Posts com a Tag ‘ibrahim’

Passado Presente Futuro

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O Passado é um país estrangeiro. Eles fazem coisas diferentes por lá. Pensam em coisas que você hoje ou dá risada ou tem pena. Mas para eles aquilo parece tão certo. Mas daqui, é fácil julgá-los. Quem vive naquele país mais desenvolvido, anos à frente deste, chamado Futuro, faz o mesmo conosco. Quando me vejo em algum problemão, que não sei resolver ou me parece doloroso demais até mesmo para pensar em uma solução, eu não tenho dúvidas. O Ibrahim do Futuro poderá lidar com eles melhor do que eu. Enquanto isso censuro o estúpido e ignorante Ibrahim do passado que não apenas me legou seus problemas, como uma conta deixada para que eu pagasse, como me levou para lugares que talvez não gostaria de estar.

Às vezes temos a certeza de que o pessoal lá do Passado é que eram felizes. Viver nunca é fácil, nunca foi e nunca será. Acontecem coisas horríveis o tempo todo com muitas pessoas. E pessoas boas. Um amigo meu, por exemplo, perdeu o programa predileto dele ontem. Tragédias acontecem. Pessoas se deixam levar por impulsos, garotas ignoram seus pedidos desesperados de amor, rapazes agem como touros reprodutores (geração miojo, DESEJO-SEXO-TCHAU, em três minutos) falam coisas que estragam a sua semana e te deixam pensando em atenuantes para homícidio.

E não é engraçado que o pessoal lá do Passado diziam “Tudo vai ficar bem”, “As coisas se resolvem”, jogando tudo para a gente? Querendo ou não, somos resultados daquele pessoal. E aqui estamos nós, percebendo que quem vai ser mesmo feliz é o pessoal do Futuro. O que teriam eles a dizer sobre isso?

Desistir não é a opção. Schopenhauer leva dezenas de páginas, se não for centenas já que seu argumento pressupõe sua tese como um todo, para demonstrar como desistir é um gesto sem sentido. Mas o mundo não o é? E ainda ficamos nos indagando: O que fazer com a minha vida? Vivê-la e já que está fazendo isso, relaxe. O caminho não é reto. Não existem erros, só resultados. E não há fracasso, mas apenas experiências de aprendizado. Ninguém é estúpido, idiota, imbecil ou chato. Eles agem assim. É uma grande diferença. Seja gentil com todos. Do outro lado da internet também há outra pessoa, trate-as assim. Nunca pare de fazer o que você mais se importa. Assim espero construir um país melhor, para que o Futuro não me culpe por seu infortúnio. Somos responsáveis por eles, tente salvá-los. É o melhor que podemos fazer.

Significado dos Nomes | EQM

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Nada é por acaso. É o que alguns dizem. Pessoalmente tenho minha dúvidas e até prefiro manter assim. Acho uma boa dose de dúvidas muito saudável, obrigado. Mas em se tratando de obras de ficção talvez essa seja uma grande verdade. Podemos dirigir cada pequeno pedaço e construí-lo da forma que quisermos. Para alguém que cria, nada é – realmente – por acaso. Resolvi dividir com vocês minhas motivações atrás de cada um dos nomes dos personagens do livro.

Ibrahim Cesar

Vou começar com meu primeiro nome, “Ibrahim”. Foi uma escolha muito simples: minha mãe apenas me deu o nome do obstetra que realizou a minha operação. É antes uma apropriação do nome, que ela gostou, do que uma homenagem propriamente dita. Além disso é Abraão em árabe, se pronunciando muito próximo (algo como eibreirêm, ou algo assim), que é o patriarca das principais religiões monoteísta do mundo: Cristianismo, Islamismo e Judaísmo. O meu segundo nome foi por adicionado por pedido de minha irmã, Fábia Adriana, que por possuir dois nomes queria que o mesmo fosse feito comigo. Procuro pensar em “Cesar” como um eco de Júlio César.

“Abraão” e “Júlio César”, nada mal, não acham?

Jonas Arcádio da Silva

“Jonas” é simplesmente a forma com que meu pai (1956-2003) era chamado por sua família. Esse devia ser seu nome, mas um erro no cartório o batizou exatamente da mesma forma com que meu avó, e nem mesmo tinha o “júnior” no nome. Meu pai era “João”, mas devia ser “Jonas”. O que reforçou a escolha do nome foi a idéia do herói na barriga da baleia, um arquétipo muito interessante. E havia a canção “My Name Is Jonas”, do Weezer.

“Arcádio” vêm do sobrenome da família de “Cem Anos de Solidão” de Gabriel García Marques, que é um marco do realismo mágico. Como a história teria uma parte flertando com o gênero achei muito apropriado. E sua relação com Arcádia, o reino das fadas, reforçou a escolha.

“Da Silva” simplesmente por ser o sobrenome mais comum no Brasil. Queria que ele representasse um tipo brasileiro, do qual faço parte, que ainda não havia se visto descrito nas páginas de livros nacionais. E um dos meus melhores amigos, Raudinei, carrega o “da Silva” no nome.

Falls das Neves

“Falls” é realmente um nome francês, pelo menos é assim que uma garota chamada Falls me disse. Adorei o nome dela e resolvi usá-lo já que não planejo me reproduzir (isso não exclui intercursos sexuais recreativos é bom frisar). Mas guarda, no contexto da história, conotações muito interessantes, já que em inglês pode significar “queda”, “salto”, “deslize” e é claro, minha estação predileta, Outono.

O sobrenome foi incluído apenas por propósitos cômicos.

George Lethe

George é minha contribuição à extensa lista de Georges que eu aprecio. George Bluth, George Michael e G.O.B (Arrested Development), George Harrison, George O’Malley, George Orwell, George Clooney, Regina George, George Lucas…Só tire da conta os Georges do mal, como o Bush.

“Lethe” seria o nome original da “Novo Caminho”, como quis privilegiar a empresa de “O Homem Duplo” de Philip K. Dick para o nome da mesma, tive que me livrar de “Lethe” mas era um nome que eu apreciava muito. Não tinha uma significância muito grande antes já que é um dos cinco rios que cortam o Hades, sendo o rio do esquecimento. Todos que bebem dele perdem suas memórias. Seria um ótimo nome para a Lacuna Inc de “Brilho Eterno” se o seu já não fosse perfeito. E “Lethe” também era o nome de uma ninfa, filha de Éris.

Regina

É o nome de Jenna Fischer, atriz que interpreta Pam Beesley no seriado “The Office”. Jenna é um apelido para Regina. Seu comportamento e personalidade é baseada em Ângela, uma personagem também de “The Office”.

Tomás de Torquemada

É o nome do mais célebre dos Grandes Inquisidores (o maior cargo na Ordem da Inquisição). Foi o responsável pela Inquisição Espanhola. Junto com o tirano de Florença Girolamo Savonarola, simbolizou a face intolerante da história da Igreja Católica. Com eles, as fogueiras estiveram sempre acesas, para desespero de judeus, mouros e hereges.

O nome original deste personagem era Yolesmas Crisbeles, mas achei ele obscuro demais.

Dr. Roberto Mouir & Dr. Patrick Kafka

Nas primeiras versões da história, eles era personagens bem mais cômicos, chegava a ser pastelão. Mas não conseguia casar esse lado com a história de Roberto, mas os nomes ficaram e seriam uma homenagem ao desenho animado “Bob Esponja”. “Bob” é apelido de Robert, Roberto e Patrcik obviamente, Patrick Estrela.

Os sobrenomes referem-se à morte em francês (Mouir) e um grande escritor que eu gosto (Franz Kafka).

Sarah & Larissa Mouir

Se Sarah existe e sua função é muito clara, deve-se a uma canção da banda Death Cab For Cutie, “What Sarah Said”. Foi uma música que me ajudou a passar um período muito difícil e ajudou enquanto planejava essa história (levei 5 anos fazendo isso).

Larissa foi o nome da primeira garota por quem tive uma queda. Foi um desastre. Mas o nome é grego e significa “cheia de alegria”, o que dá uma dimensão de sua perda.

Os Renascidos

Edgar: Edgar Allan Poe (escritor)
Arthur: Arthur Schopenhauer (filósofo)
Frederico: Frederich Nietzsche (filósofo)

Mors Ontologica & Novo Caminho

“O Homem Duplo” de Philip K. Dick é a chave aqui. O primeiro,”morte” e “ontologia” (latim), pode significar tanto “o sentido da morte” quanto “a morte do ser”. É o nome científico da flor azul que produz a Substância D (de Death, morte).

“Novo Caminho”, como dito antes, é a empresa da história. New Path no original, acolhe os dependentes e os desintoxica dessa droga, no entanto, ela é também responsável por produzir a droga.

Método Ars Moriendi

É o nome de um livro da Idade Média sobre “a arte de morrer”.

Verdadeiras Histórias de Amor Nunca Terminam

Outro nome cogitado: Viagens à Terra Não Descoberta (usado ao longo do livro).

Foi uma frase que pareceu em um biscoito da sorte no décimo episódio da segunda temporada de “Veronica Mars”, com Kristen Bell: “True Love Stories Never Have Ends”, com os números da sorte: 4 8 15 16 23, 42. Sempre foi um dos meus seriados prediletos e a frase mexeu muito comigo.

Mais tarde descobri que o escritor Richard Bach, autor de Fernão Capelo Gaivota (eu não li), teria usado essa frase e sobre seu relacionamento com Leslie Parrish disto:

“Uma alma gêmea é alguém cujas fechaduras coincidem com nossas chaves e cujas chaves coincidem com nossas fechaduras. Quando nos sentimos seguros a ponto de abrir as fechaduras, surge o nosso eu mais verdadeiro e podemos ser completa e honradamente quem somos. Cada um descobre a melhor parte do outro. Não importa o que esteja errado à nossa volta, com essa pessoa estamos seguros em nosso próprio paraíso. Nossa alma gêmea é aqule que compartilha nossos profundos anseios, nosso senso de direção. Quando nós somos dois balões, e juntos nossa direção é para cima, então nós encontramos a pessoa certa. Uma alma gêmea é aquele que nos traz vida à vida”.

O sentimento de encontrar “…aquele que nos traz vida à vida”, é precisamente o que Jonas encontra em Falls. É usado no fim do livro e seria o título do livro.

Backup, Forrest! Backup!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Aprendemos com os erros, é o que todos dizem. Não é nenhuma novidade, pena que algumas lições tenham que ser tão duras. Por um erro ao realizar um redimensionamento de particionamento da minha HD principal, perdi ontem todos os arquivosdo meu computador. O pior: Tinha feito backup uma semana antes para reinstalar o Sistema Operacional e o eliminei depois disso. Ao realizar o particionamento, o Ubuntu gentilmente me informou que eu deveriame certificar de ter realizado o backup. Ignore-o.

Meu inventário de coisas perdidas e quase insubstituíveis:

Dois capítulos inéditos de EQM. Estes eu nem mesmo imprimi. Resolvi criá-los quando enviei o livro para algumas editoras, achei que seria uma espécie de vantagem para eles ter capítulos que não existam na versão liberada na internet.

Mas eu perdi também todas as versões de EQM, incluindo um arquivo que ia corrigindo os erros encontrados e mais fácil de editar (agora só tenho o pdf que disponibilizo para todos, que é meio chato de se editar).

Todas minhas imagens. Fotos da família, de amigos e minha coleção de fotos de seriados, filmes, desenhos animados, atrizes, etc…Uma coleção que venho juntando desde quando eu usava (vade retro), Windows.

Toda minha coleção da Sasha Grey (piada).

Mas o pior: Meu livro em obras. Eu perdi tudo. T.U.D.O. E isso doeu. Acho que como vou ter que reconstruir tudo, vou deixar aqui notas sobre o mesmo. Estava no que considerava 20% da obra completada. Estou chamando de “Declínio & Queda do Império Americano”, e digo isso pois EQM era “Viagens a Terra Não-Descoberta” e depois “Verdadeiras Histórias de Amor Nunca Terminam”. Se a tendência continuar, acabará saindo como “EUA”.

O livro se passa em algum ponto do futuro recente. É narrado pela primeira pessoa do plural. Quem são esses narradores não é claro (nem para mim) e se foca em um primeiro momento na organização e tentativa da independência do Estado de São Paulo. Mostrará o clima político, como as pessoas agem nesses ambientes e diversas reflexões. Mas não quero fazer um livro político. Nada disso. Estou mais interessado em jogar esses personagens em um ambiente onde as regras da civilização se tornam confusas para revelar a natureza humana. Por isso, gosto de dizer que é um livro sobre a natureza humana.

Se você está se perguntando o que diabos tem a ver a independência de São Paulo com o “declínio e queda” dos EUA, bem, eu odeio spoilers. E eu vou ter que voltar a escrever. Por um lado eu sei que é bom. Ao final de EQM, voltei para editar algumas partes e vi que minha escrita havia melhorado consideravelmente. Acho que ter que reescrever só fará bem ao livro, ainda que lamente meu trabalho perdido.

Bem, sei que não vai adiantar nada ficar me remoendo. Vou ter que trhar com base nas minhas anotações e pegar o pdf de EQM e por a mão “no alfabeto”. Espero que meu exemplo sirva de algo e não passem por este ridículo espetáculo do indivíduo derrotado por sua própria falta de zelo e ilusão de que nada vai acontecer a ele (vêem no que dá pensar positivo?). Não ligo se usarem ou não filtro solar, mas fazam o maldito backup.

Where's the football?
Creative Commons License crédito: smashz

Zen To Done em Português

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Eu sempre defendi uma cultura livre. Em suas mais diversas formas. Seja o irmão hippie malucão do Copyright, o Copyleft, seja na gangue do Creative Commons, a licença GNU e por aí vai. Licencio minha criação intelectual com ferramentas que permitem uma liberdade maior aos consumidores/produtores. Esse blog já recusou parceria comercial pois teria que proibir a utilização do conteúdo. Não fico pensando em um “mundo perfeito de sol e cultura livre”, penso numa cultura livre,. Agora mesmo. E um grande problema, cultural acho, é que a maioria das pessoas não entende os conceitos e poucos, fora da música, fazem amplo exercício dessas licenças.

Mesmo com mais de 1 milhão de fotos disponibilizadas gratuitamente para uso, a maioria ainda busca imagens no Google Imagens e poste sem qualquer culpa, e depois reclamam da falta de cidadania ou corrupção dos políticos. Cidadania está presente em todo lugar. Sei que é cômodo e muitas vezes vai no piloto automático se isentar da responsabilidade, mas mesmo com ferramentas simples, permanecem cometendo os mesmos erros.

O preâmbulo foi um pouco maior do que eu originalmente planejava. Pois bem, Leo Babauta, autor de blogs como Zen Habits e Write To Done fez um passo bem corajoso e inovador: disponibilizou todo o conteúdo de seu blog e de seu livro, Zen To Done.

Until now, I granted limited permission, mostly for non-commercial use.

Now, I’m granting full permission to use any of my content on Zen Habits or in my ebook, Zen To Done, in any way you like.

I release my copyright on this content.

From now on, there is no need to email me for permission. Use it however you want! Email it, share it, reprint it with or without credit. Change it around, put in a bunch of swear words and attribute them to me. It’s OK. :)

Leo Babauta in Open Source Blogging: Feel Free to Steal My Content

Zen To Done

É um livro de produtividade. É a versão “simples, direto ao ponto, zen” do GTD, Getting Things Done, de um cara chamado David Allen. No Brasil o livro onde o mesmo apresenta seu sistema se chama A Arte de Fazer Acontecer. ZTD é um livro pequeno, traduzido cheio de falhas por mim que o ajudará a ser organizado, menos distraído e mais focado.

Eu resolvi traduzi-lo por dois motivos:

  • Eu escrevi meu livro de ficção, EQM, em 23 dias, e para isso eu criei um “sistema”. Não se trata do ZTD, mas se baseia nas mesmas filosofias básicas. Ainda irei falar melhor do meu sistema no futuro, se ainda não toquei no assunto foi porque eu só usei uma vez, ainda que com relativo sucesso. Como estou passando pela segunda experiência, acredito que poderei falar com maior solidez do mesmo.
  • E colocar em prática a liberdade de uso que o Babauta permitiu. Você pode comprar a versão original em inglês por 9,50 doláres. A versão em português traduzida por mim, pelo melhor preço: grátis.

Baixe agora:

Espero que interesse a alguém :)

Eu lhes anuncio: EQM

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Então é isso.

EQM está no ar para ser baixado, lido, revisto, criado finais alternativos, traduzido para o mandarim ou francês. Tenho que mais uma vez agradecer aos mecenas do livro, pois sem eles eu não teria conseguido. Não sei se os volumes já chegaram, mas todos já foram encaminhados.

Tenho que confessar que estou com medo. Muito medo. As pessoas pagam por isso e não gostaria de saber que eu as fiz gastar em algo que não gostaram.

Aqueles que fizerem resenhas, eu agradeço. E os que puderem me enviar e-mails contando o que acharam do livro, eu também agradeço.

Então é isso. 23 de Maio de 2008: EQM é lançado. A sorte é lançada.Agora não podemos fazer outra coisa senão esperar, e não creio que tenhamos que esperar muito.

Compre o livro

23,00 + Frete

Faça o download gratuito de EQM:

O que você pode fazer:
Comprar o livro.
Entrar em contato e me dizer o que achou do livro.
Criar obras derivadas.
Fazer uma resenha e me informar.
Conhecer os mecenas que ajudaram a publicar o livro.
Apontar erros para que as próximas edições sejam melhores.
Entrar na comunidade do orkut ou do facebook.
Visitar meu novo blog: Ibrahim Cesar

Mecenas

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Book store
Creative Commons License crédito: Mickey_P

Se nada de adverso acontecer, meu livro sai dia 23 de Maio (23/5 no falso calendário) ou 70 de Discórdia. Estou pensando em fazer uma promoção básica e dar um livro a quem responder uma pergunta, mas isso fica para outra hora. Estou criando até mesmo um outro blog há algum tempo para quando lançasse meu livro. Minha freqüência de postagem por aqui anda bem baixa, por que eu já escrevi 42 postagens por lá, apenas não publiquei nada ainda.

Eu cometi alguns deslizes. Deixei de considerar pontos que mais tarde descobri eram estratégicos, mas não vou considerá-los “erros”, apenas resultados. Experiências de aprendizagem. Vou publicar mais tarde o “estudo de caso” desta minha empreitada. Pesquisei muito sobre esse assunto de criadores de conteúdo comercializando obras no ambiente da internet (principalmente os pequenos que como eu, estão lá no fim da cauda longa) e acho que vou poder contribuir ao menos com informações financeiros e estratégicas sobre o tópico.

Estes são os mecenas do meu primeiro livro (não há qualquer tipo de ordem, na verdade eu ia rolando um d20, e fui colocando do maior para o menor), EQM:

VILMA & ELLEN
ABRAÃO CALDAS
PAULO VINÍCIUS VITTO RUTHES
FELIPE SARTORI DE OLIVEIRA
THIAGO MONTINI
ENIO LUIZ F. VEDOVELLO
RACHEL FREITAS
FERNANDO CURY
DUDU TOMASELLI
SAMIR SALIM JÚNIOR
ANDERSSON QUEGI
RAFAEL SLONIK
KATHERINE DAMBROWSKI
RENATO FELIPE ATILIO
THÁSSIUS VELOSO
EVANDRO CESAR
HENRIQUE ARTUR WINT
MISTER K.

Obrigado :) Se faltou alguém e eu esqueci de colocar nesta lista, entre em contato o mais rápido que puder.

O Duelo Final

domingo, 4 de maio de 2008

A votação para definir a capa foi sensacional, gostei muito do feedback. A vitoriosa acabou sendo a aposta original do Rev. Peterson, criada pelo Rev. Beraldo. Mas o mundo é imprevisível e podemos encontrar surpresas pelo caminho, eis que surge outra capa para o livro, esta criada pelo Albano.

Eu realmente gostei da nova capa mas quis trazer a todos os que votaram para que dessem a palavra final, afinal, eu não achava certo trair a decisão de vocês. Ia ser mais ou menos como: “Escolhe, morango ou cereja”. Aí eu trago menta. Acho que entenderam.

Opção 1

A capa vencedora da enquete. É vermelha como um comunista, possui o símbolo de uma placa para “alto risco de morte”.

Opção 2

A nova. Ela funciona em diversos níveis, explorando a idéia da anterior. Vejam como o EQM está graficamente “provocando” a divisão entre “corpo” e “mente” ou algo do tipo. Para mim, ela transmite mais uma mensagem.

Mas, de novo, é com vocês! Para votar, usem a barra lateral, que é essa coisa cinza aqui do lado, lá na parte de cima (muitos não conseguiram votar da última vez apenas por não se localizarem).

Escolha a Capa do Meu Livro

terça-feira, 22 de abril de 2008

Eu passei vários dias junto com o Rev. Beraldo desenvolvendo os conceitos de capa para meu livro, EQM. Ele já foi micro-financiado por diversos mecenas, então, resolvi que nada mais justo seria permitir que os leitores do 1001 Gatos escolhessem a capa do livro.

Na verdade seriam 23 para escolha, mas ao criar a pesquisa, descobri que ficaria muito grande, então dei uma enxugada e deixei 10 competindo para ser a capa do livro. Clicando nas figuras, você verá uma versão em maior definição. Eu conto com seu voto!

Capa 1

Conceito: Um elemento presente em todas EQM’s é o túnel de luz. Foi isso que quissemos explorar nesta capa. A foto utilizada como base é licanciada via Creative Commons.

Capa 2

Conceito: Esta capa mostraria a silhueta de Pixel, o gato do protagonista. E seria, por que não, uma referência velada ao 1001 gatos.

Capa 3

Conceito: O protagonista trabalha em um escritório que divide com seu amigo.

Capa 4

Conceito: Usa o símbolo do sinal de “Risco de Morte” em constraste com o fundo preto. É a preferida de minha mãe.

Capa 5

Conceito: Foi a primeira a ser criada. Dá um grande destaque ao título.

Capa 6

Conceito: Usa uma tipografia mais interessante. Simples, direto ao ponto. Uma das direções artísticas que procuramos fazer foi ser, ou tentar, o minimalismo na execução das capas. É um reflexo do meu próprio estilo literário.

Capa 7

Conceito: Esta une o minimalismo a um certo mistério. Que substância está representada na capa? Ela tem um papel decisivo na trama em certo nível.

Capa 8

Conceito: Dá destaque total ao símbolo. É o primeiro conceito que tive para a capa.

Capa 9

Conceito: É apenas a Capa 8 com um fundo diferente.

Capa 10

Conceito: É um conceito que une o título e o símbolo de uma forma diferenciada. É a predileta do Rev. Peterson Cekemp.

Usem a enquete da barra lateral para votar!

Qual capa você mais gostou? Prefere dar um dica para nós? Enviar sua própria capa? É realmente muitíssimo importante qualquer opinião pois demonstra a recepção de potenciais leitores para o livro.

O Dia Que Meu Rim Virou Matemático

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Pretendo elaborar aqui minhas experiências desta semana. O Rev. Tiago, publicou a postagem “Nota” onde falava sobre a minha internação. Notem que a URL é /nota-2/, pois a /nota/ se referia ao começo de 2007 quando eu fui “atropelado” (na verdade eu quebrei apenas o braço pois instintivamente quis “segurar” o carro que já estava freiando, ou seja, ele não passou por cima de mim, nem nada, mas doeu muito – pode ter certeza) e também fui internado.

Desta vez a coisa foi diferente. Não foi um problema externo que se eu tivesse prestado atenção eu teria visto o carro vindo e ficado sem engessar o braço. Desta vez foi um problema interno. Meu rim formou um cálculo. Ou como eu prefiro dizer a todos, “tornou-se matemático, para meu desgosto que tanto queria que cursasse biologia”. Pela dor que eu senti naquela manhã, aniversário da Carol inclusive, eu calculava por cima que o tamanho dele deveria ser algo em torno de um Boeing 747. Mais tarde o doutor me disse que era do tamanho de um grão de arroz. Como era ele quem controlava minha medicação resolvi concordar.

Como era carnaval eu o hospital estava meio-lotado (Abre aqui um parêntese bem grande: Havia cinco pessoas com cirurgias urgentes de ortopedia que iam segurar um médico pelo dia e a noite inteira. Eu sei disso por que eu presto muita atenção à conversa das enfermeiras. Também devo frisar de que sei que eu sou muito, mas muito sortudo. Não fui para o hospital público pois lá certamente eu não teria 20% do que tive ao ser internado onde estive. Uma vez eu, fui atropelado quando ia para o trabalho e o Raio X teve que ser tirado no hospital público e posso dizer que a diferença é apenas igual a da calculadora com o computador), e fiquei em um quarto com outro sujeito que estava lá antes de mim. E esse cara se considerou dono da televisão. Estava com tanta dor que nem liguei. Melhor, achei que não ia ligar.

Ele passou o dia todo assistindo a “Canção Nova” e a “Rede Vida”. Para quem não conhece são televisões religiosas. Meu pensamento naquele momento de dor e sofrimento foi: “Eu tenho certeza, agora eu tenho certeza. Deus realmente não existe. Quando chegar em casa vou trocar no Orkut de ‘agnóstico’ para ‘ateu’”. Se inferno não passasse de ficção seria mais ou menos aquilo: Dor, calor (uma das enfermeiras sempre injetava um dos remédios tão rápido que eu sentia meu braço queimar, outras eram mais sutis). No dia seguinte…Mais tv religiosa, eu tentava dormir, olhar para o outro lado ou ler um jornal que tinha arrumado. Neste dia eu senti muita náusea. As enfermeiras me disseram que era por causa dos remédios, eu queria dizer que na verdade era por causa do canal, mas desisti. Ao final do dia eu só podia dizer: “Universo, você venceu”.

Ah, algo importante: Eu cresci assistindo “Animaniacs”, portanto ao pensar em hospital uma hora ou outra eu penso em “Olaaaaá Enfermeira!”. Esse tipo de enfermeira que os homens acreditam existir não foram contratadas em Rio Claro. Merda.

O sujeito saiu no segundo dia mesmo. Eu quase saí nesse mesmo dia, mas meu médico passou por volta das 10 da noite e como as visitas tinham se encerrado às 9 eu não quis ganhar alta e fazer minha mãe ter de voltar para o hospital. Foi nessa noite, com menos remédios do que no dia anterior, sem sono, com o incômodo do soro e um quarto grande vazio que pensei nessa coincidência:

- Eu estava no quarto 18. O número de John Lennon (1+8=9). E também, 9 = 3^2…

- Meu pai morreu em 2003. Naquele mesmo hospital, naquele mesmo corredor. No quarto 23.

- Eu fui internado em 2008. De 2003 para cá, são…5 anos!

- Do meu quarto para o dele são 5!

- Ganhei alta no dia 5 de Fevereiro.

É claro, eu não acredito em nada disso. Números, não dizem nada, certo? O que essas 5 coincidências iriam querer dizer?

Continuo com o cálculo no meu corpo, morrendo de medo de sentir uma dor horrível na hora de que for sair…E caso não saía vou ter que passar por mais coisas…Universo, você venceu.

1000pic.jpg

Figura 1: imagem completamente aleatória que não têm nada a ver com o assunto abordado no texto. 

All we need is LOVE

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

A ansiedade que vinha sofrendo após receber a notícia de que a veria em primeira-mão se transformou em excitação ao abrir meu e-mail há 5 dias.

Instantaneamente, meus dedos começaram a se contrair e relaxar freneticamente – um tique que tenho quando anseio algo mortalmente – e minhas narinas de dilataram, prontas para sentir o cheiro que sabia que não haveria, mesmo que esse fato não fizesse sentido ao meu olfato. A tecnologia ainda não permite ao computador, assim como ao telefone, exalar quaisquer coisas, muito menos o que eu procurava: Papel.

Faz parte do meu ritual de leitura. Desde pequena, sempre que um livro vem em minha direção, minhas glândulas olfativas despertam. Trago-o para junto do nariz e inalo o aroma, algumas vezes mofado, outras perfume. O mais inebriante, porém, é o de livro novo, que sou capaz de sentir a distância.

Por mais estranho que pareça, minha mente simulou por tempo muito curto esse cheiro no momento em que abri o pdf do rascunho da novela do Polipadre desta cabala, mãos tremendo e uma risada beem estranha que não consigo descrever.

EQM – Verdadeiras histórias de amor nunca terminam lida com temas que, apesar de tachados clichê (como qualquer tema que faça parte da vivência comum da sociedade), costumam ser mal explorados por literatura que não seja de divulgação científica: Amor e morte. Foi excelente a forma como a informação, ou aquilo que se chamaria “introdução teórica” num relatório, foi liberada ao leitor entre diálogos humanos, de forma sutil (que nem faz aquele troço que tem no banheiro do Pedrinho), agravando as características nerds que certos personagens possuem.

No entanto, o que mais me impressionou foi um capítulo que não trata do protagonista. Um capítulo que confesso ter pensado ser mal desenvolvido, por precariedade de informação e conhecimento pessoal do assunto. Dou a mão à palmatória agora.

Uma vez li um romance adolescente chamado “Poderosa”. A personagem não tinha nada de poderosa. O nome dela e das coadjuvantes poderiam estar no gerador de pobreza do Morróida. O enredo era bem pobrinho e ainda por cima, escrito por um homem que tentou descrever uma menina ansiosa pela primeira menstruação e sua respectiva menarca.

Que menina fica triste por ainda não ter tido a primeira menstruação? Depois que vêem uma amiga sofrendo, o que mais esperam é que demore bastante pra que possam ir à praia sossegadas e, quem sabe, crescer mais em altura, bunda e peito. Você não descobre que menstruou acidentalmente, quando vai fazer xixi! É diferente. Dói muito enquanto seu endométrio é cruelmente arrancado de você.

Quando vi o capítulo Sarah, de EQM, respirei fundo, pensando no que levara o Ibrahim a escrever algo tão trivial à história. A narrativa contrariou minhas baixíssimas expectativas e devo dizer que foi a melhor que eu já li, lembrando-me de mim, também no meio da aula de Matemática. Rendeu bons minutos de nostalgia.

Tudo que precisamos é AMOR. Título dessa postagem; trecho que descobri assistindo Girls Next Door ser duma música do Beatles; estampa de uma camiseta que eu comprei e ainda não usei; foco de EQM – Verdadeiras histórias de amor nunca terminam e, para os que acreditam, a salvação do mundo

Essa é a sua vida. Cada hora a mais é na verdade uma hora a menos. Horas essas que foram extremamente bem gastas por mim durante a leitura e espero que, em breve, por você também :)