Posts com a Tag ‘amor’

Amor, Sublime Amor

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Arthur entrou no costumeiro bar, sentou-se no lugar costumeiro do balcão; estava ansioso pelo jogo. Esperava fervorosamente que a Colômbia desbancasse o Brasil – mas é claro que não diria isso para o povo ali, ou seria enxotado.

- ‘Noite, Hetz. Feliz dia do Nietzsche.
- Boa noite, professor. Feliz dia do Bigode! – E Hetzlinger riu bastante. – E, ah, claro, feliz dia dos professores também. Veio assistir ao jogo, é?
- Podes crer. Nem me lembre que fui professor, argh. Me vê o de sempre.

O bartender começou a preparar a bebida do velho Arthur, e, enquanto este esperava pelo jogo, João chegou, batendo-lhe nas costas e desejando feliz dia do Bigode. Enquanto isso, o Jornal Nacional rolava solto na TV do bar e uma notícia chamou a atenção de João:

- Hoje, por volta das nove horas da noite, acabou o drama de Heloá, a jovem de 15 anos que estava sendo mantida como refém de seu ex namorado, Lindembergue Fernandes Alves, de 22 anos, inconformado com o fim do namoro… – o bartender abaixou o som da TV e comentou para Arthur e João:
-Horrível isso aí, não? Um cara desses merecia…
- Merecia nada, cara. – Arthur interrompeu Hetz, causando espanto neste e em João. – É mais que natural que esse tipo de coisa aconteça. E, depois, não é ele que está fazendo isso, mas o gênio da espécie.
- Xiiii, tu vais começar a viajar de novo, é, professor Schopenhauer? – o bartender falou, e voltou a limpar copos, deixando o volume da TV alto novamente. João, porém, após pensar um pouco, acabou por concordar com Arthur.
- Hetz, Arthur tá certo. Lembro de um trecho de EQM que fala sobre isso.
- EQM? – Arthur perguntou.
- É, o livro do rev. Ibrahim Cesar. Literatura discordiana. Nunca leu?
- Não, eu parei de ler.
- Parou de ler, mas e a bebida? – o velho filósofo fez um sinal de reprovação. – De qualquer forma, eu me lembro bem do que o livro fala. É Falls, a namorada do personagem principal, quem fala sobre a comunicação e como isto pode revelar como nos relacionamos com as pessoas. Olha só o que diz Falls:

? Voltando ao que eu queria dizer, esse pensador, Martin Buber falava de dois modos de expressão entre as pessoas. Ele falava da comunicação, entende? A comunicação se expressa de duas formas. EU-TU e EU-ISSO. O EU-ISSO é usado em nossas relações com o mundo das coisas. Essa é a minha casa. EU-ISSO, entende? O EU-TU são nossas relações com seres humanos. Eu quero passar o resto de minha vida com você. EU-TU.

- Certo. Então você quer dizer que a relação entre Lindembergue e Heloá chegou à esta condição de eu-isso? – Schopenhauer começou a pensar sobre isso. – Realmente, faz sentido, mas, como eu disse ali em cima, isso tudo foi causado pelo gênio da espécie. Explico: o amor não existe; o que existe é a vontade da vida se perpetuar noutro ser, num terceiro ser, e isso é o que faz surgir a admiração por alguém. Explicar tooodo o mecanismo seria um tanto enfadonho agora, portanto, fico por aqui, só para apresentar minha conclusão: Lindembergue não merece nenhum tipo de punição, apesar dos pais deles merecerem pelo péssimo gosto ao escolher o nome do filho; ele está sendo movido por algo que é maior que ele, maior que todos os desejos dele. Afinal, o que pintam todos os poetas e depois chamam de amor é, tão somente, algo que é transcendente a eles e, portanto, não podem entender em sua plenitude. Porém, o amor acaba quando ele realiza seu desejo: criar um terceiro indivíduo.

- Schop, te digo mais: Nietzsche concordaria contigo quanto a isso de não punir o cara – exclamou Hetz – já que o Bigode disse, em Assim Falou Zaratustra:

Sempre se viu só, como o autor de um
ato. Eu considero isso loucura; a
exceção converteu?se para ele em
regra.

Então, os três se olharam, olhavam para a TV, e Schopenhauer disse:

- Muito bom, gente, mas, agora, eu tô afim é de assistir o jogo. Tá pra começar.

Misquoted
Creative Commons License photo credit: quinn.anya

Feliz dia do Bigode fnord

Passione

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Passione é uma palavra latina que significa sofrimento. Na língua portuguesa, dá origem aos verbetes “patologia”, “paixão” e “passional” (quem sofre da patologia da paixão!).

Suponhamos que Verdadeiras histórias de amor nunca terminem. Partindo desta afirmação, concluímos que o amor verdadeiro é um martírio eterno, pelo qual vale a pena passar, ao menos na visão Romântica, por se trata de um estado de júbilo pleno e redenção.

As estórias Românticas, porém, possuem a seguridade do Happy Ending. Fora do papel, acontece o que chamo Sunshine. O sol brilha para todos, apesar de nem sempre com a mesma frequência ou intensidade. Em parte, cabe ao apaixonado afastar as “nuvens” que cobrem seu Sol.

A pessoa amada, apesar de ser quem queremos por perto, não é uma cópia fiel do que esperamos que ela seja, por mais que não notemos a diferença na maior parte das vezes. Essas falhas acumulam-se no subconsciente e, com o tempo, existindo ou não um relacionamento real entre os dois, o sentimento é necrosado por erros não cometidos. Relevar os defeitos alheios torna-se essencial.

Não todos, claro. Apenas aqueles que puderem ser completamente esquecidos. Isso consiste em “afastar as nuvens”. Se um problema é considerado irrelevante, mas permanece fixo na memória, quando vem à tona forma-se uma tempestade emocional. Em um relacionamento, retomar uma questão em tese superada desestabiliza toda a confiança que fora conquistada até então. No caso de um amor não-concretizado, faz com que o “apaixonado” definhe na melancolia de nutrir uma paixão platônica por alguém cujo, – ainda que subconscientemente sabe, – não satisfazerá seus desejos.

Não há nada que deva possa fazer que não possa ser feito, ninguém que você salve que não mereça ser salvo. Não há quem consiga ser feliz em tempo integral, tampouco motivo para morrer de sofrimento. Cultive seu Sol.

O mundo é um terrível cliché

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Existem dois tipos de romances: Os que o casal tem tanta harmonia e semelhanças mas não fica junto e os em que os personagens são extremos opostos mas vivem “felizes para sempre”.

Na vida real, há dois tipos de relacionamento: Pessoas que dividem algumas afinidades e vivem felizes por um longo tempo e, se vierem a terminar, será por consenso mútuo e pode até dar lugar a amizade; e aquelas pessoas nada a ver uma com a outra, que quando O parar de tocar vão passar por uma separação difícil e traumática depois de brigas ou máguas não compartilhadas.

Homens e mulheres acabam sendo divididos em para e para-não casar. Se você não é um romântico, isso faz de você um cafajeste.

As idéias que hoje se tem de Romantismo são obsoletas. Romance não é uma utopia. É um processo diário que poucos compreendem. Não é montar um cavalo branco para tomar a moça em seus braços – isso se chama segundas intenções – é saber que a pessoa certa não existe, mas você encontrará várias tão legais quanto, com quem poderá passar bons momentos se se esforçar um pouco.

De repente, um estalo. Você passa a notar aquela pessoa em quem nunca reparara ou nunca vira mais gorda. Livros e filmes diriam que é amor a primeira vista, estudiosos, que é limerância. Esse é exatamente o problema dos “românticos-contos-de-fadas”: esperam eternamente que o inexistente apareça. Caem de ‘amores(?)’ pela primeira princesa que vêem na frente pra descobrir se tratar de uma sapa. O sentimento é banalizado.

Podemos chamar de cliché um roteiro tão incomum à vida real? Como temos tão forte em nossas mentes que se uma mulher séria e dedicada a carreira encontra um príncipe incuravelmente romântico e inconsequente, então eles deveriam passar o resto de suas juntos em um castelo enorme tendo dúzias de filhos? Essas certezas vêm de experiência própria?

Opostos de fato se atraem, mas permanecem juntos por quanto tempo? Por que tanta gente insiste em procurar princesas e sapos e esquece de investir tempo em seus relacionamentos para se apaixonar dia após dia, e quem sabe, alcançar amor verdadeiro? Será o medo de amar maior que o de se machucar, ou só não temos tempo para nenhum dos dois?

Talvez Holly Golightly tenha razão qundo diz não querer “possuir nada até achar um lugar que possa chamar de meu” (uma vertente do “amar a si antes de poder amar o outro”). Para saber, só nos resta experimentar e tomar cuidado para não perder a oportunidade por não reparar que já possui seu lugar, como a personagem de Audrey Hepburn fez.

E para o caso das coisas ficarem realmente ruins e você passar por um “mean red”, como se tivesse medo mas não soubesse do que, há duas lojas da Tiffany em São Paulo, na frente das quais você pode tomar seu café-da-manhã e tentar se sentir melhor ;)

ps: Se você não assistiu Bonequinha de Luxo, está perdendo um dos melhores filmes de todos os tempos e sugiro que conserte isso já!

Amor e morte: antítese?

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Reverendo Ibrahim,

Inicialmente desculpe a demora para terminar de ler sua obra. As festividades e a vida longe do computador me deixaram longe das 282 páginas de um dos melhores romances que já li em minha vida, senão o melhor. E isso não é um exagero, mesmo eu tendo dito pra você o mesmo sobre Norwegian Wood há alguns dias. Você disse que queria ser Haruki, eu digo que você é melhor que ele.

Não sou um grande leitor e minha opinião não é de grande valia, mas preciso dizer que me senti envolvido e me emocionei ao ler a sua primeira novela. E eu ia lhe escrever isso tudo por e-mail, mas no fim resolvi colocar aqui no 1001 Gatos porque estou muito orgulhoso de poder ter lido este romance antes de ele ser oficialmente lançado e queria aplaudir-lhe em público

Me surpreendi a cada instante pelos acontecimentos, pela tragédia, pelo final deslumbrante. E aprendi. Seu livro não é apenas uma narração e não será simplesmente um best-seller escrito por este propósito. Desde seus diálogos mais simples até às conclusões, ele discute filosofia o tempo todo envolvendo o leitor e o assunto em pauta são as questões mais importantes de nossa existência e também as mais difíceis de discutir e compreender: o amor e a morte. Nunca achei que os dois combinavam e que poderiam ser os temas-mestre de uma história, mas “Verdadeiras Histórias de Amor Nunca Terminam” me fez repensar os dois sentimentos e me ensinou a lidar melhor com a morte. Na verdade, confesso que me deixou até com uma vontadezinha de morrer!

Eu cheguei a conclusão que sou Jonas. Lendo suas palavras me senti como se você tivesse escrito o livro dentro da minha mente! Estou assombrado e impressionado, porque sua narração parece ter me ensinado sobre eu mesmo. Seus pensamentos, sua dificuldade de expressar seus sentimentos, até seu encontro familiar no natal…! Nunca me identifiquei tanto com um personagem de um livro.

Não saberia dizer qual é o melhor capítulo da novela, mas preciso destacar um dos que mais me chamou minha atenção: o que fala sobre o Pastor F. F. F. Você é um reverendo discordiano, agóstico, influenciado por Schopenhauer e Nietzsche, e neste capítulo você provou ser completamente imparcial, sem radicalismo nenhum, parecia outra pessoa escrevendo. Na narração deste capítulo, sem seu humor e ironia habituais, você me surpreendeu ao apresentar um bom cristão, um bom pastor. E não só com ele mas na história toda sua facilidade de criar e descrever diferentes opiniões e personalidades para os personagens (desde Edgar até Tomás) é genial.

Para não me demorar, em suma, seu livro é uma obra-prima. Não sei como funciona essa burocracia de editora e publicação, mas se as editoras desse país forem sérias você vai facilmente conseguir uma e “Verdadeiras Histórias de Amor Nunca Terminam” será um sucesso. Parabéns!

Leia também: All we need is LOVE, o depoimento da Carol sobre a mesma obra.

All we need is LOVE

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

A ansiedade que vinha sofrendo após receber a notícia de que a veria em primeira-mão se transformou em excitação ao abrir meu e-mail há 5 dias.

Instantaneamente, meus dedos começaram a se contrair e relaxar freneticamente – um tique que tenho quando anseio algo mortalmente – e minhas narinas de dilataram, prontas para sentir o cheiro que sabia que não haveria, mesmo que esse fato não fizesse sentido ao meu olfato. A tecnologia ainda não permite ao computador, assim como ao telefone, exalar quaisquer coisas, muito menos o que eu procurava: Papel.

Faz parte do meu ritual de leitura. Desde pequena, sempre que um livro vem em minha direção, minhas glândulas olfativas despertam. Trago-o para junto do nariz e inalo o aroma, algumas vezes mofado, outras perfume. O mais inebriante, porém, é o de livro novo, que sou capaz de sentir a distância.

Por mais estranho que pareça, minha mente simulou por tempo muito curto esse cheiro no momento em que abri o pdf do rascunho da novela do Polipadre desta cabala, mãos tremendo e uma risada beem estranha que não consigo descrever.

EQM – Verdadeiras histórias de amor nunca terminam lida com temas que, apesar de tachados clichê (como qualquer tema que faça parte da vivência comum da sociedade), costumam ser mal explorados por literatura que não seja de divulgação científica: Amor e morte. Foi excelente a forma como a informação, ou aquilo que se chamaria “introdução teórica” num relatório, foi liberada ao leitor entre diálogos humanos, de forma sutil (que nem faz aquele troço que tem no banheiro do Pedrinho), agravando as características nerds que certos personagens possuem.

No entanto, o que mais me impressionou foi um capítulo que não trata do protagonista. Um capítulo que confesso ter pensado ser mal desenvolvido, por precariedade de informação e conhecimento pessoal do assunto. Dou a mão à palmatória agora.

Uma vez li um romance adolescente chamado “Poderosa”. A personagem não tinha nada de poderosa. O nome dela e das coadjuvantes poderiam estar no gerador de pobreza do Morróida. O enredo era bem pobrinho e ainda por cima, escrito por um homem que tentou descrever uma menina ansiosa pela primeira menstruação e sua respectiva menarca.

Que menina fica triste por ainda não ter tido a primeira menstruação? Depois que vêem uma amiga sofrendo, o que mais esperam é que demore bastante pra que possam ir à praia sossegadas e, quem sabe, crescer mais em altura, bunda e peito. Você não descobre que menstruou acidentalmente, quando vai fazer xixi! É diferente. Dói muito enquanto seu endométrio é cruelmente arrancado de você.

Quando vi o capítulo Sarah, de EQM, respirei fundo, pensando no que levara o Ibrahim a escrever algo tão trivial à história. A narrativa contrariou minhas baixíssimas expectativas e devo dizer que foi a melhor que eu já li, lembrando-me de mim, também no meio da aula de Matemática. Rendeu bons minutos de nostalgia.

Tudo que precisamos é AMOR. Título dessa postagem; trecho que descobri assistindo Girls Next Door ser duma música do Beatles; estampa de uma camiseta que eu comprei e ainda não usei; foco de EQM – Verdadeiras histórias de amor nunca terminam e, para os que acreditam, a salvação do mundo

Essa é a sua vida. Cada hora a mais é na verdade uma hora a menos. Horas essas que foram extremamente bem gastas por mim durante a leitura e espero que, em breve, por você também :)

Limerância

sábado, 17 de novembro de 2007

Aposto que você já sentiu limerância e não sabia que isso tinha um nome.

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O quê?

- Sabe quando você vê uma garota na rua, e tudo faz sentido? Você “fica caídinho por ela” – falou ele desenhando as aspas no ar. – Você não sabe o nome, de onde veio ou para onde vai? Ou você subitamente se interessa por alguém que conhece. Não é amor. Como chamar isso? Uma americana estudou esse sentimento e chamou-o de limerence ou limerância.

- George em EQM.

Como?

É um estado cognitivo e emocional involuntário no qual uma pessoa sente intenso e involuntário desejo para com outra pessoa, o objeto limerente. Talvez seja a forma mais comum de afeto depois da infatuação. Precisa de ajuda com esse? Infatuação como podem ver na wikipédia em inglês, é a típica paixão adolescente, onde o sujeito ama desesperadamente para sempre e que dura entre algumas semanas e meses. Mas acontece também no início de relacionamentos onde a questão sexual é central. É o responsável por 8 entre 10 garotas grávidas na adolescência.

A limerência é diferente da infatuação pois pode durar meses, anos ou uma vida inteira. Existem pessoas mais suscetíveis a terem limerência do que outras. Elas ficam apegadas com facilidade;. Podem experimentar alegria intensa ou desespero intenso dependendo da reciprocidade. A diferença desta para o amor, é que o segundo envolve preocupação com os sentimentos e bem-estar da outra pessoa. Na limerância isso não é requerido, mas certamente pode vir a ser incorporado.

Quando você fica em “queda por alguém” (limerância), você não questiona sobre os sentimentos da pessoa no início, nem mesmo seu bem estar por isso o sexo com o objeto de limerância não é essencial ou suficiente para o indivíduo. O sentimento pode se dissipar uma vez estabelecida a reciprocidade. Relacionamentos que começam com limerância, ao contrário dos amorosos que envolvem compromisso e satisfação de estar com a pessoa amada, envolve incerteza e ansiedade.

Limerância se caracteriza como uma obsessão cognitiva com pensamentos intrusivos, vívida imaginação de atos com o objeto, preocupações adversas ficam sem segundo plano. Sensibilidade aguçada para qualquer ato, pensamento ou condição que possa ser interpretada de modo favorável e uma extraordinária habilidade para inventar explicações “razoáveis” para ações neutras de seu objeto que possa revelar uma paixão escondida. Acompanha medo de rejeição e vergonha na presença do objeto.

A limerância desenvolve-se e se sustenta quando existe um certo balanceamento entre certeza e incerteza.

Onde?

O termo limerence ou limerância por aqui foi criado pela psicóloga Dorothy Tennov em 1977 no livro “Love and Limerence” onde ela expunha diferenças entre os dois estados emocionais.

Depois de descobrir essa nova palavra e significado não pude ficar com a estranha sensação de nunca haver amado e sim apenas experimentado limerância por vários objetos.

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Previsões para o ano 2008

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

A 10ª postagem do 1001 Gatos de Schrödinger escrita a quase um ano atrás foi “Previsões para 2007″, a fim de criar e ao mesmo tempo manter uma tradição de sintonizar a Glândula Pineal para prever 10 acontecimentos sobre os 366 dias (por que 2008 será bissexto).

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Elvis aos 92 anos finalmente morrerá.

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Teremos mais um escândalo envolvendo parlamentares e corrupção. Haverá passeatas, postagens iradas e até mesmo uma CPI, sigla para Comissão Parlamentar Inútil, mas como sempre em duas semanas outro assunto ocupará as manchetes. Antônio, dono da pizzaria que venceu a licitação para ser fornecedor exclusivo de pizzas terá a empresa entre as 100 mais do Brasil. Lembrando que cada parlamentar representa em média mais 8 funcionários. É muita pizza.

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O Corinthias Futebol Clube voltará à primeira divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol, vulgo Brasileirão. Será um dia feliz para a maioria da população carcerária.

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Aparecerão dúzias de blogs falando de blogs. Eles se reproduzem tão rápido quanto o Estreptococo Tipo A (existem ainda 80 ramificações conhecidas). Provoca a fascite necrosante, doença onde ele penetra na célula e destrói os tecidos com uma enzima mortal na impressionante velocidade de 3 centímetros por hora (não parece muito se não estamos falando de seu traseiro) . Como a vítima pode morrer entre 24 e 48 horas recebe o nome de bactéria assassina. Ah, vocês devem conhecer como a “bactéria [sic] comedora de [sic] carne humana”. O efeito é o mesmo pois ninguém se preocupa em criar conteúdo que não seja relacionado a blog o que torna tudo tão monótono e lentamente exauri a originalidade e a criação. Blogs metalinguísticos paranóicos obsessivos com o tema são o Estreptococo Tipo A (existem mais de 80 deles) dos blogs e em 2008 isso não será diferente (PS: Sim nós temos uma seção falando sobre blogs, o 1001 blogs, talvez a bactéria tenha nos atingido, mas é apenas uma seção).

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Hugo Chávez rei presidente da Venezuela deixará de ser o vizinho chato e pé no saco para se tornar o vizinho Vogon com os dois pé no saco. Recado para Chávez: Cale-se!

Socialistas de plantão: Suas idéias são realmente ótimas no papel ms por que diabos sempre que alguém realmente quer colocá-las em prática tem que ser um maníaco egolatra e ditador? Escolham melhor com quem andam.

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Em 4 de Novembro de 2008, os americanos irão eleger o 44º presidente dos Estados Unidos. Al Gore não vai disputar deixando a disputa entre Obama e Hillary (Clintom, não Duff). Obama irá ir bem, mas Hillarry (Clinton, não Duff) deve levar e ser a primeira mulher como Chefe de Estado dos Estados Unidos. Na festa de posse tocará Fall Out Boy e Hillary (Duff, não Clinton).

O primeiro ato como presidente será trocar todas as estagiárias por estagiários.

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Segundo Futurama, mais especificamente o episódio “Space Pilot 3000″, será o ano em que serão criadas algo como “Cabines do Suicídio”. É como ir em um orelhão com a diferença de que você coloca a ficha ou o cartão para se matar. Muito útil para suicídio voluntário em sociedades super populosas. Tais facilidades aparecem também no animé Battle Angel Alita e no seriado Star Trek. Muitos escritores de ficção científica também o usaram incluindo Kurt Vonnegut.

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De acordo com a ONU, 2008 será o Ano Internacional do Planeta Terra e da Batata. Também entraram em domínio público as obras de H.P. Lovecraft (Sim, o Grande Cthulhu será de todos nós!) e J.M. Barrie (Peter Pan sairá finalmente do armário). Desde 1913 a Páscoa nunca aconteceu tão cedo como será em 2008: Em 23 de Março.

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Superbad ganhará alguns prêmios no MTV Movie Awards. Um deles será de melhor equipe e nos previews mostrará Fogell mostrando a identidade falsa com o “McLovin” (clássico instantâneo) e as declarações de amor entre Evan e Seth.

Há apenas mais 3 previsões para 2008 que são realmente do balacobaco: A primeira, infelizmente, eu não sei. A segunda eu esqueci e a terceira…Ah, essa é segredo.

NOTA PARA OS USUÁRIOS DE VIDA 2008 : Recomenda-se que realmente use-o. O aplicativo que todos querem obter o Fel.ici.dade vêem em caixas escrito “baterias não inclusas”. E mais importante, viva cada dia como se fosse o último pois mais cedo ou mais tarde você acabará acertando.

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Eu acredito em princesa encantada!

domingo, 13 de maio de 2007

Eu tenho 21 anos. Quando eu tinha meus 15 anos além de estar lendo uma porrada de livros (até mesmo drogas pesadas como Nietzsche) e me imaginava com 21 anos eu me imagina um pouco mais alto e com uma namorada. O tempo passou e não arrumei uma namorada. Não apenas não arrumei uma namorada como nunca nem mesmo beijei uma garota (não sei qual é o grande lance em literalmente cuspir na boca de outra pessoa).

Não que eu jamais tenha me interessado por nenhuma garota. Na verdade eu sempre fui fascinado pelo mundo multicolorido delas. O meu problema, e nem ao menos sei quanto isto é realmente um problema, é que eu sou muito seletivo. Já sai com amigos meus e observando-os, percebi que é realmente muito fácil conseguir uma parceira descartável, alguns “relacionamentos” não chegam a ter nem mesmo um quarto de hora. Eu não acho isso “curtir a vida” como eles qualificam. Eu acho isso triste e depressivo.

Um amigo resolveu solucionar o meu “problema”. Eu recusei. Ele insistiu. Disse que ia me arrumar um encontro com alguma de suas amigas. Ele começou a falar os nomes delas. Eu fui declinando uma por uma, até ele me dizer: “Você é homem?”

Não sei por que essa mania ocidental de querer tachar qualquer um como homossexual. Nada contra, mas eu não estou interessado nisso. “Bem,” eu respondi a ele, “não exatamente, afinal eu diria que penso ainda como um garoto”.

Ele continuou falando. “E a XXXX? Ela é XXXX”. Censuro por questões de pudor. “Ela é XXXX? Mas é que ela não é o tipo de garota para se dar o primeiro beijo”.

Ele olhou para mim e riu. “Entendi tudo. Você quer achar a princesa encantada. Quer que seja algo especial”. Soava ridiculamente imbecil e otimista. O que mais me incomodou naquela observação era de que realmente era verdade. Eu defendo um mundo vazio de deus, onde a melhor solução para a humanidade talvez seja a extinção, onde o ser humano é apenas mais um animal e sonho com uma princesa encantada que virá salvar a minha vida. Era patético.

“Você está escolhendo demais. E você sabe, quem muito escolhe…”. Eu sabia exatamente o que ele ia dizer. Não, não é o que está pensando. Ele possui a sua própria versão deste ditado popular. “E você sabe, quem muito escolhe, acaba sendo escolhido pelo Steve Wonder”.

Nunca se sabe o que Steve pode escolher para você.

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“O que é o amor?” por Júlio Neves

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Tudo o que eu posso dizer a respeito do amor é que ele é:

E isso é tudo, obrigado.

Texto de Júlio Neves. Este texto faz parte de um Carnival que tenta definir o que é o amor. Veja o que os outros acham visitando este link.

“O que é o amor?” por André Brandão

domingo, 1 de abril de 2007

O amor é talvez a palavra com significado mais contraditório que já existiu. Tal significado tem feito pessoas irem ? decadência, ou mudarem o mundo. Contraditório, pois é como beber num lago que congela no inverno; pensamos que teremos sempre uma fonte interminável de água, mas então, ela congela. E por um tempo, nos sentimos tristes, desolados e perdidos.

Esse sentimento foi o maior responsável pelas maiores guerras da humanidade – o amor ? religião, o amor ? nação ou reino – que levaram muitos ? morte e ao triunfo. ÿ como “um fogo que arde sem ver, uma ferida que dói e não se sente”, por isso é contraditório.

O amor refere-se a tudo que nos envolve: relacionamentos, trabalho, hobbies… Quando algo é feito com amor, é feito com mais vontade, almejando o melhor resultado possível, mas, ao mesmo tempo, nos consome e se não der certo, a dor é grande.

O mundo é construído com amor; seja este um amor doentio [como o primeiro imperador da China] ou um amor saudável, como aqueles que nos levam a transformar a nossa vida e a vida dos que estão ao nosso redor em algo mais bonito…mais feliz.

Amor “é droga, talvez um vírus; contagioso através do olhar. E viciante pelo gosto mentiroso e o efeito alucinógeno que afeta a consciência, e o coração.”

Escrito por André Brandão.

Esta postagem faz parte do Carnival que procura responder O que é o Amor? .

[tags]carnival, amor[/tags]