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Os 6 Atos Sexuais Mais Depravados (Vindos da Bíblia)

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O que acontece quando você pega uma história de sexo realmente sacana e a veste em várias palavras floreadas? Você tem a Bíblia. Deus supostamente vê tudo e sabe tudo. O que inclui cada relação sexual ocorrida neste planeta. Deus é o maior especialista em pornografia do mundo, logo seu livro deveria conter um pouco do “velho entre-e-sai”. A Bíblia está repleta de cenas de sexo, abaixo as 6 mais depravadas.

6. Ló fica bêbado e faz sexo em uma caverna. Com suas filhas

Gênesis, 19 versículos 30-36

“30 E subiu Ló de Zoar, e habitou no monte, e as suas duas filhas com ele; porque temia habitar em Zoar; e habitou numa caverna, ele e as suas duas filhas.
31 Então a primogênita disse à menor: Nosso pai já é velho, e não há homem na terra que entre a nós, segundo o costume de toda a terra;
32 Vem, demos de beber vinho a nosso pai, e deitemo-nos com ele, para que em vida conservemos a descendência de nosso pai.
33 E deram de beber vinho a seu pai naquela noite; e veio a primogênita e deitou-se com seu pai, e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou.
34 E sucedeu, no outro dia, que a primogênita disse à menor: Vês aqui, eu já ontem à noite me deitei com meu pai; demos-lhe de beber vinho também esta noite, e então entra tu, deita-te com ele, para que em vida conservemos a descendência de nosso pai.
35 E deram de beber vinho a seu pai também naquela noite; e levantou-se a menor, e deitou-se com ele; e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou.
36 E conceberam as duas filhas de Ló de seu pai.”

Quanto vinho um sujeito precisa beber para não ter noção de que suas filhas “deitaram-se” com ele? Quanto vinho tem que beber para não ter noção de que está fazendo sexo com alguém? Como recriminar sexo antes do casamento? Nota para os gays: Usem essa! Digam: “Pelo menos eu não faço sexo com meus pais como as filhas de Ló no Gênesis!”.

5.Jacó, duas irmãs, e diabos, uma serva

Gênesis, 29 versículos 21 a 28

“21 E disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher, porque meus dias são cumpridos, para que eu me case com ela.
22 Então reuniu Labão a todos os homens daquele lugar, e fez um banquete.
23 E aconteceu, à tarde, que tomou Lia, sua filha, e trouxe-a a Jacó que a possuiu.
24 E Labão deu sua serva Zilpa a Lia, sua filha, por serva.
25 E aconteceu que pela manhã, viu que era Lia; pelo que disse a Labão: Por que me fizeste isso? Não te tenho servido por Raquel? Por que então me enganaste?
26 E disse Labão: Não se faz assim no nosso lugar, que a menor se dê antes da primogênita.
27 Cumpre a semana desta; então te daremos também a outra, pelo serviço que ainda outros sete anos comigo servires.
28 E Jacó fez assim, e cumpriu a semana de Lia; então lhe deu por mulher Raquel sua filha.”

Jacó teve um emprego onde ele foi pago inteiramente em mulher (olhe, que interessante moeda de troca, não feministas?). Seu chefe, Labão, prometeu sua filha Raquel por troca de sete anos de trabalho. Após o período, no entanto, Labão voltou atrás e trocou pela mais feia.

A não ser que elas fossem muito parecidas, não há razão para Jacó ter feito o “serviço completo” e não notado a troca. Depois ele ofereceu mais sete anos de trabalho só para ter a Raquel. Ela deveria ser incrivelmente linda.

4. Deus dá dicas de como segurar a ejaculação

Gênesis 38, versículos 8 a 10

“8 Então disse Judá a Onã: Toma a mulher do teu irmão, e casa-te com ela, e suscita descendência a teu irmão.
9 Onã, porém, soube que esta descendência não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando possuía a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra, para não dar descendência a seu irmão.
10 E o que fazia era mau aos olhos do SENHOR, pelo que também o matou.”

Se você já ouviu falar de masturbação como “onanismo”, descobriu a quem culpar. Este versículo fala de uma cara que fazia coito interrompido e segundo muitos, masturbação. E mostra que deus o matou por desperdiçar sêmen. O que gera um interessante paradoxo sobre masturbação: Por que as mulheres são então proíbidas de se masturbarem, afinal elas não desperdiçam óvulos no processo.

Se deus continuasse a matar pessoas que se masturbam talvez o Japão teria deixado de existir em 2005.

3. “Eu achie que ela era uma prostitua, mas era minha nora!”

Gênesis 38, versículos 15 a 16

“15 E vendo-a Judá, teve-a por uma prostituta, porque ela tinha coberto o seu rosto.
16 E dirigiu-se a ela no caminho, e disse: Vem, peço-te, deixa-me possuir-te. Porquanto não sabia que era sua nora. E ela disse: Que darás, para que possuas a mim?”

Quantas vezes a Bíblia usa a desculpa de ter sexo com alguém por causa de um véu, ou álcool, certo Ló? Sabem o que torna tudo mais bizarro? Judá é o pai de Onã! Isso mesmo, Tamar, a moça envolvida deve ser a mulher mais sexualmente ativa na Bíblia.

2. Salomão gosta dos gêmeos

Cânticos 1:13, e 2:6, e 4:5, e 4:16, e 5:4, e 7:7-8 … e 8:10, desisto, a coisa toda.

“1 :13 O meu amado é para mim como um ramalhete de mirra, posto entre os meus seios.”

“4:5 Os teus dois seios são como dois filhos gêmeos da gazela, que se apascentam entre os lírios.”

“4:16 Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, para que destilem os seus aromas. Ah! entre o meu amado no jardim, e coma os seus frutos excelentes!”

“7:7 A tua estatura é semelhante à palmeira; e os teus seios são semelhantes aos cachos de uvas.
8 Dizia eu: Subirei à palmeira, pegarei em seus ramos; e então os teus seios serão como os cachos na vide, e o cheiro da tua respiração como o das maçãs.”

“8:10 Eu sou um muro, e os meus seios são como as suas torres; então eu era aos seus olhos como aquela que acha paz.”

Se os Cânticos de Salomão fossem passados para linguagem coloquial, pareceria com uma canção do 50 Cent, do Eminem ou qualquer outra cheia de “piiiii” da censura. “O meu amado pôs a sua mão pela fresta da porta, e as minhas entranhas estremeceram por amor dele” por exemplo, em Cânticos 5:4 gerou todo um gênero de filmes, conhecido como “fisting fuck“. Mas a coisa toda poderia ser resumida em “Peitos, melões, gêmeos, boobs. Eu amo peitos!”

Quando Salomão nos Salmos diz: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará”, ele quer dizer “e peitos não me faltarão”.

1. Deus e garotas

Gênesis 6, versículo 4

“4 Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama.”

Não vou falar sobre genitálas gigantes pois isso pode ser apreciado por algumas mulheres, mas pense naquelas mulheres dando a luz à bebês gigantes!

A única forma de acreditar que elas não tiveram um sofrimento horrível é imaginar que elas tiveram tantos intercursos sexuais com os giagantes e suas genitálias gigantes que isso fez com que suas vaginas ficassem mais eláticas, o que é um bocado estranho de se pensar (pense em anões e jogadoras de basquete).

Esses foram as 6 mais depravadas e olha que não foi nem preciso procurar muito…

Este artigo é quase uma cópia de um artigo do Cracked.com, devidamente linkado. Quase pois a maior parte do texto não foi usada e muitas piadas surgiram expontaneamente enquanto lia essas bizarrices e digitava. Todos os trechos bíblicos foram retirados da Bíblia Online.

Albert Einstein: Religiões são “superstições infantis”

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Tradução parcial de matéria do Guardian:

“Ciência sem religião é manca. Religião sem ciência é cega.” Assim disse Albert Einstein, e seu famoso aforismo se tornou fonte de debates sem fim entre crentes e descrentes querendo proclamar que o maior cientista do século 20 para seu próprio lado.

Uma carta pouco conhecida dele, talvez, possa ajudar a encerrar o debate, a estabelecer o argumento – o uao menos provocar mais controvérsia sobre sua visão.

Prestes a ser leiloado esta semana em Londres após estar em uma coleção privada por mais de 50 anos, o documento não deixa dúvidas de que o físico teórico não era seguidor de crenças religiosas, as quais ele se mencionava como “superstições infantis”.

Einstein escreveu à mão a carta em 3 de Janeiro de 1954 para o filósofo Eric Gutkind que havia lhe mandado uma cópia de seu livro Choose Life: The Biblical Call to Revolt (algo como: “Escolha a Vida: Um Chmado Bíblico para Revolta). A carta foi vendida um ano depois e ficou guardada em mãos privadas desde então.

Na carta, ele afirma: “A palavra deus é para mim nada mais do que a expressão e produto da fraqueza humana, a bíblia uma coleção de honoráveis, mas ainda assim lendas primitivas que não são nada mais do que extremamente infantis. Nenhuma interpretação não importa o quão astuta pode (para mim) mudar isto”.

Einstein, que era judeu e declinou a oferta de ser o segundo presidente do estado de Israel, também rejeitava a idéia dos judeus serem o povo escolhido de deus.

“Para mim a religião judaica como todas as outras é uma encarnação das superstições mais infantis. E o povo judeu a quem agradeço pertencer e com sua mentalidade que tenho grande afinidade não possui qualidade diferente para mim do que qualquer outro povo. Até onde minha experiência vai, não há grupos melhores do que outros grupos humanos, embora sejam poupados dos piores tipos de câncer pela falta de poder. Fora isso eu não consigo ver nada ‘escolhido’ sobre eles”.

A carta irá ser vendida no Bloomsbury Auctions em Mayfair na quinta-feira (15/05) e é esperada chegar a mais de £8,000.

Eu já tinha ouvido crentes proclamarem que Einstein acreditava em deus pois tem aquela famosa frase: “Deus não joga dados”, que eles não tendo conhecimento nenhum de física quântica não sabe que foi apenas uma frase de efeito para demonstrar que ele desacreditava a teoria de que o mundo subatômico seja indeterminista, deus na frase seria apenas uma metáfora para a “fábrica da realidade”. Niels Bohr deu uma boa resposta à Einstein: “Pare de dizer o que ele faz com seus dados!”

Albert Einstein Sculpture
Creative Commons License crédito: tzk333

Preconceito contra Ateus

domingo, 20 de abril de 2008

Eu não sou o sonho de Hitler. Sou moreno. Não me acho branco, sou uma miscelânea de raças que caracteriza o brasileiro – tenho uma bisavó que veio da Itália e se casou com um mulato (ponto para mim, já que Nietzsche achava que raças mistas eram mais fortes). Então nunca sofri preconceito por ser negro. Não sou gay, portanto não sofri preconceito por ser homossexual. Mas eu já sofri e sofor um outro tipo de preconceito, que quase ninguém fala a respeito mas ainda é muito presente: o preconceito contra ateus.

A Família Não Aceita Um Ateu

Minha avô nunca gostou de eu declarar que “deus ou era imaginário ou era viado” (adolescência é um período estranho, não concordam?). Se você diz em um comentário na sua casa que é ateu, geralmente eles procuram ignorá-lo como se não fosse sério.

Entrevistas de Emprego

Em uma entrevista de emprego, o sujeito me perguntou qual era minha religião. É uma empresa religiosa, daquelas que colocam dizeres da Bíblia no muro. Respondi sinceramente e hoje continuo desempregado. Lucidamente, eu não tenho experiência de trabalho, mas não tenho dúvidas de que essa resposta pesou decisivamente.

Ateus Não Podem Governar

Em uma pesquisa com o eleitorado, os mesmos aceitariam mais facilmente um homossexual e um negro do que um ateu. Na verdade a intenção de voto para um candidato ateu não chega a 2%. Não quero desmerecer negros ou homossexuais, apenas demonstrar a dimensão do preconceito não declarado. Se estes grupos que amplamente combatem o preconceito de uma medida imensa, o que dizer sobre ateus?

Livros

Engraçado que existe há décadas livros religiosos. Espíritas, evangélicos, místicos. Em minha cidade, Rio Claro, há 2 livrarias evangélicas, que eu conheço, o mesmo número de livrarias “laicas”, que mesmo assim vendem volumes com temática religiosa. Bastou Dawkins e um punhado de outros escreverem livros sobre ateísmo, que foram atacados de todos os lados. Escreveram-se vários livros em objeção à literatura atéia. Nossas idéias não são apenas inaceitáveis pela sociedade, como ela reage violentamente contra.

Comentaristas Cristãos em Ação

Quem possui blog e já publicou algo ao menos questionando o pensamento religioso, já viu o que acontece. Seus leitores críticos, e muitos religiosos, lêem e expõem o que pensam. Então, você é descoberto pelo Google por algum religioso e lá vai ele dizer como você é burro ou citar a Bíblia ou rir e dizer que você vai para o inferno ou mesmo te xingar. Na maioria das vezes são todas as opções anteriores. Isso é preconceito.

Liberdade de Consciência

Minha visão atual da questão não é de uma negação veemente. Na verdade não sei se o termo ateu” me caí bem. Acontece que para efeitos práticos, vivo como um ateu (sem praticar ritos, orar, fundamentar minha ética em tábuas de barro ou perder os domingos pela manhã). Como disse, não parto para a negação veemente de deus/energia/designer inteligente, pois suspeito, como Laplace de que “deus é uma hipótese descartável”. Baseando-me apenas na experiência e narrativas científicas baseadas nos mesmos, rejeito narrativas míticas e sobrenaturais, as quais, possuímos largas provas de serem fantasiosas e não terem acontecido. Religiosos atribuem o “crime” da Criação (afinal, eu não estou satisfeito com o resultado) e apontam Godot, como o culpado. Só que a perícia técnica (cosmologistas, físicos e biológos) demonstra que essa entendidade não estava lá, e mesmo, talvez não esteja aqui.

O que peço é apenas a liberdade de consciência para todos. E que as decisões de cada um, quando envolvam as vidas de outras pessoas, passem pelo crivo das mesmas ou determinações técnicas.


Creative Commons License crédito: Matti Á. Papa Guru Imã Pai-de-Santo Mestre Celebridade dos Ateus

Pérolas de Olavo de Carvalho

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Você sabia que…

A ONU apóia o terrorismo?

Há uma conspiração comunista global e o movimento gay é parte dela?

A Lei da Inércia é falsa e Isaac Newton era burro?

Há livros ensinando crianças fazer sexo oral com elefantes?

O Brasil hoje é uma ditadura comunista?

A mídia apóia os gays para promover o controle populacional?

O marxismo nasceu do satanismo?

Darwin é o pai do nazismo?

A web foi criada para combater o ateísmo?

O ser humano não precisa de cérebro pra viver?

O nazismo e o FMI são de esquerda?

Bill Clinton era um agente de Pequim?

Os EUA entraram no Vietnã para perder?

40 milhões de comunistas no Brasil?

Não há diferença genética entre humanos e chimpanzés na gestação?

O empresariado nunca se organizou politicamente?

A ditadura foi branda e tinha eleições democráticas?

Che Guevara invadiu Angola 8 anos após a sua morte?

O PT é responsável pela morte de 50 mil pessoas por ano?

O General Geisel era comunista?

Lendo as pérolas de sabedoria de Olavo de Carvalho lhe dou razão. Ao menos em uma delas: O ser humano não precisa de cérebro pra viver. Eu sempre prefiro dizer que devemos atacar idéias e não pessoas, e ainda continuo com isso, mas há pessoas que simplesmente chutam o pau da barraca. Eu acho que não vivo no mesmo planeta que ele, talvez essa seja a explicação. Ele deve viver em alguma realidade alternativa.

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Ateísta vê imagem em torrada

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

A excitação está aumentando na cidade de Huddlesfield no norte da Inglaterra após as notícias de que um cidadão local viu uma imagem do Big-Bang em uma torrada. O ateísta Donald Chapman, 36, contou ao jornal local, “The Huddlesfield Express” que ele esta se sentando para tomar o café da manhã quando um padrão inusitado em uma torrada chamou sua atenção.

“Eu estava prestes a passar a manetiga quando eu percebi aquele pequeno buraco no pão cercado por um anel de queimadiura. E a direção dos padrões de queimaduras seguiam de maneira muito similar ao padrão caótico-dinâmico não-linear que qualquer um poderia esperar que se seguiu ao Big Bang”. “É o começo do mundo” ele acrescentou excitado.

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Copyright de Donald Chapman, que planeja dar a torrada para Richard Dawkins. Notem no padrão exato do Big Bang! Impossível de ser apenas uma coincidência!

Desde que as notícias da descoberta viraram manchetes nacionais, os hotéis da cidade têm sido inundados com um grande fluxo de ateus vindo para a cidade a fim de ter uma visão da relíquia científica. “Eu sempre fui um ateísta e ver as escolhas de minha vida validadas em uma torrada é realmente fantástico” disse um dos ateus hospedado no Hotel local.

A Wiki diz:

Em cosmologia, o Big Bang é a teoria científica que o universo emergiu de um estado extremamente denso e quente há cerca de 13,7 bilhões de anos. A teoria baseia-se em diversas observações que indicam que o universo está em expansão de acordo com um modelo Friedmann-Robertson-Walker baseado na teoria da Relatividade Geral, dentre as quais a mais tradicional e importante é relação entre os redshifts e distâncias de objetos longínquos, conhecida como Lei de Hubble, e na aplicação do princípio cosmológico.

Em um sentido mais estrito, o termo “Big Bang” designa a fase densa e quente pela qual passou o universo. Essa fase marcante de início da expansão comparada a uma explosão foi assim chamada pela primeira vez, de maneira desdenhosa, pelo físico inglês Fred Hoyle no programa “The Nature of Things” da rádio BBC. Hoyle, proponente do modelo (hoje abandonado) do universo estacionário, não descrevia o Big Bang mas o ridicularizava.

Apesar de sua origem, a expressão”Big Bang” acabou perdendo sua conotação pejorativa e irônica para tornar-se o nome científico da época densa e quente pela qual passou o universo.

Eu digo:

Ou assista o seriado The Big Bang Theory que não tem absolutamente nada a ver mas é absolutamente engraçado.

[fonte]

Deus NÃO é todo poderoso: Religiosos, expliquem essa por favor

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Deus é todo poderoso? Pense de novo.

[link para o vídeo]

Se eles escorregam feio nessa parte por que deveríamos levar em consideração quando é dito que devemos matar os homossexuais ou podemos vender nossas filhas como escravas? Ou que há um deus?

Se eu caísse em uma ilha deserta e tive apenas três livros eu adoraria ter uma Bíblia entre eles, já que assim não me sentiri culpado ao usar um deles para acender uma fogueira ou após ir ao banheiro.

Aviso muito importante!

Assegure-se que seu comentário utilize a lógica ou fontes que possam ser replicadas por qualquer pessoa e não as escrituras ou revelações do espírito santo, assim como o Irã não mais aceita dólares não irei aceitar trechos de um livro que dali dois versículos afirma o oposto daquilo.

Este vídeo foi por mim descoberto no Reduto dos Ateus, Vídeo: Inconsistências Bíblicas Favoritas Volume 1.

Respostas de Dawkins às críticas a “Deus, um delírio”

sábado, 29 de setembro de 2007

Embora Richard Dawkins as tenha exposto como as críticas que recebeu graças a “Deus, um delírio”, ele mostra em argumentos simples que podem ser estendidos a qualquer crítica teísta. Tive inclusive um comentário nesta postagem que ao longo do texto poderemos concluir o quão ele é a modinha de pensar religiosa:

Só para lembrar o Papa só tem 10 doutoradodos e fala mais de 10 idiomas, é o sucessor direto de Jesus Cristo, e a igreja católica é a unica igreja fundada por Ele***A ÚNICA***, nós graças a Deus não precisamos argumentar nada, pois nossas respostas estão todas na biblia deixada para nós todos por Jesus.***É SÓ LER, E SE PRECISO ESTUDAR UM POUCO A BIBLIA PARA ENTENDE-LA.DEUS ABENÇOE.

NÃO SE PODE CRITICAR A RELIGIÃO SEM UMA ANÁLISE DETALHADA DE LIVROS ERUDITOS DE TEOLOGIA.

Best-seller-surpresa? Se eu tivesse me embrenhado, como um crítico intelectual consciente gostaria, nas diferenças epistemológicas entre Aquino e Duns Scotus; se tivesse feito jus a Erígena na questão da subjetividade, a Rahner na da graça ou a Moltmann na da esperança (como ele esperou em vão que eu fizesse), meu livro teria sido mais que um best-seller- surpresa: teria sido um best-seller milagroso. Mas a questão não é essa. Diferentemente de Stephen Hawking (que seguiu o conselho de que cada fórmula que ele publicasse reduziria as vendas pela metade), eu de bom grado abriria mão do status de best-seller caso houvesse a mais remota esperança de que Duns Scotus fosse iluminar minha questão central, se Deus existe ou não. A enorme maioria dos textos teológicos simplesmente assume que ele existe, e parte daí. Para os meus propósitos, preciso levar em conta apenas os teólogos que considerem a sério a possibilidade de que Deus não exista e argumentem por sua existência. Acho que isso o capítulo 3 faz, com — espero — bom humor e abrangência suficientes. Em termos de bom humor, não tenho como superar a esplêndida “Resposta do cortesão”, publicada por P. Z. Myers em seu blog Pharyngula.

Analisei as insolentes acusações do sr. Dawkins, exasperado com sua falta de seriedade acadêmica. Aparentemente, ele não leu os discursos detalhados do conde Roderigo de Sevilha sobre o couro singular e exótico das botas do imperador, nem dedica um segundo sequer à obra-prima de Bellini, Sobre a luminescência do chapéu de plumas do imperador. Temos escolas inteiras dedicadas a escrever tratados eruditos sobre a beleza dos trajes do imperador, e todos os grandes jornais têm uma seção dedicada à moda imperial; [...] Dawkins ignora com arrogância todas essas ponderações filosóficas profundas e acusa cruelmente o imperador de nudez. [...] Enquanto Dawkins não for treinado nas lojas de Paris e Milão, enquanto não aprender a distinguir um babado de uma pantalona, devemos todos fingir que ele não se manifestou contra o gosto do imperador. Sua educação em biologia pode lhe dar a capacidade de reconhecer genitálias balançantes quando vir uma, mas não o ensinou a apreciar adequadamente os Tecidos Imaginários.

Ampliando o argumento, a maioria de nós desqualifica sem problemas as fadas, a astrologia e o Monstro de Espaguete Voador, sem precisar afundar em livros de teologia pastafariana, e assim por diante. A próxima crítica é parente desta: a grande crítica do “testa-de-ferro”.

VOCÊ SEMPRE ATACA O QUE HÁ DE PIOR NA RELIGIÃO E IGNORA O QUE HÁ DE MELHOR.

“Você persegue oportunistas grosseiros e incendiários como Ted Haggard, Jerry Falwell e Pat Robertson, em vez de teólogos sofisticados como Tillich ou Bonhoeffer, que ensinam o tipo de religião em que acredito.” Se o predomínio fosse só dessa espécie sutil e amena de religião, o mundo sem dúvida seria um lugar melhor, e eu teria escrito outro livro. A melancólica verdade é que esse tipo de religião decente e contido é numericamente irrelevante. Para a imensa maioria de fiéis no mundo todo, a religião parece-se muito com o que se ouve de gente como Robertson, Falwell ou Haggard, Osama bin Laden ou o aiatolá Khomeini. Não se trata de testas-de-ferro; são todos influentes demais e todo mundo hoje em dia tem de lidar com eles.

SOU ATEU, MAS QUERO ME DISSOCIAR DE SUA LINGUAGEM ESTRIDENTE, DESTEMPERADA E INTOLERANTE.

Na verdade, quando se analisa a linguagem de Deus, um delírio, ela é menos destemperada ou estridente do que a que achamos muito normal — quando ouvimos analistas políticos, por exemplo, ou críticos de teatro, arte ou literatura. Minha linguagem só soa contundente e destemperada por causa da estranha convenção, quase universalmente aceita (veja a citação de Douglas Adams nas páginas 45 e 46), de que a fé religiosa é dona de um privilégio único: estar além e acima de qualquer crítica.

Em 1915, o parlamentar britânico Horatio Bottomley recomendou que, depois da guerra, “se por acaso num restaurante você descobrir que está sendo servido por um garçom alemão, jogue a sopa na cara suja dele; se você se vir sentado ao lado de um secretário alemão, vire o tinteiro na cabeça suja dele”. Isso, sim, é estridente e intolerante (e, eu teria pensado, ridículo e ineficaz como retórica mesmo para aquela época). Compare a frase com a que abre o capítulo 2, que é o trecho citado com mais freqüência como “estridente”. Não cabe a mim dizer se fui bem-sucedido, mas minha intenção estava mais próxima da de um golpe duro, mas bem-humorado, do que da polêmica histérica. Nas leituras em público de Deus, um delírio, esse é exatamente o trecho que garantidamente produz uma boa risada, e é por isso que minha mulher e eu sempre o usamos como abertura para quebrar o gelo com uma nova platéia. Se eu pudesse me aventurar a sugerir por que o humor funciona, acho que diria que é o desencontro incongruente entre um assunto que poderia ter sido expresso de forma estridente ou vulgar e a expressão real, numa lista compridíssima de latinismos ou pseudo-academicismos (“filicida”, “megalomaníaco”, “pestilento”).

Meu modelo aqui foi um dos escritores mais engraçados do século xx, e ninguém chamaria Evelyn Waugh de histérico ou estridente (até entreguei o jogo ao mencionar seu nome na anedota que vem logo depois, na página 55). Críticos de literatura ou de teatro podem ser zombeteiramente negativos e ganhar elogios pela contundência sagaz da resenha. Mas nas críticas à religião até a clareza deixa de ser virtude para soar como hostilidade. Um político pode atacar sem dó um adversário no plenário do Parlamento e receber aplausos por sua combatividade. Mas basta um crítico sóbrio e justificado da religião usar o que em outros contextos seria apenas um tom direto para a sociedade polida balançar a cabeça em desaprovacão; até a sociedade polida laica, e especialmente aquela parte da sociedade laica que adora anunciar: “Sou ateu, MAS…”.
VOCÊ SÓ ESTÁ PREGANDO PARA OS JÁ CONVERTIDOS. DE QUE ADIANTA?
O “Cantinho dos Convertidos” no RichardDawkins.net já invalida a mentira, mas mesmo que a levássemos a sério há boas respostas. Uma é que o coro dos descrentes é bem maior do que muita gente imagina, sobretudo nos Estados Unidos. Mas, de novo sobretudo nos Estados Unidos, é em grande parte um coro “no armário”, e precisa desesperadamente de incentivo para sair dele. A julgar pêlos agradecimentos que recebi em toda a turnê americana do lançamento do livro, o incentivo dado por pessoas como Sam Harris, Dan Dennett, Christopher Hitchens e por mim é bastante apreciado. Uma razão mais sutil para pregar aos já convertidos é a necessidade de conscientização. Quando as feministas nos conscientizaram sobre os pronomes sexistas, elas estariam pregando só aos já convertidos no que se referia a questões mais significativas dos direitos das mulheres e dos males da discriminação. Mas aquele coro decente e liberal ainda precisava ser conscientizado sobre a linguagem do dia-a-dia. Por mais atualizados que estivéssemos nas questões políticas relativas aos direitos e à discriminação, ainda assim adotávamos inconscientemente convenções que faziam metade da raça humana sentir-se excluída.
Há outras convenções lingüísticas que precisam seguir o mesmo caminho dos pronomes sexistas, e o coro ateísta não é exceção. Todos nós precisamos ser conscientizados. Tanto ateus como teístas observam inconscientemente a convenção da sociedade … de que devemos ser especialmente polidos e respeitadores em relação à fé. E nunca me canso de chamar a atenção para a aceitação tácita, por parte da sociedade, da rotulação de crianças pequenas com as opiniões religiosas de seus pais. Os ateus precisam se conscientizar da anomalia: a opinião religiosa é o tipo de opinião dos pais que — por consenso quase universal — pode ser colada em crianças que, na verdade, são pequenas demais para saber qual é sua
opinião. Não existe criança cristã: só filhos de pais cristãos. Use todas as oportunidades para marcar essa posição.

VOCÊ É TÃO FUNDAMENTALISTA QUANTO AQUELES QUE CRITICA.

Não, por favor, é fácil demais confundir uma paixão capaz de mudar de opinião com fundamentalismo, coisa que nunca farei. Cristãos fundamentalistas são apaixonadamente contra a evolução, e eu sou apaixonadamente a favor dela. Paixão por paixão, estamos no mesmo nível. E isso, para algumas pessoas, significa que somos igualmente fundamentalistas. Mas, parafraseando um aforismo cuja fonte eu não saberia precisar, quando dois pontos de vista contrários são manifestados com a mesma força, a verdade não está necessariamente no meio dos dois. É possível que um dos lados esteja simplesmente errado. E isso justifica a paixão do outro lado.
Os fundamentalistas sabem no que acreditam e sabem que nada vai mudar isso. A citação de Kurt Wise na página 366 diz tudo: “[...] se todas as evidências do universo se voltarem contra o criacionismo, serei o primeiro a admiti-las, mas continuarei sendo criacionista, porque é isso que a Palavra de Deus parece indicar. Essa é minha posição”. A diferença entre esse tipo de compro¬misso apaixonado com os fundamentos bíblicos e o compromisso igualmente apaixonado de um verdadeiro cientista com as evidências é tão grande que é impossível exagerá-la. O fundamentalista Kurt Wise declara que todas as evidências do universo não o fariam mudar de opinião. O verdadeiro cientista, por mais apaixonadamente que “acredite” na evolução, sabe exatamente o que é necessário para fazê-lo mudar de opinião: evidências. Como disse J. B. S. Haldane, quando questionado sobre que tipo de evidência poderia contradizer a evolução: “Fósseis de coelho no Pré-cambriano”. Cunho aqui minha própria versão contrária ao manifesto de Kurt Wise: “Se todas as evidências do universo se voltarem a favor do criacionismo, serei o primeiro a admiti-las, e mudarei de opinião imediatamente. Na atual situação, porém, todas as evidências disponíveis (e há uma quantidade enorme delas) sustentam a evolução. É por esse motivo, e apenas por esse motivo, que defendo a evolução com uma paixão comparável à paixão daqueles que a atacam. Minha paixão baseia-se nas evidências. A deles, que ignora as evidências, é verdadeiramente fundamentalista”.

SOU ATEU, MAS A RELIGIÃO VAI PERSISTIR. CONFORME-SE.

“Você quer se ver livre da religião? Boa sorte! Você acha que vai conseguir se ver livre da religião? Em que planeta você vive? A religião faz parte dele. Esqueça isso!” Eu agüentaria qualquer um desses argumentos, se eles fos¬sem ditos num tom que chegasse pelo menos perto do da pena ou da preocupação. Pelo contrário. O tom de voz é às vezes até alegrinho. Não acho que se trate de masoquismo. O mais provável é que possamos de novo classificar o fenômeno como a “crença na crença”. Essa gente pode não ser religiosa, mas adora a idéia de que os outros sejam. O que me leva à categoria final das minhas réplicas.

SOU ATEU, MAS AS PESSOAS PRECISAM DA RELIGIÃO.

“O que você vai colocar no lugar dela? Como você vai consolar quem perde um ente querido? Como vai suprir a carência?”
Quanta condescendência! “Você e eu, é claro, somos inteligentes e cultos demais para precisar de religião. Mas as pessoas comuns, a patuléia, o proletariado orwelliano, os semi-idiotas deltas e ípsilons huxleanos, eles precisam da religião.” Isso me faz lembrar de uma ocasião em que estava dando uma palestra numa conferência sobre a compreensão pública da ciência, e investi brevemente contra “baixar o nível”. Na sessão de perguntas e respostas do final, uma pessoa da platéia ficou de pé e sugeriu que “baixar o nível” poderia ser necessário para “trazer as minorias e as mulheres para a ciência”. Seu tom de voz mostrava que ela realmente acreditava que estava sendo liberal e progressista. Só fico imaginando o que as mulheres e as “minorias” da platéia acharam. Voltando à necessidade de consolo da humanidade, ela existe, é claro, mas não há alguma infantilidade na crença de que o universo nos deve um consolo, como de direito? A afirmação de Isaac Asimov sobre a infantilidade da pseudociência é igualmente aplicável à religião: “Vasculhe cada exemplar da pseudociência e você encontrará um cobertorzinho de estimação, um dedo para chupar, uma saia para segurar”. É impressionante, além do mais, a quantidade de gente que não consegue entender que “X é um consolo” não significa “X é verdade”. Uma crítica análoga a essa trata da necessidade de um “propósito” na vida. Citando um crítico canadense:

Os ateus podem estar certos sobre Deus. Vai saber. Mas, com Deus ou sem Deus, fica claro que há algo na alma humana que demanda a crença de que a vida tem um objetivo que transcende o plano material. Era de imaginar que um empiricista do tipo mais-racional-que-vós como Dawkins reconhecesse esse aspecto imutável da natureza humana [...] Será que Dawkins acha mesmo que este mundo seria um lugar mais humano se todos nós procurássemos a verdade e o consolo em Deus, um delírio e não na Bíblia?

Na verdade sim, já que você mencionou “humano”, sim, acho, mas devo repetir, mais uma vez, que o potencial de consolo de uma crença não eleva seu valor de verdade. É claro que não posso negar a necessidade de consolo emocional, e não tenho como defender que a visão de mundo adotada neste livro ofereça um consolo mais que apenas moderado para, por exemplo, quem perdeu um ente querido. Mas, se o consolo que a religião parece oferecer se fundamenta na premissa neurologicamente implausibilíssima de que sobrevivemos à morte de nosso cérebro, você está mesmo disposto a defendê-lo? De qualquer maneira, acho que nunca encontrei ninguém que não concorde que, nas cerimônias fúnebres, as partes não religiosas (homenagens, poemas ou músicas favoritas do falecido) são mais tocantes que as orações.
Depois de ler Deus, um delírio, o dr. David Ashton, um médico britânico, escreveu-me contando da morte inesperada, no Natal de 2006, deseu adorado filho Luke, de dezessete anos. Pouco antes, os dois haviam conversado elogiando a entidade sem fins lucrativos que estou montando para incentivar a razão e a ciência. No enterro de Luke, na ilha de Man, seu pai sugeriu à congregação que, se alguém quisesse fazer algum tipo de contribuição em memória do filho, deveria enviá-la a minha fundação, como Luke gostaria. Os trinta cheques recebidos somaram mais de 2 mil libras, incluindo mais de seiscentas libras arrecadadas num evento no público local. O garoto era obviamente muito querido. Quando li o livreto da cerimónia fúnebre, chorei, literalmente, embora não conhecesse Luke, e pedi permissão para reproduzi-lo no RichardDawkins.net. Um gaitista solitário tocou o lamento local “Ellen Vallin”. Dois amigos fizeram discursos de homenagem, e o dr. Ashton recitou o belo poema “Fern Hill” ["Monte das samambaias"] (“Era eu jovem e tranqüilo, debaixo das macieiras” — que evoca tão dolorosamente a juventude perdida). E então, e tenho de respirar fundo para contar, ele leu as primeiras linhas de meu Desvendando o arco-íris, linhas que havia tempos eu tinha separado para o meu próprio enterro.

Nós vamos morrer, e isso nos torna afortunados. A maioria das pessoas nunca vai morrer, porque nunca vai nascer. As pessoas potenciais que poderiam estar no meu lugar, mas que jamais verão a luz do dia, são mais numerosas que os grãos de areia da Arábia. Certamente esses fantasmas não nascidos incluem poetas maiores que Keats, cientistas maiores que Newton. Sabemos disso porque o conjunto das pessoas possíveis permitidas pelo nosso DNA excede em muito o conjunto de pessoas reais. Apesar dessas probabilidades assombrosas, somos eu e você, com toda a nossa banalidade, que aqui estamos…

Nós, uns poucos privilegiados que ganharam na loteria do nascimento, contrariando todas as probabilidades, como nos atrevemos a choramingar por causa do retorno inevitável àquele estado anterior, do qual a enorme maioria jamais nem saiu?

É óbvio que há exceções, mas suspeito que para muitas pessoas o principal motivo de se agarrarem à religião não seja o fato de ela oferecer consolo, e sim o de elas terem sido iludidas por nosso sistema educacional e não se darem conta de que podem não acreditar. Decerto é assim para a maioria das pessoas que acham que são criacionistas. Simplesmente não ensinaram direito a elas a impressionante alternativa de Darwin. É provável que o mesmo aconteça com o mito depreciativo de que as pessoas “precisam” da religião. Numa conferência recente, em 2006, um antropólogo (e exemplar perfeito do tipo eu-sou-ateu-mas) citou a resposta de Golda Meir quando questionada se acreditava em Deus: “Acredito no povo judaico, e o povo judaico acredita em Deus”. Nosso antropólogo usou sua própria versão: “Acredito nas pessoas, e as pessoas acreditam em Deus”. Prefiro dizer que acredito nas pessoas, e as pessoas, quando incentivadas a pensar por si sós sobre toda a informação disponível hoje em dia, com muita freqüência acabam não acreditando em Deus, e vivem uma vida realizada — uma vida livre de verdade.

[tags]deus um delírio,Richard Dawkins,best seller, julgando godot,argumentos[/tags]

Meu próximo livro: deus não É GRANDE

domingo, 23 de setembro de 2007

Eu fico no máximo 2 meses sem adquirir um livro, quando estou em épocas de vacas gordas chego a comprar mais de um em um mês e a minha lista de aquisições é sempre superior ao que eu posso no momento comprar. Às vezes imprimo algumas traduções que acho na internet, mas não gosto muito de ler desse jeito encardenado e depois eu tenho que organizar de uma forma capenga na estante. Alguns itens vão direto para o topo da lista de aquisições, passando na frente, dos que antes seriam os próximos: os novos volumes de Sandman, Terry Pratchett, Chuck Palahniuk e algum outro que desperte minha atenção.

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Foi o que acabou de acontecer: “deus não é GRANDE: Como A Religião Envenena Tudo” de Christopher Hitchens. É um lançamento na onda de “torpedos contra cristo” (embora não se limitem ao cristianismo, que fique claro). O que me fez colocá-lo na lista de prioridades foi a resenha publicada no Mais! de 23 de Setembro (dia em que escrevo a presente postagem), pois mostrou-me que não é um mais um livro no estilo “vamos desbancá-los com ciência”, trata-se de uma espécie de desmonte das religiões usando argumentos a la Wilde, Mencken, etc. O tipo de argumento que os religiosos reclamam por seu extremismo, mas que é delicioso de se ler.

Vejam alguns vislumbres do pensamento de Hitchens:

Há um capítulo no livro chamado “O pesadelo do Antigo Testamento” que é seguido de “O Novo Testamento Excede o mal do Velho”.

“A religião monoteísta é o plágio de um plágio de um boato, de uma ilusão, remetendo à invenção de alguns poucos acontecimentos que não ocorreram”.

Sobre a moralidade se basear nos 10 Mandamentos, será que antes de Moisés sair com as tábuas debaixo do braço o seu pessoal achava que matar era uma boa idéia?

E várias outros métodos que não irei reproduzir aqui a fim de não copiar pura e simplesmente. O livro será lançado no próximo mês pela Ediouro.

[tags]deus não é grande, Christopher Hitchens,Julgando Godot, crítica ao teísmo[/tags]

O Espírito Santo Está Aqui!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

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Tudo vai parecer ser uma pequena heresia, mas não desista de ler até o fim: só assim você acabará descobrindo o que eu estou fazendo por você. Sim, por você. Pronto?

Vou colocar tudo de uma forma bem simples: Eu nego o Espírito Santo. Eu nego o Espírito Santo. Eu nego o Espírito Santo. Eu sempre achei a pombinha do Espírito Santo o mais gay de todos os três.

Horrível, certo? Agora siga os passos:

1.

Schopenhauer, o imperador da filosofia e provavelmente o filósofo mais citado neste blog, certa vez já chamou atenção para o fato de que ler é pensar com a cabeça alheia. Seu cérebro interpreta as letras nesta tela de computador e elas fazem parte de seu fluxo de pensamento, logo, o racícinio de certa forma está correto.

2.

Em Mateu 16, versículos 27 e 28 no Príncipia Discórdia do Cristianismo (conhecido como Bíblia por alguns), Jebus diz, mais ou menos o que se segue: “Ouvistes o que foi dito: Não adulterarás, porra! Eu porém vós digo cambada de pecador!: Qualquer que olhar para uma mulher com intenção pura no coração, já adulterou com ela.” O que isso significa em pratos limpos? Que para o cristão, o pensamento é o ato consumado. Como não se precisa de um ato, e meramente uma intenção, um pensamento aleatório em uma leitura descompromissada – isso é pecado. Para pecar, basta pensar. O que nos leva diretamente ao último passo.

3.

Você provavelmente se tivesse que escolher entre uma eternidade de dor e sofrimento ou a salvação em um lugar que lembra um céu cheio de nuvens, ensolarado e com anjinhos nús, escolheria a última opção, principalmente se fosse o Michael Jackson. E para ser salvo é fácil. Basta aceitar Jesus em seu coração! E Jesus é um cara legal, ele perdoa você de qualquer coisa: mentira, assassinato, pornografia na internet. Inclusive se você falar mal dele como dizer que o coitado disse algo como “Não adulterarás, porra!”. Jesus lhe perdoaria! Mas, no entanto (sempre há um “mas” para deixar as coisas mais interessantes), há um pecado que é imperdoável. Se você fizer isso, estará condenado para sempre, sem poder dar nenhum um telefonema ou chamar o advogado. É tão imperdoável que não bastou entrar uma, mas duas vezes na Bíblia que como é inspirada por deus, fez questão de deixar duas vezes escrita.

Lucas 12:10

“Todo aquele que proferir uma palavra contra o Filho do Homem, isso lhe será perdoado, mas para aquele que blasfemar contra o Espírito Santo, não haverá perdão”

Marcos 3:29

“Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é pecado eterno”

Percebem onde quero chegar? Eu e você sabemos que você leu as linhas lá em cima e eu nego o Espírito Santo, oh! e agora de novo. Você pensou com a minha cabeça, você aceitou ainda que sem saber, passivamente uma heresia em seu fluxo de pensamento, apenas essa intenção o fez pecar – o pecado eterno. Você está condenado!

PS: Como você está oficialmente condenado, qualquer dia podemos marcar de jantar no Inferno. Ah, o Leônidas vai também!

[tags]Espírito-Santo,Heresia, Julgando Godot, Armadilha Lógica[/tags]

Contra “Cut God Some Slack”: O fenômeno dos livros ateus

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Eu aprecio o trabalho de análise econômica feito por várias figuras entre as quais se incluem os autores de “Freakonomics”, isso não significa que eu tenha que concordar sempre. Em um recente artigo no blog da dupla, ele afirmou se sentir surpreso por livros contra deus estarem fazendo sucesso, tanto que o título da postagem seria algo como “Dê um tempo a deus”, ou algo assim. Depois de receber mais de 100 comentários a respeito do artigo em questão ele escreveu outro onde dizia saber quem comprava tais livros – aqueles que liam seu blog.

O fenômeno não é novo mas somente recentemente tantos livros declaradamente ateus fizeram tanto sucesso ao mesmo tempo. São eles: “Deus, um delírio” de Richard Dawkins, Quebrando o Encanto, de Daniel C. Denett o Tratado de Ateologia, de Michel Onfray; dentre outros títulos que ainda nem foram traduzidos.

E o movimento de irreligião somente cresce no mundo. Mas não é exatamente este o objetivo desta postagem e sim, mostrar o raciocínio empregado por Steven D. Levitt que diz não ser uma pessoa religiosa, mas se volta para deus em momentos de necessidade (talvez como 90% dos “religiosos”).

I understand why books attacking liberals sell. It is because many conservatives hate liberals. Books attacking conservatives sell for the same reason. But no one writes books saying that bird watching is a waste of time, because people who aren?t bird watchers probably agree, but don?t want to spend $20 in order to read about it. Since very few people (at least in my crowd) actively dislike God, I?m surprised that anti-God books are not received with the same yawn that anti-bird watcher books would be.

Em tradução meia-boca:

Compreendo porque os livros atacando liberais vendem. Porque muitos conservadores odeiam liberais. Livros atacando conservadores vendem pela mesma razão.Mas ninguém escreve livros dizendo que a observação de aves é uma perda de tempo, porque quem não é observador de aves provavelmente concorda e não quer gastar $ 20 para ler sobre isso. Como são poucas as pessoas (ao menos no meu grupo) que não gostam de deus de forma ativa, fico surpreso que os livros contra deus não sejam recebidos com o mesmo bocejo que livros contra a observação de aves teriam.

Claramente nota-se aqui uma falácia: ao fazer a comparação entre escrever livros contra deus e livros contra observação de pássaros, ele assume que as duas atividades façam parte também da mesma categoria, o que não é verdade. Primeiro, não há nos manuais de observação de pássaros nenhuma regra que diz que eles deveriam fazer com que outras pessoas observassem pássaros. Segundo, eu posso observar pássaros no final de semana, mas durante toda a semana eu serei o que diabos eu sou. Com religião não. Você ao aceitar uma religião, deve, em teoria, segui-la 24 horas por dia. Seria estranho dizer: “Não posso ajudá-lo porque não estou sendo cristão às terças-feiras”. Observar pássaros é uma atividade. Integrar uma religião é uma filosofia de vida, um modo de viver.

Votações sobre pesquisas com células troncos, cujo estudo poderiam nos levar à cura de diversas doenças e operar verdadeiros milagres científicos sempre são travadas pois os políticos, que por serem religiosos, votam contra por acreditar em uma coisa chamada “alma”. Isso é um exemplo prático que mostra por que ser contra deus exige uma atitude mais ativa: As decisões religiosas afetam a outras pessoas, sendo elas religiosas ou não.

[tags]Freakonomics, deus, Julgando Godot, livros[/tags]