Resposta curta: Não.
Resposta longa: O nome é Grande Colisor de Hadrons e segundo algumas pessoas pode criar buracos negros que irão destruir o planeta Terra. Segundo outros, se eles gerarem as “stranglets”, talvez destrua todo o Universo. Não, não é um livro de ficção científica de Kilgore Trout. Tanto que dois sujeitos estão processando os responsáveis pelo projeto.
Um dos objetivos dos experimentos do LHC é recriar as condições do universo frações de segundo após o big bang, e dessa forma testar modelos da para a natureza e mesmo desafiar nossa compreensão da realidade física.
O Boston Globe publicou recentemente três motivos para não ter medo do fim do mundo (bem, ao menos causado pelo CERN). Abaixo, a adaptação:
Deverá [a máquina em questão] estar completa e pronta para começar a produzir informações neste verão. Com ela, cientistas estarão aptos a chocarem átomos viajando a mais de 99,99% da velocidade da luz com prótons viajando na direção oposta na mesma velocidade.
Prótons são, na verdade, objetos bem complicados, feitos de pequenas coisas e pedaços, e na colisão de dois prótons pode ser que aconteça dessas duas pequenas peças fiquem próximas delas. Essas peças carregam muita energia, e desde a famosa equação de Einstein alguém pode imaginar que muita massa em pouco espaço pode criar um buraco negro.
As chances de algo assim realmente acontecerem são bem perto de zero por algumas razões. Primeiro de todas, os teoristas que se preocupam com essas coisas acontecendo fazem a suposição de que a energia necessária para fazer um buraco negro é vastamente menor do que nós poderíamos esperar no mundo real como conhecemos. Essa possibilidade apenas surge em teorias com o que são chamadas “grandes dimensões extras”, e não há evidência nenhuma que estas descrevam a realidade.
Uma segunda razão: Buracos negros, estritamente falando, são construtos teóricos. Ninguém já viu um buraco negro. Coisas que são candidatos a buracos negros são aqueles que são pequenos e que tenham uma massa incrivelmente alta, mas se alguém é muito honesto, há um monte de problemas com o conceito do buraco negro, e nós não sabemos ainda com certeza se eles realmente existem. Um problema particularmente incômodo é que o temo é previsto para desacelerar quando alguém se aproxima de um objeto pesado, então pedaços de matéria caindo em um objeto pesado em colapso levaria um tempo infinito para cair nele do ponto de vista de um observador externo.
Uma terceira razão é que enquanto nós físicos [Stephen Reucroft e John Swai, autores do artigo] estamos excitados sobre as colisões que logo serão feitas no CERN, tais colisões ocorrem o tempo todo na Terra, na lua, e todo lugar mais pelos raios de energia cósmica de alta potência. Em outras palavras, os experimentos que as pessoas se preocupam do CERN estão acontecendo agora e aleatoriamente em todos os luagres nos últimos bilhões de anos, e tudo parece bem!
Droga! E eu achando que tinham criado a primeira invenção útil para o Universo!

crédito: Jim Downing









