Seu Cérebro Toma Suas Decisões Antes de Você

Você pode achar que decidiu ler esta história — mas na verdade, seu cérebro fez a decisão bem antes de você saber a respeito.
Em um estudo publicado domingo pela Nature Neuroscience, pesquisadores usando escaneadores cerebrais puderam prever as decisões das pessoas sete segundos antes daqueles sujeitos aos estudos estarem conscientes de tê-las feito.
A decisão estudada — se aperta o botão com a mão esquerda ou direita — pode não ser representativo de escolas complicadas que são mais integralmente associadas com nosso senso de auto-direção. Memo assim, esta descoberta desperta profundas questões sobre a natureza do ser e autonomia: O quão livre é nossa vontade? A escolha consciente é apenas uma ilusão?
Direto da Wired.
Para mim, a questão levantada é muito mais sobre a natureza do ser. O que o estudo mostra não é sobre o nosso “livre-arbítrio”, afinal apenas mostra que agimos fisicamente e temos consciência disso após uma decisão fisiológica. O “livre arbítrio” ainda seria mantido, mas se assumissemos que o ser é a fisiologia cerebral, o que levaria as mais diversas concepções ramificações. Um, não há alma. Se existe algo tal como alma, nesse caso sim, não existiria livre-arbítrio, já que a alma seria dirigida pelas funções químicas do cérebro. Mas para mim, isso apenas depõe contra a teoria dualista de Descartes, contra a idéia do fantasma na máquina.
O que acham?

crédito: seq. Se a vida é toda a respeito de escolhas, e se nem sobre elas tivermos controle nenhum? E agora, quem poderá nos defender?






















15 comentários para “Seu Cérebro Toma Suas Decisões Antes de Você”
Para eu a alma não passa da consciência em atividade. Isso até faz sentido com o que diz as crenças sobre o abandono da alma após a morte do corpo físico.
O que, em termos simples, seria a alma no seu contexto? Pois no usado normalmente é algo, uma entidade, que “anima” o corpo e é criada por deus, Thor, qualquer-coisa. Como faz sentido? Poderia explicar melhor pois não entendi o seu ponto.
O que os religiosos chamam de entidade eu chamo de consciência. Para eu não passa do nosso cérebro em atividade, ‘fazendo’ a consciência funcionar.
Quanto ao abandono, quando morremos nossa consciência se esvai, na religião eles dizem que a nossa alma sai do corpo.
Desse modo evito gastar energia dando explicações a pessoas mais antigas que não entendem que eu não sou religioso e não pretendo seguir uma, e ficam durante horas me enchendo o saco com suas crenças.
Tinha achado que você considerou que esse experimento era um argumento para a alma que se esvai do corpo. Mas eu estava errado. Bem, é a mesma opinião que a minha então. Que é a mesma opinião de Epicuro
Do meu ponto de vista, o exposto não trata diretamente da existência ou não de alma, existência ou não de livre-arbítrio e tampouco da relação entre alma, livre-arbítrio e cérebro. Ele apenas estabelece um intervalo de tempo entra a tomada da decisão e a consciência da tomada de decisão. Coisa completamente diferente. E me leva a ver o cérebro como um processador de informações ainda mais poderoso do que eu já imaginava. É comum compararmos o cérebro a um computador e o acharmos lento, mas nunca levamos em conta que lenta é a nossa consciência e as atividades que desenvolvemos conscientemente, e não o funcionamento do cérebro. Isto, o estudo demonstra bem.
Concordo com o Enio, o cérebro deve ser tão rápido que existe esse espaço de tempo. Quanto à alma, não gosto muito dos conceitos religiosos que “explicam” isso. Penso que estamos ainda caminhando para descobrir qualquer coisa nesse sentido, a minha crença, baseada somente nas minhas crenças (rsrs) é de que a consciência de alguma forma continua após a morte. Se algo como “Alma” existe também não creio que ela seja dirigida pelo cérebro, acredito que ela possa interagir, mas não me pergunte como…
Eu tenho q concordar com Enio. Acho ainda q esse período pode ser apenas o cérebro fazendo considerações inconscientemente sobre a decisão tomada inicialmente.
Jung dizia, na minha interpretação, q podemos aperfeiçoar nossas decisões tomando ciência desses processos inconscientes, ou seja, descobrindo a verdadeira razão por trás de nossas escolhas
Realmente, qdo li Descartes nca levei a sério a dualidade corpo-alma, achei q ele atribuía demasiadas funcões do corpo à “movimentos da alma” o q considerei mais como falta de conhecimento da fisiologia q se tinha na época.
Eu acredito que o cérebro tem várias regiões com reações diferentes à mesma situação disputando o domínio das ações, como quando você não consegue se decidir sobre algo, e enquanto um centro decide com que mão apertar outro registra isso como uma tomada de decisão. Acho que a idéia de uma consciência única, de um eu pensante ou uma alma é uma ilusão que temos do que se passa.
Acho que faz todo o sentido o cérebro “saber” o que fará antes de a gente ter consciência. Só não faz sentido o tempo ser SETE* segundos.
É muita coisa!
E é muito estranho, já que faz pensar que o mecanismo da “consciência”, da “mente” - e por aí vai - é muito complexo ou muito primitivo (num certo sentido).
*Na verdade, todo mundo sabe que o tempo é de CINCO segundos, o relógio dos pesquisadores é que está errado.
Creio que o pensar “consciente” não existe, é só um artificio de nosso cérebro para a gente não enlouquecer. Acredito apenas no pensar “inconsciente”, quando parece que não é você que está pensando, tendo a idéia. Quando você deixa a parte mais profunda de você mesmo escolher, e não a superficial.
Só não entendo o porquê de fazerem uma diferenciação tão grande entre o cérebro e a pessoa como um todo. Seu cérebro não toma as decisões por você, porque você é que usa o seu cérebro pra tomar decisões. Ele faz parte de você, e não você dele. Mesmo que estas decisões já estejem prontas 7 segundos antes de virem à tona do consciente, isso não quer dizer que existe um indíviduo separado que toma as decisões sem que a gente saiba.
Além disso, esqueceram de mencionar os reflexos corporais que acontecem em décimos de segundo. São decisões muito rápidas, e aposto que imprevisíveis
E muitas vezes tu primeiro toma uma decisão e depois fica se justificando como se ainda estivesse escolhendo que decisão tomar
Repetindo o que a própria parte em blockquote disse mas não com muita ênfase: O cérebro toma decisões antes, mas será que não há nenhuma diferença entre apertar um botão e, por exemplo, casar, fazer uma faculdade, ir para o parque de diversões ou um parque aquático?? Não acho que um simples botão diga algo sobre as escolhas que fazemos que são um pouco mais importantes…
E outra, o problema toda da diferença entre o conceito de alma e o conceito de consciência é esse: quando se fala em alma têm-se aquela idéia de “energia” ou “fantasminha camarada”. O que nos vincula culturalmente à idéia de que ela permanece depois da morte…
“acredito que ela possa interagir, mas não me pergunte como…”
Evandro:
Pela glândula pineal! =D
Só umas perguntas… Se alma existe, então não existe livre-arbitrio? Os pressupostos estão muuito dominantes. Se o Cérebro toma a decisão 7 segundos antes do ser agir, será que antes do cérebro algo não possa decidir por ele? lógica simples. E se a força que motiva a “decisão” cerebral não puder, ou não pode ainda ser observada? Too much, too soon.
Quer dizer que eu existo sempre 7 segundos no passado?