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Homem de Ferro

terça-feira, 13 de maio de 2008

O melhor filme adaptado de quadrinhos para mim é Uma História de Violência. Antes do domingo, a melhor adaptação de quadrinhos de super herói, era Homem Aranha. Era. Tentei controlar meu entusiasmo e achava que ao menos era melhor que o Homem Aranha 3. Mas eu já me decidi. Homem de Ferro é, pessoalmente, a partir de agora, meu filme predileto de Super Heróis.

Para começar, o filme é cheio de piadinhas para fã. Embora haja as melhores tiradas do cinema contemporâneo depois de “Obrigado por Fumar”, ele tem algumas coisas que fazem a alegria de fãs de quadrinhos. Desde à homenagem para a primeira armadura dele, passando por frase do Quarteto Fantástico, zoeira com a SHIELD, referência com a Guerra Civil e Samuel L. Motherfucker Jackson interpretando Nick Fury e me ligando no 220 pela seqüência.

O filme foi muito bem escrito. A maioria das pessoas pode deixar passar, mas muitas partes daquele filme são recriações mitológicas clássicas. O herói tendo de enfrentar o seu inimigo sem máscara (em uma alusão à sua “parte humana”), o seu desapego preferindo morrer mas destruir o mal, o inimigo sendo uma versão sombria do herói e ele sendo um herdeiro que vê a destruição causada por seu reino. Todas peças clássicas da mitologia do herói.

Robert Downey Jr não deixou dúvidas de ser ótimo para o papel, enquanto Gwyneth Paltrow pela primeira vez para mim apareceu como MILF. Lembro que uma das coisas que eu falava depois do filme era sobre o diretor: “E esse cara é o diretor de Um Duende em Nova York. E esse cara é o diretor de Um Duende em Nova York“. Grande filme de super heróis, o melhor até aqui. Que venha a Iniciativa Vingadores!

Robert Downey Jr. - 2
Creative Commons License crédito: lewishamdreamer (against video)

Aposta para 2008: Wall E, da Pixar

sábado, 15 de março de 2008

link para o vídeo

E a Wiki diz:

A história tem início no ano de 2700. Na trama, o mundo foi soterrado pelo lixo da humanidade. Sem alternativas, os humanos tiveram a idéia de partir em um cruzeiro galáctico de luxo na estação espacial Axiom e criaram um grupo de robôs para recolher o lixo que os seres humanos espalharam pela Terra. A idéia era de retornar em 5 anos, porém algo aconteceu e eles nunca mais retornaram. Essas máquinas identificadas como Wall-E (Waste Allocation Load Lifters – Earth Class) não suportam as condições precárias em que se encontra o planeta e acabam deixando de funcionar.

Um único exemplar de Wall-E, no entanto, continua funcionando e passa a vagar pelo planeta realizando a tarefa a qual ele foi programado a fazer, e por 700 anos ele trabalha sozinho colecionando inúmeros artefatos humanos que ele encontra durante a limpeza. Entre eles, estão um cubo mágico, um aparelho de VHS e uma fita de Alô, Dolly!

Nesse espaço de tempo, o pequeno Wall-e desenvolveu consciência e personalidade. Seu interesse pela cultura de um povo que ele nunca encontrou só cresceu, assim como seu respeito pela vida, que ele conhece apenas na forma de um eventual broto ou sua companheira, uma baratinha de estimação, Spot. Mas num dia como tantos outros, chega dos céus uma nave. Wall-E recebe a visita de Eve, uma nova espécie de robô, enviada ao planeta para cumprir uma rápida missão. A felicidade do personagem, porém, dura pouco e, quando Eve é chamada de volta à estação espacial Axiom, ele acaba tendo de decidir se continua na Terra ou acompanha sua amada.

A nova produção da parceria Disney Pixar promete trazer novidades ao universo da animação. De acordo com o diretor do longa, as vozes dos personagens serão criadas eletronicamente, dispensando o trabalho dos dubladores. Além disso, pelo menos um terço dos diálogos do filme deve ser composto apenas por bipes. Por fim, a trilha sonora inclui ainda a canção Aquarela do Brasil, do compositor brasileiro Ary Barroso, que pode ser ouvida no teaser trailer.

E será dirigido por Andrew Stanton, do fenomenal “Procurando Nemo”.

Cloverfield: “Sim, nós temos clichês”

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Eu já assisti “Cloverfield” há algumas semanas e confesso que saí frustrado da sala de cinema. Esperava mais, muito mais. Sem dúvida combinou uma técnica de filmagem com uma narrativa muito bem sacada (a fita gravada sobreposta, revelando o sub-plot) e sem dúvida dá um novo fôlego aos filmes de monstros. Mas eu esperei um ano por esse filme achando que ia ver um filme sensacional sobre Cthulhu. Ok, não é Cthulhu, mas não foi isso que me frustrou. Cloverfield está cheio de clichês!

Alerta de Spoilers! Só continue apartir daqui se você sabe que o Bruce Willis está morto desde o princípio, Brad Pitt é Edward Norton, e o casal de Cloverfield aparentemente morre no final

Uma Câmera na Mão e Um Monstro Gigante

Sem citar o óbvio “A Bruxa de Blair”, que eu nunca vi, posso citar filmagens no estilo: “The Office”, “Arrested Development”, “Reno 911″. Ok, nenhum deles é ação desenfreada. Então que tal os dois últimos Bournes, filmados no usual estilo de Paul Greengrass com essa “câmera na mão” usado nos excelentes “Vôo 93″ e “Domingo Sangrento”.

O Sujeito Que Ama a Garota que o Ignora

Hud, o sujeito com a câmera, faz o típico “sujeito que ninguém leva muito a sério e é interessado pela garota que o ignora totalmente”. Suas tentativas de abordar ela com desculpas esfarrapadas, quando ela se machuca para salvar ele (depois fazendo suas vísceras explodirem através de uma proteção, sendo a cena que mais me deixou pensando).

O Mocinha Salva a Mocinha

Ok, é temporário. Mas a não ser que em algum filme, o sujeito dê uma poção de eternidade para a mocinha, ele também a salvou temporariamente. Nós morremos. Todos. E todo adulto, acredito, sabe disso. Cloverfield satisfaz a platéia ao mostrar ela sendo salva. Um detalhe aqui merece ser destacado: Não vou falar sobre a inclinação do prédio, nem nada, mas parece que havia algo atravessando o corpo da moça, e eles a tiraram de lá a puxando. Ora, eu assisto “Grey’s Anatomy” e sei que fazendo isso eles a condenaram a sangrar até a morte, a não ser que arrumassem ajuda médica rapidamente.

O Conflito se Resolve

Faz o que toda boa história deve fazer, ótimo. Mas vai me dizer que aquela cena de um dizendo que ama o outro antes de “morrerem” não é clichê?

Encontro com o Monstro

Por mais que nada seja explicado, Hud levanta várias hipóteses. Mesmo que seja realmente difícil ver como o monstro é, ocorre um encontro em que conseguimos ver sua cara. É um momento tenso e marcante, que não podia faltar, não é mesmo?

Destruição de Ícones

Alguém falou “Independece Day”? Ou vai me dizer que ninguém achou estranho o monstro gigantesco que destrói prédios facilmente apenas decapitou a estátua da liberdade, a arremessando direto para o trailer misterioso e exatamente na rua onde estão os protagonistas?

Não quero desmerecendo o filme, ou dizendo que é ruim, eu adorei, só quero usá-lo para embasar a afirmação a seguir: Uma história se faz com clichês, o que muda é como vocês os apresenta. Se você quer ser totalmente original provavelmente irá falhar. A diferença está em como você usa as convenções. E isso é claro, se aplica a livros, blogs, quadrinhos…

Mais Cloverfield:
Cloverfield – ou: Godzilla no dos outros é refresco
NÓS VIMOS: Cloverfield


Creative Commons License crédito: Marcin Wichary

É homenagem, não é “cópia”

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

“The Office” é provavelmente meu seriado predileto. A greve dos roteiristas deve ter sido a primeira greve que realmente me afetou, pois ficar longe de novos episódios de “The Office” é realmente muito complicado. No vídeo acima, Jim, que adora pregar peças, se veste de Dwight e o imita. No final do episódio, Dwight o imita em retribuição, para quem não conhece o programa (ninguém é perfeito) ou não sabe inglês, abaixo a transcrição dos diálogos:

Jim imitando Dwight

Jim: “Está um pouco embaçado…Assim é melhor. Pergunta: Que tipo de urso é o melhor?”
Dwight: “Esta é uma pergunta rídicula…”
Jim: “Falso. Urso Preto”.
Dwight: “Isso é discutível…Existem duas linhas de pensamento…”
Jim: “Fato: Ursos comem beterrabas. Ursos. Beterrabas. Battlestar Galactica”.
Dwight: “Ursos não…O que está acontecendo…? O que você está fazendo!?”

Jim: “Semana passada, eu estava em uma farmácia, e eu vi esses óculos. Quatro dólares. E só me custou 7 dólares para recriar o resto do conjunto. E isso dá um total de…Onze dólares”.

Dwight: “Quer saber, imitação é forma mais sincera de elogio, então eu lhe agradeço”.
Dwight: “Roubo de identidades não é uma piada, Jim! Milhões de famílias sofrem todos os anos!”
Jim: “Michael!”
Dwight: “Oh, isso é engraçado…Michael!”

Dwight: “Pam…”
Pam: “Hey Dwight, você está bem bonito hoje”.
Dwight: “Oi Karen”.
Karen: “Hey Dwight, parecendo elegante!”
Dwight: “Sim, isso é porquê eu sou o seu namorado, Jim Halpert. Karen, quer que ficamos juntos mais tarde, e ter um intercurso sexual pois você é minha namorada…?”
Jim: “Você quer?”
Karen: “Não. Estou bem. Obrigada”.
Jim: “Olha só!”
Dwight: “Eu sou Jim Halpert”.
Jim: “Correto”.
Dwight: ” Ah-luh-luh, um pequeno comentário. Muh”.

Esse vídeo somente foi para introduzir a The Asylum, uma produtora de cinema americana que se nunca assinou um grande blockbuster ou hit do verão mas pelo menos ela trabalhou com enredos similares. Saca só pelos pôsteres:

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“Alien versus Hunter”, se o dos grandes estúdios é fezes no coloquial, eu não quero nem saber sobre esse.

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Vamos ver: Pirata em destaque, casal e ao que parece o fidalgo maligno, então é o quarto “Piratas do Caribe”? Não, mas quase. É “Piratas da Ilha do Tesouro” com um dos slogans mais divertidos: “Uma aventura de pirataria no alto mar como você nunca viu“.

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Duvido que tenham uma Megan Fox. Se você não gosta de robôs, nem de caros, nem de filmes de ação mas gosta de mulheres, então “Transformers” é um filme que você deve assistir.

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“Snakes on a motherf**** train!”

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Só queria saber se esse possui o título correto. Pois o “Eu sou a Lenda”, deveria se chamar “Ele é a Lenda” ou era já que ele morre no final após ter conseguido a cura. Ah, há um spoiler nesse parágrafo.

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Nem Cloverfield escapou…Duvido que tenham uma Odette Yustman. Se você não gosta de filmes com câmeras que tremem, personagens que morrem no final, filmes de monstro gigante, mas gosta de mulheres, então “Cloverfield” é um filme que você assistir.

Engraçado que muitos blogs fazem a mesma coisa…Esta postagem mesmo é uma cópia homenagem à uma postagem do Dúvida Cruel.

Saiu a lista de candidatos ao Oscar 2008, e minhas apostas!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Estes são os indicados ao Oscar. Eu sou fascinado por essas premiações, embora a minha preferida de todas seja o MTV Movie Awards (nesse Superbad vai ser campeão de indicações), e adoro apostar minhas fichas nelas. Aqui divido com todos as minhas apostas, destacadas em negrito. E também fica aqui a dica: Juno em especial, mas qualquer um que está concorrendo ao filme são ótimos e recomendados por minha pessoa.

Filme:
“Atonement” (Desejo e Reparação)
“Juno”
“Michael Clayton” (Conduta de Risco)
“No Country for Old Men” (Onde os Fracos Não Têm Vez)
“There Will Be Blood” (Sangue Negro)

Só filmes ótimos e que eu gostei este ano. Impecável. Foi difícil escolher, mas fiquei com a que me conectou mais pessoalmente. E também por ter Rainn Wilson (Dwight Schute de The Office), Jason Bateman (Michael de Arrested) e Michael Cera (Gerorge Michael de Arrested e Evan de Superbad)

Direção:
“The Diving Bell and the Butterfly”, Julian Schnabel (O Escafandro e a Borboleta)
“Juno”, Jason Reitman
“Michael Clayton”, Tony Gilroy
“No Country for Old Men”, Joel Coen and Ethan Coen
“There Will Be Blood”, Paul Thomas Anderson

Difícil. Muito difícil. Vou ficar com os Coen pois eles venceram no uni-duni-tê.

Ator:
George Clooney em “Michael Clayton”
Daniel Day-Lewis em “There Will Be Blood”
Johnny Depp em “Sweeney Todd The Demon Barber of Fleet Street”
Tommy Lee Jones em “In the Valley of Elah”
Viggo Mortensen em “Eastern Promises”

Johhny Depp sempre surpreende com suas interpretações em filmes cujos atores raramente concorrem a prêmios “sérios”, mas como ainda não assisti fico sem saber se é realmente bom.

Atriz:
Cate Blanchett em “Elizabeth: The Golden Age”
Julie Christie em “Away from Her”
Marion Cotillard em “La Vie en Rose”
Laura Linney em “The Savages”
Ellen Page em “Juno”

Thundercats, GO!

Ator Coadjuvante:
Casey Affleck em “The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford”
Javier Bardem em “No Country for Old Men”
Philip Seymour Hoffman em “Charlie Wilson’s War”
Hal Holbrook em “Into the Wild”
Tom Wilkinson em “Michael Clayton”

Essa foi a mais difícil de todas. Cada um é impecável. Fiquei com o Javier por que uma coisa ele fez melhor que os outros: o corte de cabelo.

Atriz Coadjuvante:
Cate Blanchett em “I’m Not There”
Ruby Dee em “American Gangster”
Saoirse Ronan em “Atonement”
Amy Ryan em “Gone Baby Gone”
Tilda Swinton em “Michael Clayton”

Chute.

Roteiro Adaptado:
“Atonement”
“Away from Her”
“The Diving Bell and the Butterfly”
“No Country for Old Men”
“There Will Be Blood”

Ia apostar nos Coen mas mudei de idéia.

Roteiro Original:
“Juno”
“Lars and the Real Girl”
“Michael Clayton”
“Ratatouille”
“The Savages”

Nessa eu ia ficar com Michael Clayton por ser um dos mais elaborados e com ótimos diálogos (principalmente do Wilkson), mas Juno é Juno.

Filme Estrangeiro:
“Beaufort” Israel
“The Counterfeiters” Austria
“Katyn” Poland
“Mongol” Kazakhstan
“12″ Russia

Escolhi o de Israel. Critério? Israel.

Animação:
“Persepolis”: Marjane Satrapi and Vincent Paronnaud
“Ratatouille”: Brad Bird
“Surf’s Up”: Ash Brannon and Chris Buck

Único que assisti, mas é capaz de darem para Persepólis pois a obra que foi baseado é muito comentada.

Direção de Arte:
“American Gangster”
“Atonement”
“The Golden Compass”
“Sweeney Todd The Demon Barber of Fleet Street”
“There Will Be Blood”

Impecável.

Fotografia:
“The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford”
“Atonement”
“The Diving Bell and the Butterfly”
“No Country for Old Men”
“There Will Be Blood”

Figurinos:
“Across the Universe”
“Atonement”
“Elizabeth: The Golden Age”
“La Vie en Rose”
“Sweeney Todd The Demon Barber of Fleet Street”

Em uma pesquisa realizada pela Time, o vestido verde da Keyra (já figurou aqui no blog) foi eleito a melhor roupa DE TODOS OS TEMPOS, então vou ficar com ela. Acho que é um pouco cedo demais para isso, mas foi o que disseram.

Edição:
“The Bourne Ultimatum”
“The Diving Bell and the Butterfly”
“Into the Wild”
“No Country for Old Men”
“There Will Be Blood”

Maquiagem:
“La Vie en Rose”
“Norbit”
“Pirates of the Caribbean: At World’s End”

Trilha Sonora:
“Atonement”, Dario Marianelli
“The Kite Runner”, Alberto Iglesias
“Michael Clayton”, James Newton Howard
“Ratatouille”, Michael Giacchino
“3:10 to Yuma”, Marco Beltrami

Canção:
“Falling Slowly” from “Once” (Music and Lyric by Glen Hansard and Marketa Irglova)
“Happy Working Song” from “Enchanted” (Music by Alan Menken; Lyric by Stephen Schwartz)
“Raise It Up” from “August Rush” (Nominees to be determined)
“So Close” from “Enchanted” (Music by Alan Menken; Lyric by Stephen Schwartz)
“That’s How You Know” from “Enchanted” (Music by Alan Menken; Lyric by Stephen Schwartz)

Chute. Escolhi pelo “Happy” no título.

Edição de Som:
“The Bourne Ultimatum”
“No Country for Old Men”
“Ratatouille”
“There Will Be Blood”
“Transformers”

Efeitos Sonoros:
“The Bourne Ultimatum”
“No Country for Old Men”
“Ratatouille”
“3:10 to Yuma”
“Transformers”

Efeitos Visuais:
“The Golden Compass”
“Pirates of the Caribbean: At World’s End”
“Transformers”

Documentário:
“No End in Sight”
“Operation Homecoming: Writing the Wartime Experience”
“Sicko”
“Taxi to the Dark Side”
“War/Dance”

Será?

Documentário Curta-metragem:
“Freeheld”
“La Corona (The Crown)”
“Salim Baba”
“Sari’s Mother”

Animação Curta-metragem:
“I Met the Walrus”
“Madame Tutli-Putli”
“Même Les Pigeons Vont au Paradis (Even Pigeons Go to Heaven)”
“My Love (Moya Lyubov)”
“Peter & the Wolf”

Beatles? Não tenho a mínima idéia desses aqui.

Curta-metragem:
“At Night”
“Il Supplente (The Substitute)”
“Le Mozart des Pickpockets (The Mozart of Pickpockets)”
“Tanghi Argentini”
“The Tonto Woman”

Quando há Mozart, sempre vá de Mozart.

Será que vai ter festa? Não ligo muito, na verdade pois a festa do Oscar é um tremendo saco. Só quero que a greve acabe para The Office voltar…

O Segredo – Este filme irá mudar sua vida…..NOT!

sábado, 19 de janeiro de 2008

Leiam e esfreguem se possível o brilhante trabalho de desmistificação feito pelo blog “O Dragão da Garagem”:

O Guia Cético para assistir a “O Segredo” – Parte 1
O Guia Cético para assistir a “O Segredo” – Parte 2
O Guia Cético para assistir a “O Segredo” – Parte 3

Sabem de verdade a coisa que mais me incomoda com essa história toda? Isso: “Segredo este já conhecido pelos homens mais eminentes da história, entre eles Platão, Shakespeare, Newton, Hugo, Beethoven, Lincoln, Emerson, Edison, Einstein.”

É típico de mentes que precisam se afirmar. Sem argumentos ou notoriedade para afirmar qualquer coisa, proclama que o mesmo já era feito por célebres e unânimes pensadores. Se Beethoven sabia desse Segredo bastava ele ter feito pensamento positivo e nunca teria ficado surdo. Shakespeare, a quem nos referimos como uma pessoa, pode nunca ter existido ou sido o trabalho de um grupo de escritores (há fascinantes livros sobre as diversas teorias de quem foi ele).

De qualquer forma, leiam.

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Prazeres Culpados

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

It’s wrong, wrong, wrong, but we’ll do it anyway

Arctic Monkeys, “Balaclava”

Definição: É aquele tipo de coisa que você adora, mas acaba fazendo escondido longes do amigos por vergonha ou que você acha estúpido, bobinho mas que adora do mesmo jeito. Uma diferença crucial entre um “prazer culpado” e o uso de drogas (que poderia se encaixar na primeira definição), é que um prazer culpado age apenas na culpa enquanto consciência do indivíduo e não implica culpa no sentido legal do termo.

Grey’s Anatomy

Eu poderia dar dez motivos para não assistir Grey’s Anatomy. É melodramático demais, usa a mesma fórmula: as doenças e problemas dos pacientes são apenas um espelho do que acontece com eles e sempre eles têm uma lição para a pessoa resolver sua situação. Lembra muitos jogos de RPG nesse sentido. É melodramático e fica dando voltas nos assuntos. Mas eu não consigo deixar de assistir.

Cantoras Pop! & BoyBands

Em alguma parte do livro não-escrito dos homens se encontra uma cláusula pétrea: “Estão excluídos do domínio da apreciação masculina BoyBands assim como a qualidade música das Cantoras Pop! ainda que um homem deve as achar gostosa (Veja caput do artigo 5 a respeito de Direitos SOBRE as mulheres)”.

Eu nunca coloco essas músicas n meu mp3 ou ouço próximo a algum amigo meu pois sei que surgira alguma crítica, piadinha ou mesmo culpa social de ser um elefante rosa no meio de elefantes normais.

JoJo

[youtube]TzFsiDteIiQ[/youtube]

Nicole Scherzinger

[youtube]Xd_nYP5JQeo[/youtube]

Backstreet Boys

[youtube]MeIAU46Tis8[/youtube]

É engraçado, a respeito das cantoras pop! você pode ver mas não pode ouvir. Este é um prazer culpado que tenho mais pela pressão social apenas.

Débi & Lóide

Uma parte de meu cérebro diz que esse filme devia ser muito, muito ruim. Mas acontece que eu dou risada a cada cena do filme não importa quantas vezes eu assista. Um dos passatempos que tenho com um certo amigo é recontar cenas do filme. E o fazemos rindo sem parar, chega a dar dores de tanto rir.

Mas uma parte de mim continua me dizendo que eu devia achar esse filme muito ruim.

Comédias Românticas

Eu e a torcida do flamengo sabe como vai ser. Tem um rapaz e uma garota. Os dois cm algum momento da primeira parte do filme têm o que se chama tecnicamente de meet cute; Normalmente em um filme não se tem o tempo necessário para expolarar relações de casualidade da vida real. Deixe-me explicar melhor: Na ida real você vê as pessoas e depois as vê de novo. Troca palavras outro dia e por aí vai. Ou é simplesmente introduzido por alguém e sua proximidade vai se sedimentar aos poucos. Em filmes isso é pulado com o meet cute, um evento catalizador que une os personagens. Pode ser uma cena engraçada ou a situação incomum em que eles se encontram. É uma parte clássica desses filmes.

Depois teremos uma briga, reconciliação, etc. Mas se há digamos, um filme de ação, um filme de drama (que eu adoro) e uma comédia romântica no cinema eu geralmente fico com a comédia romântica. Filme de ação eu geralmente passo. Drama eu geralmente assisto em casa. “Desejo e Reparação” que ganhou o Globo de Ouro, por exemplo, eu já assisti. É baseado em um escritor interessante e é um ótimo filme. Realmente corta o coração saber que eles estavam mortos e a irmã dela simplesmente inventou que eles ficam juntos só para enganar os telespectadores, não é mesmo?

Stifler

Ele é tudo o que eu abomino. O típico macho-alpha que age como se tivesse direito de propriedade sobre as mulheres e que tudo o que procura é sexo. Também se aproveita dos fracos e não cansa de usar sua metralhadora verbal que funciona com a seguinte munição: Artigo+Substantivo+Palavrão+Verbo, Palavrão.

Mas eu adoro ele. “American Pie 3″ é um dos meus melhores filmes de comédia. Um prazer extremamente culpado.

Ler Revistas Femininas

Toda vez que eu vou ao médico eu as leio com particular atenção. Eu não entendo muita coisa. Há termos alienígenas para mim, mas eu sempre saio com algumas palavras a mais no vocabulário para impressionar meus amigos ou alguma teoria do tipo: “Sabe o que é bom para cólica menstrual?”.

Como minha mãe vai no mesmo médico que eu, e marca as consultas em seguida, sempre pego as revistas e finjo desinteresse.

Chocolate

Isso lhe dá acnes. Não posso dizer que eu não tenha acne sem comer chocolate. Eu tenho. Mas basta eu me saciar com uma caixa de bombons e em dois, três dias, ela vai aumentar consideravelmente. É um prazer culpado que me dá alguns problemas. Mas eu sempre penso: “É só vaidade, uma luta contra o vento”. Aí lá vou eu para o dilema existencial: “Lacta ou Nestlé?”

Bisbilhotar Perfis

Afinal para que serve o MySpace, Facebook, Orkut dentre outros?

X-Bacon

Para mim seria muito fácil ser um vegetariano se não existissem duas coisas:hambúrger e bacon. Como os dois se reúnem no lanche conhecido simplesmente como “X-Bacon”, eu tenho que levantar as minhas duas e me render. Sim, senhor, eu sou culpado.

Alterar a Wikipédia com propósitos cômicos

Eu iria escrever: “Quem já não fez isso?”, mas não estou certo. Eu confesso que muitas vezes agi como o tipo de pessoa que faz a Wikipédia ter menos credibilidade. Por exemplo, eu já editei o artigo “Cristianismo” de religião monoteísta para politeísta, ou tirei a data da morte de Elvis, já que ele não morreu. E inúmeras outras alterações com propósitos cômicos.

Ou quando disse para uma garota que uma banda que ela gostava tinha influência do Death Cab For Cutie, mas na Wikipédia não dizia nada. Bem, não dizia, agora, se não editaram, certamente diz.

Eu sei, é errado. É um pecado digital. Mas eu fiz.

E você, quais são seus prazeres culpados? 

Superbad – É Hoje

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Acabei de voltar da sessão do filme “Superbad”.  É provavelmente o melhor filme de comédia que eu assisti este ano (The Office ganha no gênero seriado). É uma nova visão sobre as comédias adolescentes – sexo ainda é a grande obsessão, não se engane, mas afinal por que deveria ser diferente?

Eles falam de pênis o tempo todo. O tempo todo

Talvez o filme não seja para todos. Algumas pessoas poderão se ofender com a profusão de vezes com que a palavra pênis é usada em todos os sentidos e palavras possíveis. O pessoal da legenda se virou como pôde. Só para ter uma idéia, se em “Scarface” a palavra “fuck” aparece,segundo reza a lenda, 187 vezes, em “Superbad” o “fuck” é substituído por “pênis” em toda variação: “penis”, “dick”, “cock”, etc…

Um dos personagens quando criança tinha uma obsessão em desenhar o pênis de toda forma  possível e imaginavel.

Duas visões de mundo

O que vemo no filme é a grande amizade entre Seth e Evan. Eles estão para se separar depois de muitos anos já que irão para colégios diferentes. Nunca em uma comédia do tipo que eu tenha visto, os protagonistas se amavam tanto e deixavam isso tão explícito: a cena em que eles trocam tais confidências é ao mesmo tempo embaraçosa, tocante e engraçada.

Seth reprsenta a visão “macho alpha”. Ele quer conquistar uma garota que ele ache bonita. Ele está preso às aparências e quer a satisfação imediata de seus anseios sexuais. Chega  ao cúmulo de já esperar algo da garota que apenas lhe pediu um favor. Sua estratégia é embebedar a garota, se aproveitar da situação e…Conseguir seu prêmio.

Evan é o sujeito “respeite as garotas”. Ele sempre está dando coisas para uma garota pela qual ele é interessado. Ela até demonstra interesse nele, mas como o mesmo está sempre tropeçando nas palavras e querendo sair da situação o mais rápido possível, eles nunca realmente saem das conversas comuns.

Não preciso dizer aos que lêem este blog que minha identificação foi total com Evan. Confesso que tenho sobre meu ombro um pequeno Seth me dizendo algumas das piores coisas que passam pela boca do personagem, mas quem tem o controle aqui é Evan. Mas, exatamente como na vida, todos eles enfrentarão obstáculos em sua vida e da melhor maneira possível manobrar e conseguir se sair bem. Talvez não da forma que esperavam, mas da melhor maneira possível.

Eu não sei dizer bem porque mas este filme me encheu de esperança, me pensar e é claro, já que é um filme de comédia,me fez rir bastante.

Para completar, algo sobre o título

Não espere encontrar a palavra “Superbad” sendo dita no filme. O mais perto que chegará é “Supergay”. Na verdade o nome do filme saiu de um título de canção do rei da Soul, James Brown. A trilha sonora do filme inclusive, conta quase que exclusivamente músicas do estilo. E a música quer dizer um cara “super mau”, mas não no sentido de “maligno”, mas o mau “cool”, o “malandro carioca” seria um esteriótipo parecido. Não sei se existe uma tradução mais correta visto que é um “tipo social” mas pode-se dizer que é “Maioral”, algo do tipo.

Quem ver o filme vai notar que a vida dos protagonistas não é exatamente a de um maioral, na verdade seria o oposto disto. No entanto, eles adotam uma postura de lidar com seus problemas como maiorais. Eles não adotam a postura do derrotado ou abaixam a cabeça, mesmo dando seus tropeços eles agem como se fossem os “maiorais”, ainda que entre si, mas de forma alguma desistem de lutam. Com certeza é algo que ganharíamos ao aprender.

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Perfil: Ibrahim Cesar

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Tudo começou com Tobin Bell aqui. Ele passou para a mãe dele, mas ela disse que não teria importância se eu fizesse no lugar dela.

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Último livro que eu comprei:
“Diário” de Chuck Palahniuk

Livro que eu estou lendo:
“As 48 Leis do Poder” de Joost Elfers & Robert Greene

Número total de livros que eu tenho:
Na última contagem era 182.

Três livros que significam muito para mim:
“Norwegian Wood” de Haruki Murakami
“Cachorros de Palha” de John Gray
“Tábula Rasa” de Steven Pinker

Último filme que eu vi:
“Hot Fuzz”, dos mesmos caras de “Todo Mundo Quase Morto”

Filmes que significam muito para mim:
“Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” de Michel Gondry & Charlie Kaufman
“Waking Life” de Richard Linklater
“Clube da Luta” de David Fincher
“Procurando Nemo” da Pixar

Último CD que eu comprei:
“Ok Computer”, Radohead, já faz alguns anos e foi apenas pelo encarte…

Música que está ouvindo agora:
“The Winner Is” da trilha sonora de “Little Miss Sunshine”

Três músicas que significam muito para mim:
“Mr. Brightside” do The Killers [ouça no YouTube]
“Your Ex-Lover Is Dead” do Stars [ouça no YouTube]
“El Scorcho” do Weezer [ouça no YouTube]

Bebida Favorita:
Soda Limonada

Entidade Favorita:
AACD

Férias Favorita:
Jales, interior de São Paulo

Vício Favorito:
Ler.

Cinco pessoas para responder a estas perguntas:
Cardoso (no Memeblog), Mirian Bottan,Paulo Radtke, Spicee e Fábio Yabu.

[tags]Perfil,Livros,Músicas,Filmes[/tags]

O Código Hollywood

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Dan Brown vendeu milhões de cópias de um livro que falava sobre um artista de séculos passados (que eu me esqueci como se chamava) que escondeu alguns segredos em suas obras. Ok, legal. Mas e sobre os artistas de nosso tempo escondendo segredos nos filmes? Não estou falando de Matrix que é óbvio até demais em sua discussão “filosófica”. A revelação abaixo é fruto da mente deliciosamente perturbada de Grant Morrison que é o melhor roteirista de quadrinhos (desculpem-me Moore e Gaiman).

“Velocidade Máxima” fala da evolução humana. O ônibus representa o mundo. Assista de novo…Todas as raças estão lá. E não é só isso. Mas está indo em direção ao desastre dirigido por um cara que foi maquiado como um Cro-Magnon ou escolhido porque é igual mesmo. Ele é a nossa violenta herança evolucionária guiando o mundo para o apocalipse enquanto todo mundo discute. A coisa toda é simbólica. Observem só quantas vezes você vê o número 23. Está em todas as cenas.

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Hawthorne James: Cro-Magnon?

E, finalmente depois de toda a viagem de amor tântrico no trem do metrô (NOTA: logo depois de decapitar o homem caucasiano altamente especializado e que explode coisas), eles aparecem na rua, na frente de um cinema exibindo “2001 – Uma Odisséia no Espaço”, que é sobre evolução humana.

“Pulp Fiction” agora: O troço brilhante na maleta “666″ é a alma de Marcellus. O band-aid no seu pescoço na cena do bar mostra por onde sua alma foi extraída. Em certo momento, Samuel L. Jackson diz que aquilo é a “roupa suja” de seu chefe. É ele quem a carrega, e é ele quem sempre cita uma passagem bíblica (Ezquiel 25:17). Lembre-se que após presenciar um milagre ele resolve mudar de vida. Travolta ignora isso e acaba pagando com a própria vida.

Adoro colecionar essas pérolas de “ocultismo pop”. Alguém conhece alguma para dividir? Manifestem-se nos comentários!

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