Rebeldia é Mercadoria

Muitas perspectivas contra-culturais como ativistas ecológicos, culture-jammers, grafiteiros, skatistas, e anti-consumistas possuem várias similaridades entre eles. Todos percebem o resto do mundo (o mainstream), como opressores e provocando lavagem cerebral para a conformidade por uma grande força social, e as leis da sociedade (formais e outras) são pensadas para suprimir da natureza humana a sua razão. Os movimentos contra-culturais não são únicos como eles querem aparecer e nem mesmo tão espontâneos. São um bando de pessoas se vestindo, falando e produzindo da mesma forma, para ser diferente. Apenas por não serem adotados por muitos (mainstream), eles o preferem por ser adotado por poucos (alternativo). É apenas um clube segregador e preconceituoso como todos os outros.

“O sistema”, essa entidade que parece ser o antagonista de todos eles, mas que não foi encontrado para dar entrevista, não é algo que busca conformidade, como eles clamam, pelo contrário, ele busca a individualidade e a competição por distinção. Vejam “Beleza Americana”, “Clube da Luta”, “Matrix” e “Adbusters”, todos produtos supostamente em algum nível contra-culturais, mas populares no mainstream. O sistema capitalista não está tentando suprimir a individualidade; mas na verdade, uma força de distinção guia o mercado (afinal, para vender não basta fazer o mesmo que os outros). Os indivíduos estão em constante busca para se “sobressair”.

Logo, tribos sociais, movimentos contra-culturais, só poderiam surgir e se tornar movimentos de longo prazo em um ambiente capitalista. E no caso do consumismo, como todos estão tentando se distinguir uns dos outros, a “rebeldia” é um caminho excelente para isso. Não é surpresa então, a imagem do rebeldia em sua com a não-conformidade é um ponto pacífico de vendas para muitos produtos. Encorajar a compra de produtos subversivos ou contra-culturais não faz mais do que tentar torná-los mainstream.

Veja os produtos orgânicos. Entraram em moda recentemente e são bem mais caros. Há todo o lance de não usar agrotóxicos e auxiliarem o meio ambiente. Mas se vendem nesse caráter de irem contra a “maré do Sistema”, de serem “autênticos”. Ou seja, um produto comercial como qualquer outro, que vende por ser diferente do mainstream.

Na música se vê muito isso. Bandas “alternativas” estão vendendo mais do que crias-de-gravadoras. Leio muito em fóruns de Orkut, várias pessoas que reclamam quando seus artistas prediletos ou músicas aparecem na MTV, no rádio ou novela. “Agora vai virar modinha”. “Não gosto mais agora que toca na rádio”. Objetivamente não mudou nada no produto, mas ele perdeu seu apelo “alternativo”, que é requisito para algumas pessoas consumi-lo.

Camisetas de Che, livros de autores “marginais” que vendem mais do que muitos outros “conformistas”. Por mais bem intencionados que acreditem ser, apenas usam uma tática diferenciada de marketing (e afinal, não existe hoje o marketing de guerrilha?). Eles não lutam contra o sistema. São parte dele, apenas não querem admitir isso. Que estúpido, a célula cardíaca contra a pulmonar. Rebeldia é mercadoria. E os rebeldes, quem diria, os melhores representantes do capitalismo.

Leia também: Por que não sou alternativo, no Nada Pensitivo!

Che
Creative Commons License crédito: Leif (Bryne, Norway). Em breve sairão dois filmes sobre a vida de Che, por Steve Soderbergh (Traffic), quem diria, Che dando milhões para Hollywood…Rebeldia é Mercadoria!

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Comments

- Orgânicos: há somente uma afirmação mercadológica: tem um público restrito que está disposto a pagar, e como é um produto segmentado ele tem ‘licença’ para ter os preços acima da média. Logo os Iphones estarão a preço de banana, assim que forem lançados celulares melhores, menores, mais leves e com os mesmos features.

- Síndrome do Underground: como ser diferente com tanta gente esquisita por aí?

Isso para mim é falta de afeto familiar. A evolução do moleque que turbina o carro para compensar a falta de habilidade no xaveco agora ecoa em outras ‘tribos’. Acredito que tem tudo a ver com sexo (ou a falta dele).

@Kelly:

Sim, mas note que se não houve o “embasamento” de serem produtos revolucionários em seus campos, tanto o Iphone como os orgânicos, eles não venderiam nada, pois são mais caros.

Pense comigo: Como algo SEM agrotóxico precisa de um certificado? Minha mãe sempre teve horta. Comemos o que ela plantava, ela não usava nada além de água e cuidados. Mas não posso dizer que era “orgânico” pois não tinhamos um selo. Ou seja, toda uma “máquina” para criar o marketing da rebeldia e vender.

Sobre tudo ter a ver com sexo ou a falta dele, concordo totalmente.

Pra mim isso está ligado a questão hormonal da juventude de hoje em dia, como ja citado sobre sexo ou falta dele.
Tem toda a questão da máquina capitalista que corrompe a todos desde cedo para o consumismo.
Parece até uma conta simples: adolescentes + rebeldia = consumismo rebelde
Acho que tem muitos frescos rebeldes, ou muitos rebeldes ganhando dinheiro com a causa…

Uw Uw quero muito que o meu bixinho que eu desenhei sozinho apareça aqui no desenho do lado, como faz??? @_@

@ZaNzotta:

O monstro é gerado baseado no número do seu IP, não há como controlá-lo.

Mas ZaNzotta o ponto é que não existe “corrupção” da máquina capitalista. Esses jovens, com ou sem sexo, por estarem inseridos nesse sistema, extravasam-se na rebeldia, o texto chama atenção para que “rebeldia” e os movimentos de contra-cultura fazem parte intrinsica do capitalismo, são uma manifestação natural dele. É o que temos, é o que acontece. Esse discurso da opressão funciona muito bem no plano da linguagem e indicadores sociais pouco ou nada dizem sobre os estados subjetivos de felicidade, logo, como mensurar a opressão?

A “corrupção do capitalismo” é só um bando de palavras para se diferenciar dos que não ligam para isso…E é apenas uma expressão do…Capitalismo ¬¬

gosto sempre de lembrar do super size me, ja que no texto há citação de filmes, gosto da parte das crianças que adoram macdonalds, e sabem tudo sobre, se aquilo não for corrupção capitalista então eu não sei oque é… ao modo daquelas crianças o mac donalds pode ser rebelde! as outras crianças comem a comida da mamãe, estão fora do contexto.
então eu acho que isso acontece sim.
são fatos, é desse jeito, a rebeldia faz parte do capitalismo, concordo, mas nem sempre foi assim ou não precisava mesmo ser assim.

Como diz o Rage Against the machine no CD da trilha sonora do godzilla (olha o alternativo chegando no mainstream):

“A maior atração é a distração, eles te acham e te fazem ficar adormecido, Esvazie os bolsos, filho!
Eles te fizeram pensar que o que você precisa é o que eles vendem e que se rebelar é comprar coisas diferentes.”

O rock n´roll é a maior prova de que o capitalismo coopta aquelas atitudes estranhas ao mainsteam e as comercializa.

Mas isso não significa que todas as manifestações de uma “cultura” alternativa se prestem ao consumo pasteurizado. Existem produtos da mente humana que não podem ser absorvidos e cooptados pelo capitalismo?

O ateísmo como vc mesmo apontou em outros posts não consegue ser aproveitado para o conformismo como as religiões.

O Marxismo revolucionário continuará sendo uma arma para destruir o Capitalismo ( chamado de “Sistema” por aqueles que ainda não enxergaram quem é o inimigo) não importa o quanto venda!

o critério é o quanto o que há de subversivo na conduta alternativa se perde na massificação.

@Tibita:

Concordo em vários pontos, mas ainda insisto que mesmo onde não há “massificação”, vamos dizer, no discordianismo, este é um produto do capitalismo. Ele é o ambiente que cria esses “fungos”, naturalmente, mesmo quando eles são expressamente contra o mesmo.

O marxismo revolucionário nunca será arma para destruir nada, pois é como uma arma de brinquedo. Sua visão da história trazida de Hegel é “platonismo para historiadores” (como poderia dizer Nietzsche). Bela teoria, espécie errada.

O discordianismo me ensinou uma coisa: “nós operamos em vários níveis”. Pra fazer algo bom você não precisa ser um artista subversivo - embora muitos o sejam. Algumas pessoas muito boas fazem parte do mainstream.

Afinal, quem quer algo melhor e mais da cultura popular que músicos como The Beatles?

Eu sou um que faço parte do grupo que defende o capitalismo e “”odeia”" o comunismo, no entanto falo muito sobre os males gerados pelo mesmo capitalismo e das suas conseqüências.

De fato não existe um grupo em total ‘alternatividade’, algo só pode ser alternativo quando é extremamente restrito, e ainda assim pode ser confundido.

Cabei de ver Superbad.

Ô filme ruim, depois de 20 minutos desliguei a tv.

E o prêmio Comentário “Ih, caí de páa-quedas, o que faço aqui?” vai para…

Não existe noção de personalidade no capitalismo. Como o Rei de Midas “às avessas” (ou não), o sistema transforma tudo em que toca mercadoria. Você tem uma idéia ou um objeto? Produza em série, e venda dizendo que aquilo vai te fazer mais macho / fêmea ou mais feliz, o que por uma lógica de A + B pra muita gente, dá no mesmo.

Já que você falou em Nietzsche, Ibrahim, ele vive falando em Aurora que a evidência está contra o historiador… Perdemos a esperança na humanidade porque o sistema em que vivemos nos força a sermos menos do que podemos ser. O capitalismo pega nossos vícos e nossas cavernas psicológicas e aposta nelas, nos faz desenvolvê-las, nos apodrece ao invés de nos enobrecer. Não, a “origem de todo mal” não está no capitalismo. Mas o fato é que “todo o mal” está “pior” (!) por causa dele. Não existe noção de uma individualidade verdadeira no capitalismo, existe noção de ego… Você é o que você aparenta, você é o que você compra…

E o pior de tudo é que é um loop infinito, uma teia bem traçada (”but not by anyone in particular”) de relações cíclicas. A “conspiração” que muitos rebeldes esperam não existe. Ela existe, na verdade, mas ela não é como aqueles monstros de Guerra dos Mundos (”tripods” é o nome, né?) - a conspiração sou eu olhando torto para alguém diferente, a conspiração sou eu controlando os atos dos outros pela moralidade, a conspiração sou eu favorecendo um negro quando penso “vou fazer pra não pensarem que sou racista”. E, é claro, a conspiração sou eu comprando camisa do Che Guevara.

A conspiração está dentro de nós, não fora. Mas não basta libertar a si mesmo através de uma mente aberta (discordianismo, alguém?). Você pode até resistir à invasão de corpos que é a publicidade e a futilidade, mas se você acha que é suficiente e não pensar em como modificar as coisas, as coisas vão continuar fazendo mais vítimas. E se você (você de uma maneira genérica, como num exemplo, se não essa frase parecerá rude) acha que está tudo bem gastar a nossa única chance de viver com uma vida pequena, bem, enfim, eu particularmente não acho legal… E se nasci num mundo que não é assim, não quero o mesmo pros descendentes do homo sapiens.

@Rev. Peterson Cekemp:

Peterson entendo seus pontos, mas é tanta coisa que não daria conta de responder um a um pois estou com preguiça. Mas já começa mal “não existe noção de personalidade no capitalismo”. Você é um robô então? Não conheço sistema nenhum, além dos de castas, abelhas e formigas que não exista essa noção. Só o conceito de livre-mercado já pressupõe uma personalidade que escolha.

Essa coisa de “produzir em massa, tudo igual” não é capitalismo. É fordismo. Vemos uma mudança desse paradigma PRODUTIVO nos últimos anos.

Novamente radicalismo: “O capitalismo pega nossos vícos e nossas cavernas psicológicas e aposta nelas, nos faz desenvolvê-las, nos apodrece ao invés de nos enobrecer.” Se ele, esse bicho-papão faz isso, é por que nós permitimos. Você permite? Essa questão de “o capitalismo isso”, “o capitalismo aquilo” é apenas uma visão determinista e fatalista de um sistema. Não estou falando que é “ótimo”. Não se há de fazer nada reto com a madeira torta da humanidade. Só quis chamar atenção que as formas “rebeldes” são “sintomas” do sistema que tanto combatem.

Estou com preguiça de continuar, por ora é isso.

Você está certo, Ibrahim. Mas seja cuidadoso ao escrever esse tipo de texto, porque você pode motivar que escrever textos assim torne-se uma modinha e assim continuamos o loop infinito de alternativo = realidade = alternativo = realidade = …

“Se ele, esse bicho-papão faz isso, é por que nós permitimos. Você permite?”

Ibrahim, se eu tento prender os seus pulsos com uma algema dizendo “vou te prender agora, ok?”, você pode dizer “ei, pera lá! Que negócio é esse?”.

Mas se eu te prender por trás, enquanto você assiste a um filme romântico, e eu ainda te disser quando você sentir as algemas que eu estava apenas, hum, limpando uma sujeira na sua mão, você provavelmente voltaria a ver o filme.

A questão não é se permitimos ou não, é que estamos acostumados a pensar de uma maneira pequena - ou, melhor dizendo, não pensar. Ninguém pensa “mas será que isso é bom?” ou “será que isso tudo é mesmo necessário?” porque assumimos tudo como verdadeiro, como necessário. “Ninguém mais morre de verdades fatais; há remédios demais“.

O capitalismo “pega nossos vícios e nossas cavernas e nos faz desenvolver isso” não de um jeito bruto, mas de um jeito, hum, “holístico”. Nunca (ou quando o fazem o fazem pra uma direção específica, digamos assim…) nos fazem pensar sobre nós mesmos e sobre o modo como nos organizamos socialmente, pra que possamos simplesmente continuar a fazer as coisas como sempre foram feitas; se as coisas podem ser diferentes, eu não sei. Mas como saber se estamos ocupados demais comprando?

“Não se há de fazer nada reto com a madeira torta da humanidade.”

Sim, eu sei que é Kant, mas depois sou eu que sou radical, hein? ;)

Obs.: essa réplica não ficou bem construída. Não sei o que foi, mas faltou dizer alguma coisa…

@Rev. Peterson Cekemp:

Sobre a frase de Kant ela não é radicalista e sim humilde. É o reconhecimento de que com nossas tendências cognitivas, emoções que nos levam a tomar decisões, proteção de pessoas queridas, nosso cérebro que não consegue lidar com toda informação e seleciona aquelas a que priorizar, o nosso não acesso à coisas-em-si, enfim…Que não podemos almejar nada perfeito. Saímos de uma caverna e caímos em outra. Essa coisa de liberdade simplesmente não existe. Não assumimos o que temos como verdadeiro, nem necessário. Veja que toda a minha “crítica” é simplesmente para deixar de ver as coisas como inimigas e sim como “o que temos e você é produto disso mesmo falando que isso é uma merda”. Só isso.

Que não podemos almejar nada perfeito.

Hell no! =) Mas dá pra almejar algo melhor…

@Rev. Peterson Cekemp:

O que não foi atacado em momento algum…E desde que temos um sistema amoral por aqui, vamos colocar a culpa neles ou naqueles que vem “rodando” ele (também conhecidos como nós mesmos)?

Esse é o problema Ibrahim, o NÓS, o sujeito no plural. Eu posso tentar parar de rodar o sistema, mas não tenho outra alternativa. Milhões de pessoas vão continuar a rodar o sistema…

…O que não é motivo pra desistir de tentar conscientizá-las. Só não dá pra pensar que é só “eu” fazer a minha parte que tudo vai ficar bem, porque vivemos numa organização social em que não há liberdade do indivíduo. Se eu quiser viver diferentemente, não dá.

@Rev. Peterson Cekemp:

Você está no nós, indissociavelmente. Se não há liberdade é apenas um sentimento psicológico seu, como um “complexo de inferioridade”. Tem certeza de que se você quiser “rodar” outro sistema não consegue ou é apenas inércia pessoal, medo de ser diferente (ou seguir todos, uma de suas “críticas” ao capitalismo), ou medo de perder as facilidades de uma vida numa sociedade capitalista (onde você não precisa buscar sementes, caçar ou arrumar sua própria comida)?

Não me responda agora, veja o filme “Na Natureza Selvagem” e conheça um sujeito, dentre centenas de outros, que renunciaram exatamente ao que você diz não “termos liberdade”.

Lembre-se de Éris: “Eu vim lhes dizer. Vocês já estão livres”

E quem disse que o sistema que eu quero rodar tem a ver com caçar e arrumar a própria comida? Quem disse que só o capitalismo é capaz de prover uma sociedade em que não necessariamente cada um produza sua própria comida?

De qualquer forma, não sei nem como a conversa chegou aqui =S eu concordo com o que você disse no texto, haehaehaeha.

As culturas marginais/contra-culturas só conseguem existir por que a sociedade precisa de combústivel para pequenas e programadas mudanças de maneria a diversificar e aumentar a quantidade de produtos no mercado.

Nossa sociedade é capitalista, tudo é mercado. Não existem bandas/autores/artistas “puros” ou que não tenham interesse em ganhar dinheiro com seu trabalho. Seria loucura não ganhar dinheiro com o seu trabalho quando pessoas estão querendo atirar dinheiro em cima de você.

A questão é que durante o século 20 os ciclos de consumismo da sociedade encurtaram progressivamente. Cada vez mais é necessário coisas mais novas mais rápido. E é assim que até pornografia está mainstream hoje em dia.

[E a indústria pornô, como ficou com isso? Bom, é só ir olhar as capas dos DVDs na sua locadora mais próxima. Tudo cada vez mais bizarro.]

A sociedade consumista precisa de coisas cada vez mais estranhas ou obscuras para manter a demanda por coisas “diferentes” (alguém já notou como um certo tipo de pessoa, quando não quer dier se gosta ou não de algo diz “que diferente!” para depois dizer, caso o grupo aprove a idéia “que legal!”?), e isso catapulta as culturas mais “antigas” (emo é um estilo de hardcore do final do anos 80 que fazia sucesso nos EUA muito antes de virar moda na malhação e aterrorizar os shoppings) em evidência muito rápido, o que leva muita gente a se perder em meio as tendências.

Andy Warhol sabia de tudo isso, o cara era um gênio. E foi ele quem cunhou a tal frase dos 15 minutos de fama.

Então a questão não é se existe algum mérito em ser underground ou alternativo ou se existe alguma maneira de ser alguma coisa não-comercial. A questão é se faz alguma diferença para o movimento que este esteja recebendo atenção da mídia/sociedade.

Os 15 minutos de fama são, então, o funeral?

Se você for repara o próprio Punk, um dos mais “rebeldes” entre os movimentos musicais, foi praticamente fabricado por um estilista.
Esse cometários no Orkut estão ficando cada vez mais irritantes. Se só você gostasse de uma determinada coisa é bem chato, não.
Siga o que você quizer, o que mais apreciar. Para mim isso que é o melhor, não sai seguindo qualquer coisa que se diz original. Parece que cada vez mais ir pelos proprios pensamentos não é ser original.
Por fim concordo o principal é se sobressair.

eu amei essa novela
bjsssssssss
maria
tati
ajinha
clara
aquiles
agata
eugenio
cleo

xau xau
bjssssssssssss
liga do bem

Caro Ibrahim, me deparei com um link que você deixou em meu post, no Pensitivo, e li este seu, que por sinal é muito interessante. Gostei muito de você ter deixado o link, logo abaixo do seu. Obrigado!

Sobre esses “alternativos”, vemos em comerciais de refrigerantes, de cartões de créditos juvenis, e de várias outras coisas direcionadas ao público jovem, predominar aquele apelo publicitário que incita o consumidor a “ser diferente”. E a estética quase sempre é aquela “estilo Malhação”: grafites em muros, transeuntes com roupas de skatistas ou, de alguma forma, com algo “cool”, rabiscos e letras que parecem ter saído de um fanzine dominando a tela. E frases de efeito do tipo: “E aí, qual é a sua?”, ou “Se liga, aqui está o produto que é a sua cara, mané!” heheheh…

Vemos enquetes na MTV perguntando: qual é o seu estilo, como você se veste? A propaganda de Sprite diz que quem toma Sprite é autêntico… E vemos a juventude atendendo facilmente a esses apelos comerciais. E no meio disso, os alternativos sem sombra de dúvida se enquadram.

Mas, como sabemos, essa “rebeldia” é apenas mercadoria. O sonho acabou há décadas (se é que já existiu)…

[...] escreveu um post interessante sobre “ser diferente”: pegando outro ponto da questão, existem duas maneiras de ser diferente. [...]

nunca tinha pensando nisso td dessa forma…
gostei do seu texto, do seu ponto de vista e de como ironizou td.
parabens!

Um dos melhores posts que já li por aqui

[...] às pessoas que estão nas cavernas, quer fazer alguma coisa! E aí ela descobre, aos poucos, que o próprio sistema oferece as armas para a “luta” e, sabendo ou não, acaba, ao tentar enfraquecê-los, fortalecendo-o, ajudando, colaborando com [...]

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