Quantas vezes na ficção o mundo já não esteve prestes a ser destruído por algum cientista maluco e algum pé no saco salvou o dia? Sim, eu torço para os vilões. Coiote, Cérebro, Darth Vader e Satã Goss sempre foram os caras que eu torcia. Logo o assunto “formas de destruir o mundo” sempre me interessaram. Existem diversas formas reais de acabar com o planeta ou pelo menos com a ridícula espécie Virus Sapiens — o que excluí as fictícias tais raios desintegradores de Marvin, o Marciano, demolição planetária para construção de rodovias espaciais e o apocalipse.
Raios Gama
Você já deve ter ouvido falar. E não, você não iria sobreviver como o Bruce Banner. Se você for atingido por raios gama você vira farofa e não um gigante esmeralda. Aliás cientistas especulam que um grande evento de extinção em massa em períodos pré-históricos foi causado por raios gama que atingiram o planeta.
Emissões de raios-gama são os eventos eletromagnéticos mais lumiosos ocorrendo no Universo desde o Big Bang. Eles são flashes de raios gama emanando de lugares aparentemente aleatórios no espaço profundo a intervalos aleatórios. A duração de um raio gama é tipicamente de poucos segundos, mas pode ser desde milissegundos até minutos.
Muitos dessas emissões observadas parecem ser causadas pelo colapso do núcleo de estrelas com massa elevada com rápida rotação em um buraco negro. Uma subclasse deles (as emissões “curtas”) parecem ser originadas de um processo diferente, a principal teoria sendo estrelas de neutrons orbitando sistemas binários. Todos as emissões de raios gama observados ocorreram fora de nossa galáxia, estando suas fontes a bilhões de anos-luz.
Uma emissão de raios gama próxima poderia causar extinção em massa na Terra. A curta duração dele poderia limitar os danos imediatos à vida. Entretanto, uma emissão próxima poderia alterar a química atmosférica ao reduzir nossa camada de ozônio e gerar óxido nítrico causando severos danos para a biosfera. Desde que tais emissões são raras em galáxias ricas em metais como a Via Láctea, extinções em massa causadas por eles podem acontecer apenas uma vez em bilhões de anos.
Estima-se que ocorra um destes em nossa galáxia entre 100.000–1.000.00 anos. Em 2005, cientistas da NASA e da Universidade do Kansas elaboraram a hipótese de que uma emissão de raios gama causou um evento de extinção em massa (a terceira maior de todos) ocorrida entre os períodos Ordoviciano e siluriano há 443,7 milhões de anos atrás. Na época os seres mais complexos multicelulares viviam no mar e os raios foram responsáveis pela extinção de 49% dos gêneros existentes. Isso foi a 443.700.000 de anos atrás, o que não descarta a possibilidade de a qualquer momento a Terra ser atingida por outros destes!
O Sol
Sim, a estrela mais próxima do nosso planeta não apenas deixa peles bronzeadas e nos dá as marcas de buquine e câncer de pele como é basicamente um exterminador adormecido. Ele tem vários ataques. As tempestades solares são como os “cóleras do dragão”, golpes poderosos mas que não aniquilam o inimigo.
O problema é quando o Sol der o ser “último dragão”. Daqui a cinco bilhões de anos nosso Sol vai ser uma estrela bem gorda. Como estrelas não malham, elas desabam sobre si mesmas explodindo. Quando são estrelas realmente enormes viram buracos negros, mas nosso Sol não é desse pedigree, sendo apenas uma anã amarela.
Quando entrar em colapso e explodir irá se tornar uma gigante vermelha, no processo de inflação, provavelmente irá consumir Mercúrio, Vênus e a terceira rocha contando a partir do sul. A má notícia é que todos os seriados seriam cancelados, não que você fosse ficar muito incomodado também. Após consumir mais energia, ia passar por uma fase de nebulosa planetária e depois, anã branca.
Mas isso não acontecerá senão em 5 bilhões de anos então até lá o Corinthians ainda vai perder muitos campeonatos.
Supervulcão
Yellowstone, é apenas um deles. O espetáculo já está adiado a uns milhares de anos, reservem seus lugares!
Meteoros
Um impacto causado pela colisão de um grande asteroide, ou cometa com a Terra. Uma teoria bem conhecida postula que a extinção dos dinossauros ocorrida à aproximadamente 65 milhões de anos atrás foi causada por um grande asteróide e causou uma significativa baixa da temperatura mundial. Evidências para esta teoria incluem uma camada sedimentar de irídio nos registros geológicos e a grande cratera de Chicxulub no México.
Além da destruição material e humana no momento da colisão, um grande impacto levaria o planeta a um desequilíbrio ecológico que prejudicaria todo o sistema de produção de alimentos. Em 2000, a revista Discover Magazine publicou uma lista de 20 cenários do fim da civilização e este era o mais provável a acontecer.
Pandemia
Mesmo doenças atualmente sob controle podem emergir como “supergermes” para os quais não teríamos nenhuma defesa. A peste negra somente não matou mais pessoas pois naquela época ainda não haviam métodos eficientes e rápidos de disseminação de doenças viagens. Graças ao mundo globalizado de hoje, que há um intercâmbio muito grande de material humano, uma doença originada em qualquer lugar do mundo, poderia atingir outro em questão de dias ou semanas.
Nós
Sim, nós podemos, como diz Barack Obama. Sim, nós podemos destruir a Terra. Ou nos matar e deixá-la em paz. Guerra nuclear, química ou biológica (ou meu predileto, uma combinação das três) poderiam ser utilizadas em tal escala que acabaria por dizimar toda a população.
A criação de um buraco negro ou strangelets por acide em algum experimento. A ameaça dos replicadores autônomos da nanotecnologia, se algum dia conseguirmos atingir tal sofisticação. E é claro, nosso querido aquecimento global.
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O Mundo Sem Nós, Alan Weisman


















