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fevereiro 19th, 2008 — Pessoas
Você sabia que…
A ONU apóia o terrorismo?
Há uma conspiração comunista global e o movimento gay é parte dela?
A Lei da Inércia é falsa e Isaac Newton era burro?
Há livros ensinando crianças fazer sexo oral com elefantes?
O Brasil hoje é uma ditadura comunista?
A mídia apóia os gays para promover o controle populacional?
O marxismo nasceu do satanismo?
Darwin é o pai do nazismo?
A web foi criada para combater o ateísmo?
O ser humano não precisa de cérebro pra viver?
O nazismo e o FMI são de esquerda?
Bill Clinton era um agente de Pequim?
Os EUA entraram no Vietnã para perder?
Há 40 milhões de comunistas no Brasil?
Não há diferença genética entre humanos e chimpanzés na gestação?
O empresariado nunca se organizou politicamente?
A ditadura foi branda e tinha eleições democráticas?
Che Guevara invadiu Angola 8 anos após a sua morte?
O PT é responsável pela morte de 50 mil pessoas por ano?
O General Geisel era comunista?
Lendo as pérolas de sabedoria de Olavo de Carvalho lhe dou razão. Ao menos em uma delas: O ser humano não precisa de cérebro pra viver. Eu sempre prefiro dizer que devemos atacar idéias e não pessoas, e ainda continuo com isso, mas há pessoas que simplesmente chutam o pau da barraca. Eu acho que não vivo no mesmo planeta que ele, talvez essa seja a explicação. Ele deve viver em alguma realidade alternativa.

janeiro 4th, 2008 — Pessoas
Eu sou nerd. A pouco tempo atrás foi criada uma liga que declarava a plenos pulmões seu desgosto com nerds. Estarei apresentando uma série de postagens sobre o Orgulho Nerd. E a primeira delas é apresentando uma das fêmeas mais queridas de nossa espécie: Natalie Portman.

Quando ela, que já ganhou um Globo de Ouro por “Closer“, tinha 10 anos de idade, uma representante da Revlon a descobriu em uma pizzaria e a abordou para ser modelo, Portman recusou pois considerando tudo, ela preferia ser atriz.
Portman só tirava “A” no high school, e sempre estudou em escola pública. Quando interpretou a rainha Amidala em “A Ameaça Fantasma” da franquia über nerd Star Wars, ela não participou da premiere (a noite em que muitos vão simplesmente para aparecer, mesmo quando não tem nada a ver com o filme) a fim de estudar para seus exames finais. O que se mostrou ser uma escolha acertada pois ela conseguiu entrar em Harvard.
Portman foi assistente de pesquisa no laboratório de psicologia e trabalhou como assistente do professor jurídico mais jovem da história de Harvard, Alan Dershowitz que fazia parte do “dream team” jurídico que livrou O. J. Simpson de suas acusações de homicídio.

Na próxima vez que alguém lhe disser que nerds não são atraentes, por favor, esfregue a foto de Natalie Portman em suas faces.
Ela já conseguiu seu diploma (a quem interessar, ela nasceu em 1981, faça a conta). Estudou quatro línguas em adição à sua língua nativa que é o hebreu. Publicou artigos em dois jornais científicos (quem conhece a mecânica da coisa, sabe o quão complexo é). Também matou alienígenas e roubou o coração de diversos caras ao redor do mundo.
Ela é uma das poucas atrizes jovens que teve bolas, embora o termo (anatomicamente) não se aplique, para raspar o cabelo e interpretar a aprendiz de anarquista Evey Hammond em “V de Vingança”. Com este papel ela foi convidada pela Universidade de Columbia para falar sobre terrorismo e anti-terrorismo. Ela é claro, com essa interpretação se condenou não apenas a ser amada e perseguida pelos fanáticos por Star Wars como os fanáticos por quadrinhos. Isso faz dela uma espécie de deusa nerd.
dezembro 17th, 2007 — Pessoas
Esta postagem é inspirada em uma ótima postagem que vocês podem encontrar lá no Anderssauro. Demorei um pouco para responder, mas ainda é tempo.
Primeiro eu tenho que dizer uma ou duas coisas: De certa forma, para mim, Natal é sinônimo de Trauma. Vou colocar algumas memórias aleatórias aqui. Talvez poderão parecer leves mas tiveram um grande impacto emocional em mim. Tanto que faz 4 anos que eu não vou a mais NENHUMA reunião de família. E este ano eu vou manter minha palavra.
Este não é relacionado com a minha família, mas vá lá, é trauma de qualquer forma. Eu tinha um melhor amigo, que na verdade era melhor amigA. É claro que eu era “secretamente” apaixonado por ela. Como qualquer garoto na face dessa Terra que é amigo de uma garota. E eu tinha meus “amigos da rua”: Alan, meu vizinho. E Tiago, um primo meu que morava do lado. Pouco antes do Natal não sei como apareceu Playboy por lá (Sheyla Carvalho). Eu, confesso, sou muito puritano. Tenho até vergonha de dizer isso. Mas eu viro a cara quando me mostram fotos assim. É automático. Assim como eu tampo o rosto com a almofada quando o “clima esquenta” em novelas & filmes. Mas confesso também que, sim, eu vi as fotos. Mas, a Palyboy não poderia ficar na casa de ninguém por que se a mãe de alguém descobrisse, sei lá, só tinham medo. Como eu tinha centenas de revistas (SuperInteressantes, coleção completa da “Dinossauros” que vinha o esqueleto para montar, e várias outras), eles disseram que se colocasse no meio delas, jamais seria descoberto. Eu, por via das dúvidas coloquei entre alguns desenhos da minha pasta de Educação Artística. Na véspera do Natal eu fui na casa da minha amiga para ela ver uma história que eu havia criado. Sim, ela descobriu. Sim, os pais dela estavam na casa. Não, eu nunca tive nada com ela. Não, a mãe dela não gosta de mim.
Essa é uma coleção de pequenos traumas. Primeiro, eu fui em uma ceia na casa de uns parentes de um tio meu de outra cidade. Não conhecia 70% das pessoas no lugar. A mulher me dá um “prato genérico” com garfo e faca. Por prato genérico eu digo tudo o que ela estava colocando para os outros. Fatos: Eu não como com garfo e faca, apenas colher. Não como peru, chester, tender ou galinha. Não como farofa com miúdos de animais. Nem arroz colorido. Eu disse: “Esse arroz está doce” para a minha mãe, do lado da mulher que preparou.
Depois, um garoto começou a dançar. Eu viro para o meu primo e digo: “Na minha escola, se vissem ele dançando, diriam que ele é bichinha”. Meu primo conta na primeira oportunidade para o pai do garoto que me olha ameaçadoramente e diz: “Aqui não é a sua escola!”. Eu ainda tenho pesadelos em que um monstro que apresenta várias formas como um búfalo gigante, ou um com corpo de morsa, com a cabeça de um leão marinho. Em outras possui o corpo de uma gaivota com a cabeça de um suricate. Ou a cabeça de um macaco, com os chifres de uma rena, com o corpo de um porco espinho que grita enquanto me persegue: “Aqui não é a sua escola!” no idioma de Cthulhu.
Com certeza há mais. Há muito mais. Ainda bem que o cérebro bloqueia memórias ruins. Todo ano eu me consolo dizendo: “Esse é o pior natal de sua vida, ATÉ AGORA”.