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Nick Herbert & A Natureza da Realidade

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

No Principia Discórdia há uma passagem que versa sobre física quântica, assinada por um tal de Nick Herbert. E o sujeito existe mesmo! Abaixo uma entrevista concedida por ele que trata de diversos assuntos que ele estuda:

PERGUNTA: O que inspirou o seu interesse em física?

Nick: Primeiro estudei em uma escola católica. Lá aprendi religião e latim e a idéia era me tornar padre. Esta era a minha meta e, em algum lugar do caminho, eu me desviei. Eu decidi que aquilo não era a melhor coisa. Eu mudei de idéia cheguei à conclusão de que a ciência era provavelmente o lugar onde as coisas “aconteciam”. A melhor parte da ciência era a física, então eu fui para o estado de Ohio e me formei em Física. É como uma busca pela coisa mais emocionante que esteja acontecendo: eu pensei que era Deus e agora eu acredito, pelo menos pra mim, que é a ciência.

PERGUNTA: Como uma busca pela natureza da realidade?

Nick: Sim. Meu santo padroeiro é Saint Christofer. Alguns dizem que ele é o padroeiro dos viajantes, mas, na verdade, ele é o santo padroeiro daqueles que buscam servir ao poder maior. Ele foi o homem mais forte do reino e ele foi por aí oferecendo seus serviços a reis e príncipes. Ele queria dar esse poder que ele tinha ao mais alto serviço, mas ele sempre se decepcionava com os baixos padrões morais dos nobres. Então, depois de ter servido muitos reis e príncipes, ele decidiu que levaria as pessoas através de um rio que não possuía ponte.

Um dia chegou a ele um pequeno menino que pediu pra ser carregado e ele aceitou. Conforme levava o menino através do rio, ele ia ficando mais e mais pesado e, quando ele quase não agüentava mais, chegaram ao outro lado do rio. Ele se jogou no chão e perguntou o que tinha acontecido e o menino respondeu: “Você carregava Cristo que carrega o mundo inteiro em seus ombros.” Então ele, finalmente, encontrou a Quem servir. Eu gosto dessa estória. Eu ainda estou procurando o maior mestre para servir. Hoje é a ciência, a Física. Procuro os maiores problemas e tento o máximo para resolvê-los.

PERGUNTA: Poderia nos explicar a essência do “Teorema de Bell” a as idéias sobre a natureza da realidade que aqueles experimentos inspiraram?

Nick: É uma boa maneira de dizer: “natureza da realidade”. Eu faço a distinção que os filósofos fazem entre Aparência, Realidade e Teoria. Aparência é o que você vê e tudo à nossa volta é Aparência. Realidade é a essência hipotética por trás das coisas, o segredo escondido atrás das coisas. Teorias são estórias que nós criamos sobre Aparência e Realidade. O que o “Teorema de Bell” diz é que certas Aparências, certos experimentos em Física não podem ser explicadas a menos que assumamos algo sobre a Realidade. Esse algo sobre a Realidade é quando dois sistemas estavam juntos e são separados, e eles não interagem mais, eles ainda estão conectados de alguma forma instantânea. Essa conexão é mais rápida que a luz, não pode ser isolada e não diminui com a distância. É uma conexão muito misteriosa.

De qualquer forma, essa conexão esta no nível da realidade, não no nível da aparência. É uma conexão “subterrânea”, mas é certo como dois mais dois são quatro que essa conexão existe. A questão é o que fazer com isso, já que ela só aparece no nível da realidade e não no nível da aparência? Essa é a essência do “Teorema de Bell”: existe uma conexão invisível que podemos provar, mas não podemos ver. Eu escrevi uma canção para o “Teorema de Bell” cujo refrão é: “se estamos mesmo conectados, baby, como é que eu me sinto tão só?”

PERGUNTA: Você enxerga o “Teorema de Bell” e nosso entendimento da Astrofísica de que todas as partículas estiveram unidas no “Big Bang” como uma possível explicação para fenômenos misteriosos como telepatia e sincronicidade?

Nick: Talvez, mas acho que seria muito fácil dizer que temos telepatia porque estamos todos conectados. Mais uma vez: porque nos sentimos tão sós?

PERGUNTA: Isso não tem nada a ver com a atualidade da conexão?

Nick: Sim. Se você faz uma conexão, separa, então faz outras conexões, as mais recentes vão diluir a primeira conexão. É um pouco como o que chamamos de “coeficiente consangüíneo”, que mede a ligação genética entre pessoas. Sua mãe está mais próxima de você do que sua avó e por aí vai… Vocês estão todas conectadas, mas a conexão mais recente é a mais forte. Mas, mesmo levando isso em conta, quando você conhece alguém e vai embora, a telepatia entre vocês não é perceptível. Seria ótimo se vivêssemos numa sociedade em que a última pessoa que você conheceu permanecesse em contato telepático até que você conhecesse outra. Isso não parece acontecer, pelo menos até onde sabemos.

A verdadeira questão é: porque a telepatia é tão “solúvel”? Eu esperaria uma ciência própria para explicar esse fato. Então, uma vez que tivéssemos essa explicação, nós superaríamos esse “enfraquecimento” se quiséssemos manter contatos telepáticos com alguém. O “Teorema de Bell” poderia explicar a telepatia, mas o que poderia explicar a falta de telepatia? Isso é algo que ninguém ainda procurou explicar. Alguns tentaram explicar isso do ponto de vista da psicologia, mas da Física não. A explicação mais convincente que eu conheço é que seria terrível olhar dentro dos corações das pessoas, porque há muita dor em volta e seria excruciante penetrar nisso.

PERGUNTA: Também parece que as pessoas não querem que os outros vejam seus interiores.

Nick: Tem isso também – Eu não quero as pessoas olhando pra dentro de mim. Mas suponha que você queira olhar para o interior de outras pessoas? Uma boa razão para não fazê-lo é que seria muito doloroso.

PERGUNTA: Parece haver entre os físicos a idéia de que, pela análise persistente, eles irão descobrir algum dia a partícula fundamental, a coisa de que toda matéria é formada e, mesmo assim, eles continuam a descobrir cada vez menores partículas, mas nunca definitivas. O que você pensa disso?

Nick: Partícula fundamental? Eu ficaria completamente feliz se a Física chegasse a um fim – que quarks e léptons fossem realmente as partículas fundamentais do universo. Algumas pessoas pensam que a Física está chegando ao fim, conforme vão sendo encontradas as partículas fundamentais. Por mim tudo bem. Eu não acho que esse seja o caminho mais interessante, procurar partículas fundamentais. Vocês sabem que a minha noção real é de que o verdadeiro problema é o da consciência e que a Física, basicamente, resolveu os problemas simples e pode até mesmo encontrar as partículas fundamentais. Nós podemos achar todas as forças e todas as partículas da natureza – a busca da Física – mas e aí? Então nós teremos que nos defrontar com esses problemas mais complicados: a natureza da mente, a natureza de Deus e questões ainda maiores que não sabemos ainda nem mesmo formular. Por isso eu não estou realmente interessado na questão das partículas fundamentais, mas eu creio que, a partir do que já sabemos, estamos muito próximos de encontrá-las.

PERGUNTA: Então você realmente acredita que existe uma partícula fundamental?

Nick: Sim, eu acredito. Pode ser um lépton ou um quark.

PERGUNTA: Você não acha que os quarks são constituídos por partículas ainda menores e estas por outras menores ainda e assim infinitamente?

Nick: Não, eu não acho. Mas é só um palpite.

PERGUNTA: Você pode descrever o que significa “medição”?

Nick: Por “medição”? Não, eu não poderia. Há algo na Física Quântica chamado “problema da medição” e isso eu poderia descrever. O maior problema da Física Quântica é que ela descreve as coisas diferentemente quando você as mede de quando você não as mede. Quando não se mede, quer dizer, quando você não está olhando para o mundo, ele é descrito em ondas de possibilidades vibrantes. Parece papo de drogado, não é?! Todas essas possibilidades oscilantes. Então, quando você olha, ele parece perfeitamente normal. Essas possibilidades se transformam em eventos reais e esses eventos são pontuais, isto é pequenos como pontos. São chamados de quantas, saltos quânticos, como pequenos pontos na tela de TV ou numa fotografia colorida de revista. Então, para abreviar, o mundo oscila entre ondas de possibilidade e ocorrências, entre possibilidade e fato, entre onda e partícula. E a porta por onde ocorre essa transformação é a medição. Quando você faz uma medição, é isto o que acontece, mas a Física Quântica não diz o que é uma medição. O que é uma medição? Ninguém sabe. Não está na teoria. Há muitos palpites sobre o que pode ser uma medição. Alguns acreditam que a consciência está envolvida – somente quando alguém está atento, as ondas de possibilidade se transformam em ocorrências-partículas. É um palpite.

Outros acreditam que cada vez que algo novo acontece, cada vez que algo se torna irreversível, enquanto você evita sua medição e não toma uma decisão real, então o mundo fica num estado de possibilidade. Mas, assim que se tornar irrevogável, então aconteceu, é uma ocorrência, é um evento real. Então você procura na natureza por atos irreversíveis e é ali que as medições acontecem.

Mas há problemas com esses dois palpites. Os físicos não têm um modelo realmente bom para o que é a medição. Como eu costumo dizer, isso é chamado de “problema da medição da Física Quântica” e é o maior problema filosófico da Física. Mas felizmente, ou infelizmente, os físicos nunca têm de enfrentar esse problema diretamente, porque nós sabemos como fazer medições. Nós medimos o tempo todo. Até mesmo pessoas comuns sabem fazer medições. Então ninguém nunca vê esse mundo quântico diretamente, as ondas de possibilidades, porque nós temos meios de fazer medições.

PERGUNTA: Nós temos maneiras de desfazer a ambigüidade do universo?

Nick: Sim, nós temos maneiras de desfazer a ambigüidade do universo: são os nossos sentidos. Eu sinto que quando olhamos para dentro de nós mesmos nós experimentamos um pouco dessa ambigüidade quântica. Olhar para dentro de nós mesmos não é estar medindo o tempo todo. Uma parte de nossa mente está lá o tempo todo, mas outra parte de nossa vida mental está transformando a possibilidade vibratória em realidade. Então, nós estamos cientes de ambos os lados em nossa vida mental, mas não nessa vida externa.

PERGUNTA: Quanto o seu estudo de Física Quântica influenciou o seu entendimento do que é a consciência?

Nick: Nós estávamos chegando lá. Eu sinto que a Física Quântica é um lado da consciência, é a manifestação material da consciência. Os físicos quânticos estão basicamente descrevendo alguma coisa que é consciente, e o interior da Física Quântica é o que experimentamos como estado de vigília. O que eu quero dizer é, essa noção de potencial se tornando real, não se parece com o que acontece dentro da nossa mente?

PERGUNTA: Do reino das coisas impossíveis, nós pegamos algumas coisas e transformamos em realidade.

Nick: Isso. Exatamente. Isso não parece coisa que a mente faz, tomar decisões?

PERGUNTA: Parece. Então você acredita que a consciência pode existir sem um corpo físico que a sustente?

Nick: Em certo sentido, sim. Mas eu não acredito que seja possível para o nosso tipo de consciência existir sem matéria em volta. Mas não precisa ser o tipo de matéria de que nosso cérebro é formado. O tipo de prática que nós humanos conhecemos é pegar possibilidades e transformar em realidade. Você tem que ter um universo para tornar as coisas reais nele. Então provavelmente você precisará de matéria nele. Parece que o nosso tipo de consciência e a matéria são inseparáveis. Então quando eu morrer, provavelmente a maior parte da minha consciência morrerá comigo, porque é uma interação entre a grande mente, as grande possibilidades e a pequena área de possibilidades permitidas pelo corpo humano. Mas eu posso mudar de idéia. Eu li um livro de Ian Stevenson “Child Past Lives”, em que ele conta sobre crianças pequenas que, quando começam a falar dizem: “Vocês não são meus pais. Meus verdadeiros pais vivem nessa outra cidade a mais ou menos dez quilômetros.” Então elas começam a dar detalhes sobre quem são seus irmãos e suas irmãs. Isso é muito estranho.

PERGUNTA: Mas há outras explicações além de reencarnação. Elas poderiam estar em algum tipo de campo ou memória genética, por exemplo.

Nick: Ah, claro, definitivamente! Mas certamente isso estreita a nossa idéia do que a mente é capaz de fazer, não importa que explicação você tenha. Talvez eu tenha que revisar minhas idéias. Eu voluntariamente afirmei que minha individualidade morre com meu corpo. Pode ser que haja uma mente maior que continua a existir, mas esta mente pequena morre – minhas memórias e coisas do tipo. É o que eu diria antes de ler esse livro. Eu sempre descartei a reencarnação como um engano, mas o livro de Stevenson é muito persuasivo. Ele descreve vinte casos, mas ele cita mais de cem casos de maior ou menor validade. E, é claro, se algum desses casos é verdadeiro, isso invalidaria a noção de que a consciência morre com o corpo.

PERGUNTA: Você descreveu a Teoria Quântica como uma teoria de possibilidades e enfatizou que ela contém não somente a Aparência, mas a própria Realidade. Tendo isso em mente, de que maneiras você acredita que o entendimento do mundo quântico pode afetar as barreiras e estruturas da experiência humana, que atos limitariam o prazer dessas possibilidades?

Nick: Ah! O Projeto Cúpula do Prazer. Sim, eu me referiria a isso dessa forma. É pra levar a metáfora de espaço interior a sério – que existe um espaço interior que, por alguma razão, algum acidente da biologia e da evolução, cada um de nós está restrito a estas pequenas caverninhas no espaço interior. Mas existe essa área vastíssima que poderíamos explorar, incluindo união telepática com outras cavernas e até mesmo ir à áreas não humanas da mente. Para mim, a Física Quântica sugere isso: que existe essa área potencial em que nós poderíamos surfar. Nós brincamos um pouquinho disso todos os dias, mas poderíamos ir mais longe. É como se vivêssemos em uma pequena baía, podendo ir até o oceano. Essa é a possibilidade. Eu penso que é o que a Física Quântica me sugere: que algum dia nós vamos conseguir sair de nossas próprias baías e chegar ao oceano da mente.

PERGUNTA: Viajar na incerteza quântica, isso soa bem.

Nick: Sim, surfando no oceano quântico. Há algo na Teoria Quântica chamado de “mar de Fermi”, que é a área de possibilidades para elétrons, todas as posições possíveis e as quantidades de movimento que os elétrons podem ocupar. O “mar de Fermi” de um metal tem uma superfície livre. Mas um isolante tem uma tampa na sua superfície então o “mar de Fermi” está completamente cheio, então o isolante não tem novas opções. Ele só fica lá inerte e não conduz eletricidade. Mas um metal tem muitas possibilidades – todo o tipo de movimento ondulatório pode ocorrer na superfície de um “mar de Fermi” de um metal. Então a razão porque o ouro conduz a eletricidade e o polietileno não conduz está relacionada com a imagem quântica da matéria sendo feita de possibilidades vibratórias.

Os metais conduzem porque seus elétrons possuem muitas possibilidades abertas. Isolantes podem se tornar condutores se os “doparmos”, isto é, se introduzirmos certas impurezas neles que aumentam as possibilidades dos elétrons. E se a consciência, de alguma forma, também for uma conseqüência da possibilidade quântica então essa seria uma possibilidade de expandir a consciência, de sair de nossas pequenas cavernas. E, de alguma maneira, eu penso que a Física Quântica deve nos ajudar nisso. Se nós realmente acharmos uma conexão entre a mente e a matéria, e essa for uma conexão quântica, então nós acharemos um jeito de mergulhar no oceano da mente.

PERGUNTA: Nick, você escreve uma coluna para “Mondo 2000″ sobre “Fringe Science”. Você poderia explicar porque acha esse assunto tão importante?

Nick
: Eu trabalhei um tempo no Vale do Silício fazendo pesquisa, e tivemos muitas conversas sobre o que é pesquisa de verdade. Como poderíamos construir um ambiente que encorajaria a pesquisa? Eles não queriam um ambiente real para pesquisa. O que eu acho que um ambiente de pesquisa deveria fazer é proteger um pouco as pessoas da vida prática, das preocupações do dia-a-dia para sobreviver. Também deveria permitir que as pessoas errassem, então você está protegido das conseqüências dos seus pensamentos e não tem com que se preocupar. Você pode brincar à vontade.

Laboratórios de universidades e indústrias deveriam idealmente prover isso. Mas eles não fazem isso. Em geral laboratórios são lugares muito tímidos. As pessoas seguem padrões e protocolos. Os laboratórios industriais não seguem a moda tanto quanto nas universidades, mas você tem que estar publicando o tempo todo, tem que manter as coisas em movimento. Então você fica olhando por aí e vendo o que o cara da porta ao lado está fazendo. Então “fringe science” são pessoas que não estão presas pelas peias industriais ou universitárias, são pessoas que estão por aí, pelas suas próprias razões, e essas pessoas podem realmente ser a chave para o próximo salto evolucionário da ciência. As pessoas que têm suas próprias noções estranhas e lutam por elas.

Para lembrar de um cientista desse tipo vou citar um cara chamado Jim Culbertson em San Luis Obispo. Ele era professor na Politécnica da Califórnia por muitos anos e trabalhou para a Rand Corporation, então ele trabalhou tanto para o governo quanto para estabelecimentos educacional. Mas seu verdadeiro objetivo sempre trabalhar em uma teoria da consciência. Ele escreveu um livro nos anos sessenta chamado “The Minds of Robots” (As mentes de robôs), e ele imaginou como se poderia fazer robôs que tivessem experiência interior, como nós. Ele tem uma teoria elaborada baseada na Relatividade Especial e tem trabalhado nisso por anos e anos e anos, não ouvindo ninguém, só ligado na sua própria obsessão. Nós precisamos de mais gente assim, como Culbertson, na sua própria viagem. Eu adoraria me considerar um cientista “fringe”, mas eu acho que sou muito afetado pela moda e pelo que meus colegas estão fazendo. Apesar de tentar, eu estou contaminado pelas opiniões dos que me cercam e pelas tendências dominantes da vanguarda.

PERGUNTA: Bem, pode-se dizer que trabalhar em equipe e trocar idéias é um fertilizante para a mente.

Nick: Sim, é muito importante ter colegas, mas de alguma forma você tem de manter a sua independência. Há um equilíbrio entre contato e independência que você tem que manter. Uma das maneiras que eu uso para manter esse equilíbrio é morar entre as árvores e não estar ligado a nenhuma instituição, exceto aquelas que nós iniciamos.

PERGUNTA: Einstein passou a vida inteira em busca da Teoria do Campo Unificado e muitos cientistas estão trabalhando nisso. Você acha que é só uma questão de tempo até ela ser descoberta? E como você pensa que o conhecimento do Campo Unificado vai afetar a consciência humana?

Nick: Como eu já mencionei, eu acho que estamos próximos disso. Eu não me surpreenderia se o Campo Unificado fosse descoberto nos próximos dois anos. De alguma forma isso pode mesmo acontecer. Isso significaria que teríamos uma imagem mais compacta e mais completa do universo. Não precisaríamos de muitas palavras para descrever o universo, você poderia simplificar as coisas. Atualmente há quatro diferentes tipos de forças e há cento e poucas partículas elementares, mas mesmo assim vêm em duas classes. As classes são quarks e léptons basicamente. O que poderíamos dizer com o Campo Unificado é que há um tipo só de entidade e todo o resto decorre disso. Mas e daí?!

PERGUNTA: Isso não possibilitaria novas tecnologias?

Nick: Provavelmente não na mesma hora. Essas teorias não são muitos práticas. Isso ainda deixaria a consciência lá fora no frio. É engraçado lembrar que na Idade Média as pessoas que praticavam alquimia e magia cerimonial (ditos precursores da ciência) acreditavam que a mente estava conectada com o que eles faziam. Eles pensavam que você devia estar no correto estado mental (você tinha que proferir encantamentos e orações) ou então a reação simplesmente não acontecia. Era uma noção de que a química, a física e a matéria mental estavam juntas. Então em algum ponto do desenvolvimento da ciência, os cientistas disseram: “Vamos fazer ciência como se a mente não importasse. Vamos ver quanta ciência nós fazemos independentemente de como pensamos. Vamos esquecer a mente e vamos ver o que podemos fazer com essa hipótese.” E, o mais surpreendente, com quase toda a Física (desde as partículas elementares até os confins do cosmo) ela realmente não parece fazer diferença. Parece haver muita coisa pra se fazer sem colocar a mente.

Agora, minha fantasia é que nós perdemos a maior parte do mundo, que todas essas coisas que os físicos podem explicar são apenas uma pequena parte do mundo real, porque existe um mundo real que a Física está a um minuto de chegar. Mas, por causa de certas ilusões que temos, parece que tem muita matéria por aí e muito pouca mente. A mente está confinada a pequenos elementos nas cabeças de certos mamíferos. Mas há muita matéria, há galáxias e quarks e tudo à nossa volta, mas não há muita mente. Um dos meus palpites é de que isso está totalmente errado. Há muito da nossa mente, pelo menos tanto quanto de matéria, e nós nem mesmo nos demos conta disso. Eu suspeito que a Física está muito próxima desse mundo real.

Desvendando o Discordianismo

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Representante moderno de Carneades, o discordianismo é uma religião baseada no caos no ano de 1958. Qualquer afirmação sobre o discordianismo, nunca sobrevive a um exame mais minucioso. Isso por que, divergir sobre o que são e o que fazem, é lei entre os que se declaram praticantes do mesmo. Primeiro, porque para alguns o discordianismo é apenas uma sátira, uma piada disfarçada de religião. Para outros, na verdade é uma religião disfarçada de piada.

Criação
Os criadores do discordianismo foram Gregor Hill, também conhecido como Malaclypse, é o autor do principal livro, o Principia Discordia e Kerry Wendell Thornley, ou Omar Khayyam Ravenhurst ou ainda Ho Chi Zen.

E foi desenvolvido como um exercício de guerrilha ontológica no que eles chamavam de Operação:Mindfuck através da “versão Irmão Marx do zen”, o discordianismo.

Zen
O discordianismo embora a primeira vista não pareça, é o zen ocidental. Kerry Thornley, anos mais tarde de criar o discordianismo, sob o nome de Ho Chi Zen, lançou uma série de panfletos sobre a zenarquia.

O zen nasceu na China, como uma escola do budismo mahayana, que é notável por sua ênfase na plena aceitação do momento presente, ação espontânea, e o abandono do pensamento julgamentoso e auto consciente. O zen ainda se divide em vários ramos, sendo mais notórios dois deles: Soto e Rinzai. Enquanto a escola Soto dá maior ênfase à meditação silenciosa, a escola Rinzai faz amplo uso dos koans.

Koans são histórias, diálogos, questões, ou afirmações geralmente contendo aspectos que são inacessíveis ao pensamento racional, ainda que possam ser acessados à intuição. Um dos mais famosos e que figura no Principia Discordia é este: “Qual o som de palmas com uma mão só?”

Da mesma forma, o discordianismo faz amplo uso de histórias, diálogos, questões, afirmações, imagens e qualquer coisa que provoque a confusão, a Operação:Mindfuck. O propósito é sacudir as pessoas de suas zonas de conforto e levá-las a pensar.

Caos
Os discordianos que seguem o erisianismo, usam Éris, a deusa grega da discórdia como divindade. A palavra caos irá aparecer muitas vezes no material discordiano. Sobre tal é digno de nota, que para um discordiano, caos não é antônimo de ordem. Para eles, o caos é a natureza da realidade. O antônimo de ordem é a desordem. Eles apenas querem conscientizar a sociedade moderna que busca a ordem em tudo, de que vivemos em um Universo caótico e que não existe essa coisa que chamamos “verdade”. Como escreveu Robert Anton Wilson, também conhecido como Dr. Mordecai Malignatius no meio discordiano:

A iluminação discordiana é alcançada quando você se conscientiza de que, apesar de a deusa Éris e de a lei dos cinco não serem literalmente verdadeiras, nada é literalmente verdadeiro. Dos cem milhões de sinais zunindo, recebidos a cada minuto, o cérebro humano ignora a maioria organiza o resto em conformidade com qualquer sistema de crença estabelecido nele. Podemos selecionar sinais ordeiros e legais e dizer que tudo é projetado por uma inteligência cósmica, como no tomismo, ou selecionar sinais caóticos e afirmar que Deus é uma Mulher Louca, como no discordianismo. O cérebro ajustará os sinais recebidos aos dois sistemas de crença…ou a uma dúzia de outros.

Brasil
Não é certo quando o discordianismo chegou ao Brasil. Mas foi graças à sua presença na internet que ele conseguiu continuar existindo em nossas terras. Nos últimos anos, com o avanço de algumas descobertas em psicologia e física se aproximando dos ideais pregados pelo discordianismo e o aumento de sua presença na internet, ocorreu um aumento no número de seguidores. Seja ele uma piada disfarçada de religião ou uma religião disfarçada de piada, parece que o discordianismo veio para ficar.

Referências:
MAL-2. Principia Discordia. Tradução brasileira: Ibrahim Cesar, 2005
WILSON, Robert Anton. A Nova Inquisição. Madras, 2004
WILSON, Robert Anton. O Gatilho Cósmico. Madras, 2004
WILSON, Robert Anton. The Illuminatus! Trilogy. Dell Publishing, 1984
ALHAZRED, Abdul. Necronomicon. Tradução para o latim: Olaus Wormius, 1228

Aviso:
Esta postagem faz parte do evento Blogueiro Repórter promovido pelo Edney. Ele é licenciado excepcionalmente em uma licença Creative Commons que permite o uso comercial, mas veda a criação de obras derivadas. Diferente daquela adotada pelo blog para o restante de seu conteúdo.

Aviso revogado, desde que eu não vou criar uma conta em um serviço que não vou usar para submeter uma única notícia.

Discordianas

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Com o primeiro mês discordiano, Caos, quase chegando ao fim, é interessante fazer uma recaptulação do Discordianismo em 3174 YOLD (Ignore o Falso Calendário):

1. Foi lançando o “Discórdia Brasilis“, segundo alguns a reunião da nata discordiana nacional segundo outros, o de pior que temos (talvez por que eles não gostem da nata).

2. Fórum

Agora os discordianos contam com mais um fórum para debater. Tudo muito novo, ainda um pequeno recém nascido que pode morrer se não se mostrar forte e ter uma certa participação e atenção da comunidade dos adoradores de Éris.

3. Wiki

Sim, agora nós discordianos também teremos nossa própria Wiki. E vamos escrever lá sobre cada Papa, Reverendo e Cabala do Brasil assim como conceitos, acontecimentos, datas festivas e tudo mais. PS: Sejam extremamente legais comigo ou eu passo de ADDBV (Auto-Denominado Ditador Benevolente Vitalício) para ADDQCC (Auto-Denominado Ditador Que Corta Cabeças). Mas antes, e aqui entra a crueldade, farei o indivíduo passar pelas piores torturas imagináveis: ouvir funk sem parar, ter que conversar com meu vizinho surdo e ir às compras com minha tia em dia de liquidação.

4. Um fanzine

Isso mesmo, um fanzine. Ele até mesmo teria uma versão física que eu enviaria, a princípio, para o Rev. Tiago e Rev. Cekemp e depois entregaria pessoalmente ao Santaum (sem esquecer de Éris, é claro), mas onde eu levei para xerocar, o sujeito não teve a capacidade de xerocar exatamente como eu planejei então tive que pegar e escanear (ia ter uns lances como diagramação ao contrário, esse tipo de coisa).

Então, aqui eu vos apresento, Thundercats, GO!, o número 00001 do tal fanzine: Descarregue já!

5. Leia isso

Leia ou Morra!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Então eu tinha um domínio vago. Na verdade eu o comprei com o objetivo de fazer um blog desses caça-níqueis, mas eu não consigo. Simplesmente não consigo. Não é sincero para mim. Mas me faz parender muitas coisas. Me conhecer melhor. Uma delas é que se existe duas maneiras de se fazer algo; a rápida e a devagar eu vou acabar optando por uma terceira, a minha própria, que poderá até mesmo ser mais devagar que a “devagar standart”. Ok, vou parar de escrever sobre isso. Então eu tinha um domínio vago. Resolvi criar um segundo blog que na verdade é um “spin off” do 1001 Gatos de Schrödinger. Então apresento-lhes o Leia ou Morra!.

Do que se trata?

Basicamente o platô “Ficcionáutica” será abordado lá. Será o lugar para livros, quadrinhos e quem sabe filmes. Como prefiro filmes legendados eu acabo os lendo de qualquer forma.

Já disse aqui sobre a novela que estava escrevendo. Durante o processo da mesma foi difícil me adaptar a uma forma narrativa. Minhas incursões pela ficção haviam sido tímidas e sem nenhuma pretensão. Mas quando se diz “vou escrever um livro”, você já tem uma pretensão. Tem que se dedicar. E enfrentei um problema com a voz narrativa. Depois de terminá-la quis sair experimentando novas vozes, formas de mostrar diálogo e ação. Exercícios. Experimentações. Parte delas vai estar no Leia ou Morra. Quando as obras de H.P. Lovecraft entrarem em domínio público esse ano eu estarei publicando um conto baseado em suas idéias lá.

Vou experimentar um novo formato também: webseriais. Veja este artigo da Wikipédia em inglês para mais informações. É basicamente o formato folhetim. “Musashi” foi originalmente publicado desta forma.

Brasil uma Profecia; O título é uma referência a alguns trabalhos de William Blake: “Europe A Prophecy” e “America A Prophecy”. E não tem nada a ver com Blake ou qualquer tema dele.

Círculo Quadrado; Ficções ao redor do discordianismo.

Ditadura de Idiotas; Sobre as pessoas que criam, mantém, estragam e poluem a internet. A primeira história é um conto moral.

primatemaia disseminada; Qfwfq não morreu. Mas volta em nova encarnação.

Convite

Rev. Tiago Madeira e Carol Peters, eu nem os avisei desse side project, estão convocados para fazerem parte. E vocês também. Quem quiser escrever sobre algum livro, algumas personagem ou publicar seu conto, etc. Entre em contato. Eu não mordo (pelo menos não fora de luas cheias).

Quem quiser conhecer o novo blog e spin off deste, sejam bem vindos. Quem não quiser, tudo bem, ele vai continuar lá.

PS: Há 23 header esperando para serem lidas.

Criatura vorpal discordiana a solta

domingo, 6 de janeiro de 2008

Acabei de receber uma encomenda do Rev. Ibrahim Cesar que deveria vir com um item mágico discordiano capaz de invocar uma criatura vorpal com alinhamento caótico e imenso poder. O artefato deveria ficar guardado na cabala discordiana de Itajaí (também conhecida como AEIOU – Associação Erisiana de Itajaí, o O e o U só servem para causar a discórdia) e veio com este bilhete:

Explicação do apito mágico da criatura vorpal discordiana

Porém, infelizmente o envelope foi rasgado durante a viagem, então possivelmente o apito fugiu e deve ter se escondido com fnords na Serra do Mar no Paraná ou entrado em outro envelope no caminhão dos Correios. Se alguém encontrá-lo, o Rev. Ibrahim sugere NÃO usá-lo de forma alguma e depois de 5 ou 23 minutos contatar Éris através da glândula pineal.

O Mapa não é o Território

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Qualquer atitude preconceituosa já demonstra em si mesma uma carência de pensamento. Por quê? Anulamos toda a singularidade de um indivíduo e o passamos a ver como um daqueles soldados do cientista maluco que ficam cinco minutos na tela até algum galã hollywoodiano enchê-lo de balas e ficar com a mocinha no final. Passamos a vê-lo como um esteriótipo. Passamos a usar um mapa.

Acredito que as palavras “emo” e “mano” evoquem em diferentes pessoas diversas conotações. Em alguns orgulho, em outros ódio e na maioria, inveja. Temos em nossa mente um mapa perfeito de como estes são, como agem, estilo de fala, gostos, etc. Criado pela mídia, opinião de pessoas próprias e a própria mistificação da ignorância do outro. Mas são mapas. E o mapa não é o território. São mapas que nos dizem que “toda mulher dirige mal” e que “homens não choram”.

Não escrevo isso pensando em dizer: “Não use o mapa”. Segundo a psicologia evolutiva, desenvolvemos este pequeno “julgador através da aparência” em algum ponto em que começamos a nos organizar socialmente. Ficaria muito difícil eu dizer: “Ei pessoal, ignorem os mapas e aceitem todos de braços abertos!”. Eu gostaria que assim fosse, de verdade. Mas uma vez eu fui assaltado por um sujeito que vestia bermuda do Corinthians e camisa do Racionais Mc’s. Enquanto eu lhe dava meu dinheiro, pensava: “Você tinha que ser tão clichê? Por que não um cara de gravata ou um sujeito de óculos?”. Meu idealismo nessa questão morreu naquele dia.

O que quero aqui é aumentar a consciência de que há muitas pessoas boas por aí. E talvez seu mapa não indique que ali pode haver um tesouro, mas pode haver. Muitos blogueiros partem do pressuposto de que todo mundo ou quase todo mundo ao menos, são completos imbecis. “Pára-quedistas” é o termo que se usa no mapa para definir quem faz uma pesquisa, caí no site e espera-se clique em publicidade. O mapa do blogueiro médio (e isso é outro mapa) diz “essas pessoas não tem o mínimo de discernimento, vão entrar e clicar”. Prefiro não pensar nisso. Vejo quem sabe, uma dentista entrando na internet através de fotos de um artista que ela gosta muito e acabando clicando em uma propaganda para hotéis em Salvador já que ela irá passar o Carnaval por lá. Não vejo onde o imbecil se aplica no contexto acima.

Nós, do 1001 Gatos, sempre apostamos na inteligência do leitor. Acho que se existe algo que nos diferencia dos outros é isso. Sempre gostamos de acreditar que os mapas nem sempre estão certos e que uma boa exploração pode nos levar a paisagens maravilhosas. Não digo que não há os imbecis. Eles existem e aos montes. E não apenas lendo blogs, mas também os escrevendo. E digo isso com certa dose de culpa. Por isso, lembrem-se: O Mapa não é o Território.

Ajuda Franciscana

sábado, 3 de novembro de 2007

Senhora do caos, discórdia e confusão… Por favor, me ajude! Eu sou padre há 10 anos, realizo missas semanais em três igrejas da minha paróquia e nunca faltei com nenhuma das minhas responsabilidades. Porém, há quase um mês me apaixonei por uma moça linda e não consigo tirá-la da minha cabeça. Vivo acordando no meio da noite… bem… diga-se que constrangido por estar tendo sonhos demoníacos com a dita senhorira. Sei que não devo trair meu juramento do celibato, mas não consigo controlar meu impulso. O que devo fazer, ó Deusa? Sei que a senhora é amiga do demo. Poderia pedir a ele que parasse de testar minha alma com desejos carnais pela loira gostosona do primeiro banco da igreja?

Serei direta com você, caro celibatário: Não! E “senhora” é a mãe! Por Mim e por Lulu você continuará sonhando com a gostosona da igreja e molhando a cama toda noite. Mas, se quiser um conselho de amiga – não que Eu seja sua amiga, mas essa é a expressão, não é mesmo? – caia fora dessa igreja para poder cair dentro da loira ;)

Decida-se com cuidado. Beijos, Éris

Escreva você também para A Deusa!* Mande um e-mail ou ligue para a glândula pineal, ramal 5.

*Seu texto pode ser sujeito a modificações de conteúdo e/ou inserção de detalhes falsos.

Discordianos sobre…A diferença entre homens e mulheres (guia ilustrado)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

A espécie humana é responsável por mais de 6 bilhões de seres na face deste planeta. Com pequenas variações e excessões, pode-se dizer que eles se dividem entre homens e mulheres. Aqui uma pequena lista da diferença que existe entre homens e mulheres:

Prioridades

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Se fosse numerar as prioridades de um sexo e as de outro poderíamos criar um outro blog. Mesmo que eu postassemos todos os dias, durante cem anos talvez ainda assim não esgotássemos o assunto. Quer ver uma diferença que se estabelece inclusive em plano lingüístico, com as mulheres e homens dando nomes diferentes para duas coisas que fazem juntos, cada um demonstrando a sua respectiva prioridade: homens fazem sexo, mulheres fazem amor.

Complexidade

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Vamos encarar isso: Mulheres são animais extremamente complexos. Homens e mulheres em complexidade são como uma ameba e uma Brassica oleracea. Mulheres menstruam. Eu queria menstruar. Se eu menstruasse, eu não teria mais que lidar com calendários idiotas. Eu poderia apenas contar do meu período anterior. Além disso, eu ficaria mais em sintonia com a Lua e as marés. E também teria uma desculpa para qualquer situação: TPM. É um argumento sem defesa, deixa qualquer homem embaraçado e rendido.

Tópicos de Interesse

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Por alguns anos meu “melhor amigo” era uma garota. Ela sempre me mostrava sua unha, o que tinha feito no cabelo. Mas eu só ia até a parte “Oh, ficou realmente bonito”. Mas ela sempre me perguntava coisas como “E se eu tentasse Aloe Vera dessa vez?”. Eu nem sei qual é a utilidade de condicionador e creme rinse.

Aparência

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Embora eu critique minha aparência eu não faço nada para melhorar. Visto a primeira que estiver lá, o que acrescenta um fator aleatório no meu estilo. Minha mãe compra todas as minhas roupas e não sinto falta de ter que comprá-las. Agora, se o mundo fosse exatamente como as mulheres pensam que é, 100% delas, cem por cento, seriam obesas. No vocabulário feminino, “gorda” varia de 500 gramas a 100 quilos.

Gostos

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Aqui cairíamos em algo parecido com um assunto já abordado aqui antes: “A maioria dos neurocirurgiões é homem, a maioria dos professores é mulher”.

Massa Cerebral

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Fato científico. Fazendo uma analogia, retirada da Wikipédia em Inglês,se fosse comprado com uma rede de computadores, a massa cinzenta seriam os computadores em si e a massa branca seria os cabos da rede que os conecta. Ou seja, homens podem possuir muito conhecimento mas as mulheres é que sabem interligá-los.

Uso do tempo e dinheiro

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Acredito que a imagem dispensa explicações.

Limites

[youtube]fuixgMt6K8I[/youtube]

O que os une?

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Amor. Love. Liefde. Amour. Liebe. Amore. Simplesmente amor.

[tags]lista,discordianismo,erisianismo,homens,mulheres[/tags]

5ª Convenção Anual de Gatos Exóticos

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Nos dias 13 e 14 de Outubro estará sendo realizado no Madison Square Garden de NYC a 5ª Convenção Anual de Gatos Exóticos com gatos de 41 estados americanos. O site oficial é um prato cheio para quem gosta de gatos. Mesmo um amigo meu, Rev. Raudinei, que se diz “mais uma pessoa de cachorros” gostou das fotos que mostram alguns dos astros da competição.

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Agora a questão: Notem que se trata da Convenção, com 41, 4+1=5 estados participantes e o último dia não é outro que não o 14, 1+4=5. Veja que se trata de gatos como em 1001 Gatos de Schrödinger. Curioso que tal blog tenha o discordianismo como um de seus assuntos e desta forma, o 5 é um número sagrado. mas é, tudo, vocês sabem, coincidência.

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[fonte]

[tags]Convenção de Gatos, O Numeral V,discordianismo[/tags]

Nova nota de 5 dolares

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

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Na nota, o destaque em uma de suas faces é a presença de Abraham Lincoln, 16º presidente dos Estados Unidos, modelo e atriz. Muitos dos seus discursos e trabalhos escritos constituem um depoimento clássico sobre os ideais e objetivos democráticos. Foi assassinado assim como outro presidente, John F. Kennedy, e as coincidências entre tais ocorrências são, no mínimo discordianas:

# Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.
# John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.
# Abraham Lincoln foi eleito presidente em 1860.
# John F. Kennedy foi eleito presidente em 1960.
# Os nomes Lincoln e Kennedy têm sete letras.
# Ambos estavam comprometidos na defesa dos direitos civis.
# As esposas de ambos perderam filhos enquanto viviam na Casa Branca.
# Ambos os presidentes foram baleados numa sexta-feira.
# A secretária de Lincoln chamava-se Kennedy.
# A secretária de Kennedy chamava-se Lincoln.
# Ambos os presidentes foram assassinados por sulistas.
# Ambos os presidentes foram sucedidos por sulistas.
# Ambos os sucessores chamavam-se Johnson.
# Andrew Johnson, que sucedeu a Lincoln, nasceu em 1808.
# Lyndon Johnson, que sucedeu a Kennedy, nasceu em 1908.
# Andrew e Lyndon tem seis letras.
# John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1838.
# Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1938.
# Ambos os assassinos eram conhecidos pelos seus três nomes.
# Os nomes de ambos os assassinos têm quinze letras.
# Booth saiu correndo de um teatro e foi apanhado num depósito.
# Oswald saiu correndo de um depósito e foi apanhado num teatro.
# Booth e Oswald foram assassinados antes de seu julgamento.
# Uma semana antes de Lincoln ser morto ele estava em Monroe, Maryland.
# Uma semana antes de Kennedy ser morto ele estava em Monroe, Marilyn.
# Lincoln foi morto na sala Ford, do teatro Kennedy.
# Kennedy foi morto num carro Ford, modelo Lincoln.
# Ambos jogavam golfe tendo, inclusive, o mesmo handicap.

Na outra face pode-se ler a palavra “In God We Trust”, notem que não há qualquer indicação de qual seja esse deus, não se pode afirmar que é Jah-Bul-On, Alah, YHVH (você não pode dizer isso) ou Vishnu. Mas, notem que há um grande número 5 púrpura ali. Em destaque extremo. Suspieta-se então, de que o tal deus referenciado na inscrição é uma mulher e seu nome é Éris.

Ainda sobre o grande 5 púrpura, por séculos, a cor era obtido através de algumas espécies de molusco nativos do Mar Mediterrâneo, o que causou extinção de algumas delas. Pela dificuldade na sua obtenção e seu alto preço, o púrpura era reservado ao tingimento de tecidos destinados à nobreza. Hematomas, coágulos de sangue sob a pele, adquirem um tom violeta por alguns dias após uma pancada.
Diz-se que a luz violeta tem propriedades relaxantes e bactericidas.

[tags]Dollar,Discordianismo,5[/tags]