Posts com a Tag ‘economia’

O Mundo e Nós

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Como o brasileiro vê a si próprio:

Sofredor (74,1%), trabalhador (69,4%), alegre (63,3%), conformado (61,4%), batalhador (48,0%), solidário (46,1%), revoltado (42,3%), pacífico (40,4%), honesto (36,2%), malandro (30,8%), violento (28,5%), preguiçoso (24,0%), egoísta (21,6%) e desonesto (17,2%)

São Paulo é tão populosa quanto cinco países juntos:

E isso é apenas a cidade, sem contar a região metropolitana possui tanta gente como Uruguai, Eslovênia, Bahamas, Timor Leste e Kuwait.

Algumas cidades brasileiras são tão violentas quanto países inteiros da Europa:

Limeira, cidade do interior de São Paulo, possui tantos homicídios quanto a Dinamarca.

Recife tanto quanto toda a Espanha. Salvador se iguala à Inglaterra. A cidade do Rio de janeiro possui tantos assassinatos quanto a Ucrânia. Brasília iguala-se à Bielo Rússia.

Toda a economia brasileira equivale ao estado americano da Califórnia. E a nossa economia, a 9ª no mundo, é tão grande que nossos estados equivalem sozinhos a alguns países:

São Paulo possui uma economia do tamanho da Argentina. Amazônia equivale ao Zimbábue (e deve ser muito mais explorada indevidamente). O Rio de Janeiro possui uma economia que a coloca lado a lado com a Dinamarca (com a diferença, de como antes citado, possui em todo seu território o mesmo número de homicídios que Limeira, cidade do interior paulista). O Pará se equipara com o Paraguai, Mato Grosso com a Bolíva, Espírito Santo com o Uruguai e o Distrito Federal com a Croácia.

O jardim do vizinho é sempre mais florido. O porquinho dele é sempre mais gordo. Em comunidades do orkut sobre minha cidade é comum ouvir reclamações em cima de reclamações. O mesmo a respeito do estado, do país. Não vou dizer que aqui é o melhor país do mundo para se viver. Descarto veementemente a idéia de existir tal conceito. Há muito a ser feito, coisas urgentes até. Por isso ficar criticando quem está fazendo alguma coisa, qualquer coisa, não é apenas tolo, como bem confortável.

Afinal aquele que apenas critica, não corre o risco de se expor, não corre o risco de cometer algum erro. Sua posição é apenas de analisar e apontar erros. Nunca construir nada. Quantos não são assim? Conheço dúzias desses. Muitos deles vivem reclamando da “falta de ação”, que não há “pessoas engajadas”. Que nas Diretas Já havia pessoas comprometidas com a mudança e isso não existe hoje. Os Beatles cantam cada dia melhor. Quem afirma qualquer frase que citei em suas diversas variações, posso dizer sem dúvida, não está comprometido com nenhuma organização social. Nem mesmo organização de bairro. Pois há uma grande massa lá fora desejando a mudança. E não são poucos. O crítico, poço de sabedoria que possui a receita para todos os males do Brasil, não sai de sua casa. Vê a própria apatia no espelho e declara isto regra universal.

Uma palavra, quatro letras: AÇÃO.


Creative Commons License crédito: Iara Paula

O que está errado com a economia neoclássica?

sábado, 22 de setembro de 2007

Voltando aos dias de Adam Smith, os economistas costumavam usar ética, literatura e filosofia em suas análises. Porém a descendência de Smith trouxe consigo a idéia de que a economia é física ao invés de uma ciência social, e que não possui nada para aprender de outras disciplinas. Eles se esquivam com a idéia de que seus modelos não são afetados pela subjetividade que confunde outras ciências sociais. Como observou o economista George Stigler da Chicago School, “sem matemática, nós [economistas] seriamos reduzidos à um sofisma de sociólogos e outros do tipo”.

green_dollar.jpg

Um dos pontos onde a economia sofre mais ataque é em seu personagem fictício, uma espécie de “everyman” que representaria a todos, um substituto ao “indivíduo” e ao “consumidor” conhecido como Homo Economicus. Este homem ecônomico (sim, ele é Homem mesmo, não no sentido de humanidade mas de masculinidade) nunca teve infância, nunca foi criança ou dependeu de alguém para lhe dar carinho e atenção. Ele apenas experimenta satisfação ao consumir. Ele só consume racionalmente, os efeitos do marketing são simplesmente ignorados. O Homo Economicus é racional, egoísta, em suma, é o perfil de um psicopata.

Olhem um trecho do livro didático mais usado nos cursos de economia nos Estados Unidos: “[...] para esquivar questões difíceis de comparações impessoais de utilidade, nós assumimos que existem 10.000 usuários, todos idênticos em cada aspecto [...]“. “Assumir” é varinha de condão da profissão, sendo invocado sem qualquer tipo de precisão metodológica, sendo portanto questionável sua aplicação.

Esta é apenas uma pequena introdução a algumas postagens que quero realizar traduzindo artigos do True Cost Economics que é um movimento global contra os fundamentos da economia neoclássica que, mesmo não sendo responsável por todo o mal, ajudou a cavar a cova um pouco mais fundo.

[tags]Economia, True Cost Economics,Adam Smith[/tags]

Economia

sábado, 11 de agosto de 2007

Qfwfq Bing falando. Nesta semana resolvi conhecer os modelos econômicos adotados por vocês. Minha intuição, conhecendo o pouco que sei sobre seres humanos era de que deveria ser algum sistema baseado em premissas totalmente imbecis ou seria de um jeito no discurso e outro na prática. Confesso que me surpreendi: Vocês caras, conseguem ser tudo ao mesmo tempo. Agora eu entendo por que Elvis pediu asilo político daqui. O Michael só não vai embora por que gosta das criancinhas.

img_4024.JPG

Visitei uma fábrica de parafusos. Devem precisar muito mesmo de parafuso pois o ritmo é incessante. Não posso deixar de fazer uma pequena piada: “Com tantos parafusos sendo feitos por que faltam tantos em suas cabeças ocas!” Rá! Ri tão alto que devo ter acordado todos no quarteirão. Cheguei lá e disse que era de Zembla e nada conhecia sobre nenhum costume daqui, de modo que ele teria que me explicar tudo, desde os seus fundamentos, ele concordou e caminhamos pela fábrica que ele mostrava ao “pessoal do estrangero” com muito orgulho.

img_90841.JPG

“O que disse a esse homem?” Perguntei fingindo que não dominava esse monte de ruídos que chamam de linguagem. “Que trabalhasse mais depressa”. “E quanto o Sr. lhe paga?”, “$20 por dia”, “E aonde o Sr. vai buscar o dinheiro para pagar?”, “Vendo a mercadoria”, “Ah! E por acaso, quem faz a mercadoria?”, “Ora, ele!”, “E quanta mercadoria ele faz por dia?”, “Num total de $240″.

img_0756.JPG

Tinha que sair da passividade, não conseguiria deixar passar um erro lógico tão cabal. “Então, não é você quem lhe paga, mas é ele quem lhe paga $220 para que diga a ele para trabalhar mais depressa!”, “Hum! Mas, eu meu amigo, sou dono do maquinário”. “E como conseguiu o maquinário?”, “Vendi a mercadoria e comprei as máquinas”. “E quem fez a mercadoria?”, “Bem, vamos falar mais baixo que eles podem ouvir…”. Após isso falamos apenas sobre carambolas.

db_493.jpg

Li alguma coisa sobre socialismo. Resumindo, um sujeito criou uma teoria científica baseada em formigueiros que iria trazer a paz mundial e a felicidade para todos os homens e mulheres que acabou em milhões de mortos.

0471_160.jpg

Pouco ou nada sei sobre computadores tais quais usados aqui. É totalmente diferente da computação quântica a que eu sou acostumado desde o nascimento. Mas descobri inclusive que a estrutura do capitalismo se assemelha a um bug de computador:

1. dinheiro
2. use o dinheiro para fabricar mercadorias, explorando trabalho, em troca de um salário
3. venda as mercadorias por um preço maior do que o custo, conseguindo mais dinheiro
4. pague ao Estado os impostos devidos no passo 3
5. volte ao passo 2.

img_2686.JPG

Há todo uma explanação que não quero repetir. Visite este link e leia se quiser. O fim do texto mostra a sempre presença esperança dos humanos, única qualidade digna de se admirar desta raça. Conclusão: A Economia da Terra é um ciência sinistra.

[tags] Economia, Qfwfq Bing, Capitalismo, Socialismo[/tags]