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Cloverfield: “Sim, nós temos clichês”

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Eu já assisti “Cloverfield” há algumas semanas e confesso que saí frustrado da sala de cinema. Esperava mais, muito mais. Sem dúvida combinou uma técnica de filmagem com uma narrativa muito bem sacada (a fita gravada sobreposta, revelando o sub-plot) e sem dúvida dá um novo fôlego aos filmes de monstros. Mas eu esperei um ano por esse filme achando que ia ver um filme sensacional sobre Cthulhu. Ok, não é Cthulhu, mas não foi isso que me frustrou. Cloverfield está cheio de clichês!

Alerta de Spoilers! Só continue apartir daqui se você sabe que o Bruce Willis está morto desde o princípio, Brad Pitt é Edward Norton, e o casal de Cloverfield aparentemente morre no final

Uma Câmera na Mão e Um Monstro Gigante

Sem citar o óbvio “A Bruxa de Blair”, que eu nunca vi, posso citar filmagens no estilo: “The Office”, “Arrested Development”, “Reno 911″. Ok, nenhum deles é ação desenfreada. Então que tal os dois últimos Bournes, filmados no usual estilo de Paul Greengrass com essa “câmera na mão” usado nos excelentes “Vôo 93″ e “Domingo Sangrento”.

O Sujeito Que Ama a Garota que o Ignora

Hud, o sujeito com a câmera, faz o típico “sujeito que ninguém leva muito a sério e é interessado pela garota que o ignora totalmente”. Suas tentativas de abordar ela com desculpas esfarrapadas, quando ela se machuca para salvar ele (depois fazendo suas vísceras explodirem através de uma proteção, sendo a cena que mais me deixou pensando).

O Mocinha Salva a Mocinha

Ok, é temporário. Mas a não ser que em algum filme, o sujeito dê uma poção de eternidade para a mocinha, ele também a salvou temporariamente. Nós morremos. Todos. E todo adulto, acredito, sabe disso. Cloverfield satisfaz a platéia ao mostrar ela sendo salva. Um detalhe aqui merece ser destacado: Não vou falar sobre a inclinação do prédio, nem nada, mas parece que havia algo atravessando o corpo da moça, e eles a tiraram de lá a puxando. Ora, eu assisto “Grey’s Anatomy” e sei que fazendo isso eles a condenaram a sangrar até a morte, a não ser que arrumassem ajuda médica rapidamente.

O Conflito se Resolve

Faz o que toda boa história deve fazer, ótimo. Mas vai me dizer que aquela cena de um dizendo que ama o outro antes de “morrerem” não é clichê?

Encontro com o Monstro

Por mais que nada seja explicado, Hud levanta várias hipóteses. Mesmo que seja realmente difícil ver como o monstro é, ocorre um encontro em que conseguimos ver sua cara. É um momento tenso e marcante, que não podia faltar, não é mesmo?

Destruição de Ícones

Alguém falou “Independece Day”? Ou vai me dizer que ninguém achou estranho o monstro gigantesco que destrói prédios facilmente apenas decapitou a estátua da liberdade, a arremessando direto para o trailer misterioso e exatamente na rua onde estão os protagonistas?

Não quero desmerecendo o filme, ou dizendo que é ruim, eu adorei, só quero usá-lo para embasar a afirmação a seguir: Uma história se faz com clichês, o que muda é como vocês os apresenta. Se você quer ser totalmente original provavelmente irá falhar. A diferença está em como você usa as convenções. E isso é claro, se aplica a livros, blogs, quadrinhos…

Mais Cloverfield:
Cloverfield – ou: Godzilla no dos outros é refresco
NÓS VIMOS: Cloverfield


Creative Commons License crédito: Marcin Wichary

É homenagem, não é “cópia”

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

“The Office” é provavelmente meu seriado predileto. A greve dos roteiristas deve ter sido a primeira greve que realmente me afetou, pois ficar longe de novos episódios de “The Office” é realmente muito complicado. No vídeo acima, Jim, que adora pregar peças, se veste de Dwight e o imita. No final do episódio, Dwight o imita em retribuição, para quem não conhece o programa (ninguém é perfeito) ou não sabe inglês, abaixo a transcrição dos diálogos:

Jim imitando Dwight

Jim: “Está um pouco embaçado…Assim é melhor. Pergunta: Que tipo de urso é o melhor?”
Dwight: “Esta é uma pergunta rídicula…”
Jim: “Falso. Urso Preto”.
Dwight: “Isso é discutível…Existem duas linhas de pensamento…”
Jim: “Fato: Ursos comem beterrabas. Ursos. Beterrabas. Battlestar Galactica”.
Dwight: “Ursos não…O que está acontecendo…? O que você está fazendo!?”

Jim: “Semana passada, eu estava em uma farmácia, e eu vi esses óculos. Quatro dólares. E só me custou 7 dólares para recriar o resto do conjunto. E isso dá um total de…Onze dólares”.

Dwight: “Quer saber, imitação é forma mais sincera de elogio, então eu lhe agradeço”.
Dwight: “Roubo de identidades não é uma piada, Jim! Milhões de famílias sofrem todos os anos!”
Jim: “Michael!”
Dwight: “Oh, isso é engraçado…Michael!”

Dwight: “Pam…”
Pam: “Hey Dwight, você está bem bonito hoje”.
Dwight: “Oi Karen”.
Karen: “Hey Dwight, parecendo elegante!”
Dwight: “Sim, isso é porquê eu sou o seu namorado, Jim Halpert. Karen, quer que ficamos juntos mais tarde, e ter um intercurso sexual pois você é minha namorada…?”
Jim: “Você quer?”
Karen: “Não. Estou bem. Obrigada”.
Jim: “Olha só!”
Dwight: “Eu sou Jim Halpert”.
Jim: “Correto”.
Dwight: ” Ah-luh-luh, um pequeno comentário. Muh”.

Esse vídeo somente foi para introduzir a The Asylum, uma produtora de cinema americana que se nunca assinou um grande blockbuster ou hit do verão mas pelo menos ela trabalhou com enredos similares. Saca só pelos pôsteres:

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“Alien versus Hunter”, se o dos grandes estúdios é fezes no coloquial, eu não quero nem saber sobre esse.

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Vamos ver: Pirata em destaque, casal e ao que parece o fidalgo maligno, então é o quarto “Piratas do Caribe”? Não, mas quase. É “Piratas da Ilha do Tesouro” com um dos slogans mais divertidos: “Uma aventura de pirataria no alto mar como você nunca viu“.

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Duvido que tenham uma Megan Fox. Se você não gosta de robôs, nem de caros, nem de filmes de ação mas gosta de mulheres, então “Transformers” é um filme que você deve assistir.

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“Snakes on a motherf**** train!”

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Só queria saber se esse possui o título correto. Pois o “Eu sou a Lenda”, deveria se chamar “Ele é a Lenda” ou era já que ele morre no final após ter conseguido a cura. Ah, há um spoiler nesse parágrafo.

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Nem Cloverfield escapou…Duvido que tenham uma Odette Yustman. Se você não gosta de filmes com câmeras que tremem, personagens que morrem no final, filmes de monstro gigante, mas gosta de mulheres, então “Cloverfield” é um filme que você assistir.

Engraçado que muitos blogs fazem a mesma coisa…Esta postagem mesmo é uma cópia homenagem à uma postagem do Dúvida Cruel.