Ditunicos são aquelas palavras ou expressões usadas em algum idioma que não existem contrapartes em nenhum outro. Um exemplo que eu sempre uso: Schadenfreude, palavra alemã para aquele sentimento de prazer que temos com a desgraça alheia ou Ubuntu que significa humanidade para os outros, ou algo assim. Ditunico é uma palavra que eu acabei de criar para me referir a estas expressões. Sua raíz vêm do português dito + único.
Alguns ditunicos usadas ao redor do mundo:
Jayus, poderia usar essa muito com um amigo meu, aliás vou chamá-lo de Jayus – acabei de me decidir. Essa palavra vêm da indonésia e se refere aquela pessoa que conta uma piada tão, mas tão sem graça que você nem mesmo consegue rir. Nota: algumas piadas sem graça provocam o riso principalmente por serem sem graça. Esse é um exemplo que as feministas devem achar muito sem graça, mas que acabam rindo: Como se chama aquela gordura ao redor da vagina? Resposta: Mulher.
Kamaki, é grego e sei que o Brasil é particularmente um lugar cheio deles. É uma expressão que designa aquele tipo de sujeito que vai à praia ou lugares com grande concentração de turistas somente para se dar bem com as turistas.
Dii-koyna, é usado em Ndebele na África do Sul e dá nome ao ato de destruir propriedade alheia em um ato de raiva.
Tartle, é a hesitação que temos ao encontrar com alguém que você não consegue lembrar o nome. Se isso fosse expandido para pessoas que você não tem certeza que se lembram de você, então eu poderia dizer que tartleio muito. Agradeçam aos escoceses por esta.
Vovohe Tahtsenaotse, vêm dos índios Cheyenne e serve para falar a respeito daquele pequeno ato de passar um lábio sobre o outro quando está se preparando para falar.
Hira Hira é o japonês e dá nome ao sentimento de andar por uma casa velha no meio da noite. E eu achando que era “cagar nas calças” mesmo.
Koi No Yokan, também japonês, mas este se refere a ter a impressão de alguém que se vê pela primeira vez irá evoluir para amor. Acho que só não é “amor a primeira vista” por um detalhes técnico. Você sabe que vai amar, mas no futuro.
Shoganai, significa que alguma coisa deu errado em japonês. É mais ou menos o nosso “Fazer o quê?”, é uma reclamação com um tom de dúvida.
Shnourkovat Sya, russo para aqueles malditos bastardos que ficam trocando de faixas sem dar seta.Um de meus amigos costuma chamá-los apenas de “Filhos da P*t*” que deve ser o equivalente em português.
Gadrii Nombor Shulen Jongu é tibetano e ilustra uma situação que os monges budistas (muitos vivem no Tibete) são especialistas: Dar uma resposta que não tem nada a ver com a pergunta original. Como alguns koans. Discípulo: Mestre, o que é Buda? Mestre: Três toneladas de linho. Ou por aqui em qualquer lugar: Traído: Você me traiu? Traidora: Que isso bebê, você sabe que eu e ele só somos amigos.
Pisan Zapra é uma expressão da Malásia e refere-se ao tempo necessário para se comer uma banana. Acho que eles usam como o nosso “só um minuto seu Otávio, é vapt e vupt“. Em nossa cultura soaria muito, mas muito estranho: “só um minuto seu Otávio, é o tempo de comer uma banana“.
Baffona é italiano e serve para se referir a uma mulher atraente que possui buço ou bigode no bom português.
Layogenic é das Filipinas. E se refere aquela pessoa que é atraente apenas a uma grande distância. Conheço uma ou duas garotas assim.
Rhwe, vêem da África do Sul. É aplicado quando alguém dorme no chão e sem cobertor. Outros requisitos são estar nu e bêbado.
Shvitzer é iídiche para uma pessoa que transpira muito.
Alguém conhece outros ditunicos pelo mundo? Por favor, compartilhe-os!









