que vc poderia ter. Simplesmente olhar ao redor e perceber que as duas portas levam pra mesma sala, apenas lados diferentes do balcão.
Grande questão esta..platónico ou aristotélico ,sem conhecer a fundo qualquer dos filósofos diria que sou platónico sem deixar se ser aristotélico..estranho(?) ,não necessáriamente ..andar com os pés na terra sem perder a Ideia e mesmo aproximando-se mais e mais dela..o bom ,o belo e o verdadeiro e o preocupante ..ficar só na teoria nunca chega ,e têm sorte aqueles que pela prática tiram as suas conclusões..de preferencia a prática do cuidar..por isso só um médico-filósofo pode resolver esta dicotomia ..talvez ainda que a filosofia metafisica de Platão seja insuficiente e que a Ideia se encontre através do cuidar daquilo que ele despreza ,ou seja o corpo..por fim e não menos importante ,mais do que a matemática o amor será caminho director e porque não fazer como Sócrates mas começar muito mais cedo:tornar-se musico..(essa verdadeira espada de damocles) ..o homem a caminho da perfeição atestado a si mesmo na perfeição da sua manifestação artistica..tem piada,eu sou isto tudo:médico,musico e talvez filósofo
Sou Socrático, Platônico e Aristotélico. Impossível não ser, pelo menos, filiado a um deles. Nisso sou privilegiado.
É preciso entender a cada um deles.
Sócrates: Filósofo, por excelência.
Platão: Filósofo e Cientista.
Aristóteles: Cientista, por excelência.
Sem Sócrates, Platão seria tão-somente um Poeta, ou um Cientista.
Sem Platão, Aristóteles seria um Botânico.
Impossível, em verdade, é menosprear o valor de qualquer um deles.
O mais “desconhecido” deles é Platão.
Falamos muito do “mundo das idéias”, mas não entendemos quase nada desse assunto. Não paramos para pensar. Coisa que Platão sabia fazer (Sócrates, muito mais ainda!). Aristóteles sabia pesquisar. Raciocinava sobre os elementos colhidos por ele, isto é: sobre a experiência. Por tal motivo, naturalemente, ele foi um grande Cientista.
Confunde-se, quando se fala de Platão, “aparência” com “realidade”. Nada mais correto, em Platão.
Aparência, em Platão, não é sinônimo de “ilusão”. É o que “aparece” aos nossos olhos, ou aos nossos sentidos. São os “fenômenos” ou a “realidade”.
Platão é “dualista”. Para Platão há duas realidades. Uma terrena. Outra transcendental.
Há o mundo dos homens e o Mundo de Deus.
No plano (ou Esfera) de Deus reside o “Bem Supremo”, a “Justiça Suprema”. É o “reino do Absoluto”.
No plano inferior, dos Homens (aqui não devemos falar em Esfera, porque Esta impliva “idéia de perfeição”. No mundo dos Homens o “Absoluto” é Relativo!
Não há “razão humana” sem os “sentidos”. Logo, esta é também Relativa!
Concluo: quem admira qualquer um desses homens fantásticos da Aantiguidade Grega, gosta de pensar. isto é o mais importantes!!!
WALTAMIR LEOCADIO DA SILVA
o conhecimento sobre os dois vale, apenas,
como exemplo do quanto o ser humano tem para aprender.
Platão era um perfeito idiota.
Aristóteles,um burro falante.
Heráclito, porém, continua atualizadíssimo!
uiuiui…acho q sou aristotélico….uiuiui acho q sou platonico….quanta viadagem…puta q pariu…. voces não metem não??? ficam só nessa bichisse??? uiuiui a alma é una ou indivisível??? mundo das idéias ou empirismo???
jsa, então dá o rabo pro heráclito…sua bichona
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