Rupert Sheldrake

Rupert Sheldrake é o biólogo e filósofo natural que tem levado a atenção da ciência para alguns interessantes temas, controversos e que carecem de uma investigação científica séria e conclusiva, mas que são muito interessantes e por que não dizer, discordianos.

Sheldrake critica, por exemplo, abertamente alguns dos pilares do método científico, como a necessidade de ambientes controlados para reduzir o número de variáveis em um experimento e a validação de um resultado somente se ele puder ser repetido nas mesma condições. Segundo Sheldrake isto gera um artificialismo que desmerece os resultados, pois por mais que os resultados sejam conclusivos em certo sentido, na prática não existe “ambiente controlado” e está sujeito a todo tipo de variavies.Um exemplo do que Sheldrake quer dizer: Para realizar um experimento e saber se a batata transgênica é nociva ou não, eles alimentam cobaias apenas com a batata transgênica enquanto outras somente são alimentadas com batatas não-transgênicas. Os resultados valeriam na prática? Pois ninguém que eu conheça se alimenta exclusivamente de batatas, entende o que ele quer dizer? E se eles disserem “Ok, não causa nada”, e depois descobre-se que com tal proteína, BUM! você explode?

No seu livro “Sete Experimentos Que Podem Mudar o Mundo - Pode a Ciência Explicar o Inexplicável?”, Sheldrake debate sobre os grandes temas de seu estudo e fornece meios de todas as pessoas com o empenho e material realizar os experimentos descritos no livro.Na introdução ele escreve:

Neste livro, proponho sete experimentos que poderiam transformar a nossa visão da realidade.Eles nos levarão muito além das fronteiras atuais da pesquisa. Poderão revelar, a respeito do mundo, bem mais do que a ciência tem imaginado. Qualquer deles, bem sucedido, exibirá panoramas novos e surpreendentes.Juntos, serão capazes de revolucionar a nossa compreensão da natureza e de nós mesmos.
O livro não trata apenas de um tipo mais aberto de ciência, mas também de um modo mais aberto de fazer ciência: mais público, mais participativo, menos monopolizado por um sacerdócio científico. Os experimentos propostos custam muito pouco; alguns praticamente nada. A pesquisa está aberta, em tese, a quem se interessar.

Esta no entanto não é a idéia mais controversa de Sheldrake. Uma de suas outras idéias é sobre os assim chamados “campos mórficos ou morfogenéticos”. Esta teoria explicaria, uma vez comprovada, desde conceitos como o “inconsciente coletivo” de Jung, a orientação dos pombos, e a morfogênese, dentre outros.

Descartes acreditava que o único tipo de mente era a consciente. Então Freud reinventou o inconsciente. Daí Jung disse que não existe apenas um inconsciente pessoal, mas um inconsciente coletivo. A ressonância mórficanos mostra que nossas próprias almas estão conectados com as almas dos outros e ligadas ao mundo que nos cerca.

Acho que nem preciso dizer que a palavra “almas” ali deixa qualquer cientista com a pulga atrás da orelha.O que os campos mórficos dizem é que existe não apenas, grosseiramente falando, uma internet de pessoas, mas uma internet de tudo. TUDO ESTÁ CONECTADO…Aí cai no Teorema de Bell e tudo o que resta é especulação.

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Sete Experimentos Que Podem Mudar o Mundo - Pode a Ciência Explicar o Inexplicável?
A Sensação de Estar Sendo Observado

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Comments

Cara, criticar a ciência porque os ambientes controlados nunca estão controlados o suficiente é a mesma coisa que reclamar de uma cerveja gelado só por que ela pode ou não esquentar, dependendo do tempo que o bebedor levar. Ou seja, é uma crítica bem vazia.

Ele não critica por que estão controlados o suficiente, mas por que estão de alguma forma controlados. Você entendeu errado.

Ei li um livro dele, faz tanto tempo que nem lembro de nada vou ter que reler, penso que o mundo está mesmo conectado, estamos todos um no outro, as vezes é o que chamamos de coincidências, ou quando dizemos,”nossa! a gente pensa muito parecido” ou quando se fala em almas gêmeas (?! rsrs), mesmo que os termos sejam estranhos e sem comprovação científica… o duro mesmo é que Sheldrake é classificado como ocultista, esotérico. Vou reler o livro e voltamos a conversar! Abraços

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