Singing in the rain
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No futuro, uma época em que gangues de jovens aterrorizam todos a quem encontram pela frente, espancando, estuprando, ou matando por simples prazer. Uma época em que o povo oprimido por uma política severa, beirando ao totalitarismo, não sai de casa e prefere assistir à onipresente televisão no [relativo] conforto de seus lares. Uma época em que a politica consegue ser tão ou mais violenta que os bandidos.
A história de mais de 25 anos de idade escrita por Anthony Burgess e adaptada por Stanley Kubrick para o cinema (eu não tive a oportunidade de ler, apenas assisti esta adaptação), Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) é um clássico que você não pode deixar de conhecer.
O autor não é nem um pouco romântico. O que Burgess imagina pro futuro é um completo caos, onde estas ações que dentro das convenções humanas são considerados más (violência, assassinato, estupro) acontecem a todo momento com várias vítimas e por várias pessoas. O final é horrorshow e deixa uma reflexão brilhante a respeito da violência da mídia e da política: todos os problemas do mundo são resumidos à imagem e à publicidade. O importante no fim não foi o que aconteceu, mas como os políticos se beneficiaram dos acontecimentos.
E isso nos faz pensar porque é algo bastante comum nos sistemas democráticos que vivemos: políticos beijando crianças, abraçando idosos, lamentando catástrofes, forjando provas e dossiês… tudo simplesmente pra continuar no poder, no maligno PODER. Depois de corrompido o ser estranho que o homem vira não consegue mais pensar em nada a não ser ter o seu maldito anel e repete o tempo todo “Meu precioso… meu precioso… é só MEU!”

Veja que nem todos os políticos conseguem disfarçar a aparência
Ok, melhor mudar de assunto e concluir este post porque o Rev. Ibrahim Cesar já me ensinou que “De mortius nil nisi bonum.”
Simplesmente assistam ou leiam Laranja Mecânica.
Notas
- O filme é chocante e suas cenas de ultraviolência e entra-e-sai não são recomendadas pra crianças, mães, namoradas e esposas que não gostam de filmes que mostram as toltchocadas (ex: “A paixão de Cristo”)
- “Laranja Mecânica” usa um vocabulário estranho de gírias que são uma mistura de inglês (ou no nosso caso, português) e russo, chamada nadsat. Uma dica pra você não ficar completamente perdido o filme inteiro cada vez que Alex (o protagonista) falar: guliver significa cabeça. Incluí outras palavras deste vocabulário no texto do post.
[tags]laranja mecânica, a clockwork orange, cinema, movies, stanley kubrick, literatura, 70s[/tags]
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Stanley Kubrick é um desses diretores geniais, que consegue adaptar um livro para o cinema e aumentar a qualidade da obra. Ele transformar um livro mediano de Stephen king, em uma obra prima do cinema: “O Iluminado” filme feito em 1980 ainda é considerado por muitos o melhor filme de terror de todos os tempos.
Agora a segunda versão desse mesmo livro feita na década de 90, por outro diretor é trash total, lixo do lixo.